Casamento com a Máfia |Jimin ff|✓

Resumo

S/n se casa pela felicidade do seu pai, mas ela não faz ideia de que seu marido é um mafioso. Além disso, ela teve um namorado no passado. O que acontecerá quando os dois descobrirem os segredos um do outro? É apenas uma fanfiction.

Gênero
Romance/Other
Autor
Jamzs
Status
Completo
Capítulos
33
Classificação
4.8 15 avaliações
Classificação Etária
13+

Capítulo 1 |Park Jimin|

O murmúrio suave de conversas preenchia o café aconchegante. O aroma quente de café recém-passado se misturava ao som fraco de uma playlist de jazz.

Y/n estava sentada perto da janela, seus dedos inquietos brincavam com a borda da xícara de café. Ela olhou para o relógio, e suas sobrancelhas se curvaram levemente enquanto o tempo passava.


Seus olhos castanhos dispararam em direção à entrada quando a campainha tocou, sinalizando uma chegada. Seu coração disparou quando ela o viu.


Taehyung entrou. Sua figura alta e imponente atraía todos os olhares no ambiente. Seu cabelo preto estava perfeitamente arrumado, e seu terno sob medida denunciava seu status abastado. Ele exalava confiança, um magnetismo silencioso que fazia as pessoas pararem para admirar.


Y/n acenou para chamar sua atenção. Ele a avistou quase imediatamente e caminhou até ela com passos largos e decididos. Ele se sentou na cadeira à sua frente, seus lábios se curvando em um pequeno sorriso.


"Onde você estava, Taehyung?", a voz de Y/n carregava um toque de frustração. "Eu estou esperando há tanto tempo! Eu precisava falar com você, e você..."


"Desculpa, baby", Taehyung interrompeu, com um tom suave, mas sem parecer arrependido. "Fiquei preso em uma reunião. É por isso que me atrasei. O que é tão importante que você não poderia dizer por telefone?"


Y/n suspirou profundamente, sua expressão suavizando levemente. "Na verdade, meus pais querem que eu me case."


Taehyung levantou uma sobrancelha, encostando-se na cadeira. "Casar?", repetiu, com um tom neutro.


"Sim", continuou Y/n, com as palavras saindo apressadas. "Eles convidaram minha família para jantar na casa deles hoje à noite para discutir isso."


"E daí?", perguntou Taehyung, inclinando a cabeça levemente, com a voz calma, porém desinteressada.


"E daí que eu quero me casar com você, Taehyung", disse Y/n, com a voz firme, mas tingida de vulnerabilidade. "Você quer se casar comigo?"


A expressão de Taehyung oscilou. Uma surpresa momentânea passou por seu rosto antes que ele a escondesse com um sorriso neutro. Ele não respondeu imediatamente, o que fez Y/n repetir a pergunta, com a voz mais desesperada desta vez.


"Escute, Taehyung", ela começou de novo. "Nós estamos juntos há quatro anos. Por favor, fale com meus pais sobre o nosso casamento. Meu pai quer que eu me case com o filho de um dos velhos amigos dele, e eu nem o conheço. Você vai vir falar com meus pais sobre nós?"


Por um momento, Taehyung pareceu considerar as palavras dela. Então ele assentiu, com um pequeno sorriso brincando nos lábios. "Y/n, eu definitivamente vou... mas não hoje. Me dê três ou quatro dias. Por enquanto, vá à casa deles hoje à noite."


"Então isso significa que você vai se casar comigo?", perguntou Y/n, com a voz cheia de esperança.

"Claro, meu amor", respondeu Taehyung, em tom carinhoso e com os olhos fixos nos dela.


O rosto de Y/n se iluminou com um sorriso suave, e um alívio tomou conta dela. Mas o que ela não sabia era que, por trás da fachada composta de Taehyung, seus pensamentos estavam longe de serem sinceros.


