OBSESSIVO - Parte 1

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Summary

Jade Sinclair nunca acreditou em destino… até o dia em que novos vizinhos se mudaram para a casa ao lado. E então vieram eles. Dois homens completamente diferentes… e, ao mesmo tempo, perigosamente impossíveis de ignorar. Um é charmoso, reservado, dono de um olhar que parece enxergar fundo demais. Um homem marcado por um passado que se recusa a revelar… e que desperta em Jade uma curiosidade quase dolorosa. O outro surge de forma silenciosa, intensa, atento demais, presente demais… como se sempre estivesse observando. O que Jade não esperava era se ver presa entre dois interesses, duas presenças, duas formas distintas de atração. E, muito menos, perceber que o que sente por um não anula o que começa a sentir pelo outro. Mas há algo que ninguém percebe. Algo sombrio. Algo obsessivo. Enquanto Jade tenta entender seus próprios sentimentos, um deles passa a enxergá-la como muito mais do que apenas a nova vizinha. E quando o desejo ultrapassa a razão, ele começa a fazer de tudo para mantê-la por perto… mesmo que isso signifique afastar qualquer pessoa que ouse se aproximar. Inclusive a outra. Dois vizinhos. Dois interesses. Um segredo. Entre o certo e o proibido, Jade vai descobrir que nem toda escolha é simples… e que nem todo amor vem para salvar. Alguns chegam para dominar. Outros, para confundir. E alguns olhares… não apenas encantam. Eles possuem.

Status
Ongoing
Chapters
10
Rating
5.0 1 review
Age Rating
18+

Chapter 1

Pov Jade


Me chamo Jade e tenho 19 anos, estou no primeiro ano da faculdade e ainda tentando descobrir o que realmente quero da minha vida, e confesso que tudo me faz continuar o curso em que estou que é Psicologia, e eu sei que isso combina muito comigo, e confesso que até amo, mas ainda não sei se é isso mesmo.

E eu falo que combina comigo, porque eu sempre estou aqui tentando entender as pessoas, mas tenho uma enorme dificuldade em entender a mim mesma. Acho que foi isso que me fez ficar tão atraída por alguém que eu mesma não consegui decifrar.

Moro sozinha na enorme casa dos meus pais, ou quase sozinha. Apesar de me amarem profundamente, eles estão sempre viajando a trabalho e raramente estão presentes em casa. E por isso eu vivo de chamadas de vídeo, mensagens curtas e uma saudade constante.

Tudo muda quando a casa ao lado é vendida. Os novos moradores são Magnus e Ethan Marcelli, pai e filho, um empresário de 39 anos muito lindo e elegante, um charme completamente misterioso e frio, que decide se mudar temporariamente para a cidade enquanto supervisiona a abertura de uma filial de sua empresa. Recém separado, Magnus carrega uma aura misteriosa, ninguém sabe ao certo o motivo do divórcio, pelo menos eu não sabia.

Com ele, vem seu filho Ethan, de 20 anos, lindo e irresistível assim como o pai, e que por sinal é bem parecido com o pai, até mesmo no seu humor meio sombrio e misterioso, que parece carregar também um segredo, ou uma enorme dor do seu passado. E eu o conheci primeiro e, com a minha simpatia natural, o ajudo a se enturmar na cidade, levando-o para festas e apresentando-o aos meus amigos, e conhecendo mais da nossa cidade.

A casa ao lado sempre esteve vazia.

Durante anos, aquele portão fechado e o jardim sem vida faziam parte da paisagem até o dia em que os caminhões chegaram com grandes mudanças, e eu não falo apenas das coisas que eles trouxeram, mas de tudo que veio junto...

Eu me lembro do som das caixas sendo descarregadas enquanto eu estava no meu quarto, e das vozes masculinas ecoando no quintal, onde os funcionários falavam para ter cuidado com os moveis, e da curiosidade latejando dentro de mim querendo saber o que estava acontecendo.

