O Cavaleiro e a Bispa

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Resumo

Lana Bishop está quase desistindo de encontrar o homem dos seus sonhos. Ela quer alguém que seja seu predador, um homem com o mesmo primal kink que ela, que a persiga e a tome para si. Em vez disso, ela só encontra caras com mais ego do que noção, que acham que ser "primal" significa ser bruto e desrespeitoso. Quando seu kink é mencionado casualmente por uma amiga durante um jantar, o namorado dela comenta que talvez conheça alguém... Eric Knight tem sido pressionado pelo conselho de sua própria empresa a encontrar uma esposa. Aparentemente, ser solteiro enquanto se é o fundador e CEO de uma agência de casamentos não pega bem. Ele precisa encontrar uma esposa, e rápido. O problema é que nenhuma mulher atende aos seus critérios muito específicos. Ele quer uma mulher que também seja sua presa. Lana tem o hábito de se apaixonar facilmente. Talvez, desta vez, seja com o homem certo.

Status
Completo
Capítulos
26
Classificação
4.9 74 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo Um

Bem-vindos, anjos!

Algumas coisas:

♡ Nem sempre menciono contracepção ou ISTs. Por favor, assumam que os personagens estão se prevenindo e não brincando de roleta russa com gravidez.

♡ Eu uso o inglês britânico. POR FAVOR, não corrijam minha ortografia com o inglês americano (é super irritante, desculpe 😩, nem todo mundo escreve palavras com 'z' ou apenas um 's').

♡ Dito isso, se notarem algum erro gramatical, seria ótimo se pudessem apontar.

♡ Escrevo romances maduros. As palavras 'clit' e 'cock' vão aparecer. Se isso não faz o seu tipo, por favor, vá embora sem reclamar.

♡ Você pode me seguir no Instagram, naughtyxchristian.

Obrigada e divirtam-se! L x


Para todas as garotas que amam correr e os predadores que vivem para caçá-las.


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POV da Lana.

“Por que você está sorrindo assim?”, pergunto, semicerrando os olhos para o Chris. “Você soltou um pum?”

Ele bufa, jogando a cabeça para trás. Ele balança a cabeça negativamente para mim. “Não, eu não soltei um pum. Estou sorrindo porque, acredite ou não, estou feliz.”

“Ah, eu também senti sua falta”, digo a ele, provocando-o.

Ele revira os olhos e passa o braço pelos meus ombros. Sinto o cheiro do perfume dele, laranja picante. Chris é meu melhor amigo gay e eu não o via há um mês. Ele foi para a Grécia com a família por duas semanas, e depois fui para a Espanha com minha irmã por duas semanas. O tempo foi horrível, eu senti muito a falta dele.

“Claro que senti sua falta. Mas, na verdade, há outro motivo para eu estar sorrindo. O nome dele é Paul.”

“Paul?”, viro-me para ele e sorrio. “Paul? Por favor, me diga que ele é alguém que você está vendo e não um dildo novo.”

“Ah, ele é melhor que um dildo”, Chris sorri. “Ele é meu namorado.”

“Cala a boca! Sério? Ah, Chris, isso é incrível!”

“Ele é bem incrível”, concorda Chris, com os olhos brilhando ao pensar no cara dele.

“Me conte sobre ele então.”

“Ele tem trinta e um anos e é corretor de imóveis. Ele é muito bem-sucedido, tem a própria empresa e tudo mais. Conheci ele quando voltei da Grécia porque eu tinha marcado de ver uns apartamentos. Começamos a conversar e, bem, o resto é história.”

“Há quanto tempo vocês estão saindo, então?”

“Desde aquela primeira visita, há duas semanas. E, logo no primeiro encontro, ele me disse que queria exclusividade e não queria que eu visse mais ninguém. Foi muito quente. Nada de controlador ou possessivo, foi só... sexy o jeito que ele sabia o que queria”, ele diz, suspirando satisfeito.

“Estou tão feliz por você”, digo a ele, apertando sua mão.

