Me Arruine Gentilmente

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Resumo

Você pode se perguntar como vim parar nesta posição. A posição em que meu melhor amigo gay está me fodendo, enquanto o namorado dele observa com olhos famintos. Digamos apenas que... tudo começou com um coração partido, um plano arruinado e um pedido imprudente e desesperado. Era para eu perder minha virgindade com alguém seguro, alguém que eu amava. Em vez disso, eu o peguei traindo no pior momento possível, logo antes de eu entregar tudo a ele. No rescaldo, pedi ajuda à única pessoa em quem confiava. Meu melhor amigo, Zain. O problema era que... Zain é gay, e ele também não estava solteiro. Agora, prazer, vergonha e tentação se fundem em algo que não consigo controlar. E a pior parte? Eu não sei se quero que pare. Um dark romance sujo, emocional e sem filtros, onde as primeiras vezes são tudo, menos inocentes. "Sente o quanto ela está molhada para você?", Zain ri, observando Liam investir fundo em mim. "Ela está encharcando tudo em mim", Liam rosna. Zain puxa minha cabeça para trás. "Ouviu isso, baby? Somos nós dois acabando com essa boceta apertadinha juntos." Zain segura meu queixo, forçando meus olhos a encontrarem os dele. "Você pediu por isso, baby. Agora aguente cada gota dessa porra."

Status
Completo
Capítulos
76
Classificação
5.0 74 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1


POV Scarlet

Morar com o seu melhor amigo, que também é gay, tem suas vantagens. Como agora, por exemplo: um desastre fashion total. Já revirei tudo, e não tem uma única peça neste quarto que pareça certa.

Hoje à noite é diferente. Não quero vestir minhas roupas genéricas; quero algo único e digno do que está por vir. Escancaro a porta e fico ali, apenas de lingerie.

"Zain!", eu chamo, dando um passo atrás e olhando para a bagunça no meu quarto. Preciso dar um jeito nisso antes da noite chegar também. Ele entra e ri.

"Você jogou uma bomba aqui e ficou esperando explodir?" Ele observa a confusão. "Jesus, Scar, o que você estava procurando? Uma roupa para cada dia do ano?" Ele levanta minhas leggings de ginástica. "Estou confuso agora. Preciso contratar uma empregada para você?"

Gemendo, jogo um vestido nele. "Me ajuda! Preciso de algo para usar hoje à noite!"

Suspirando, ele entra no quarto. "Você sabe que só algumas pessoas vão aparecer. Não é nada grande, então você não precisa parecer que veio de uma vitrine de luxo."

Eu sei disso. "Sim, eu sei, mas estou achando que hoje à noite pode ser o momento ideal para levar as coisas para um outro nível com o Jacob." Adiei isso por anos, e agora... Parece um peso, algo que está me segurando.

Seus olhos se arregalam. "Ok, então você precisa de uma transformação completa. Nada disso vai servir." Ele joga as leggings em mim e faz um som de desaprovação. "Você precisa de ajuda, ajuda de verdade, se pretendia vestir qualquer uma dessas coisas."

"Está brincando? Tem que ter algo aqui que eu possa usar."

"Querida, você está prestes a perder algo que muitos consideram sagrado, algo que você guardou como um tesouro por anos. Vamos fazer isso direito. Agora crie coragem e vamos às compras."

Eu gemo mais alto e me jogo na cama, chutando o ar inutilmente. "Zain, eu não quero ir às compras. Você não pode só..." Pego um vestido preto aleatório do meio da bagunça e levanto, esperançosa. "...fazer isso funcionar? Colocar um cinto? Daria certo, não daria? Ficaria incrível."

Ele tira o vestido das minhas mãos como se estivesse contaminado. "Querida, a menos que você esteja planejando fazer luto pela sua virgindade, essa não é a vibe. Onde diabos você conseguiu esse vestido? Nem responde, não quero saber."

Eu fecho a cara e jogo um travesseiro nele. "Então o que eu devo vestir?"

"Não isso", ele diz dramaticamente antes de jogar o vestido para trás. "Agora vamos, vista-se. Leggings, tênis, moletom. Funcional, não fabuloso. Guarde o fabuloso para hoje à noite."

Eu continuo largada na cama, gemendo contra os lençóis. "Você é uma ameaça."

Zain me ignora, abrindo minhas gavetas e jogando roupas em mim, uma por uma. "Anda logo, se mexe. Eu te arrasto pelo shopping de calcinha se for preciso."

