The Help
“Senhor, as candidatas chegarão a qualquer momento. Tem certeza de que não quer a gravata vermelha?”
O dono da casa zombou, ajeitando o colarinho.
“Timothy, o vermelho faz as pessoas ficarem com fome de comida, não de algo gostoso e suculento...” ele parou de falar, perdido em pensamentos enquanto observava as duas gravatas. "Quero parecer apetitoso, mas não desesperado. Vou ficar com a azul." Magnus jogou a gravata vermelha sobre a cama e pegou a outra, mas logo repensou sua escolha e pegou a vermelha de novo. "Apetitoso..."
Timothy assentiu e saiu do quarto do patrão. Ele podia ouvir o movimento dos empregados da casa, incluindo Timothy, que tinha começado a dar ordens em voz alta.
Hoje era um dia especial, pois Magnus Moran receberia dez jovens adoráveis trazidas de todo o país na esperança de se tornarem sua esposa, a Sra. Magnus Moran.
Será que ele teve a ideia por causa de um reality show? Nem de longe. Ele vinha tentando encontrar uma mulher há anos, mas sem sucesso.
Seis meses era tudo de que ele precisava, e ele acabaria encontrando a escolhida. Magnus fazia isso a cada poucos anos, mas ficava com muitas, muitas mulheres nesse meio-tempo.
Ele simplesmente devorava as mulheres. Elas eram incrivelmente deliciosas para ele.
“Senhor, peço desculpas por interrompê-lo novamente, mas os novos funcionários também chegarão hoje.”
“Hoje? Logo hoje?”
Timothy suspirou: “Devemos mantê-los nos alojamentos dos empregados, então?”
Magnus assentiu.
“Sim, não preciso deles perambulando por aqui hoje antes do treinamento.”
Magnus penteou o cabelo preto para trás. Seus olhos verdes brilhavam, lembrando-o muito dos olhos de seu pai.
“Como estou?”
Timothy sorriu: “Elegante, senhor.”
Lola subiu a longa e sinuosa estrada porque o taxista se recusou a levá-la mais longe.
Ela não tinha mais dinheiro para pagá-lo e ele simplesmente não queria lidar com ela. Então lá estava ela, puxando sua bagagem pela estrada, na esperança de que alguém aparecesse antes que começasse a chover.
O celular de Lola tinha acabado a bateria uma hora antes, e ela estava a apenas alguns quilômetros da propriedade dos Moran.
Alguns carros passaram por ela, mas iam na direção oposta. Seu cabelo escuro e cacheado estava armado, e ela sabia que causaria uma péssima primeira impressão.
Lola foi contratada por uma agência algumas semanas antes, quando a propriedade dos Moran anunciou várias vagas para empregadas domésticas, jardineiros, etc., e ela agarrou a oportunidade.
Seria perto o suficiente para ela começar seu mestrado em psicologia infantil, se seu horário permitisse. De qualquer forma, Lola só precisava de um ano para guardar dinheiro e estaria feita.
A chuva começou a cair, primeiro em gotas pequenas e depois em gotas enormes que a castigavam enquanto ela caminhava apressada pelo restante do caminho.
A propriedade era enorme, mas o portão estava fechado e trancado, então Lola apertou o botão para pedir acesso.
“Sim?”
“Olá, sou Lola Lancaster e estou aqui para começar...”
Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, o portão abriu. Lola ficou quase imediatamente impressionada com o tamanho e a beleza da enorme propriedade e de suas construções. A arquitetura era magnífica.
Um carro parou, e Lola colocou suas coisas no banco de trás com a ajuda de um jovem.
“Eu sou o Sam.” Ele estendeu a mão, e Lola a cumprimentou gentilmente.
“Lola.”
Eles seguiram até a porta da frente, onde um homem muito bonito estava ao lado de um senhor mais velho que parecia entediado.
Sam a ajudou a sair do carro e Lola caminhou até a dupla que estava parada na escadaria grandiosa que levava às portas da frente.
Um único olhar do homem mais jovem foi o bastante para ela saber que não era o que ele esperava.
“Quem é você?”
“Sou Lola Lancaster. Sua nova governanta.”
Ele revirou os olhos e suspirou.
“Sam, todos os novos funcionários devem ir para as casas de hóspedes até segunda ordem.”
Lola fez uma careta.
“Prazer em conhecê-lo também, Sr...?”
Ele deu um sorriso presunçoso.
“Seu patrão.”
“Sr. Seu Patrão.”
Lola estava andando em terreno perigoso, mas estava encharcada até os ossos com a umidade daquele dia e ele nem sequer a tinha recebido bem.
“D-desculpe...” Lola baixou o olhar, “O senhor é Magnus Moran?”
“Sr. Moran para você, Srta. Lancaster. Lidaremos com você e o restante de seus colegas mais tarde. É uma pena que você não seja uma das minhas... damas.” Ele a olhou de cima a baixo como se a estivesse despindo com os olhos, e Lola corou. “Do jeito que as coisas estão, não faço questão de dormir com os empregados.”
Sam levou Lola de volta para o carro e eles partiram.
“Ele é um cara muito legal quando você o conhece melhor”, Sam tentou amenizar.
Lola fez um bico.
Ela estava ali para fazer seu trabalho e seguir com sua vida.
Ela não queria conhecer o irresistível, porém egomaníaco, Magnus Moran.