Enquanto Y/n bebia seu café, tranquilizada pela promessa dele, o olhar de Taehyung passou rapidamente pela janela. Sua expressão tornou-se distante, e o canto de sua boca se contraiu em um sorriso fraco e indecifrável. O que ela ouviu foi a concordância dele, mas seu coração e sua mente guardavam uma verdade completamente diferente.


~~~


As grandes janelas de vidro do escritório de Taehyung permitiam que a luz do sol do fim de tarde entrasse, projetando longas sombras sobre os móveis modernos e elegantes.


Jungkook sentava-se casualmente em uma das cadeiras em frente à mesa, com os braços cruzados e uma expressão curiosa enquanto observava Taehyung entrar a passos largos.


Ao entrar, Taehyung jogou o celular sobre a mesa e afrouxou a gravata, soltando um suspiro. Seu habitual semblante calmo parecia um pouco abalado.

"Então", começou Jungkook, inclinando-se para frente com um sorriso malicioso. "Por que a Y/n te ligou com tanta urgência? Você parecia estressado quando saiu mais cedo."


Taehyung zombou, passando a mão pelo cabelo escuro ao se sentar em sua cadeira. "Ela me ligou para falar de um monte de besteira."


Jungkook levantou uma sobrancelha. "Besteira? Que tipo de besteira?"


"Ela quer que eu fale com os pais dela sobre o nosso casamento", respondeu Taehyung com um toque de irritação, reclinando-se na cadeira.


"Isso é bom, não é?", disse Jungkook, em tom leve.


"Bom?", repetiu Taehyung, balançando a cabeça com uma risada seca. "É ridículo. Eu não quero me casar com ela."


A expressão brincalhona de Jungkook tornou-se séria. "Então por que você ficou com ela todos esses anos? Se você não vê um futuro com ela, deveria ter terminado há muito tempo."


Taehyung deu de ombros, indiferente. "Eu estava apenas passando o tempo. Ela era divertida, mas agora começou a sonhar com algo maior: casamento. Não foi isso que eu assinei embaixo."


Jungkook franziu a testa. "Isso ainda é errado, Taehyung. Se você não está falando sério sobre ela, deveria ter sido honesto desde o início. Iludi-la desse jeito..."

"Olha", interrompeu Taehyung, inclinando-se para frente com um tom cortante. "Eu nunca prometi nada a ela. Ela tirou as próprias conclusões. Eu não tenho sentimentos por ela e nunca pensei em me casar com ela."

Jungkook balançou a cabeça em desaprovação. "Você está sendo injusto com ela, Taehyung. Se você sabia que ela estava falando sério sobre você, deveria ter terminado antes que as coisas chegassem a esse ponto."

Taehyung deu um sorriso de lado, encostando-se na cadeira. "Você parece muito solidário, Kook. Se você sente tanta pena dela, por que não se casa com ela no meu lugar?"

Jungkook soltou uma pequena risada e levantou-se, ajeitando o blazer. "Eu até gostaria, mas agora estou ocupado demais com os negócios do meu pai para pensar em casamento." Ele lançou um olhar incisivo a Taehyung. "Só não leve as coisas longe demais, Tae. Você está brincando com os sentimentos dela, e isso não é algo para se levar na brincadeira."

Dito isso, Jungkook pegou o celular na mesa e caminhou em direção à porta. "A gente se vê mais tarde", disse por cima do ombro antes de sair do escritório.

Assim que a porta se fechou atrás dele, o sorriso de Taehyung desapareceu. Ele recostou-se na cadeira, tamborilando os dedos levemente no braço da poltrona enquanto encarava o teto. Apesar da sua confiança, as palavras de Jungkook permaneceram em sua mente, deixando um leve rastro de inquietação.

~~~

O sol poente começou a se pôr, lançando um brilho quente através das cortinas no quarto de Y/n. Ela estava sentada perto da janela, observando a luz que desaparecia, perdida em pensamentos. Sua mente era um turbilhão de emoções, e seu coração estava pesado com o fardo de uma decisão iminente que ela não podia evitar. Seus pais já tinham tomado suas próprias decisões, e, naquela noite, tudo mudaria.

