Protocolo de Contenção de Quarterback
O centro de treinamento do Nashville Vipers cheirava a suor, testosterona e decisões ruins. Em outras palavras, exatamente como Alessia Sterling se lembrava.
Ela não pisava naquele prédio há mais de dois anos, desde que jurou nunca mais se envolver com nada que tivesse chuteiras, contratos e homens que achavam que um contrato publicitário de seis dígitos os tornava deuses. Mas lá estava ela. De volta ao ventre da besta, com seus saltos agulha ecoando no concreto polido e o cabelo preso em um coque elegante que transmitia profissionalismo, não nostalgia.
Ela estava ali para limpar uma bagunça.
E ela tinha um nome: Jace Donovan.
Ela nem precisou olhar para cima para saber que ele a observava no momento em que ela entrou. Ele sempre fazia isso — nos jogos, em eventos beneficentes, e até uma vez no jantar de fim de temporada de seu pai, onde ele piscou para ela do outro lado da mesa como se soubesse o que fazer com uma mulher que não estivesse correndo atrás da camisa dele.
“Sabe”, Jace disse de trás dela, com a voz baixa e preguiçosa, “eu reconheceria esse andar em qualquer lugar.”
Alessia fechou os olhos por meio segundo. Respire. Então, ela se virou devagar, já irritada.
Ele estava encostado na parede como se não tivesse lugar melhor para estar — como se o mundo não estivesse prestes a cancelá-lo novamente. A camisa preta do Vipers esticada em seu peito, o cabelo escuro úmido pelo treino e aquele sorriso presunçoso característico direcionado diretamente a ela.
“Donovan”, ela disse friamente.
“Você veio até aqui só por minha causa? Estou lisonjeado.”
Ela ergueu seu tablet. “Você deu um soco em um cantor country, chamou um árbitro de ‘diva mimada com complexo de deus’ e mostrou o dedo do meio para um torcedor. Eu não vim por você, eu vim pelo desastre que você deixou no seu caminho.”
O sorriso dele se alargou. “Então isso é negócio, não prazer. Entendido.”
“Por favor, não me confunda com alguém que já te achou prazeroso.”
“Essa doeu.”
Ela girou nos calcanhares, com os saltos ecoando nitidamente enquanto passava por ele. “Vamos deixar uma coisa clara. Eu não dou em cima, não babo ovo e não me importo com quantos touchdowns você marcou. Você é um pesadelo de relações públicas, e eu estou aqui para consertar isso. Ponto final.”
Jace a seguiu, com as mãos nos bolsos, esbanjando uma arrogância divertida. “Ótimo. Eu não me dou bem com gerentes de crise que têm complexo de superioridade. Nós vamos nos entender muito bem.”
O treinador Sterling, seu pai, apareceu naquele momento, com sua expressão tão indecifrável como sempre. Alessia deu a ele um sorriso tenso. Ele retribuiu com um aceno, ignorando a tensão que pairava no ar como fumaça.
“Fico feliz que ambos estejam aqui”, disse ele. “Essa coisa com Donovan está saindo do controle. Os patrocinadores estão furiosos. A mídia está em cima.”
Alessia não precisava de explicações. Ela tinha lido as manchetes. Praticamente escrito por elas, dado o jeito que o nome dele aparecia nos trending topics a cada duas semanas por causa de alguma idiotice.
“Quero que você cuide disso pessoalmente”, acrescentou o pai dela.
Jace parecia satisfeito demais com a notícia. “Acho que isso significa que vamos passar um tempo de qualidade juntos, afinal.”
Alessia não hesitou. “Perfeito. Vamos começar revisando a longa lista de motivos pelos quais você está, neste momento, a apenas uma frase idiota de ser banido.”
Ela passou por ele novamente, com seu tablet já aberto no escândalo mais recente.
Atrás dela, Jace apenas riu.
Deus a ajudasse. Seria uma temporada longa.