Quem se mudaria para aquela casa esquecida, logo ali, ao lado da minha?

No começo, achei que fosse apenas mais uma família comum. Mas não era...

Havia algo diferente neles, uma presença que parecia mexer com o ar, com o ritmo do bairro, e principalmente... comigo.

O primeiro que vi foi o filho.

Sorriso fácil apesar de misterioso, e também vi nele um olhar curioso enquanto me olhava. Ele parecia carregar o tipo de leveza que faltava nos meus dias, mas eu não saberia explicar.

Mas quando o pai apareceu pela primeira vez, algo em mim simplesmente parou, eu nunca tinha visto um olhar como aquele, aquele olhar penetrante, que de alguma forma, me deixou sem ar...

O olhar deles sobre mim eram intenso, pesado... e perigoso.

Um daqueles olhares que te fazem querer desviar, mas não conseguem.

Desde então, sinto que estou sendo observada constantemente, não de forma óbvia, mas sutil.

Como se cada passo meu fosse medido, cada palavra, analisada.

E, de alguma forma, eu deixei e até gostei...

Eu deveria ter recuado quando eu podia.

Deveria ter colocado distância, fechado as cortinas e fingido que nada estava acontecendo.

Mas eu não consegui.

Agora é tarde demais.

O que começou com simples curiosidade se transformou em algo que eu não consigo explicar.

Algo que me prende.

Que me consome.

Eu só não sei ainda se é desejo... ou perigo.


...


Faziam uma semana que a casa ao lado da minha já estava sendo ocupada, os novos vizinhos já estão morando lá, mas nunca vi ninguém, eu sei porque já vi alguns carros saindo de lá, e acredito ser dos proprietários.

Os meus pais como sempre não estão em casa e eu estou mais uma semana sozinha, e já estou tão acostumada que não me importo com a ausência deles, e as vezes eu quem tenho que visitar eles onde estão.

Eles estão morando basicamente em New York, e eu gosto de está com eles, mas prefiro a tranquilidade que é morar aqui.

— Será se eles tem filhos? - minha amiga pergunta.

— Não sei, eu não vi ninguém ainda Elisa. - falo revirando os olhos.

— E se eles forem doentes? - ela pergunta e eu olho para ela confusa. — E Por isso não saem.

— Mas já vi vários carros saindo de lá. - falo.

— Talvez não seja deles. - ela da de ombros.

— São carros luxuosos, eu duvido que não seja deles. - falo.

Eu moro em Charleston, Carolina do Sul (EUA), em um enorme condomínio fechado, os meus pais tem uma rede de segurança na minha casa, apesar de eles não estarem comigo, eu sei que todo o tempo estou sendo vigiada por eles.

Nosso condomínio tem varias casas enormes e de luxo, assim como a minha, mas vamos dizer que em questão de tamanho, a dos meus vizinhos é bem maior, e essa casa não era habitada a muito tempo.

Desde que nos mudamos para cá, não vivia ninguém aqui, e eu moro aqui desde os meus 15 anos.

Antes, eu morava em Seattle com os meus pais, atualmente moro Charleston, o clima é bem melhor que em Seattle e eu me habitei muito bem aqui, e conheci a minha melhor amiga Elisa, e hoje eu não penso em sair daqui.

— Irei para sua casa quando sair, então me espere. - ela pede.

— Tudo bem, irei para a biblioteca, irei revisar alguns conteúdos. - aviso e ela concorda.

Não irei mentir, estou bem curiosa para saber quem são as pessoas que estão morando naquela casa, ainda mais porque eu não conheço quase ninguém desse condomínio, nenhum jovem e se eles tiverem filhos eu quero conhecer, e se forem da minha idade melhor ainda!

Meio que o que divide as nossas casas é um muro que meio que não cobre muito, já que as casas são enormes comparada o muro que divide elas.

A diferença das nossas casas é que o meu pai resolveu por vidro em tudo o que ele podia, ele é inimigo da privacidade, mas quem se importava com privacidade já que não tinha vizinhos ?