De repente, a porta rangeu, tirando Y/n de seu devaneio. Ela olhou para cima e encontrou os olhos severos de sua mãe.

"Y/n, você ainda não está pronta", disse sua mãe, com a voz cortante e impaciente.

Y/n soltou um suspiro, seus ombros caíram. "Eu não quero me casar."

O rosto de sua mãe se contraiu com raiva. "Y/n! Você está dizendo isso na minha frente? Mas não se atreva a dizer isso na frente do seu pai", ela avisou, com um tom baixo, porém ameaçador.

"Mas mãe...", Y/n tentou protestar, com a voz tremendo levemente.

"Qual é o motivo de você não querer se casar?", a voz da mãe era agora uma mistura de frustração e preocupação, cortando a hesitação de Y/n.

Y/n respirou fundo, reunindo coragem para falar o que sentia. "P-porque eu estou apaixonada por o-outra pessoa... e a pessoa com quem vocês querem que eu me case, eu nem vi até hoje." Ela soltou as palavras, que ficaram pairando no ar como um peso enorme.

O rosto da mãe endureceu, e ela se aproximou de Y/n. "Escute, não faça essa bobagem. Você acha que seu pai permitiria que você se casasse com outra pessoa? Esqueça quem quer que você ame. Se arrume e desça agora. E tenha cuidado para não dizer nada estúpido na frente de ninguém. Você não deve estragar o humor do seu pai. Você entendeu?"

Y/n sentiu o peso das palavras da mãe esmagá-la. Ela não pôde evitar se sentir desamparada, como se seus próprios desejos não significassem nada diante das expectativas de sua família.

Lágrimas brotaram em seus olhos, mas ela as conteve, determinada a não deixar sua mãe ver sua fraqueza. "Mas o que acontecerá com meus estudos? E meu futuro?"

A expressão da mãe suavizou, embora apenas um pouco. "Estamos indo para a casa deles agora mesmo. Falaremos sobre seus estudos depois. Apenas... desça agora. Seu pai e eu estamos esperando por você."

Enquanto sua mãe se virava e saía do quarto, Y/n ficou parada por um momento, congelada. Seu coração doía, e seus pensamentos estavam emaranhados em um emaranhado de medo e incerteza. Ela limpou a lágrima que escorreu pelo rosto, lutando contra a tristeza avassaladora que sentia.

As palavras da mãe ecoavam em sua mente e, apesar do peso em seu peito, ela se levantou lentamente, caminhando até o guarda-roupa para se arrumar. Naquela noite, ela teria que usar a máscara da obediência, mesmo que, por dentro, estivesse gritando.

Depois de um tempo,

Y/n parou em frente ao espelho, seu reflexo a encarava como se fosse uma estranha. O vestido leve que ela escolheu lhe servia perfeitamente, mas parecia uma fantasia. Sua maquiagem estava impecável, mas não conseguia esconder o vazio em seus olhos. Ela ajeitou o colar em seu pescoço, seus dedos tremiam levemente enquanto ela tentava se manter firme.

Com um suspiro profundo, ela saiu do quarto e desceu as escadas. Seus pais estavam esperando na sala de estar, seu pai andava de um lado para o outro impacientemente enquanto sua mãe checava a bolsa pela última vez.

Conforme Y/n descia, o olhar afiado de seu pai pousou nela. Suas sobrancelhas se curvaram ao notar sua expressão — triste, distante e pesada devido à tempestade de emoções que ela tentava esconder.

"Se você for com essa cara, qualquer um que olhar vai entender que este casamento não está acontecendo por sua vontade", disse seu pai, em um tom cortante e frio.

Y/n parou no último degrau, olhando para ele com olhos cansados. "Não se preocupe, vou colocar um sorriso falso no rosto no caminho. Ninguém vai suspeitar", ela respondeu, com a voz suave, mas tingida de tristeza.

Seu pai bufou, claramente insatisfeito, mas sem vontade de discutir mais. Ele pegou as chaves do carro e seguiu em direção à porta.