Resmungando palavrões baixinho, eu me arrasto para fora da cama e começo a me vestir. Moletom na cabeça. Leggings para cima. Fico pulando enquanto tento enfiar os pés nos tênis, enquanto Zain critica toda a minha existência.

"Scar, pelo amor da Gucci, essas leggings estão do avesso."

Foda-se a minha vida! Eu as puxo para fora rapidamente.

"Anda logo antes que eu tenha que explicar para a segurança do shopping por que minha melhor amiga está se exibindo para os clientes."

Mostro o dedo do meio para ele, mas me espremo dentro das leggings mesmo assim, pulando em um pé só enquanto forço meu pé no tecido apertado. "Talvez você pudesse distraí-los com um número musical", digo.

"Querida, você sabe que eu faria", ele responde, me jogando um par de tênis em seguida.

"O Uber chega em três minutos", ele anuncia, jogando sua bolsa a tiracolo no ombro. "Anda logo, rainha virgem."

"Para de me chamar assim", eu sibilo.

Eu os calço rapidamente, enfiando o pé sem desamarrar os cadarços primeiro. Pego minha bolsa na cadeira, enfiando o celular e a carteira dentro, e abro a porta do apartamento.

"Você vai acabar me fazendo ser presa."

"Eu só estou tentando definir o clima para a noite!", ele diz com uma piscadela. "Hoje à noite, vamos dizer adeus à Princesa Pureza."

Dou um soco no braço dele, mas estou rindo também, com um frio na barriga. Fico feliz por tê-lo comigo; ele torna tudo muito mais fácil. Não consigo nem imaginar o quanto eu estaria cagada de medo se não fosse pelo apoio dele.

"Chaves?", Zain apressa, já no corredor.

Eu volto correndo e pego minhas chaves na mesa lateral. "Peguei!" Tranco a porta atrás de nós, girando a chave duas vezes, e a puxo justo quando Zain está pulando impaciente perto da escada.

"Você é mais lenta que a minha avó de salto alto", ele provoca.

"É, bem, talvez sua avó tenha mais energia que eu", eu rebato, mas sem muita raiva.

Descemos as escadas juntos; o concreto está frio sob a sola dos meus tênis. A escada tem cheiro de poeira e resto de comida. Quando chegamos ao lobby, empurro a porta, segurando-a para Zain passar.

Lá fora, o ar da noite está fresco e traz o cheiro das barracas de comida próximas. O vento sopra e levanta a barra do meu moletom, fazendo-me tremer.

Zain imediatamente tira sua jaqueta leve e joga sobre meus ombros. "Não posso deixar você congelando as tetas antes mesmo de transar."

Eu dou uma risada curta, puxando a jaqueta para mais perto do corpo. "Você é tão charmoso."

"Eu sei", ele diz alegremente, mexendo no celular.

Um carro faz a curva e diminui a velocidade na nossa frente; os faróis iluminam a calçada. "Esse é o nosso Uber", ele anuncia.

Caminhamos até lá e Zain abre a porta de trás como um cavalheiro. Entro primeiro, arrastando-me pelo banco para dar espaço. Ele bate a porta e coloca o cinto em um movimento só.

O motorista, um homem na casa dos quarenta anos com um boné, olha para nós pelo retrovisor. "Shopping Velour, certo?"

"Isso!", Zain responde animado.

O motorista acena e sai, entrando no tráfego.

A cidade passa pelas janelas em um borrão de luzes neon e luzes de freio. Fico mexendo na alça da minha bolsa, e meu estômago dá nós cada vez mais apertados à medida que nos aproximamos.

Zain está alheio ao meu colapso interno, ocupado demais rolando a tela do celular.

"Ok", ele diz, mostrando a tela para mim. "Vamos primeiro na Zara. Depois, talvez na Elle & Co. se não encontrarmos nada. E se tudo der errado, passamos na Lust Boutique para aquele look de puta de emergência."

Eu tusso, quase engasgando com a própria saliva.

"Brincadeira. Mais ou menos." Ele sorri, guardando o celular. "Nós não vamos embora até encontrar algo que faça ele esquecer o próprio nome."

Fico olhando pela janela, vendo as fileiras de lojas e lanchonetes passarem. "E se ele nem notar?"