Saí da faculdade com a Elisa e estacionei o carro de frente para a minha casa e olhei para a casa ao lado que é por sinal muito linda, mas muito escura...

— Parece que agora que sabemos que tem gente, a casa ficou mais viva. - ela diz e eu reviro os olhos.

— Eles pintaram a casa e agora tem iluminação, estava sempre toda apagada. - falo.

— Seu pai com certeza não tem problema com isso. - ela diz e rimos.

Não sei porque ele fez a casa assim, eu agora me sinto completamente sem privacidade, mesmo sabendo que podem nem está me olhando.

Só que eu tenho que está sempre com as cortinas fechadas, porque não posso ficar desfilando nua na casa, e como sabem, eu moro sozinha.

— Daqui eu posso ver a piscina, e nossa, parece que é enorme.

— Porque é, e é ótima para treinar nado.- aviso.

— Claro que é, mas a sua também!

— Só que a deles é bem maior que a nossa, e da até uma inveja, porque ninguém nem usa ela. - suspiro.

Entramos em casa e eu falei com Bobe o segurança e as vezes meu motorista e a Lucy, a governanta da casa e minha cuidadora durante muito tempo.

Seguimos direto para o meu quarto, a gente queria sair a noite, nos divertir, beber um pouco, e iríamos escolher uma roupa e uma boa boate para irmos.

— Espero que eles tenham filhos e sejam gostosos. - Elisa diz e eu ri.

— Já parou para pensar que podem ser um casal recém casados que acabaram de se mudar ? - pergunto e olho para a casa ao lado.

— Na verdade não parei para pensar nisso. - ela diz e vem e observa.

— Ou podem ser um casal gay, que apenas querem tranquilidade e estamos aqui falando deles. - falo rindo.

Sim, já pensei milhares de coisas, e não imaginam o quanto eu estou curiosa para saber quem são os donos da casa.

Depois de comermos um pouco e escolhermos os vestidos para a noite, aliás, o meu vestido, já que ela já tinha escolhido e trouxe junto com sigo para a minha casa.

— Eu quero beber e beijar na boca. - ela diz animada. — Não, eu quero beber, beijar na boca e transar, eu preciso muito transar. - ela diz e eu rir.

— Eu apenas quero curtir e beber um pouco, aliás, se nós iremos beber, quem vai dirigir? - pergunto.

— Vamos de táxi, já decidi tudo. - diz dando de ombros.

— Otimo, porque eu não irei dirigir. - aviso.

Nós fizemos uma boa maquiagem, nos arrumamos e descemos as escadas animadas e conversando como iremos fazer para voltar, que eu sei que se ela arrumar alguém, irá me deixar na merda e vai para qualquer lugar, menos vir comigo embora.

— Espero que você seja responsável. - aviso entrando no táxi com ela.

— Eu sou responsável meu amor. - ela revira os olhos.

— Elisa, você nunca foi responsável. - falo e ela mostra o dedo do meio para mim.

Quando chegamos na boate, ela nos levou direto para a área vip, ela já conhecia o dono e já andaram ficando algumas vezes, e eu obviamente não iria achar ruim por isso.

Não iria beber muito, quero ficar consciente, é apenas esquecer um pouco do bando de trabalho que tenho que fazer.

Comecei uma caipirinha de morango, estava maravilhosa, e fui para a pista de dança com a Elise e começamos a dançar juntas, e dançamos duas músicas juntas e eu segui para o bar novamente, eu precisava respirar um pouco.

— Nem te falo quem eu acabei de ver. - diz e eu já imagino.

— Caleb - falo suspirando.

— Sim, e ele te viu, está vindo para cá. - ela diz rindo.

— Não me deixa sozinha. - peço mais é tarde demais, essa vadia já sumiu.

Caleb é meu amigo, e ex namorado, não deu certo mais ainda ficamos as vezes, e ele sempre insiste que continuemos isso que ele chama de “relação aberta”, mas que para mim não tem nada de relação aberta, apenas estamos ainda ficamos sem compromisso.