A sala de conferências era envidraçada e impecável, situada no segundo andar com vista para o campo de treino coberto. Alessia entrou primeiro, com sua postura rígida e autoritária. Seu tablet descansava contra o quadril como um escudo. Ela não precisava de anotações para aquela reunião — a bagunça que era Jace Donovan já estava gravada em sua memória.
Jace entrou atrás dela com toda a calma do mundo, seu andar era casual e o sorriso ainda estava lá. Ele se jogou na cadeira à frente dela e apoiou um tornozelo no joelho, com os braços abertos no encosto da cadeira como se fosse dono daquela porra toda de prédio.
O treinador Sterling ficou perto da porta e pigarreou. “Jace, esta será sua gerente de crise oficial pelo tempo que for necessário para limpar essa bagunça.”
“Você faz parecer que eu atropelei um ônibus cheio de freiras”, Jace resmungou.
“Não”, disse Alessia bruscamente, tirando os olhos da tela. “Você só atingiu a trindade da propaganda negativa: violência, arrogância e uma completa falta de autoconsciência. É genuinamente impressionante.”
O treinador suspirou. “Alessia, seja educada.”
“Eu estou sendo educada”, ela respondeu, digitando algumas notas no tablet. “Se não estivesse, eu estaria postando a foto da sua ficha policial no Instagram com um link para uma vaquinha online para sua maturidade emocional.”
Jace soltou uma risada baixa. “Você tem bom humor, Sterling.”
Ela olhou para cima, com a voz suave, mas mortal. “Eu não estou brincando. Você está por um fio. A liga está de olho. Os patrocinadores estão inquietos. A renovação do seu contrato depende de você deixar de ser uma manchete e passar a ser uma marca. E agora? Sua marca é ‘cara gostoso e imprudente com problemas de raiva’.”
Ele piscou. “Você me acha gostoso?”
“Eu acho você imprudente”, ela rebateu.
O treinador massageou a ponte do nariz. “Vou sair antes de testemunhar um homicídio.”
Ele saiu, deixando os dois sozinhos na sala com nada além de tensão e uma parede de vidro entre eles e o resto das instalações.
Jace inclinou-se para frente, com os cotovelos sobre a mesa, mais sério do que ela esperava. “Olha, eu entendo. Eu cometi erros.”
Ela ergueu uma sobrancelha. “Erros? É assim que você classifica chamar um árbitro de ‘hobbit faminto por fama’ em rede nacional?”
O sorriso dele voltou. “Ok, essa foi engraçada.”
“Você é cansativo.”
“Você nem começou a trabalhar comigo ainda.”
Alessia respirou fundo. Foco. Ela não estava ali para discutir com ele. Ela estava ali para proteger o time, proteger a marca — e talvez, de alguma forma distorcida, proteger o legado de seu pai.
Ela abriu o plano que havia traçado antes de vir à sede dos Vipers. “É assim que vai funcionar. Primeiro, você vai pedir desculpas — sinceramente. Sem sorrisinhos, sem piadas, sem sarcasmo meia-boca. Um comunicado público. Claro, conciso e humilde.”
Ele bufou. “Eu não sou de ser humilde.”
“A partir de agora, vai ser.”
“Não sabia que tinha assinado abrindo mão da minha personalidade.”
“Você não abriu. Você abriu mão da parte dela que te mete em confusão.”
Ele se recostou novamente, com o maxilar travado. Por um momento, ele não falou. E quando finalmente o fez, sua voz estava mais baixa. “Você acha que já me decifrou, não é?”
Alessia encontrou seu olhar com firmeza. “Eu não preciso. Eu já lidei com atletas como você cem vezes. Talentosos, cabeça quente, sempre acostumados a serem perdoados porque conseguem lançar uma bola de futebol americano.”
Algo vacilou em sua expressão. “É? E de quem exatamente você acha que está me protegendo?”
“De si mesmo”, ela disse simplesmente, levantando-se. “Você pode não se importar se implodir sua carreira, mas há novatos neste time que se inspiram em você. Torcedores que aparecem com a sua camisa. A reputação do meu pai. A credibilidade da minha empresa. E não vamos esquecer da mídia, que está louca para que você dê a eles outro motivo para te destruir.”