"Vamos", ordenou ele.

Sua mãe o seguiu em silêncio, lançando um olhar para Y/n com uma mistura de preocupação e frustração. Y/n precisou de um momento para se recompor, limpando o canto dos olhos discretamente antes de entrar no mundo onde teria que desempenhar um papel sobre o qual não tinha escolha.

Enquanto acompanhava os pais até o carro, o peso da noite parecia esmagar seus ombros. Ela entrou no banco de trás e o couro frio contra sua pele espelhava o gelo em seu coração.

Ela ficou olhando pela janela enquanto o carro saía da garagem. Treinava o sorriso falso que usaria naquela noite, sabendo que precisaria convencer todo mundo, menos a si mesma.

~~~

A conversa elegante e o tilintar das taças preenchiam a luxuosa sala de estar da Mansão Park. O Sr. Park e o pai de Y/n riam com vontade, suas vozes ecoando pelos tetos altos. A Sra. Park e a mãe de Y/n trocavam sorrisos cordiais, embora a atenção da mãe de Y/n se voltasse ocasionalmente para a filha.

Y/n sentava-se em silêncio, com a cabeça baixa e as mãos apertadas no colo. Ela não prestava atenção na conversa; seus pensamentos eram um redemoinho de pavor e incerteza.

A pressão em seu estômago cresceu e logo ficou impossível de ignorar. Ela se inclinou para a Sra. Park, com a voz tremendo um pouco.

"Onde fica o banheiro, tia?" perguntou Y/n, mais alto do que pretendia.

A conversa animada parou de repente. Todos se viraram para olhar. O rosto da mãe de Y/n ficou vermelho de vergonha e a expressão do pai fechou-se.

A Sra. Park, no entanto, sorriu com gentileza. "É no andar de cima, querida. A primeira porta à direita."

Sem dizer mais nada, Y/n se levantou e caminhou rápido até a escada. Enquanto subia, ouviu a voz da mãe atrás dela. "Desculpe pelo comportamento infantil dela", disse ela, forçando uma risada.

"Está tudo bem", respondeu a Sra. Park calorosamente. "Essas coisas acontecem."

A mãe de Y/n assentiu, mas sua postura rígida denunciava o incômodo.

Lá em cima, Y/n diminuiu o passo e seus pés ecoaram no corredor silencioso. O corredor era cheio de portas idênticas, cada uma levando a sabe-se lá onde. Ela hesitou, sem saber qual era o banheiro.

Abriu a primeira porta com cautela. Dentro, um quarto envolto em sombras, com os móveis elegantes levemente delineados pela luz fraca. A cama estava perfeitamente arrumada e as prateleiras organizadas. Era o quarto de alguém.

"Espero que seja o lugar certo", murmurou ela, entrando.

Seus olhos percorreram o cômodo até encontrar outra porta. Abriu-a hesitante e soltou um suspiro de alívio: era o banheiro. Ela entrou, grata por um momento de solidão.

Ao fechar a porta, encostou-se nela e respirou fundo. Por um breve instante, o peso esmagador da noite pareceu diminuir. Mal sabia ela que sua presença naquele quarto mudaria tudo.

~~~

O murmúrio da conversa na grande Mansão Park foi interrompido pelo som de passos firmes se aproximando da sala. As risadas e as trocas de gentilezas cessaram quando todos se viraram instintivamente para a origem do barulho.

Park Jimin entrou na sala, sua presença exigindo atenção. Vestindo um terno preto elegante, com a gravata levemente frouxa e o cabelo perfeitamente arrumado, ele transpirava sofisticação e uma autoridade fria. Seu olhar penetrante percorreu a sala antes de pousar no pai.

"Jimin, eu estava justamente falando de você para nossos convidados", começou o Sr. Park, com a voz carregada de orgulho.

Jimin, no entanto, levantou uma mão, interrompendo-o. "Sim, pai", disse ele com frieza, em um tom polido, porém distante. Sua expressão permaneceu indecifrável enquanto ele se voltava para os convidados.

