Chapter 1 - The Fuckening
Lexi
Eu não planejava transar com ninguém esta noite.
Sinceramente, eu nem planejava sair do apartamento.
O plano era simples: vinho, máscara facial, reprises de programas de TV idiotas e dar uma olhada profunda nas fofocas mais recentes do meu grupo de amigas.
Sem sutiã. Sem maquiagem. Expectativa zero.
Apenas uma quinta-feira tranquila onde eu pudesse fingir que meu vibrador era o suficiente para compensar seis meses de celibato e um incidente realmente horrível num aplicativo de namoro que envolveu um homem chamado Lionel chupando meus dedos do pé.
Mas então a Mia ligou.
"Você está um tédio há semanas, Lex. Se arruma. Não estou pedindo."
Meia hora depois, estou em um bar que tem cheiro de tequila derramada e decisões ruins, espremida em um vestido que mal cobre minha bunda e saltos que não uso desde que ainda tinha esperança.
Digo a mim mesma que é apenas um drinque. Só uma noite fora para provar que não estou me tornando uma workaholic insensível.
O bar é barulhento, escuro e já está cheio demais. Mas é um ambiente familiar. Já estivemos aqui uma dúzia de vezes. É barato, perto e infestado de homens previsíveis que acham que confiança significa agarrar sua cintura sem pedir.
Mia está longe, pedindo doses e flertando com alguém de camisa justa.
Estou rolando a tela do celular quando sinto.
Aquela mudança.
Como se eu tivesse me tornado uma presa.
Ele está encostado na parede do fundo como se fosse dono da porra toda. Todo de preto — camiseta, jeans, botas — como uma péssima decisão ambulante, com uma mandíbula esculpida por deuses que queriam que eu falhasse.
Ele não está olhando para mim. Não diretamente.
Mas eu sinto. O ardor disso. A atração.
O jeito que sua postura muda, só um pouquinho. O jeito que seus olhos dão uma olhada, lenta e descarada.
Como se ele já soubesse como sou nua. Como se estivesse decidindo se vou gemer ou implorar.
Meu estômago trava. Minha boca seca. E, assim, eu sei que estou em apuros.
Tento ignorar. Viro de costas. Peço uma bebida. Mas consigo senti-lo.
Observando.
E o pior — eu gosto disso.
Bebo metade da minha vodca com soda antes de sentir o calor dele ao meu lado.
"Você estava olhando para mim", diz ele.
Sua voz é rouca. Como fumaça e noites em claro. O tipo de voz que pertence atrás de portas trancadas e lençóis emaranhados.
"Você estava olhando de volta", respondo, sem nem fingir que não estava.
Ele sorri. É lento. Perigoso. Como se já tivesse decidido como isso termina.
"A diferença é que você parece curiosa." Ele se inclina, o hálito roçando meu pescoço. "Eu pareço que já sei."
Porra.
Ele não me toca. Ainda não. Ele não precisa. Sua presença é como uma mão ao redor da minha garganta e uma promessa entre minhas pernas. Não sei o nome dele. Não me importo.
Eu quero ele.
Muito. Idiotamente. Agora.
A noite se torna um borrão depois disso. Música. Bebidas. Os olhos dele em mim como uma marca. Ele não me segue por aí. Ele não persegue. Ele espera. Observa. Toda vez que olho para o lado, ele está lá, como a gravidade.
Não lembro como chegamos ao meu apartamento. Só lembro da corrida de táxi — a mão dele na minha coxa, os lábios roçando minha orelha enquanto ele murmurava obscenidades que ficarei repassando por semanas.
A boca dele já está na minha quando chegamos à porta.
Eu me atrapalho com as chaves. As mãos de Zayn estão no meu quadril, na minha bunda, nas minhas coxas, me deixando desequilibrada enquanto tento abrir o apartamento.
Quando a porta finalmente abre, mal dou três passos antes de ele empurrá-la, fechando-a atrás de nós e me prendendo nela.