Zain me dá um olhar afiado. "Scarlet. Querida. Homens não são tão complicados. Você está gostosa? Ele nota."

Eu sorrio de leve, mas a ansiedade não me solta totalmente.

O Uber entra na área de desembarque do shopping, encostando no meio-fio.

Zain tira o cinto e abre a porta. "Vamos, gata."

Seguindo-o, fecho a porta e piso na calçada. O motorista dá um tchauzinho antes de sair, com os pneus fazendo barulho no cascalho.

O shopping se impõe à nossa frente, com suas luzes brilhando contra o céu escurecendo. Pessoas vão e vêm, com os braços carregados de sacolas, e o murmúrio das conversas preenche o ar.

Zain passa o braço pelo meu e me puxa para a entrada. "Rumo à glória!"

Isso vai ser dolorosamente longo. As portas automáticas abrem com um ruído, deixando uma onda de ar frio passar por nós. Abraço a jaqueta dele com mais força enquanto entramos.

O shopping tem cheiro de pretzels, café e aquele leve toque químico de roupas novas. Música toca nos alto-falantes, mas não reconheço, é só um pop animado com um grave forte.

Zain nos guia direto para as escadas rolantes. Subimos, os degraus vibram sob nossos pés, e eu bato os dedos nervosamente no corrimão de borracha.

"Você não vai desistir agora, vai?", Zain provoca.

"Não", eu minto.

Ele sorri. "Bom. Porque se desistir, vou te fazer provar calças de couro. Sem volta."

Eu gemo alto o suficiente para uma mulher ali perto olhar para trás.

Chegamos ao segundo andar e descemos da escada; o chão polido brilha sob as luzes. Lojas de boutique se estendem em ambas as direções, cintilantes com vitrines caras.

Zain examina as lojas com um olhar crítico e aponta. "Ali. Velour. Eles vão ter algo perfeito."

Caminhamos até lá, desviando de adolescentes andando devagar e de uma mulher lidando com um carrinho de bebê duplo. Zain lidera o caminho para dentro da boutique sem hesitar, segurando a porta para mim.

Lá dentro, tudo cheira a perfume caro. Manequins com vestidos minúsculos e saltos altíssimos posam sob holofotes, e as araras estão repletas de seda, veludo e couro.

Zain bate palmas. "Hora da missão."

Ele vai direto para uma arara de vestidos, os dedos folheando os cabides mais rápido do que consigo acompanhar.

"Não. Não. Deus, não", ele murmura. "Talvez se você quisesse espantá-lo..."

Eu o sigo, olhando sem muita vontade uma arara de vestidos de cetim. Nada parece certo.

De repente, Zain ofega como se tivesse encontrado o Santo Graal. "Scar! Aqui!"

Ele levanta um vestido preto, simples, elegante, curto, mas com um decote profundo e alças finas. O tecido parece amanteigado sob as luzes.

Eu me aproximo, com o coração batendo forte. Isso é... Uau. Como explico esse vestido? Além de que deveria ser ilegal, mas, droga, ele é lindo ao mesmo tempo.

"Você tem que experimentar", ele diz, já colocando o vestido em meus braços.

Eu aceno, sem dizer nada, abraçando o vestido contra o peito.

"Os provadores ficam ali atrás", uma vendedora avisa, surgindo do nada com um sorriso radiante.

"Obrigada", murmuro, seguindo Zain até o fundo da loja.

Os provadores são pequenos, mas limpos; espelhos revestem as paredes, e as luzes são um pouco fortes demais.

Entro em um deles e penduro o vestido cuidadosamente no gancho. Tiro o moletom e as leggings, tremendo levemente apenas de calcinha. Meus dedos ficam desajeitados enquanto puxo o vestido sobre a cabeça.

Ele desliza pelo meu corpo como água, agarrando-se a curvas que geralmente finjo que não existem.

Quando saio, Zain está esperando, com os braços cruzados e olhos brilhando.

No momento em que ele me vê, coloca a mão no peito, dramático. "Você vai causar acidentes."

Eu coro sob a intensidade do olhar dele, alisando o vestido sobre os quadris.

"É demais?", pergunto, mordendo o lábio.

"Demais? É perfeito. Sexy, mas ainda elegante. Você parece alguém que sabe exatamente o que quer e está prestes a tomar."

Eu me viro para o espelho, mal reconhecendo a garota que me encara de volta. Talvez hoje à noite não seja tão assustador, afinal.