Compartilhada por Meus Dois Maridos

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Resumo

Eu achava que teria que escolher entre eles. Eles me disseram que eu podia ter os dois. Trevor é um romântico de boca suja e uma lista extensa de kinks. Jules é pura intensidade controlada, dinheiro antigo e política radical. Eles são melhores amigos que decidiram me compartilhar — e eu cansei de fingir que não quero exatamente isso. MFM contemporâneo. Breeding kink. Overstimulation. Controle de orgasmo. Dois homens prontos para quebrar todas as regras que dizem que eles não podem ter isso tudo.

Status
Completo
Capítulos
35
Classificação
4.6 8 avaliações
Classificação Etária
18+

Às Vezes, Só Precisamos de um Abraço

(Esta história está em prévia gratuita por tempo limitado)

Prelúdio

O dia todo, tentei me concentrar nos dados de sequenciamento rolando nas telas, mas só conseguia pensar em chegar em casa. Em ficar cheia. Em ser preenchida.

Trevor estava na cozinha. Levantou os olhos quando entrei, olhou para o meu rosto e largou a faca.

“Ells?”

“Estou ovulando.”

Jules apareceu na porta atrás de Trevor. Seus olhos percorreram meu rosto corado e minha respiração acelerada. Aproximou-se, tirou minha bolsa do ombro e deslizou minha jaqueta.

“Estou agitada, com coceira e distraída. Não consigo me concentrar. Estou… molhada. Só quero vocês dois dentro de mim. Me enchendo. Tentando.”

Trevor secou as mãos em um pano. Veio até mim. Sua palma segurou meu rosto, e me apoiei nela, fechando os olhos. “Então, vamos subir e cuidar de você.”

O quarto estava quente com a luz da tarde. Jules abriu a porta, e entrei na frente deles, o coração batendo forte.

“Não brinque comigo”, pedi. “Hoje não. Acho que não aguentaria.”

“Eu sei”, Jules disse, afastando uma mecha de cabelo do meu rosto. “Você não precisa explicar.”

Trevor se aproximou. Suas mãos foram para os botões da minha blusa. Ele os abriu um a um, sem pressa. O ar frio tocou minha pele quente, e estremeci.

Jules abriu o zíper da minha saia e a deixou cair. Seus nós dos dedos roçaram meu quadril enquanto enfiava os dedos na minha calcinha e a puxava pelas coxas.

Subi na cama. Deixei os joelhos caírem para os lados, sem me importar com modéstia ou controle. Precisava que eles vissem. Que soubessem.

Jules ficou ao pé da cama. Desabotoou a camisa com a mesma precisão que usava em tudo. Tirou-a. Abriu o cinto. Deslizou a calça e saiu dela. Seu pau já estava duro, grosso e com a ponta escura. Minha boceta se contraiu só de olhar.

“Acordei assim. Só consegui pensar nisso. Em vocês dois. Dentro de mim.”

Jules se ajoelhou entre minhas pernas. Suas mãos envolveram meus tornozelos. Subiram pelas panturrilhas. Afastaram minhas coxas. O alongamento me fez ofegar.

“Sei que não é racional. Sei que deveria conseguir pensar além da biologia. Mas não consigo. O dia todo só quis estar cheia de vocês. Sentir vocês gozando em mim. Ser preenchida.”

Ele olhou para mim. Para o rubor descendo pelo meu peito. Para os mamilos já duros. Para a umidade entre minhas pernas. “Você não precisa explicar.” Repetiu.

“Então pare de me fazer explicar. Me dê o que preciso.”

Ele segurou o pau. Posicionou a cabeça contra mim. Empurrou devagar. O alongamento era perfeito. Gritei, arqueando as costas enquanto ele entrava mais fundo.

“Jules. Meu Deus, sim.”

Ele empurrou até estar completamente dentro, os quadris colados aos meus. Ficou ali. Deixou que eu sentisse tudo dele. O peso. O calor. Como me preenchia por inteiro.

Minha boceta se apertou ao redor dele, e ele gemeu, as mãos segurando meus quadris com mais força.

“Não consigo evitar.” Rolei os quadris, tentando levá-lo mais fundo. “Preciso que você se mexa. Por favor.”

Ele recuou. Empurrou de novo, com mais força. O atrito me fez estender as mãos para seus quadris.

“Isso. Assim mesmo.”

Trevor sentou ao nosso lado na cama, ainda vestido, a mão indo para meu seio. Segurou-o, e meu mamilo estava tão sensível que até seu toque suave me fez ofegar.

“Ells”, murmurou, “você estava sofrendo por isso?”

“Sim.” A palavra saiu como um gemido. “O dia todo.”

Jules estabeleceu um ritmo. Estocadas profundas e deliberadas, que batiam na parede frontal da minha boceta, pressionando contra ela, fazendo minhas coxas tremerem. Sua pegada em meus quadris me mantinha no lugar.

A cama rangia. Eu ouvia os sons molhados dele se movendo dentro de mim, sentia como deslizava com facilidade, apesar da grossura.

