Prologue
À primeira vista, era uma cidade como qualquer outra.
Bem, chamar de cidade era um exagero. Era, na verdade, uma área residencial onde moravam as pessoas ricas da cidade vizinha.
Embora não fosse diretamente ligada à cidade, ficava a uns dezesseis quilômetros de distância pela rodovia. Por conta de sua localização, acabou se tornando o subúrbio oficial da cidade.
Tem uma população relativamente pequena, cerca de mil casas, abrigando as famílias mais ricas da região. Quase todas as residências eram impecáveis e imaculadas, construídas na última década. Possuíam gramados extensos e arquitetura cara, exatamente o tipo de coisa que ostentava a riqueza de quem vivia ali.
Mas havia uma única estranheza.
Uma estrada principal atravessava todo o subúrbio, ligando-se diretamente à rodovia. Cerca de um quilômetro depois, havia uma curva à esquerda. Seguindo por algumas centenas de metros e virando à esquerda novamente, chegava-se a uma área deserta, cercada por todos os lados por casas luxuosas. Mato crescia por toda parte, e havia uma sensação de escuridão mesmo nos dias mais ensolarados.
E, dentro dessa área, erguia-se uma casa, uma construção simples e caindo aos pedaços, coberta de musgo e com a tinta descascando em camadas. Anos de abandono deram à casa um aspecto sombrio e sinistro.
Ninguém sabia quem a construiu. Ela sempre esteve lá, mesmo quando o subúrbio era apenas uma cidadezinha. Quando os construtores chegaram, tentaram demolir o prédio.
Mas, por algum motivo, todos simplesmente se esqueciam da casa na hora de realizar o serviço.
Então, as pessoas construíram ao redor, sem nunca dar mais do que uma olhada rápida. Aqueles que ficavam curiosos logo se esqueciam da casa também.
Se alguém perguntasse aos moradores das redondezas sobre ela, eles pareceriam surpresos e diriam: “Tem uma casa ali?”
Ela existia no fundo da mente das pessoas, mas ninguém prestava atenção.
E foi assim até que, um dia, algo estranho aconteceu.
Um carro quebrou bem na frente dela.
“Droga!”, Molly praguejou, chutando o pneu do carro, antes de estremecer e recuar. Ela não fazia ideia do que tinha acontecido. Aquele era um carro novo, um presente recente de seu marido para acalmá-la devido à sua ausência constante.
Pelo menos era um carro bom.
Até agora, é claro.
Molly olhou em volta. Ela estava em uma parte estranha da cidade onde nunca tinha estado antes. Não fazia ideia de como tinha ido parar ali.
Molly coçou a cabeça e olhou para o carro. Ele nunca tinha dado problemas antes, e ela não tinha ideia do que havia de errado.
Só havia uma casa por perto, mas parecia abandonada.
Molly ponderou suas opções antes de decidir que seria melhor ver se havia alguém na casa. Eles moravam em uma área segura. Crimes eram praticamente inexistentes. Estranhos raramente eram autorizados a entrar, e quem vivia ali não precisava de uma vida criminosa.
Ela caminhou até a casa e bateu à porta.
Ficou ali por uns bons cinco minutos esperando uma resposta. Mas ninguém veio.
Molly estava prestes a dar meia-volta quando a porta se abriu.
O fôlego de Molly sumiu quando ela viu quem abriu a porta.
Era uma mulher, não uma menina. Molly não conseguia decidir. Ela parecia jovem e madura ao mesmo tempo. Tinha cabelos brancos, não prateados, não cinzas, mas brancos puros. Seus olhos eram prateados. O rosto era pequeno e levemente arredondado, o que lhe dava um ar inocente. Mas seus lábios eram cheios e carnudos, o que a deixava muito sensual.
Ela vestia um vestido curto e branco, sem alças. Cobria mal os seus seios magníficos. Molly tinha seios grandes, mas aquela mulher a superava. Eram fartos e redondos, saltando para fora do decote.
O vestido terminava logo abaixo da bunda da garota. Mesmo de frente para Molly, ela podia ver claramente as curvas de seu traseiro, já que o vestido ficava saliente atrás. Suas coxas pareciam macias, e suas panturrilhas pareciam convidativas nos saltos altos que usava.
