Blurred Lines - Uma Comédia Romântica de Escritório com Age Gap

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Resumo

Evelyn Pierce, Diretora de Estratégia, e Sebastian Harper, o CEO, passaram uma década trabalhando tão próximos que toda a empresa os chama de casal corporativo. Evelyn sabe a verdade — são apenas blurred lines, fofocas de escritório e uma parceria que termina nas portas do elevador. Pelo menos era o que ela pensava. Quando ela entrega sua demissão, Sebastian é pego de surpresa. Evelyn cansou dos e-mails noturnos, das intermináveis reuniões de todos-os-membros e de fingir que seus sentimentos são apenas parte do trabalho. Ela quer sua vida de volta — e algumas linhas claras, para variar. Só que ela não esperava que seu chefe, sempre frio e controlado, se tornasse teimoso, ciumento e, de repente, muito, muito pessoal sobre perdê-la… ou que se afastar dele seria o projeto mais difícil que ela já assumiu.

Gênero
Romance
Autor
Aylin_Red
Status
Completo
Capítulos
6
Classificação
4.9 10 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: Casamento no Trabalho e o Divórcio

Evelyn Pierce era o tipo de mulher que chamava a atenção quando entrava em uma sala. Não apenas pela sua beleza clássica, mas pela confiança que irradiava a cada passo. Aos trinta e um anos, ela tinha conquistado o que a maioria das pessoas não conseguiria no dobro do tempo. Como Diretora de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios na Calderstone Enterprises, ela transformou contas problemáticas em minas de ouro, desenvolveu estratégias inovadoras que os concorrentes tentavam copiar desesperadamente e construiu uma reputação que a precedia em todas as reuniões de diretoria.

Dez anos na Calderstone moldaram sua carreira. De analista iniciante a um dos ativos mais valiosos da empresa, Eve subiu na hierarquia corporativa com determinação e graça. As paredes do seu escritório exibiam suas conquistas: o prêmio de Funcionária do Ano, cartas de agradecimento emolduradas de grandes clientes e fotografias dela com sua equipe comemorando o lançamento de projetos bem-sucedidos.

Mas hoje, essas conquistas pareciam âncoras em vez de vitórias.

Eve tomou um gole de café, encarando a tela do seu laptop. Três parágrafos que mudariam tudo. Seu estômago deu um nó enquanto ela imaginava a conversa que viria. Ela tinha ensaiado aquilo uma dúzia de vezes na cabeça, mas dizer as palavras em voz alta para Sebastian Harper era algo totalmente diferente.

Dez anos. Uma década da sua vida despejada na Calderstone Enterprises como um uísque caro descendo pelo ralo. Diretora de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios — um título que soava impressionante em jantares, mas que na realidade significava “conversora profissional de café em cortisol”. Ela subiu na carreira, colecionou prêmios, garantiu a sala no canto e recebeu o cobiçado prêmio de Funcionária do Ano. Duas vezes.

O que ela ganhava em troca? Cabelos brancos que arrancava religiosamente, um vício em cafeína que faria um barista chorar e a capacidade de responder e-mails enquanto dormia. Literalmente. Ela acordou duas vezes no mês passado com o celular na mão, com respostas pela metade para clientes brilhando no escuro.

Vivendo o sonho, pensou Eve ao sair do elevador no andar executivo. O sonho exaustivo, destruidor de almas, de por que diabos eu me formei em administração.

A manhã de sexta-feira na Calderstone parecia qualquer outra manhã: um caos cuidadosamente orquestrado de telefones tocando, teclados clicando e o cheiro fraco de café queimado vindo da copa. Os saltos de Eve batiam no mármore enquanto ela percorria o labirinto de escritórios com paredes de vidro.

“Bom dia, Eve!” Hannah, do Marketing, acenou, segurando uma pilha de apresentações.

“Bom dia.” Eve retribuiu o sorriso, grata pela breve interação humana que não envolvia KPIs ou projeções trimestrais.

“Dia importante?” Hannah perguntou, apontando para a pasta sob o braço de Eve.

Você não faz ideia. “Só mais uma sexta-feira.”

Ela continuou passando pelo espaço de trabalho da sua equipe, captando fragmentos de conversas sobre a conta Henley e os planos para o fim de semana. David olhou para cima, tirando os olhos do computador e erguendo sua caneca de café em um cumprimento. Claire já estava em uma chamada, sua voz carregando aquele tom específico de entusiasmo fabricado, reservado para clientes difíceis.

Dez anos com essas pessoas. Dez anos de sessões de estratégia, noites em claro e celebrações de vitórias com champanhe barato da copa do escritório. E agora —

Eve parou diante do escritório de Sebastian.