"Você usou esse vestido para mim", ele murmura, com a voz baixa e rouca no meu ouvido.
"Eu nem sei seu nome", digo ofegante.
Ele ri de forma sombria. "Zayn. Você vai lembrar quando estiver gritando ele."
Então sua boca colide com a minha — quente, gananciosa, brutal.
Não há nada de gentil nele. Nada de hesitante. Suas mãos já estão puxando meu vestido para cima, arrastando-o sobre minha cabeça em um só movimento. Estou nua por baixo.
"Me fode", ele geme, recuando para olhar. "Sem sutiã. Sem calcinha. Você saiu hoje para ser arruinada?"
"Eu saí para beber."
"Mentirosa."
Ele está se despindo enquanto fala, tira a camisa, empurra o jeans para baixo. Nem finjo que não estou olhando. Ele é todo músculo e tinta, aquele tipo de poder preguiçoso que vem de saber exatamente o que pode fazer.
Quando ele se aproxima novamente, é para me agarrar pela garganta — não com força, só o suficiente para me manter lá, para fazer minha respiração falhar enquanto ele me beija de novo.
Sua mão livre desliza pelo meu estômago, entre minhas coxas, e porra — já estou encharcada.
"É", ele murmura contra meus lábios, os dedos deslizando pela bagunça. "Você saiu por minha causa."
Não chegamos ao quarto.
Ele cai de joelhos ali mesmo, a boca quente na minha coxa interna, a língua provocando como se saboreasse cada segundo. Quando ele finalmente me lambe — lento, profundo, deliberado — solto um som que não reconheço.
"Fica parada", ele murmura. "Não vou parar até você gozar."
E ele não para.
Sua boca é uma perfeição imunda — língua implacável, dedos entrando fundo, acertando exatamente no ponto certo. Estou tremendo, ofegante, agarrando a porta como se ela pudesse me salvar.
Não salva.
Eu gozo com um grito, alto e quebrado, e ele geme como se eu tivesse acabado de alimentá-lo.
"Você tem gosto de perfeição."
Então ele se levanta, me ergue como se eu não pesasse nada — como se já fosse dono de mim.
Me carrega pelo corredor com um braço sob minhas coxas, o outro ao redor das minhas costas, o pau ainda duro contra o meu estômago, pulsando como se tivesse algo a provar.
Ele não fala. Não sorri.
Ele apenas olha para mim como se eu já tivesse fodido ele sem nem me tocar.
Ele me deita na cama — devagar, como um ritual — e então fica parado sobre mim, masturbando-se uma vez, seu olhar arrastando-se por cada centímetro da minha pele nua como se fosse uma porra de uma cena de crime.
"Olha só você", ele murmura. "Estendida como um pecado que eu não tive a intenção de cometer."
Meus olhos percorrem seu corpo, bebendo cada detalhe. Deus, ele é glorioso pra caralho.
"Camisinha?", ele diz entre dentes, embora sua mão não tenha parado de se mover.
"Pílula", sussurro, com a garganta seca.
O maxilar dele se contrai. "Bom. Quero sentir tudo."
Então ele está sobre mim.
Sem preâmbulos. Apenas uma estocada punitiva que me faz gritar — alto, carente, já viciada nele. Agarro as costas dele, envolvo minhas pernas nele, puxo-o mais fundo.
"Porra — Zayn — isso — assim mesmo — eu gosto de um jeito bruto —"
Ele geme no meu pescoço, como se não esperasse que eu fosse tanto assim.
"Você sente isso?", ele diz entre dentes. "Esse alongamento? Essa dor? É o que você ganha quando aparece parecendo uma sereia e faz todas as outras mulheres desaparecerem."
"Deus, sim", eu gemo, rebolando para encontrar cada estocada. "Me preenche. Me quebra. Quero sentir isso amanhã."
Ele rosna como se eu tivesse acabado de dar um tapa no ego dele e beijado em seguida.
