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Os Pecados do Tutor

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Resumo

Maya achava que dar aulas particulares para Logan Hayes era apenas uma maneira fácil de ganhar um dinheiro extra, até perceber que Logan não é tão ingênuo quanto finge ser. Ele é perigoso, intenso e fez de sua missão corrompê-la de todas as formas possíveis. À medida que as lições se tornam mais pessoais, Maya se vê rendida aos seus desejos sombrios, mesmo enquanto seu coração a alerta para fugir.

Status
Completo
Capítulos
27
Classificação
4.3 7 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: O Novo Aluno

Maya Thompson empilhou seus livros com um alinhamento perfeito. O cheiro de páginas antigas e giz ainda pairava no ar enquanto os alunos saíam apressados da aula de Literatura Avançada do Professor Laird. Sua marca-texto rosa, que parecia preciso e implacável, estalou ao ser fechado em sua mão enquanto ela pegava sua agenda.

Ordem. Estrutura. Controle. Era assim que ela sobrevivia à Bellwood University, com seus corredores polidos e expectativas cruéis.

“Senhorita Thompson.”

Ela congelou ao ouvir a voz do professor, suavizando sua expressão para algo neutro antes de se virar. O Professor Laird estava atrás da tribuna, vestindo um paletó de tweed amassado e com uma pasta sob o braço. Seus óculos haviam escorregado para a ponta do nariz, dando-lhe aquele ar levemente distraído de quem está sempre pensando algumas páginas à frente.

“Sim, professor?” perguntou ela, guardando a agenda na bolsa.

“Recomendei você para uma vaga de tutora.”

Aquilo a fez piscar, surpresa. “Uma vaga de tutora?”

Laird assentiu, contornando a mesa para lhe entregar uma folha de papel. “Calouro. Literatura 101. Horas aprovadas pela faculdade, com compensação através do programa de emprego estudantil. Com base no seu histórico escolar e desempenho na turma, você está mais do que qualificada.”

Maya passou os olhos pelo formulário e parou bruscamente ao ler o nome.

Logan Hayes.

Seu pulso acelerou. “Logan Hayes?”

Laird, sempre indecifrável, ergueu uma sobrancelha. “Sim. Você o conhece?”

Maya riu baixinho, embora não houvesse humor naquilo. “Todo mundo o conhece, senhor.”

O infame Logan Hayes fazia parte de uma família tradicional, envolto em rumores de escândalos e com aquele sorriso presunçoso que ele exibia como se fosse um perfume caro. Ele era rico e bonito. Também tinha fama de faltar às aulas, viver à custa do sobrenome e deixar um rastro de caos por onde passava.

Ela já tinha ouvido as histórias. Todo mundo já tinha.

Laird a observou com aquela paciência calculada que a fez endireitar a postura. “Ele pediu especificamente por aulas de literatura. E seu nome foi o sugerido.”

“Pediu?” repetiu ela.

Sua mente girava. Que tipo de jogo era aquele? Logan Hayes não parecia o tipo que estudava por vontade própria, muito menos que pediria justamente por ela.

“Não tenho certeza se sou a melhor pessoa para isso”, ponderou cuidadosamente. “Quer dizer, posso recomendar outra pessoa.”

“Não.” O tom de Laird cortou qualquer protesto. “Não é uma sugestão, Maya. Você se encontrará com ele hoje depois da aula no centro de tutoria. Uma hora.”

Dito isso, ele se virou para sua pasta, encerrando a conversa como um livro fechado.

Maya ficou parada por um momento, os dedos apertando o papel. ‘Uma hora com ele.’

Ela já tinha tentado recusar a oferta. E mesmo que pudesse dizer que não se sentia confortável em dar aulas para alguém com fama de arrogante e manipulador, onde isso terminaria? Bellwood já era um equilíbrio delicado de divisões sociais e julgamentos. Ela não precisava se envolver com alguém como Logan Hayes.

Mas... o aluguel estava vencendo.

E as horas de tutoria a manteriam à tona por mais algum tempo. Ela não podia se dar ao luxo de perder a renda extra ou o favor do professor.

Além disso, lembrou-se enquanto guardava o papel na bolsa, ele era apenas um garoto. Uma hora não a mataria.

CENTRO DE TUTORIA, TRINTA MINUTOS DEPOIS

A sala era feita de vidro, com móveis minimalistas e vozes baixas discutindo ao longe. Maya chegou cedo, como sempre, e escolheu o assento de costas para a parede, de onde podia ver a porta.

Ela tirou suas anotações, preparando um cronograma estruturado, e se lembrou de respirar. Não era grande coisa. Era apenas um aluno, como qualquer outra tarefa ou sessão de tutoria.

Às 16h03 em ponto, a porta se abriu.

Logan Hayes não entrou. Ele desfilou.

Seu cabelo estava todo bagunçado e ele vestia roupas casuais e caras, como se tivesse acordado perfeito e soubesse disso. Seu sorriso era uma curva lenta, indecifrável e íntima, como se já soubesse coisas sobre ela que ela nem tinha dito.

“Maya Thompson”, disse ele, com uma voz aveludada, como bourbon. “Finalmente nos conhecemos.”

Ela não se levantou nem sorriu. Apenas fixou o olhar nos dele e apontou para o assento à sua frente. “Sente-se. Já perdemos três minutos da sua hora.”