Sua mão pairou perto da porta, com os dedos tremendo tão levemente que ela quase não notou. Quase. Ela tinha atravessado aquela porta milhares de vezes, armada com relatórios, soluções e o tipo de confiança que vem de saber que você é muito boa no seu trabalho.

Desta vez parecia diferente.

Ela alisou o blazer, jogou os ombros para trás e enterrou o nervosismo sob camadas de postura profissional. Ninguém precisava ver Evelyn Pierce abalada. Especialmente ele não.

Uma respiração. Duas.

Ela bateu à porta.

“Entre.”

Sebastian Harper estava sentado atrás de sua mesa como um rei observando seu reino, o que, vamos ser sinceros, não estava longe da verdade. Presidente da Calderstone Enterprises, mestre do olhar intimidador e a causa direta de cerca de noventa por cento das horas extras de Eve. O homem tratava o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como um mito — no mesmo nível de unicórnios e cronogramas de reuniões sensatos.

Não que Eve não fosse grata. Ela era. De certa forma. Do jeito que se aprecia um personal trainer que faz você querer morrer, mas que traz resultados.

“Feliz sexta-feira”, disse Sebastian, sua voz carregando aquele calor casual que ele reservava para cerca de três pessoas em toda a empresa. Eve tinha conquistado seu lugar naquela lista através de puro instinto de sobrevivência e uma capacidade absurda de ler sua mente durante as apresentações.

“Feliz sexta-feira”, disse ela, bem ciente de que aquela sexta-feira não seria mais muito “feliz” por muito tempo. Eve fechou a porta atrás de si, subitamente hiperconsciente do clique da fechadura. “Como você está?”

A atenção de Sebastian mudou para a tela do computador, sua testa franzindo daquele jeito específico que significava que sua agenda estava zombando dele. “Vai ser um dia longo.” Ele olhou para cima, os olhos escuros afiados apesar do horário cedo. “O que posso fazer por você, Eve?”

A pergunta ficou pairando no ar entre eles.

Lá vamos nós. Ou tudo acaba aqui. Depende de como você olha para isso.

Eve abriu a boca. Fechou. Abriu novamente como um peixinho dourado muito bem vestido. As palavras — sua ferramenta mais confiável — decidiram tirar férias não planejadas.

A carranca de Sebastian se aprofundou. “Eve?”

Eles trabalhavam juntos há anos. Passavam mais tempo na presença um do outro do que a maioria dos casais casados. Ela sabia o pedido de café dele, seus sinais durante negociações, o tom de voz exato que significava que ele estava prestes a destruir a proposta de alguém. Ele sabia que ela tomava chá com mel, que ela mordia o lábio inferior ao analisar dados e que ela tinha opiniões sobre tudo, desde tendências de mercado até a inadequação da cafeteira do escritório.

Aquele silêncio? “Incomum” nem chegava perto de definir.

“Bem”, começou Eve, então parou. Limpou a garganta. Recomeçou. “Eu quero me demitir.”

Sebastian a encarou. Piscou uma vez. “O quê?”

“Eu quero me demitir.”

As palavras caíram como uma bomba no escritório impecável. A expressão de Sebastian passou por confusão, descrença e algo que parecia perigosamente próximo de pânico, antes de se instalar em um choque cuidadosamente controlado.

“O quê... por quê?” A pergunta saiu afiada, quase acusatória.

Eve tinha ensaiado essa parte. Praticou na frente do espelho do banheiro como se estivesse se preparando para uma palestra no TED. Mas, parada ali, diante da perplexidade genuína de Sebastian, todas as suas explicações cuidadosamente elaboradas evaporaram.

“Razões pessoais. Decidi que é hora de encerrar este capítulo.” Ela forçou um sorriso que parecia mais uma careta. Profissional. Educada. Completamente desprovida da verdade complicada.

Sebastian estudou seu rosto como se ele guardasse os segredos do universo, ou pelo menos uma explicação para o motivo pelo qual sua gerente mais confiável tinha subitamente perdido o juízo. Seu maxilar travou. “Ok.” Ele fez uma pausa, claramente lutando. “Podemos pelo menos negociar?”

“Eu tenho três meses de aviso prévio.” A voz de Eve permaneceu firme — um pequeno milagre. “Teremos tempo para conversar. Para você processar.”

Antes que ele pudesse responder, antes que ela pudesse reconsiderar a decisão que a manteve acordada por semanas, Eve virou-se em direção à porta. “Obrigada.”

Ela deixou Sebastian sentado ali, com cara de quem tinha acabado de ser informado de que o escritório estava sem café. Permanentemente.

A porta fechou atrás dela com um clique suave.

“O que...” Sebastian encarou o espaço vazio onde Eve estivera, sua mente percorrendo cenários e não encontrando nada. “Que porra é essa?”