"Olá, tio e tia", disse ele, fazendo uma pequena reverência em sinal de respeito. "Espero que estejam bem."

Os pais de Y/n sorriram, embora a intensidade da postura de Jimin parecesse deixá-los sem palavras por um momento.

"Acabei de voltar do escritório", continuou Jimin, com a voz nivelada, porém distante. "Se me dão licença, preciso me refrescar. Juntarei-me a vocês em breve."

Antes que alguém pudesse responder, Jimin deu um leve aceno de cabeça e se dirigiu à escada. Seus passos eram calmos, mas decididos, com as costas retas enquanto subia para o andar superior.

O pai de Y/n se inclinou para perto do Sr. Park, sussurrando com uma risadinha: "Um jovem bastante disciplinado o que você criou".

O Sr. Park sorriu de leve, embora tenha olhado para a escada com um toque de inquietação. O tom frio de Jimin não tinha passado despercebido.

Lá em cima, os passos de Jimin ecoavam no corredor silencioso. Ele afrouxou mais a gravata, passando a mão pelo cabelo. Ele sabia por que os convidados estavam ali, e não estava nada feliz com isso.

~~~

O farfalhar suave das cortinas balançando com a brisa chamou a atenção de Y/n enquanto ela estava parada diante da parede de vidro, hipnotizada pela vista deslumbrante lá fora. As luzes da cidade brilhavam como estrelas contra o céu que escurecia, e por um momento, ela esqueceu onde estava.

"Nossa... que vista linda", murmurou para si mesma, com a voz cheia de admiração.

Sem que ela percebesse, a porta atrás dela abriu com um clique suave. Park Jimin entrou no quarto, seus olhos afiados se estreitando ao notar uma figura parada perto da janela. Seus passos diminuíram conforme a confusão surgia em seu rosto.

"Quem...?" murmurou ele, com o olhar escaneando a presença estranha.

Sem fazer barulho, ele colocou a bolsa na cama e se aproximou da intrusa. Seus passos eram deliberados e silenciosos, sua postura rígida de suspeita. Parado logo atrás dela, a presença de Jimin pairava como uma sombra.

Sentindo a mudança no ar, Y/n travou. Um calafrio percorreu sua espinha e seu coração começou a disparar. Lentamente, ela se virou, seus olhos arregalados travando no olhar intenso de Jimin.

Seus lábios se abriram para soltar um grito, mas Jimin foi mais rápido. Em um movimento veloz, ele tapou a boca dela com a mão, com um aperto firme, mas controlado.

"Não faça isso", disse ele com frieza, a voz era um rosnado baixo que fez arrepios percorrerem a espinha dela.

Antes que ela pudesse processar o que estava acontecendo, ele tirou uma arma do bolso, pressionando o cano levemente contra o estômago dela. A respiração dela falhou, o pânico evidente em seus olhos enquanto suas mãos agarravam instintivamente o pulso dele em uma tentativa inútil de afastá-lo.

"Se você gritar", começou Jimin, seu tom gelado e inflexível, "não hesitarei em esvaziar esta arma em você."

Os olhos de Y/n se arregalaram ainda mais, lágrimas acumulando-se nas bordas enquanto ela assentia freneticamente, com seus protestos abafados pela mão dele.

"Você entendeu?" perguntou Jimin, inclinando-se um pouco, seus olhos escuros fixos nos dela. Seu olhar era indecifrável, uma mistura de domínio e curiosidade.

Ela assentiu novamente, dessa vez com mais vigor, com os movimentos trêmulos de medo.

A pressão fria da arma contra o estômago de Y/n deixava suas pernas fracas e sua respiração curta e trêmula. Ela tentou encontrar sua voz, mas o medo a dominava.

O olhar frio de Jimin a perfurava enquanto ele exigia novamente, com a voz ríspida e impaciente. "Quem é você e o que está fazendo aqui?"

Y/n gaguejou, mal conseguindo formar palavras. "Eu... eu s-sou—"