Ela caminhou lentamente até a janela, observando alguns jogadores no campo abaixo. Ela os reconhecia. Rostos que vira quando criança — mais jovens então, com rostos frescos. O futebol americano sempre fizera parte de sua vida. Mas nunca parecera tão pesado quanto agora.
Atrás dela, a voz de Jace era calma. “Você costumava amar este jogo.”
Ela se virou, surpresa. “O quê?”
“Eu já te vi antes, nos jogos. Anos atrás. Você estava sempre nas arquibancadas, gritando mais alto que os torcedores.”
O maxilar dela travou. “Isso faz muito tempo.”
“O que aconteceu?”
Seus olhos encontraram os dele, aguçados e inabaláveis. “Não é da sua conta.”
Ele assentiu, mas havia algo em sua expressão agora. Não pena, não arrogância. Apenas... curiosidade. Talvez até arrependimento.
Alessia se recompos rapidamente. “Teremos um evento beneficente na próxima sexta-feira — uma clínica de futebol para jovens, com câmeras presentes. Você vai sorrir, vai treinar e vai manter a boca fechada, a menos que eu aprove a declaração.”
“Já está me babando?” ele perguntou com um sorriso.
“Acredite”, ela disse, caminhando para a porta, “se eu estivesse te babando, eu pelo menos receberia um extra para lidar com esse nível de ego.”
Ela abriu a porta, fazendo uma pausa para olhar para trás.
“E Donovan?”
“Sim?”
“Da próxima vez que tentar dar em cima de mim, tente não deixar tão óbvio. É constrangedor.”
Ela saiu, deixando Jace sentado, encarando-a com um olhar que ele raramente mostrava.
Como se, talvez, apenas talvez... ele tivesse finalmente encontrado alguém à sua altura.
Quando Alessia entrou em sua garagem, o sol já havia se posto atrás das colinas do Tennessee, deixando uma suave névoa dourada sobre os telhados.
Ela desligou o motor e ficou em silêncio por um momento, com os dedos ainda agarrados ao volante. O ar dentro do carro estava quente, mas não foi o suficiente para aliviar a tensão em seus ombros. O dia tinha sido longo: reuniões, chamadas de controle de danos, atualizações de patrocinadores e o maldito Jace Donovan, com seu sorriso presunçoso e arrogância natural, alojado em seu cérebro como um espinho.
Meu Deus, ela precisava de uma taça de vinho.
Por dentro, seu apartamento era silencioso e limpo, exatamente como ela gostava. Pisos de madeira clara, bancadas escuras, janelas altas com cortinas brancas translúcidas que suavizavam o mundo lá fora. Seu notebook a esperava na ilha da cozinha, já aberto em uma dúzia de abas: entrevistas antigas de Jace, blogs esportivos, recibos de doações e rastreadores de opinião pública.
Ela nem se deu ao trabalho de tirar os saltos enquanto caminhava direto para a geladeira, pegou uma garrafa de sauvignon blanc e serviu uma taça generosa.
Era isso que as pessoas não viam — as horas pouco glamourosas gastas consertando a reputação de homens que nem percebiam que estavam sangrando.
Ela se encolheu no sofá com seu vinho e tablet, passando pelos posts das redes sociais marcados com o nome de Jace. Era uma tempestade tóxica de hashtags, memes e melhores momentos. Alguns fãs ainda eram leais, cegados por touchdowns e covinhas. Outros não eram tão compreensivos.
Seus olhos pararam em um clipe de vídeo. Um que ela já tinha visto, mas seu polegar hesitou mesmo assim. Ela deu o play.
Jace, em pé do lado de fora de um bar, rindo alto demais, com os ombros tensos. Então — a confusão. O jeito que seu sorriso desapareceu quando o cantor fez a primeira provocação. O lampejo de punhos. A qualidade granulada e caótica de mil celulares capturando o momento em que seu temperamento explodiu.