Logan soltou uma risada baixa e divertida antes de se acomodar na cadeira.

E, quando seus olhares se cruzaram, Maya teve a sensação de que aquela uma hora estava prestes a se transformar em uma década.

---

As páginas de A Tempestade estavam abertas entre eles; o peso familiar de Shakespeare era um conforto nas mãos de Maya. Ela batucou levemente com a caneta na margem, destacando uma passagem com uma letra delicada e fluida.

Logan, pela primeira vez, estava quieto. O que era inesperado.

Maya levantou os olhos do texto anotado, surpresa ao vê-lo realmente lendo, com a testa levemente franzida, como se estivesse genuinamente interessado. Ele não estava posando nem sendo atrevido; ele estava lendo.

Talvez os boatos tivessem sido exagerados. Talvez o garoto rico, presunçoso e indiferente que se arrastava pelas salas de aula não fosse tudo o que Logan Hayes tinha a oferecer.

Mas Maya não baixaria a guarda.

“Muito bem”, disse ela, com um tom profissional. “Próspero é um maníaco por controle com um complexo de superioridade. O que você acha?”

Logan recostou-se levemente, os cotovelos nos braços da cadeira, como se pertencesse a um trono em vez daquela cadeira de madeira. Seu olhar encontrou o dela e não era um desafio. Era diversão.

“Quero dizer... ele é meio narcisista”, disse Logan. “Mas quem não seria se tivesse poderes mágicos e fosse abandonado em uma ilha?”

Então Maya ergueu uma sobrancelha. “Então sua simpatia está com o homem que escraviza espíritos e manipula a própria filha?”

Os lábios dele se contraíram. “Quando você coloca dessa forma, parece até que está falando de mim.”

Maya piscou. Ele estava...?

Ela decidiu não morder a isca, ainda não.

“Vamos focar”, disse ela, virando uma página com uma precisão que dizia: Eu não tenho tempo para os seus joguinhos. “Fale sobre Miranda. O que o papel dela nos diz sobre a inocência, ou a falta dela?”

Pelo menos ele não desviou do assunto. Não imediatamente.

“Ela é... ingênua. Mas não é burra. Acho que ela nunca teve que questionar a versão de mundo do pai dela”, disse ele. “Meio como alguém que nunca viu um espelho, mas acha que sabe como é a própria aparência.”

Aquilo a fez pausar, pois foi uma observação surpreendentemente perspicaz.

Ela o estudou por um momento. O maxilar anguloso, o cabelo loiro bagunçado que, de alguma forma, o fazia parecer impecável e desleixado ao mesmo tempo. Seus olhos eram cinza-azulados, frios como a água de um lago no outono. O olhar dele prendia o dela com uma curiosidade que ela não gostou.

“Você já leu isso antes”, disse ela lentamente.

Logan deu de ombros, um movimento relaxado e praticado. “Escola preparatória. E de novo no verão passado. Minha mãe gosta de Shakespeare.”

“Então você mentiu para o Professor Laird?”

Outro dar de ombros. “Eu só disse que precisava de ajuda. Não especifiquei com o quê.”

Uma pontada de irritação percorreu sua espinha. Ela odiava perder tempo. Odiava ser manipulada. Mas antes que pudesse retrucar, Logan inclinou-se para frente.

“Não estou aqui porque não consigo ler o material, Maya.”

Seu nome na boca dele parecia algo distorcido. Tinha uma doçura como uma gota de mel, com calor suficiente para derreter aço.

“Estou aqui”, continuou ele, “porque gosto da maneira como você lê.”

O ar entre eles mudou, como o rolar lento de um trovão no horizonte.

Ela estreitou os olhos. “Você não sabe como eu leio.”

Ele sorriu, e era aquele tipo de sorriso que desarmava mulheres que deveriam saber o que estavam fazendo.

“Não”, disse ele. “Mas gostaria de saber.”

Maya soltou o ar e voltou a olhar para o livro. Foco, ela disse a si mesma. Ele era charmoso da mesma forma que furacões são lindos: destrutivos, caóticos e impossíveis de não olhar.

Ainda assim, ela não seria uma daquelas garotas que confundem aquele sorriso com algo real.

Ela tocou na passagem novamente. “Voltando à Miranda. Você estava dizendo?”

Ele recostou-se novamente, mas seu olhar não vacilou. “Você é sempre tão intensa durante as tutorias?”

“Apenas quando o aluno está desperdiçando meu tempo”, disse ela docemente.

Ele riu então. Uma risada de verdade. Não parecia debochada. Sua risada era quente, rica e inegavelmente satisfeita.

Maya lutou contra o pequeno lampejo de satisfação que surgiu no fundo de sua barriga.

Isso é apenas uma sessão de tutoria. Ela lembrou a si mesma novamente, redirecionando seu foco para a conversa, mantendo sua voz estável e suas anotações precisas.

Mas, em algum lugar, enterrado sob sua disciplina e lógica, um pensamento pequeno e perturbador criou raízes. E se Logan fosse exatamente o tipo de distração que ela passou a vida inteira se preparando para evitar?

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Boa Escrita

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

4

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Diálogo Forte

1

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author

Will there be some sex in this book? Sounds like it but it's not rated 18+?

um ano

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