E eu não quero isso, e eu deixei bem claro para ele!

Por isso que tivemos uma discussão e eu acabei me afastando, e agora ele está aqui, na minha frente, me olhando como se eu fosse uma cassa e ele o caçador.

— Olá anjo. - ele diz e me abraça.

— Ola. - falo.

— Estava com saudades, quando eu te vi, eu nem acreditei. - diz e eu sorrio. — Está ainda mais linda hoje. - diz.

— Obrigada. - peço outra bebida.

— Está bem?

— Sim, porque ?

— Só queria ter certeza. - diz segurando meu quadril. — Veio apenas se divertir? - questiona.

Esse foi o motivo da nossa briga, porque a gente não está mais juntos, e ele me cobra como se estivéssemos, mas isso não cola comigo e ele sabe.

Eu sou uma mulher livre, e eu não sei o que ele está pensando, mas eu não vou ficar nisso com ele, ainda mais ele que não quer ter um relacionamento fixo.

E eu preciso de alguém que realmente queira algo comigo, eu não sou mais criança e nem uma adolescente, eu quero me relacionar de verdade e não apenas brincar de casinha com alguém.

— Na verdade não, eu quero muito mais que isso. - falo bebendo a minha bebida entregue pelo o bar man.

— Então eu posso te levar para casa? - pergunta com um sorriso malicioso.

— Na verdade não, eu não quero que confunda as coisas Caleb, mas eu estou com outros planos. - aviso e beijo seu rosto.

Tudo o que temos é bom e foi bom, mas enquanto ele não entender que eu não sou alguém que quer apenas curtir uma noite ou uma relação sem compromisso, é melhor ele se manter bem afastado de mim.

Eu já tenho muitos problemas e eu não estou nenhum pouco afim de mais.

E com o copo na mão eu voltei para a pista de dança e comecei a dançar, me soltei e dancei bastante, a Elise estava comigo, mas depois ela sumiu e eu sabia muito bem o motivo.

Teve um cara que até se aproximou de mim, mas eu despensei ele, e eu não vi o Caleb mais.

Não é que eu seja uma metida fútil, eu apenas tenho que me valorizar, eu preciso ser valorizada, se eu não me valorizar, como ele vai me levar a sério?

Eu nunca fui alguém que entrasse nesse tipo de relação, eu apenas tive dois namorados na minha vida, e um foi de infância, e ele foi a pessoa que mais passei tempo, mas terminamos porque realmente não estava dando certo nada daquilo.

Eu amo ele, ele é um ótimo amigo, mas ele não era um ótimo namorado!

Estava bem tonta, mas boa o suficiente para sair dali, e assim eu fiz, eu pedi um táxi e dei o meu endereço a ele e fui para a minha casa.

Cheguei na mesma hora que o carro do vizinho ou vizinha chegou e quase parou bem ao meu lado, mas ignorei, eu saí do táxi depois de pagar é apenas entrei na minha casa ignorando o carro que havia parado ao meu lado.

Eu só queria a minha cama, e eu entrei em casa, tirei meu vestido e me joguei em minha cama e apaguei...

...

Acordei com o sol batendo bem em minha cara e o meu celular tocando e um enorme barulho também vindo da casa ao lado, o que eu achei muito estranho, porque nunca vinha barulho de lá, mas agora temos vizinhos...

— Mais que merda é essa? - pergunto me levantando com dificuldade e meio atordoada.

Era um enorme barulho de som? Eles mau chegaram e já estão fazendo festa ?

Pego o meu celular e atendo, era a minha mãe, e ela estava bem irritada por algo e eu não estava entendo nada o que ela estava falando, porque o maldito barulho estava só piorando.

Peguei apenas um robe e sai para a minha sacada pedindo desculpas a minha mãe e falando que era o vizinho novo que estava fazendo uma festa, e que o barulho estava horrível e ela logo mandou eu chamar a policia.