Jimin a interrompeu, com um sorriso de canto sombrio e presunçoso. "A filha dos Choi?"

Os olhos dela se arregalaram enquanto ela assentia devagar. Ele riu, mas não havia calor na risada, apenas um tom de deboche que a fez estremecer.

"Então", disse Jimin, com o tom carregado de desprezo, "meus pais querem que eu me case com uma coisinha tímida como você?"

A pressão da arma aumentou e Y/n começou a suar, com as mãos trêmulas. "P-por favor, tire essa ar-arma do meu estômago", sussurrou ela, com a voz falhando.

Jimin a encarou por um momento, com uma expressão indecifrável, antes de finalmente baixar a arma. Y/n soltou um suspiro trêmulo, sentindo os joelhos vacilarem.

Ela se virou rapidamente, pronta para fugir, mas o braço de Jimin disparou, com a palma da mão batendo na parede de vidro. Ele a encurralou com um sorriso de lado, a outra mão apoiada do outro lado, sem deixar espaço para ela escapar.

Seus olhos permaneceram fixos no chão, com medo demais de encarar o olhar intenso dele. Seu coração batia no peito, alto o suficiente para que ambos pudessem ouvir.

"P-por favor, me d-deixe... ir", sussurrou ela, com a voz quase inaudível.

Jimin se aproximou, sua respiração roçando o ouvido dela. "Este é o meu quarto", disse ele friamente. "Você não pode entrar aqui e, definitivamente, não pode sair sem a minha permissão."

"E-eu não sabia... E-eu estava procurando o b-banheiro", gaguejou ela, com as palavras atropelando umas às outras. "Por favor, me deixe ir. E-eu não voltarei aqui."

Jimin inclinou a cabeça, seu sorriso ficando mais ameaçador. "Qual é a pressa?" provocou ele. "Acho que devo dar uma boa olhada em você primeiro."

Y/n levantou a cabeça bruscamente com as palavras dele, seus olhos apavorados encontrando os dele. A luz baixa do quarto iluminou o rosto dele o suficiente para que ela notasse seus traços marcantes—seus olhos de sereia hipnotizantes, o nariz pequeno e os lábios carnudos curvados em um sorriso perverso.

Seu coração batia mais forte, o som preenchendo seus ouvidos enquanto ela lutava para se manter calma.

O olhar de Jimin vagou dos olhos dela para seus lábios trêmulos. Sua voz suavizou, quase como se falasse consigo mesmo. "Pétala", murmurou ele.

"H-hein?" Y/n piscou, confusa, seu medo momentaneamente superado pela surpresa.

O rosto de Jimin se aproximou, seu olhar intenso fixo nos lábios dela. Sentindo as intenções dele, Y/n instintivamente apertou os lábios em uma linha fina, esperando dissuadi-lo.

O sorriso dele desapareceu e ele voltou a olhar nos olhos dela, buscando algo. O silêncio entre eles se prolongou, denso e sufocante, enquanto o ar ficava pesado com uma tensão não dita.

Ele se inclinou ainda mais, seus lábios a um suspiro de distância dos dela. A respiração de Y/n falhou, seu coração batendo tão forte que parecia que ia explodir dentro do peito.

Antes que qualquer coisa pudesse acontecer, uma batida forte ecoou pelo quarto, estilhaçando o momento.

"Srta. Choi? Se estiver aí, por favor, desça", a empregada chamou do outro lado da porta.

Y/n não esperou. Aproveitando a distração, ela escapou da armadilha de Jimin, seus passos apressados e instáveis enquanto corria para a porta.

Jimin não a impediu. Ele permaneceu imóvel, observando-a partir com um sorriso pequeno e divertido nos lábios.

Assim que a porta se fechou com um clique atrás dela, Jimin se encostou na parede de vidro, o sorriso se aprofundando.

"Pétala", repetiu ele suavemente, a palavra pairando no quarto como uma promessa não dita.

.

.

.

Continua...

Conte-me sobre o capítulo.

Como ele está, bom ou ruim?