Você costumava amar este jogo.
Ela colocou o tablet no sofá com mais força do que pretendia e deu um longo gole no vinho.
A pior parte? Ele tinha razão.
Houve um tempo em que o futebol americano era tudo para ela. Não por causa dos jogadores. Nem mesmo por causa do seu pai. Mas porque tinha estrutura. Regras. Um manual que fazia sentido. Algo em que acreditar.
Até que ela acreditou na pessoa errada.
Ela olhou para a estante do outro lado da sala. Uma foto estava sozinha — ela e seu pai no campo após uma vitória nos playoffs, ela mais jovem, sorrindo, usando um boné dos Vipers grande demais para sua cabeça. Inocente. Esperançosa.
Estúpida, ela pensou.
Hoje em dia, ela mantinha o coração sob controle e as garras mais afiadas do que seu batom. Era o que era preciso para sobreviver em um mundo onde o charme escondia a podridão e as câmeras nunca piscavam.
Seu celular vibrou na mesa de centro.
Mensagem do papai:
“Obrigado pelo dia de hoje. Sei que isso é pedir muito.”
Ela hesitou por um segundo e respondeu:
“Apenas fazendo o meu trabalho.”
Simples. Seguro. Profissional.
Ela não contou a ele como seu estômago revirava toda vez que entrava naquele estádio. Não mencionou como Jace a olhava, como se visse coisas que ela havia enterrado há anos. Não disse que mal tinha respirado o dia todo.
Em vez disso, ela abriu sua agenda e começou a revisar o cronograma do evento de caridade. Check-in da imprensa, zonas de câmera, protocolos de segurança infantil, frases pré-aprovadas, coordenação de figurino. Se algo desse errado, seria o nome dela em jogo.
Ela não deixaria isso acontecer.
Não por causa dele.
Não por causa de ninguém.
Alessia Sterling já tinha reconstruído sua vida uma vez — e nenhum quarterback convencido iria arruiná-la novamente.
O vestiário estava quase vazio quando Jace terminou seu banho de gelo pós-treino, vestiu um moletom com esforço e seguiu para o estacionamento. Metade do time já tinha ido embora — alguns para treinar, outros provavelmente direto para decisões erradas com julgamento pior ainda.
Ele jogou sua bolsa no banco de trás do carro e sentou-se no volante, mas não ligou o motor. Em vez disso, recostou-se no assento e ficou olhando para as vagas vazias do estacionamento, banhadas pelo crepúsculo e pelas luzes fluorescentes.
Ele não mentiu quando disse que lembrava do jeito que ela caminhava. Alessia Sterling sempre se portou como alguém que sabia exatamente o seu valor — alguém intocável.
Ela apareceu hoje com aqueles saltos e aquela voz cortante e atravessou seu ego como se fosse manteiga mole. E Jace? Ele deixou. Droga, parte dele tinha gostado disso. Porque, por mais que ela o irritasse, não dava para fingir que ela não era brilhante. Preparada. Inabalável.
E o pior de tudo?
Ela via através dele.
A maioria das pessoas — técnicos, fãs, até seu agente — só via o que queriam. O quarterback estrela com o braço de um milhão de dólares e o sorriso cínico. Aquele que ria nas entrevistas coletivas e fingia que o caos não o incomodava.
Mas Alessia não caiu nessa. Nem por um segundo.
Ele dirigiu sem rumo por um tempo antes de acabar em sua casa — uma cobertura moderna com vista para o horizonte de Nashville, com aquele tipo de móvel elegante e iluminação fria que decoradores amam e Jace mal percebia.
O lugar estava limpo, principalmente porque ele não passava tempo suficiente nele para bagunçá-lo. Alguns troféus na prateleira. Algumas capas de revista emolduradas. Uma taça de uísque solitária deixada no balcão na noite anterior.
Ele serviu-se de mais uma, puro.
Jogado no sofá, ele ligou a TV, mas colocou no mudo imediatamente. O canal esportivo já estava reprisando as imagens do incidente no bar — socos borrados, narrações dramáticas e opiniões do Twitter de pessoas que não sabiam porcaria nenhuma sobre ele.