Oliver Wells se orgulhava de manter a compostura em todas as situações. Era parte da descrição do cargo — dita e não dita — de ser o assistente executivo de Sebastian Harper.

A mensagem em seu celular, no entanto, testou essa compostura.

No meu escritório. Agora. Urgente.

Críptico, dramático e vagamente ameaçador — o clássico Sebastian.

Oliver ajeitou a gravata e seguiu pelo corredor, catalogando mentalmente possíveis desastres. Fusão fracassada? Cliente irritado? Membro do conselho tendo outro ataque de fúria sobre inovação?

Ele bateu uma vez e entrou.

“Sebastian.” Oliver fechou a porta. “O que aconteceu?”

Sebastian olhou para cima, com a expressão grave. “Um desastre.”

Ah, puta merda. “Significando?”

“Eve se demitiu.”

Oliver piscou. Uma vez. Duas vezes. Esperou pelo final da piada. “Bela piada, Sebastian.”

“Eu não estou brincando.” A carranca de Sebastian poderia ter azedado o leite.

“...O QUÊ?” A palavra saiu mais alta do que Oliver pretendia. Ele tossiu, recuperando a compostura. “Vocês dois não são... por quê?”

“Eu não sei.” A voz de Sebastian subiu um pouco, a raiva transparecendo através da sua fachada profissional. “Ela só disse que vai se demitir. Assim, do nada! Você consegue imaginar?”

Oliver mordeu o interior da bochecha para não sorrir. O drama. A indignação. Sebastian parecia alguém que tinha sido pessoalmente traído pelo fato de alguém ter a audácia de se demitir.

“Isso é surpreendente”, Oliver conseguiu dizer, mantendo o tom neutro. “Considerando que vocês dois trabalham o tempo todo.”

“Temos três meses para mudar a opinião dela.” Sebastian inclinou-se para frente, a determinação substituindo o choque. “Faça uma pesquisa. Tente descobrir o motivo por trás dessa ação imprudente.”

Oliver inclinou a cabeça, lutando contra a vontade de rir. “Sebastian, se você não sabe, como eu poderia saber? Digo, vocês dois são inseparáveis —”

“Esse é o problema!” Sebastian gesticulou enfaticamente. “Eu não sei.”

Oliver assentiu lentamente. “Certo. Vou ver o que posso fazer. Discretamente, é claro.”

Ele saiu do escritório, fechando a porta enquanto Sebastian continuava a remoer.

Bom, então. Oliver ajeitou o paletó, permitindo-se um pequeno sorriso. Sebastian perdendo a calma por causa da demissão de uma funcionária? “Interessante” nem chegava perto de definir.

Hora de ter uma conversa com Eve Pierce.

“Eve.” Oliver apareceu ao lado da mesa dela usando o que passava por um sorriso, mas que mantinha todo o calor de uma manhã de janeiro em Londres.

“Sim?” Eve brilhou para ele, a própria imagem da inocência.

“Não venha com esse ‘sim’ inocente para mim.” O sorriso frio não vacilou. “Você sabe o que fez.”

“Talvez.” O sorriso de desculpas de Eve era tão genuíno quanto a sinergia corporativa. “Você precisa ser mais preciso.”

A compostura de Oliver — aquele lendário autocontrole britânico — rachou. “Evelyn Pierce.” Ele se inclinou mais, baixando a voz. “Eu posso ser o assistente, mas porra, todos nós sabemos quem passa mais tempo com o Sr. Chefinho, e agora —” Ele a encarou. “Explique isso.”

“Logo você ganha essa conquista?” Eve ofereceu inocentemente.

“Eu te odeio tanto, Evelyn.” Puro drama. Oliver pressionou uma mão no peito como se ela o tivesse ferido pessoalmente. “Posso te subornar?”

“Sinto muito.” Eve gesticulou um pedido de desculpas, com os ombros subindo em um encolher de ombros impotente. “Eu tive que fazer isso.”

Antes que Oliver pudesse lançar outra reclamação teatral, Hannah surgiu com dois copos de café. “Subornando? Em uma sexta-feira? Posso participar?” Ela riu, então notou a expressão de Oliver. “Ah. Você está realmente chateado.”

“Ela fez algo horrível.” Oliver virou-se para Hannah como um promotor apresentando provas. “Eu a odeio. Temporariamente, mas ainda assim — eu a odeio.”

“Aww.” Hannah deu um tapinha no ombro de Oliver, com o instinto maternal entrando em ação. “Evelyn, o que você fez?”

“Nada.” O sorriso inocente de Eve poderia ter vendido gelo para esquimós.

O segredo permaneceu trancado entre três pessoas — Eve, Oliver e Sebastian, este último atualmente em parafuso em sua suíte presidencial.