“Vou gozar dentro de você”, disse. A voz estava tensa. “Fundo. Você vai segurar tudo.”

“Sim. Por favor.” Minhas mãos se fecharam no edredom. “Por favor, Jules.”

Seu ritmo se desfez. Ficou mais forte. Mais irregular.

“Me encha”, ofeguei. “Preciso disso. Preciso que você—”

Ele empurrou fundo e parou. Senti-o pulsar. Senti o calor dele me inundando. Minha boceta se apertou ao redor dele, puxando-o mais fundo, e ele gemeu entre os dentes cerrados.

Quando saiu, gemi. A perda foi imediata e aguda. Mas então Trevor se mexeu, tirando a camisa pela cabeça e empurrando a calça jeans para baixo.

Seu pau se projetava entre as pernas, mais longo que o de Jules, a cabeça já escura e brilhante.

Subiu em cima de mim, se acomodou entre minhas coxas, segurou-se e empurrou para dentro.

Um deslizar longo, e ele estava enterrado em mim. Eu estava tão molhada, tão aberta por Jules, que ele entrou fundo na primeira estocada. Mais fundo. Longo o suficiente para me fazer me contorcer.

“Caralho, Ellie.” Sua voz falhou. “Você está pingando dele. Consigo sentir. Está tão cheia dele e ainda quer mais.”

“Quero.” Envolvi as pernas em sua cintura, puxando-o mais fundo. “Quero tudo. Quero vocês dois.”

Ele começou a se mexer. Mais forte que Jules. Mais rápido. Menos controlado. Seus quadris batiam contra os meus, e a força me fazia gritar a cada estocada.

Sua boca encontrou meu pescoço. Minha clavícula. A curva do meu seio. “Você vai ficar tão linda grávida”, murmurou contra minha pele. “Redonda com nosso bebê. Seios tão cheios e pesados que não vou conseguir tirar as mãos de você.”

“Ellie. Puta merda. Estou quase gozando dentro de você.”

“Não brinque, Trevor. Preciso disso.”

Ele parou ali, tremendo. Senti-o pulsar, senti o jato quente dele me inundando junto com Jules.

Quando saiu, pude sentir. Os dois. Dentro de mim. Quentes e molhados.

A mão de Jules pousou na minha barriga. Apertou de leve.

“Fique parada”, disse. “Mantenha tudo dentro.”

Seis meses antes – eu tinha chegado tarde, não cedo. Depois de um dia diferente.

Antes mesmo de sair de casa, derramei café na blusa. Perdi um AirPod no caminho para o trem. Meus colegas estavam atrasados com o trabalho e me fizeram ficar até tarde. E quando saí do escritório, apesar da previsão do tempo, o céu se abriu, e eu não tinha guarda-chuva.

Cheguei em casa molhada, exausta e tentando não chorar por tudo e por nada.

A casa estava escura e silenciosa. Entrei, deixei a porta fechar atrás de mim e me encostei nela. Deixei a bolsa escorregar do ombro para o chão e tirei os sapatos. A blusa grudava nas costas. As panturrilhas estavam molhadas onde a chuva tinha respingado por baixo da barra. Fui descalça até a cozinha, deixando pegadas úmidas no piso.

Jules levantou os olhos, percebendo meu estado na hora.

“Ah, Joy. Dia ruim, né?” Estendeu os braços, e me aninhei neles, apoiando o peso no peito dele e a cabeça na clavícula.

“Quer falar sobre isso?”

“Nem tanto”, respondi. “Só quero deixar isso para trás.”

“Tá bom.” Apertou-me um pouco mais. “Mas acho que você precisa de mais do que um abraço de pé na cozinha.” Beijou-me mais uma vez e puxou minha mão de leve.

“Vamos.”

Deixei que me levasse até a sala. Ele se esticou no sofá, afundando no canto, e me puxou para baixo. Deitei ao lado dele, a cabeça debaixo do queixo. As almofadas fundas suspiraram sob nós. A mão de Jules pousou na minha lombar, lenta e firme, fazendo círculos distraídos.

Soltei o ar, como se fosse a primeira vez desde o almoço.

A pressão do corpo dele e o ritmo da respiração me acalmaram. O movimento constante da mão era reconfortante. Suspirei de novo e deixei as irritações do dia caírem, relaxando nele.

“Melhor?”, murmurou contra meu cabelo.

“Melhor”, concordei.

“Às vezes, a gente só precisa de um abraço”, disse, afastando um fio de cabelo molhado do meu rosto.

“É”, concordei. “Às vezes.”

Senti as palavras se formarem na garganta antes de pensar duas vezes. “Às vezes, a gente só precisa de um abraço. Na boceta. De um pau.”

Jules deu uma risada surpresa. “Bom… não é exatamente um biscoito e um copo de leite, mas se é isso que você quer, sabe que é só pedir.” Estudou-me por um momento. “Quer ir pro quarto?”