Ele passou a mão pelo rosto.
Ele tinha cometido erros. Não havia como negar. Mas não era apenas raiva, não era apenas um impulso autodestrutivo por diversão. Havia dias em que ele sentia como se estivesse andando na corda bamba sobre um poço de expectativas, legado e minas terrestres da mídia — tudo isso enquanto lhe diziam para sorrir mais e jogar apesar da dor.
E sim, às vezes ele explodia.
Mas Alessia? Ela não dava a mínima para suas desculpas. Ela não ficava impressionada com a fama, as estatísticas ou o jeito que ele conseguia convencer salas inteiras de entrevista a perdoá-lo. Aquele tipo de indiferença deveria tê-lo irritado.
Em vez disso, aquilo grudou nele. Ficou girando em sua cabeça como um replay ruim.
Você costumava amar este jogo.
Ele não pretendia dizer isso em voz alta. Não esperava o brilho nos olhos dela, como se ela tivesse sido exposta. Como se alguém tivesse arrancado algo que ela não estava pronta para olhar.
O que tinha acontecido com ela?
E por que raios ele se importava?
Ele virou o resto do uísque e se levantou, inquieto. Ele deveria ter ido à academia. Ligado para um colega de time. Droga, saído e se distraído do jeito antigo — com uma garota que não esperava nada mais profundo do que um sorriso e a chave de um hotel.
Mas nada disso parecia certo esta noite.
Em vez disso, ele entrou em seu escritório e acendeu a luz. Havia uma foto emoldurada na prateleira: ele e o Técnico Sterling após sua estreia como calouro. Braços sobre os ombros um do outro. Um sorriso real no rosto dele. Um sorriso raro.
O técnico acreditou nele cedo. E Jace o respeitava pra caramba.
O que significava que ele não podia estragar tudo — nem a temporada, nem os patrocinadores, nem o equilíbrio frágil entre seu talento e a paciência do time.
E se isso significasse ser gentil com Alessia Sterling e morder a língua pela primeira vez na sua vida?
Que assim seja.
Ele pegou o celular, abriu o contato dela no arquivo de RP compartilhado e pairou sobre a tela.
Então, após um momento de hesitação, ele digitou:
“Obrigado por não me fritar completamente na frente do seu pai hoje. Eu merecia algo pior. Você foi... justa.”
Ele enviou antes que pudesse se arrepender.
Ela não respondeu imediatamente. Ele não esperava que respondesse.
Mas ainda assim, pela primeira vez em muito tempo, Jace sentiu o despertar de algo que não sentia desde seu ano de calouro.
Desafio.
Interesse.
Talvez até um pouco de esperança.
E, porra, se isso não era mais aterrorizante do que qualquer blitz vindo pela linha.
Nota da Autora
Olá, leitor! 👋✨
Bem-vindo à minha história Touchdown Temptation! Estou tão animada (e um pouco nervosa 😅) em finalmente compartilhar este mundo com você — cheio de futebol americano, provocações intensas, momentos tensos e personagens que estão implorando para se apaixonar... mesmo que prefiram derrubar um ao outro primeiro. 💥🏈
Se você chegou ao final do primeiro capítulo, OBRIGADA. De verdade. Significa muito que você esteja dando uma chance a esta história.
Eu adoraria saber o que você está achando até agora — seus comentários, reações, falas favoritas ou até mesmo teorias malucas. Não seja tímido! Eu leio tudo e isso realmente alimenta minha escrita. ❤️
Até o próximo capítulo,
Mia









Chapter one was soo good🥰👌✨️. Looking forward to the next ones💋👌. After i read End Zone Trouble , i thought that i should read your other story's thinking that they would be as good, and i was right✨️🥰😘
Wonderful start! The blurb drew me in, but the first chapter has me hooked! Very excited to see how this book progresses.
Great start! I’m hooked, but I already knew I would be