“Sim?”, a garota disse com uma voz musical, finalmente tirando Molly de seu transe de observação.
Molly corou levemente. “Desculpe; meu carro quebrou e preciso de ajuda!”
A garota olhou para onde Molly tinha estacionado o carro e franziu a testa. O coração de Molly afundou. Talvez a garota não pudesse ajudá-la.
Ao ver a expressão de Molly, a garota sorriu imediatamente. “Vamos ver o que há de errado com ele.”
Ela tocou o ombro de Molly. Uma sensação estranha percorreu seu corpo.
“Está tudo bem?”, a garota perguntou, preocupada.
Molly balançou a cabeça. Ela estava agindo de forma pouco elegante. “Sim. Obrigada pela sua ajuda!”
Elas caminharam até a beira da propriedade. Molly estava fascinada pelo balanço dos quadris da jovem.
Mas a mulher parou logo no limite, a certa distância do carro.
Molly olhou para ela, confusa.
“Por que você não liga o carro agora?”
Molly olhou com dúvida para a garota e depois balançou a cabeça. Ela era quem precisava de ajuda. Não tinha o direito de questionar sua ajudante.
Ela entrou no carro e apertou o botão de ignição.
O carro ligou imediatamente.
Molly gemeu. Que carro estúpido.
Ela dirigiu até a frente da casa e baixou o vidro.
“Desculpe por isso”, ela gritou. “Parece que está tudo bem.”
A garota assentiu e deu tchau com a mão.
Molly saiu dali sem notar como os olhos da garota brilharam em vermelho. Assim que ela deixou a área infestada de mato, todos os pensamentos sobre o encontro desapareceram de sua mente.
Foi só alguns dias depois que o efeito daquele estranho encontro começou a aparecer. Embora Molly não fosse saber disso por algum tempo.
“Jenny!”, Molly gritou com toda a força de seus pulmões. “Querida! Pode descer e me ajudar com as tarefas?”
Como de costume, no entanto, não ouviu resposta. Desde que Jenny entrou na fase rebelde, ela ignorava a mãe cada vez mais. Seu comportamento piorou ainda mais depois que começou o ensino médio.
Molly estava sozinha e não tinha ajuda para cuidar da casa. Seu filho, Stan, que era o oposto de Jenny, já tinha ido para a faculdade. Seu marido estava ocupado demais com o trabalho de escritório para prestar atenção no que acontecia em casa. O que era uma pena, porque, ultimamente, se Jenny ouvia alguém, era ao pai.
Ela largou o aspirador e decidiu verificar a filha ela mesma. Subiu as escadas e bateu suavemente na porta do quarto de Jenny. Porém, não houve resposta. Depois de esperar alguns momentos, ela girou a maçaneta e entrou.
“MÃE!”, ela foi atingida pela voz estridente de sua filha adolescente. Jenny estava deitada de bruços em sua cama, vestindo pijamas cor-de-rosa. Seus ouvidos estavam tampados com AirPods, que ela tinha tirado para gritar com a mãe. Seus olhos azuis olhavam para ela de forma acusadora.
“Por que está me perturbando, mãe? Estou ocupada!!”
Molly levantou uma sobrancelha. De onde estava, podia ver claramente que sua filha estava ocupada apenas mandando mensagens para os amigos.
“Bem, eu queria que você ajudasse um pouco com a limpeza. Seu irmão não está aqui, ou eu teria pedido a ele, você sabe.” Molly tentou ser conciliadora. Ela sabia, por experiência própria, que ficar brava com adolescentes hormonais não resolve problemas.
“Aff, mãe!”, Jenny revirou os olhos. “Limpar de novo? Não quero me sujar. Faça você mesma.”
Molly sentiu uma onda de raiva ao ver a filha colocar os AirPods de volta e voltar a ouvir alguma boy band popular. Ela conteve suas emoções e fechou a porta.
Durante todo o dia, Molly lutou para controlar sua raiva. O comportamento da filha estava insuportável. Ela precisava levar uma lição. Precisava aprender a obedecer à mãe. Mas como?
Enquanto ponderava sobre a mente de uma adolescente hormonal, teve uma ideia ardilosa. A única coisa que passava pela cabeça dos adolescentes era sexo, e ela sabia como usar isso para impor sua dominância sobre a filha.