Eu olhei em volta da casa dele de onde eu estava e não havia ninguém, não parecia ser uma festa, porque que tipo de festa eles estavam fazendo que não tinha ninguém?

Então resolvi ir na casa deles pedir que baixem o som, afinal se ele quer fazer uma festa, ele que contrate uma casa de eventos, aqui é um condomínio fechado e ninguém anda fazendo festa, pelo menos eu nunca fiz e sou uma jovem.

Nenhum dos outros vizinhos andam fazendo festas, e todos se respeitavam muito!

— Calma minha menina, ele deve apenas está ajustando o som. - Lucy diz.

— Desse jeito? - pergunto irritada. — Ele tem que desligar ou diminuir, quem ele acha que é?

Olho no meu celular e eram 10:25 da manhã, e eu fui dormir mais de 03:50.

Ainda com a minha mãe na linha e pedindo que ela esperasse um pouco enquanto eu resolvia esse problema com o vizinho.

Eu apenas sai de casa sob o olhar curioso do Bobe que me olhou de cima a baixo por está quase nua, e eu o ignoro e sigo até a casa ao lado e toco a campainha, mas obvio que ele não irá ouvir, então começo a bater e uma mulher abre assustada e eu cruzo os braços.

— Eu me chamo Jade e o seu som está me incomodando dormir. - falo séria a senhora em minha frente que deveria ter uns 40 anos.

— Oh, desculpe, eu... - ela ia falar algo e um homem de mais ou menos uns 20 a 23 anos aparece atrás dela. — Senhor, essa menina disse que o som está incomodando. - ela diz preocupada.

— E você é? - pergunta me olhando dos pés a cabeça com um olhar surpreso mais meio sério, e eu confesso que quase perdi o ar quando vi ele, mas me recompus e continuei firme ignorando a minha falta de roupa.

— Me chamo Jade, eu moro ali, e você está me incomodando com o seu som alto. - falo séria aponto para o celular e também quase gritando por conta do som. — Eu estava dormindo e fui acordada com o seu barulho, e agora eu não posso atender uma ligação, porque está me incomodando.

Eu odeio ser acordada e incomodada, ainda mais dessa forma, e ele está me deixando irritada e de mau humor, e eu não sou uma pessoa assim.

Falando nisso, que homem...Lindo, bem vestido com um estilo único e até meio sexy, e vejo também que tem varias tatuagens, parece ser bem sério, e seu corpo bem atlético e...

Meu Deus, eu estou de frente para o meu vizinho apenas de robe, que por sinal estou apenas de calcinha de baixo disso, e ele está quase me comendo viva com os olhos e eu tive a decência pelo menos de pegar um robe que não tem transparência, mas ele é bem curto e eu estou apenas de calcinha por debaixo dele.

— Desculpe Jade, né? - pergunta e eu concordo com a cabeça. — É que eu tive um problema com o som, e ele não está obedecendo aos meus comandos, mas eu já estou tentando ajeitar, só preciso de alguns minutos. - ele diz calmamente.

— Posso ver? - pergunto meio impaciente e já querendo resolver o seu problema para que ele não me incomode mais.

— Claro, pode entrar. - ele me da passagem e eu entro.

A mulher que me atendeu tinha sumido e eu estava entrando na casa dele, e a casa era maravilhosa e bem decorada, mas o que me chamou atenção que assim como a fachada da casa, eles curtem cores mais escuras como cinza, preto e até um marrom.

Meu Deus, me sinto humilhada por está assim na frente dele, mas eu quero paz, e enquanto entro na casa dele onde ele me guia calmamente com a mão nas minhas costas me guiando em sua frente, eu tento acalmar a minha mãe e peço mais alguns minutos para conseguir resolver algo e deixo a chamada silenciada.

Ele me leva até a sala onde está ouvindo seu som, e eu olho e reviro olhos, é igual o da minha casa, odeio essas merdas, lá em casa vive sendo desconfigurado, mas é sempre na mão da Elisa que acontece.