Sebastian estava sentado à sua mesa, com os dedos entrelaçados, a mente trabalhando nas possibilidades como um grande mestre de xadrez calculando jogadas.

Qual é o motivo?

Promoção? Não — ele tinha literalmente oferecido uma dois meses atrás, para Diretora Sênior, então ainda estávamos conversando sobre isso.

Horas extras? Ele pagava por cada hora extra. Generosamente.

Aumento salarial? Eve não era tímida na hora de negociar. Ela teria dito algo.

Eles trabalhavam juntos há dez anos. Uma década. Claro, houve situações estressantes, tensões, a maratona ocasional de horas extras que fazia todos questionarem suas escolhas de vida. Mas ele a compensou. Promoveu-a. Nunca bloqueou seu crescimento.

Caramba, ele estava planejando torná-la vice-presidente em breve.

“Qual é exatamente... o motivo, Evelyn?” Sebastian murmurou para o escritório vazio.

Não fazia sentido.

Seu telefone vibrou. Reunião em cinco minutos.

Sebastian, sendo dramático como sempre, levantou-se com o peso de alguém indo para a execução em vez de uma reunião rotineira de sexta-feira.

Oliver caminhou ao lado de Sebastian pelo corredor, despejando detalhes da reunião com eficiência praticada. “Patricia vai apresentar as métricas trimestrais. Richard tem atualizações sobre a conta Henley. Marcus quer discutir —”

“Mm-hmm.” O resmungo de Sebastian sugeriu que sua mente estava a cerca de quinhentos quilômetros dali.

Oliver suspirou. Aquilo seria doloroso.

A sala de conferências encheu-se com os melhores da Calderstone — gerentes segurando tablets, assistentes distribuindo cópias, a coreografia corporativa de costume.

Patricia começou sua apresentação, gráficos e tabelas iluminando a tela com o tipo de dado que fazia analistas chorarem de alegria.

“O orçamento superou as projeções em dezoito por cento”, concluiu Patricia, claramente orgulhosa.

“Se o orçamento está ótimo”, Sebastian disse lentamente, “por que um cliente sairia?”

Silêncio.

Patricia piscou. “Como?”

“O cliente. Se tudo está indo bem, por que eles rescindiriam o contrato?”

“Nós... não perdemos nenhum cliente neste trimestre.” Patricia olhou para suas anotações como se elas pudessem conter uma explicação para a pergunta bizarra do seu chefe.

“Hipoteticamente.” Sebastian acenou com a mão. “Se tudo fosse um sucesso, o que levaria alguém a sair?”

Oliver fechou os olhos. Ah, puta merda.

Richard, que Deus o ajude, tentou salvar a situação. “Bem, às vezes os clientes consolidam serviços, ou —”

“Certo.” Sebastian assentiu como se Richard tivesse revelado uma sabedoria ancestral. “E a Calderstone é um lugar de sucesso, correto?”

Sussurros de concordância ao redor da mesa.

“Então, por que alguém sairia sem reclamações? Sem aviso?” O olhar de Sebastian varreu a sala, não pousando em ninguém em particular. “O que faria um membro valioso da equipe simplesmente... ir embora?”

Marcus se mexeu desconfortável na cadeira. “Ainda estamos falando sobre clientes?”

“Estamos?” O tom de Sebastian sugeriu que ele genuinamente não sabia.

Oliver beliscou a ponte do nariz. Sebastian — estrategista brilhante, lenda corporativa, um desastre absoluto diante de uma crise pessoal — estava processando a demissão de Eve através de metáforas de trabalho.

Esses três meses seriam uma puta catástrofe.

Patricia limpou a garganta. “Devemos... continuar com a análise?”

“Por favor.” Sebastian gesticulou com magnanimidade, então procedeu a fazer mais três perguntas veladas sobre estratégias de retenção, satisfação dos funcionários e o que fazia as pessoas se sentirem valorizadas em relacionamentos profissionais.

Quando a reunião terminou, todos pareciam confusos.

Oliver reuniu suas anotações, já planejando o controle de danos. “Sutil como um tijolo, Sebastian.”

“O quê?” Sebastian franziu a testa, genuinamente confuso.

“Nada.” Oliver levantou-se. “Devo agendar sua próxima crise existencial para segunda-feira, ou você prefere tê-la durante o fim de semana?”

O olhar de Sebastian poderia ter derretido aço. “Eu não tenho crises existenciais.”

“Certo. E eu sou um santo.” Oliver sorriu de forma agradável. “Meu erro.”

Ele deixou Sebastian sentado ali, cercado por copos de café abandonados e pelos destroços do que deveria ter sido uma reunião rotineira.

Três meses.

Oliver ia precisar de muito mais álcool.

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