Naquela noite, Jenny notou que a mãe estava alegre demais e sentiu um medo estranho surgir. De alguma forma, sabia que o dia seguinte não seria bom para ela. Mas, no típico estilo adolescente, ela ignorou, acreditando falsamente que a mãe não teria coragem de fazer nada de ruim. O máximo que ela faria seria pedir ao pai para lhe dar uma bronca. Embora, pessoalmente, ela preferisse ser castigada por ele. Aquelas mãos grandes e ásperas pousando em seu traseiro macio incendiavam sua paixão como nada mais fazia. Sentindo-se excitada, Jenny saiu da mesa de jantar. Ela nem se deu ao trabalho de tirar seu prato e colocá-lo na pia, que dirá lavá-lo. Enquanto subia as escadas, não notou que a mãe não a repreendeu por sua desorganização como de costume.
No dia seguinte, o marido de Molly partiria para uma conferência de uma semana. Portanto, ela sabia que não haveria impedimentos para seu plano. Ela teria uma semana inteira para treinar a filha a se comportar. Hoje era o primeiro dia do treino de Jenny, embora ela não soubesse disso.
Molly manteve a raiva sob controle durante o café da manhã. Como as férias de verão tinham começado, Jenny passava a maior parte do tempo trancada no quarto quando não estava com os amigos. Assim que Jenny se retirou para o quarto, Molly pegou as chaves do carro e saiu.
A área onde moravam era bem suburbana. A maioria dos habitantes eram pessoas respeitáveis que não se metiam na vida dos outros. Fofocas raramente se espalhavam. No entanto, como qualquer área residencial, tinha suas maçãs podres. Molly estava de olho nessas pessoas. Mais especificamente, em dois jovens encrenqueiros.
Molly conhecia Brett e Rob desde que seus pais se mudaram para o bairro. Eles eram um bando de garotos bagunceiros que preferiam fumar maconha a ir para a escola. Eram também, para dizer o mínimo, um pouco burros. Portanto, eram perfeitos para o plano de Molly.
Bastou um minuto para Molly avistá-los de seu carro. Era uma área isolada, do tipo usado por adolescentes bagunceiros para seus fins nefastos. Como a região onde moravam era bastante decente, o número de adolescentes encrenqueiros por ali era baixo. Hoje, por acaso, estavam apenas Brett e Rob.
Molly parou o carro na frente da árvore onde estavam sentados. Ela puxou a camisa um pouco para baixo para mostrar um pouco mais de decote. Molly era uma mulher bonita. Tinha cabelos castanhos longos, rosto pequeno e lábios finos. Seus seios eram enormes, e sua bunda era a mais firme do bairro, segundo o julgamento coletivo dos homens da área. Então, ela estava bastante confiante em seu plano.
“Olá, rapazes!”, Molly chamou. Ela se inclinou para fora da janela para enfatizar os seios. Como esperado, os olhos dos garotos foram direto para seus atributos. Molly deu uma risadinha interna. Isso poderia ser mais fácil do que pensava. Ela fez um sinal para que se aproximassem.
Tanto Brett quanto Rob conheciam Molly há um tempo. Sabiam que ela era uma amiga próxima de suas mães e, por isso, estavam receosos sobre o que ela diria aos pais deles. Eles trocaram olhares hesitantes.
Sentindo o medo deles, Molly tentou acalmá-los. “Não vou contar aos seus pais nada do que vocês estão fazendo. Na verdade, estou aqui com uma proposta divertida para vocês.”
Brett e Rob se olharam e deram de ombros. Não haveria mal nenhum em ouvi-la.
Quando estavam perto da janela, Molly estendeu a mão e acariciou o peito deles lentamente. Os olhos de ambos se arregalaram.
“Vocês devem estar com calor aí fora. Sei que não querem voltar para a mãe de vocês pegando no pé. Então, por que não vêm comigo e passam algumas horas comigo e minha filha?”
Molly piscou para eles.
Brett e Rob engoliram seco e se entreolharam. Eles podiam ser um pouco lerdos, mas não eram burros o suficiente para não entender o que aquela MILF sexy estava dizendo.
Eles responderam em uníssono: “Claro, Sra. Stanton.”
Molly deu um sorriso sensual. “Então entrem, rapazes. Nós vamos nos divertir muito.”