Ele é por comando de voz e logo começo a falar os mesmos comandos que eu uso no meu, e o som para automaticamente e eu configuro para ele do jeito que eu configurei o meu, e pergunto a ele se ele quer mudar algo ou deixar algo fixo e ele apenas pediu como fazer, porque não queria me incomodar mais e eu agradeci e finalizo tudo e me viro para ele.

— Era apenas isso? - pergunto.

— Sim. - ele diz surpreso e sorrir sem graça e eu perdi o ar novamente. — Eu nem sei como agradecer. - ele diz.

— Não precisa, agora preciso ir, tenho um ótimo dia. - falo colocando o celular no ouvido e já retornando minha ligação. — Mãe, desculpa, é que eu estava resolvendo um problema na casa do novo vizinho.

Falo no telefone enquanto ando para fora da casa, ou melhor dizendo, de uma sala para outra, na mesma hora que outra figura masculina aparece em minha frente, fechando a minha visão e minha passagem e quase perco o ar pela a segunda vez.

Meu Deus...

— Bom dia. - ele diz com a voz grossa e me olha também dos pés a cabeça.

— Olá, bom dia. - falo sem jeito pela as minhas vestes e quase peço a Deus que abra um buraco e me enfie.

— Pai, essa é a Jade, nossa vizinha do lado, ela veio resolver o problema do som - sinto a mão dele no meu ombro.

Pai? Como esse homem é pai dele?

Fico completamente surpresa e admirada com tanta beleza em apenas uma sala...

Meu sangue todo gela quando eu sinto a mão dele em mim, meu Deus, eu estou muito constrangida por está na frente de dois homens tão lindos, e está quase sem roupa, e eu logo coloco as minhas mãos na frente dos meus seios para não marcarem ainda mais.

Estava arrepiada por seu toque e também pelo o olhar deles em mim e em meu corpo.

Maldito jeito de conhecer os novos vizinhos...

— Um prazer conhecer a nossa vizinha, e aposto que estávamos te incomodando, né? - ele pergunta me observando e eu não resistir revirar os olhos e virar para o filho dele e debochar.

— Sim, me tirou da cama - falo e ele rir. — literalmente. - falo e ele rir mais e era lindo o seu sorriso.

— Desculpe novamente por isso, e aliás, me chamo Ethan e esse é o meu pai, Magnus Marcelli. - ele diz e eu olho para um depois para o outro. — E nem sei como te agradecer e recompensar por isso. - ele diz sem jeito e bagunçando o seu cabelo.

— E como eu disse, eu me chamo Jade e foi um prazer conhecer vocês. - falo sem jeito e lembro que minha mãe está na linha e eu preciso sair daqui bem rápido. — Desculpem por qualquer coisa, mas eu preciso ir, tenha um bom dia aos dois. - falo me afastando.

Faço sinal que estou em ligação e saí da casa deles falando com a minha mãe e falando o que tinha acontecido, e porque estava dando um enorme bolo nela na ligação.

Meu Deus, que homens são esses?E porque enfiou esses homens na minha frente nessa situação tão constrangedora?

Respirei muito fundo depois que sai da casa deles, eu ainda nem estava conseguindo controlar todo o meu corpo, sei mais nem o que eu fui fazer ali...

Cheguei em casa, tomei um banho, um remédio para dor de cabeça que logo tive uma enorme crise, e mandei mensagem para a Elisa, eu tinha que saber onde ela se enfiou e falar que eu conheci dois dos vizinhos, agora só faltava conhecer a mulher daquele homem.

Nunca vi homens tão lindos, essa mulher deve ser muito abençoada por Deus, acredito que pelo o sotaque deles, eles não são americanos.

Quantos anos eles devem ter?Não que seja da minha conta, mas o fato dele ser novo demais para ter um filho daquele tamanho, me diz que ele é novo e teve ele bem novo...