“E como vai sua vida amorosa?”, ele pergunta enquanto eu tiro uma garrafa de vinho da geladeira com duas taças geladas.

“Ugh, podemos não falar disso?”, reclamo. “Já é constrangedor o suficiente viver isso, quanto mais falar a respeito.”

“Shh, sou seu melhor amigo, é para isso que estou aqui. Fala comigo.”

“É inexistente”, digo a ele, suspirando profundamente.

Sirvo uma taça de vinho para cada um e guardo a garrafa. Me jogo no sofá, com uma taça grande de vinho na mão. Chris senta ao meu lado e toma um gole do seu.

“Achei que você tinha entrado naquele aplicativo de namoro novo?”

“É a mesma situação dos outros”, admito. “Eles não sabem o que eu quero.”

Chris me olha com expectativa, esperando que eu continue.

“É tão difícil encontrar um cara que não esteja usando isso como uma forma de exercer poder, sabe?”, giro a haste da taça entre as mãos enquanto falo. “Tipo, se eu digo para um desses caras num app de namoro que tenho um fetiche primal, eles ou pensam que isso significa que sou uma maluca entre quatro paredes e que topo qualquer coisa, e tentam enfiar algo no meu cu ou me amarrar sem permissão, ou acham que é uma desculpa para me bater e que sou uma masoquista que adora apanhar. Eles não entendem.”

Ser uma Primal tem tantas camadas, e esses caras sem noção não conseguem nem arranhar a superfície. Eles não fazem ideia do porquê eu gosto do que gosto; não tiram um tempo para perguntar o porquê, o quê ou como eu quero. Eles só ouvem que tenho um fetiche e enlouquecem com uma empolgação infantil. O pobre do Chris abriu as comportas agora; as palavras simplesmente começam a sair de mim. Isso dificilmente é algo que eu possa desabafar com meus pais ou minha irmã.

“Tenho tanto medo de mencionar que nem falo nada, e acabo me contentando com sexo básico, passando o tempo todo de olhos fechados, vivendo minha fantasia.”

Chris faz uma careta e dá tapinhas na minha mão. “Ah, gata, isso é uma merda.”

Ele sabe tudo sobre viver uma fantasia na própria cabeça. Chris só saiu do armário aos vinte anos, e passou dois anos fazendo sexo com mulheres, fechando os olhos e fingindo que eram caras.

“Por que você não vai a um sex club? Deve haver grupos ou lugares para pessoas com o mesmo fetiche, não é? Deus sabe que você tem livros suficientes sobre isso”, diz ele, apontando para todos os meus livros sobre fetiche primal na estante.

Eles têm sua própria prateleira, em local de destaque. São as histórias que me impedem de perder a esperança. Também são a principal fonte de conteúdo para as minhas fantasias.

“Porque as pessoas de lá ou já têm um parceiro de jogo ou são uns tarados do caralho. Fui a um uma vez e ainda estou traumatizada, foi tão pervertido. Obviamente eles não selecionaram bem os convidados”, explico, estremecendo ao lembrar.

Os caras lá ficavam à espreita nos cantos, babando e encarando abertamente as mulheres que passavam, comprometidas ou não. A coisa toda parecia sórdida, suja e horrível, nada como eu imagino que seria meu relacionamento Primal.

“Você viu aquele artigo sobre o namorado que estrangulou acidentalmente a namorada durante o sexo porque estavam tentando breath play?”, disparo para o Chris. “É isso que me assusta, existem tantos amadores do caralho por aí. Não sei como encontrar alguém que saiba o que eu quero e seja um desviante sexual, não um pervertido descontrolado.”

Chris passa o braço em volta de mim novamente e me aperta. “Sinto muito, Lana. Se eu fosse hétero, eu seria seu cara. Mas acontece que eu amo muito um pau.”

“É”, bufo. “Eu também.” Dou outro gole no meu vinho. “Vou ter que me contentar com sexo normal até encontrar um cara para me apaixonar. Aí eu poderei contar sobre o primal e ensiná-lo.”

