Cold Blood Monster
Parte 1 Cold Blood Monster
Ooty é a forma abreviada de Udhagamandalam, localizada no distrito de Nilgiris, em Tamil Nadu, no sul da Índia. É popularmente conhecida como a Rainha das estações de montanha, adornada por belas montanhas, lagos, jardins e florestas por toda parte. A temperatura é geralmente mais baixa do que nas planícies ao redor devido à sua grande altitude. Montanhas que tocam o céu, plantações de chá esverdeadas, flores coloridas e estradas inclinadas são algumas de suas especialidades. O tâmil é o idioma oficial de Ooty. É um dos destinos mais frequentados do país, especialmente por casais em LUA DE MEL. Só de ouvir o nome, já dá para sentir o frio. Sua beleza é a principal atração.
Mas agora... podíamos ver algo oposto à sua natureza. Era a manhã seguinte ao dia de LUA CHEIA, 11 da manhã, mas não havia sol, apenas neblina. Pessoas de suéteres e cachecóis cochichavam umas com as outras dentro da reserva florestal. Algumas delas eram turistas. Havia um corpo perto do lago enevoado. A polícia estava examinando o cadáver. O rosto do inspetor demonstrava confusão. Parecia que um animal perigoso tinha atacado o homem, mas eles não conseguiam concluir qual animal teria sido. O corpo foi levado para a autópsia. A multidão se dispersou, comentando sobre o assassinato.
Após algumas semanas
Beryl College of Arts and Science
O professor de computação entrou na sala de aula do segundo ano de Mestrado em Ciência da Computação. Os alunos se levantaram e o cumprimentaram:
“Bom dia, professor.”
“Bom dia, alunos. Como foram as férias?”
“Super legais, professor...” disseram os alunos.
“Calor demais, professor”, disse um rapaz de forma diferente.
“Calor em Ooty?” o professor franziu a testa.
“Eu fui para Chennai, professor.”
“Você está maluco? Quem iria para Chennai no verão, deixando o clima agradável de Ooty?”
“Eu fui, professor”, disse ele tristemente.
“Por que você foi para Chennai?”
“Para encontrar meus primos, professor.”
“Por que não os trouxe para cá em vez de ir para Chennai?”
“Eu fiz isso no ano passado, professor, e ainda me arrependo.”
“Por quê?”
“Eles não são apenas meus primos, são um bando de macacos, professor. Não estou pronto para correr riscos este ano. Então, me preparei para aguentar o calor de Chennai...”
“E você acabou virando um desses macacos?”
O rapaz deu um sorriso sem graça e os outros alunos riram.
“Nunca ouvi uma história de férias tão ruim”, bufou o professor, e a turma caiu na risada.
Foi nesse momento que a atenção de toda a sala se voltou para a entrada, quando um flash repentino de luz os atingiu. Diferentes expressões surgiram no rosto dos estudantes. Alguns franziram a testa, outros ergueram as sobrancelhas, outros abriram a boca e alguns até esqueceram onde estavam. Uma moça linda estava parada na entrada, pedindo permissão ao professor para entrar.
“Sim...?” perguntou o professor.
A moça entrou e entregou-lhe um papel. O professor pegou das mãos dela e leu. Ela olhou para os alunos, que estavam visíveis devido aos degraus da sala.
“Uau... como ela é linda...”
“Como ela é clara...!”
“Será que ela nunca pegou um sol na vida?”
“Ela não parece magra demais?”
“Como a pele dela é tão brilhante?”
Os alunos murmuravam entre si sobre a moça.
O professor dobrou o papel e olhou para os alunos.
“Ela é Khushi, uma aluna nova na turma de vocês.”
Os alunos cochicharam.
“Professor, este é o segundo ano”, disse o mesmo rapaz que foi para Chennai nas férias, achando que o professor tinha esquecido.
“Nandkishor... eu sei que esta é uma turma de segundo ano, e ela também é uma aluna do segundo ano de Ciência da Computação. Então, não precisa me lembrar, ok?”
A moça olhou para Nandkishor e sorriu. Isso deixou Nandkishor radiante.
“Oi...” Nandkishor sorriu.
“Oi...” Khushi respondeu, o que deixou Nandkishor ainda mais feliz.
“Onde você estudou o primeiro ano?” perguntou o professor.
“Estudei no Madras Christian College, em Chennai, professor.”
O professor olhou para Nandkishor e perguntou:
“Ela é sua prima?”, perguntou ele, já que NK tinha ido a Chennai nas férias.
“Professor, eu disse que meus primos são um bando de macacos... não CERVOS”, disse Nandkishor, olhando para Khushi. O aluno bateu nas mesas, fazendo um barulho animado.
“Qual o motivo de você entrar no segundo ano aqui em Ooty? Por que não terminou o mestrado em Chennai?”
“Meu pai foi transferido para Ooty. Eu comecei o mestrado em Chennai, morando com minha avó. Sete meses atrás, ela faleceu. Não tenho ninguém em Chennai. Meu pai não estava pronto para me deixar sozinha lá. Então, ele conseguiu minha vaga nesta faculdade e me trouxe para Ooty.”
“O pai dela deve viver muito por ter trazido ela para cá”, disse um aluno, e os outros voltaram a bater nas mesas.
Khushi sorriu para o rapaz.
“Aliás, qual é a profissão do seu pai?”
A resposta de Khushi fez a turma ficar num silêncio absoluto.
“Delegado.”
“Você quer dizer, Superintendente da Polícia?”, perguntou o professor, arqueando as sobrancelhas.
Ela assentiu que sim. O professor olhou para a turma, tentando segurar o riso.
“O que houve, pessoal? Por que ficaram quietos?”