Pensei no assunto. Depois balancei a cabeça. “Não. Não exatamente. Não quero ‘sexo’. Só quero…” Fiz uma pausa, pensando. “Quero um pouco de conforto. Por dentro. Algo parado. Como um abraço, mas… interno. Faz sentido?”

“Faz todo o sentido”, disse, já se sentando e me puxando junto. “E mesmo que não fizesse, você não precisa fazer sentido. É só dizer o que precisa.”

Então sorriu. Aquele sorriso verdadeiro. O que deixa os olhos dele macios e a boca torta. “Fico feliz em ajudar.”

Olhou ao redor. “Aqui?”

Assenti. “Aqui.”

Se ficou surpreso, não demonstrou. Não disse nada. Só me observou por um momento, lendo a curva da minha boca, o peso nos meus olhos. Depois se mexeu ao meu lado, levantando os quadris e baixando a calça até os joelhos. Voltou a se acomodar nas almofadas, agora nu — macio, mas começando a endurecer.

Seu pau descansava contra a barriga, engrossando devagar. Os olhos nunca deixaram os meus. Uma mão foi para o peito. A outra se estendeu, palma para cima, não pedindo — oferecendo.

“O que você precisar, estou aqui”, disse. “Se quiser eu, se quiser algo… mesmo que não saiba dizer exatamente o quê… venha pegar o que precisa.”

Levantei e deslizei a calcinha para baixo, por baixo da saia. Jules me observou sem dizer nada. Subi no colo dele devagar, um joelho de cada lado dos quadris. Conseguia sentir o calor dele subindo entre minhas pernas, a respiração constante sob minhas mãos enquanto me apoiava no peito. Estendi a mão entre nós e segurei-o. Estava quente e engrossando na minha palma. Guiei-o para dentro de mim e pressionei para baixo até sentir o primeiro alongamento quente dele.

Soltei o ar.

Afundei, levando-o mais fundo a cada respiração, até estar completamente sentada — cheia e aconchegada, firme e quente, exatamente onde precisava. Ele me preenchia perfeitamente. Uma presença grossa e sólida. Deixei meu peso descansar nele. Minhas coxas relaxaram. A barriga amoleceu.

Jules levou uma mão para minha nuca, a outra entre minhas escápulas, me ancorando. Seu pau estava fundo e parado, quente dentro de mim. Segurando. Abraçando. Conseguia sentir cada parte dele. A pressão constante e suave. O alongamento delicado. O peso enraizado dentro de mim. Não me mexi. Só respirei. Cada expiração me deixava um pouco mais relaxada. Meus braços envolveram seus ombros. Apertei o rosto contra sua clavícula.

“Melhor agora?”, sussurrou.

“Sim. Muito.” Suspirei contra sua pele. “Adoro você dentro de mim.”

Ele se contraiu — um movimento quase imperceptível dos quadris — e soltou um suspiro pelo nariz. A cabeça pendeu para trás, os olhos se fechando.

“Cuidado, Joy”, murmurou. “Quando você se mexe assim, fica difícil não me mexer também.”

“Mexer como—?”

A porta se abriu.

“Oi, pessoal”, Trevor chamou, entrando de costas pela entrada com os braços cheios de compras. “Vamos jantar em casa? Posso fazer um refogado, ou tem aquele restaurante tailandês novo se quiserem sair.”

Uma pausa.

Então a cabeça dele reapareceu na porta da cozinha, uma maçã em uma das mãos. Deu uma mordida, mastigou, nos viu e ergueu uma sobrancelha.

“Ah”, disse. “Cockwarming, né? Não queria interromper.”

Deu outra mordida. “Acho que vou fazer o jantar, então. Querem na mesa ou… serviço de bandeja?” Desapareceu de volta para a cozinha.

Engasguei com uma risada. Tentei abafar. Falhei miseravelmente. “Trevor! Volta aqui e explica!”

As mãos de Jules apertaram meus quadris. O maxilar dele se contraiu.

“Pelo amor de Deus, Joy”, disse entre dentes. “Fica quieta.”

Trevor reapareceu, a maçã ainda na mão. Encostou-se no batente, completamente tranquilo. “Explicar o quê, exatamente?”

Virei para encará-lo. “Tem nome? Como é que você sabe—”

Deu de ombros, ainda mastigando. “Estou no Reddit desde os doze anos. Sei tudo que não deveria.” Deu outra mordida, me observando. “Tenta não apertar, Joy. Você vai fazê-lo gozar.”

Fiquei olhando. “Eu não estou apertando ele!”

Jules murmurou algo no meu cabelo que soou suspeitamente como *puta que pariu*.

Trevor ergueu as sobrancelhas. “Sem querer ofender, Joy, mas… você sempre aperta. Quer perceba, quer não.” Olhei para Jules. Ele me lançou um olhar do tipo *ele tem razão, você sabe*.

“Enfim”, Trevor disse, recuando com uma piscadela. “O jantar fica pronto em uns trinta minutos. Vocês dois acham que conseguem se ajeitar e vestir a calça até lá?”

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