"Você queria isso. Você me queria."
"Eu quero tudo. Não ouse se segurar."
Ele ri — sombrio, perigoso. "Cuidado com o que você pede, Lexi."
"Faz. Me fode como se eu fosse a única coisa que você vai querer de novo."
Seu ritmo diminui, friccionando fundo, arrancando um gemido da minha garganta. Começo a falar só para levá-lo ao limite.
"Você gosta disso?", sussurro. "Gosta do quão apertada estou? Gosta de quão molhada você me deixou só de olhar para mim?"
Ele xinga, os quadris dando solavancos.
"Eu te vi no segundo em que entrei. Soube que te foderia ou morreria tentando."
Cada estocada arranca um suspiro quebrado da minha garganta. Ele agarra meus pulsos, prendendo-os acima da minha cabeça como se precisasse segurar algo.
"Você quer mais? Quer que eu não pare até ser tudo em que você pensa?"
"Porra, sim. Eu quero isso."
Ele se move, engancha minha perna sobre seu ombro e afunda de novo — mais fundo.
"Quer chorar no meu pau?", ele respira. "Porque vou continuar até você chorar. Até seu corpo parar de tentar lutar contra o quanto precisa de mim."
Minha cabeça cai para trás. Não consigo falar. Não consigo pensar. Cada nervo está tenso, cada músculo contraído, cada parte de mim sintonizada nele.
Eu gozo forte. Violentamente.
E ele não diminui o ritmo.
Ele continua como se fosse viciado no som disso.
Sua mão vai para minha garganta — não para sufocar, apenas me prendendo ali, me reivindicando com pressão e intenção.
"Você já está na minha cabeça, Lexi", ele murmura como se odiasse isso. "Eu nem te conheço, e quero te destruir de novo só para ver que tipo de barulho você vai fazer a seguir."
Ele sai e me vira, rápido, bruto — irritado agora, mas não comigo. É com ele mesmo.
Não tenho um segundo para respirar antes que ele esteja enterrado em mim novamente, desta vez por trás. Meu rosto bate nos lençóis, minhas mãos arranham o colchão enquanto ele investe contra mim, mais fundo, mais forte, enviando ondas de choque pela minha espinha.
"Isso — isso — assim mesmo — mais forte — não para —"
Seus dedos se emaranham no meu cabelo. Sua outra mão desliza sob meu quadril.
Ele começa a esfregar meu clitóris como se precisasse que eu gozasse de novo. Como se isso fizesse sentido sobre o que diabos estou fazendo com ele.
"Você deveria ser uma ficada de uma noite só", ele diz entre dentes. "Mas eu já quero saber qual é o seu gosto pela manhã."
Eu quebro de novo.
Mais alto.
Mais molhada.
Incontrolável.
"Zayn — porra — eu vou — não consigo parar — não para —"
Estou tremendo tanto que esqueço como respirar. Esqueço como existir.
Ele me segue — gemendo como se fosse agonia, como se eu tivesse roubado algo dele que ele não estava pronto para dar.
Então ele sai, agarra meu queixo e me faz olhar para ele.
"O que você é, Lexi?", ele pergunta, com os olhos selvagens, ainda ofegante. "Porque isso não pareceu uma primeira vez. Isso pareceu uma reivindicação."
Nós não paramos por aí.
Aquilo foi apenas o começo.
O primeiro round de uma noite que quebrou todas as regras que ele achava que tinha.
Ele me fodeu de novo. E de novo.
De joelhos. Na boca dele. Com minhas coxas tremendo e o gozo dele ainda escorrendo de mim.
Nós provamos um ao outro como se estivéssemos famintos.
Nos tocamos até que os limites se dissolvessem.
E quando o sol nasceu, eu ainda não sabia o sobrenome dele.
Mas eu conhecia o som que ele fazia quando gozava pela terceira vez com meu nome na ponta da língua.