“É que já ouvimos falar dos interrogatórios de terceiro grau da polícia, professor”, disse NK, como se estivesse tremendo.
“É, bom saber que vocês se lembram disso”, riu o professor.
Ele olhou para Khushi.
“Se você estiver com a matéria do primeiro ano em dia, não terá dificuldades para acompanhar a do segundo ano, e tudo será fácil para você!”
“Eu estava com a matéria em dia na primeira metade, professor. Não consegui me concentrar na segunda metade por causa da morte da minha avó...”
“Oh... mas você não vai conseguir entender nada se não souber alguns capítulos do primeiro ano. O conteúdo é cumulativo.”
“Pode me emprestar as anotações do ano passado, professor?”
“Vocês têm as anotações do ano passado?”, perguntou o professor aos alunos.
Ninguém abriu a boca. O professor suspirou.
“Você pode conseguir com seus amigos SE (ele enfatizou) eles tiverem”, disse o professor, olhando para os alunos.
“Professor, o senhor não sabe se temos ou não?” perguntou NK.
“Eu sei que vocês não teriam...”
O professor olhou para uma aluna específica e perguntou:
“Você tem, Vedika?”
“Não, professor”, disse Vedika.
A aluna ao lado de Vedika olhou para ela, confusa. Era Swetha. Ela perguntou a Vedika, sussurrando:
“Você não tem?”
“Eu tenho.”
“Então por que disse que não?”
“Por que eu deveria dar para ela? Ela acha que vamos nos curvar diante dela só porque é filha de um delegado??” disse Vedika irritada.
Swetha sabia o quanto Vedika era invejosa. Ela era filha de um PEIXE GRANDE em Ooty e a segunda melhor aluna da turma, mas não ajudava ninguém. Ela nunca compartilhava seus pensamentos sobre os estudos com ninguém.
“Ela é a segunda colocada. Se ela não tem, ninguém teria”, disse o professor.
“Segunda colocada? Isso significa quem é o primeiro colocado, professor? Será que não consigo pegar as anotações com esse aluno?”
A turma se virou para a última bancada, onde um rapaz estava sentado sozinho. Ele levantou levemente a cabeça e olhou para a aluna nova que falava sobre o primeiro colocado. Depois voltou a olhar para o livro em sua mão, como se não tivesse nada a ver com a conversa.
“Faça uma coisa: vá à biblioteca e pesquise o conteúdo do primeiro ano. Será uma boa ideia”, sugeriu o professor.
“E ele? Ele não teria?” perguntou Khushi.
“Mesmo que ele tenha, você não vai conseguir pegar com ele. Ele não vai dar.”
“Mas por quê?”
“ELE É ASSIM MESMO.”
Khushi olhou para o rapaz que ignorava a conversa deles.
“Posso tentar?” perguntou Khushi.
“Perda de tempo”, disse o professor.
Nesse momento, o sinal tocou. A aula acabou.
“Obrigada, professor”, disseram os alunos.
“Obrigado”, o professor saiu da sala.
Khushi correu atrás dele.
“Professor, o senhor não pode ordenar que ele me dê as anotações?”
“Nenhuma ordem faz ele obedecer.”
“Mas por que, professor?”
“Ele é assim mesmo. Ele estuda bem e termina todo o trabalho no prazo. Ele é o primeiro da faculdade. O que mais precisamos? Ele não fala com ninguém, não se mistura com ninguém, não aceita ajuda de ninguém e não ajuda ninguém. Não podemos dar ordens porque ele só obedece se estiver dentro do limite dele. Dar as anotações para você é algo que depende exclusivamente da vontade dele. Como eu poderia obrigá-lo?”
Khushi suspirou.
“Vá para a biblioteca... você pode encontrar muitos livros de muitos autores”, disse o professor antes de sair.
Khushi voltou para a sala, frustrada. Ela foi direto ao rapaz, que nem olhou para ela. Ela bateu na mesa. Ele olhou para ela sem nenhuma expressão no rosto.
“Oi... sou a Khushi. Khushi Gupta.” Ela estendeu a mão para um cumprimento.
Ele olhou para ela com cara de: E DAÍ?
“Posso pegar suas anotações do primeiro ano?” ela perguntou.
Ele olhou para o livro, mas não respondeu, deixando Khushi desapontada.
Ela ouviu:
“Sss...ssss...”
Ela olhou para trás e viu NK fazendo sinal para ela. Ela balançou a cabeça perguntando: O QUÊ?
Ele a chamou com a mão. Khushi foi até ele.
“Por que você me chamou? Eu estava pedindo as anotações dele...”
“Ele não vai te dar.”
“Por quê?”
“Ele é assim mesmo... você nunca vai conseguir nada com ele.”
“Mas por quê?”, ela suspirou.
“Nunca o vimos conversando com ninguém. Ele não responde a ninguém, a não ser aos professores, e só se for relacionado à matéria.”
“Será que ele tem as anotações?”
“Ele tem... com certeza...”
“Como você tem tanta certeza?”
“No ano passado, ele trouxe as anotações do último ano do colégio para referência. Se ele consegue guardar as anotações do colégio, por que não teria as do ano passado?”
“Se ele tem as anotações, eu vou conseguir pegar com ele”, disse Khushi.
“Não acho que isso vai acontecer.”
“Vai sim... eu vou conseguir.”
“Que Deus te ajude”, disse NK tristemente.
“Qual o nome dele?”
“Os alunos o apelidaram de CBM.”
“CBM?”, ela franziu a testa.
“Cold Blood Monster.”
Khushi olhou para o CBM, arqueando as sobrancelhas.
“O nome real dele?”
“Arnav Singh Raizada”, disse NK.
Continua...