Chris resmunga. “Mas não é muito sexy ter que ensinar seu predador a caçar você, né?”

Giro o dedo na borda da taça de vinho e balanço a cabeça, desanimada. “Não, não é.”

Ficamos ambos em silêncio por um momento e a culpa me cutuca. Eu não via o Chris há mais de um mês e é assim que dou as boas-vindas a ele?

“Ugh, ouça só eu sendo uma chata!”, reclamo. “Me conte mais sobre o Paul.”

Faço questão de convidar o Chris e o Paul para jantar, para que eu possa conhecer o homem que tirou meu melhor amigo do chão. Uma semana depois, eles estão no meu apartamento, comendo fettuccine com frango e bebendo vinho branco.

“Então, o que você faz, Lana?”

“Trabalho no departamento de marketing de uma empresa de cosméticos. Basicamente, crio anúncios e conteúdo para redes sociais. Não é ruim.”

Chris bufa com desdém. “Ela é sobrecarregada e pouco valorizada. Vico dizendo para ela pedir demissão.”

“E eu continuo dizendo que gosto do meu trabalho”, retruco.

“Claro que você gosta do trabalho, meu problema é com a empresa.” Chris vira-se para Paul. “Você conhece mais alguém que precise de um agente de marketing?”

Paul sorri de canto. “Na verdade, conheço. Meu irmão é dono da Eros, você já ouviu falar?”

“A empresa de match-making?”, solto, quase engasgando com o vinho.

“É, essa mesma”, diz Paul. “Eros é a marca principal, mas ele tem vários produtos e empresas sob a organização. Há vários agentes de marketing para cada seção, tenho certeza de que consigo uma entrevista para você.”

Fico boquiaberta para o Paul e depois para o Chris, que está sorrindo para mim. Ele passa o braço em volta do namorado e beija sua bochecha.

“Eu disse que ele era incrível, não disse?”, Chris levanta e pega a jarra de água para encher novamente. “Então já encontramos seu novo emprego, agora só precisamos encontrar seu novo predador.”

Desta vez, eu realmente engasgo com o vinho. Tosso e dou batidinhas no peito com o punho. Paul franze a testa, confuso.

“Jesus, Chris!”, ofego.

“Desculpe”, ele diz, voltando com a jarra cheia. “Era para ser uma piada. Pareceu mais engraçado na minha cabeça.”

“Do que vocês estão falando? Um predador?”

Meu rosto está ficando cada vez mais quente. Lanco um olhar fulminante para o Chris e ele sorri sem jeito.

“Não é nada”, diz Chris de forma pouco convincente.

Paul olha de volta para mim e eu solto um gemido.

Qual o mal disso? Não é como se algum deles fosse ter o menor interesse em mim.

“Eu tenho um fetiche primal, tudo bem?”, digo rapidamente. “Predador e presa são as dinâmicas de casal nesse mundo. Tentar encontrar um predador é muito difícil.”

“Estou familiarizado com os termos”, diz Paul, surpreendendo a nós dois. “Meu irmão é um predador.”

Minha boca se abre. Um olhar para o Chris e ele parece tão chocado quanto eu.

Paul continua: “Não tinha certeza se era disso que você estava falando, desculpe. Por favor, não fique constrangida”, ele aponta para o meu rosto vermelho. “Meu irmão se assume como Primal há, bom, merda, quinze anos.”

Seu irmão é um Primal?”, repito baixo e depois xingo. “Puta que pariu, ele também é gay, não é?”

Paul ri e balança a cabeça. “Não, ele é hétero. E solteiro, na verdade.”

Chris começa a aplaudir e eu dou um pulo. Ele exclama empolgado: “Ah, isso é simplesmente perfeito! Podemos marcar um encontro!”

Paul faz uma careta e me olha com pedido de desculpas. “O único problema é que ele não está procurando uma parceira. Ele está procurando uma esposa.”