Capítulo 1
O hotel pulsava com música e risadas. O tilintar das taças de champanhe e o perfume floral caro pairavam no ar.
Renata Castell dançava diante do espelho adornado com flores de tulipa cor-de-rosa e brancas. Seu vestido, em tom de champanhe rosado, abraçava cada curva de seu corpo pequeno.
Sua melhor amiga, Nina, colocou uma coroa de plástico prateada na cabeça dela, com a frase "noiva" em letras douradas e chamativas.
“Mais um shot para a dama da noite!”, gritou uma de suas amigas.
“Última noite”, corrigiu Nina, piscando e entregando-lhe a bebida.
Renata riu, já levemente embriagada, com o quarto começando a girar. “Vocês são loucas.”
“Exatamente como uma despedida de solteira deve ser”, respondeu Nina, virando o resto da bebida em seu copo.
Elas estavam hospedadas na ala presidencial do Grand Monarch Hotel. Santiago Hidalgo, seu noivo, e seus padrinhos estavam na ala executiva, logo do outro lado do pátio. Prédios separados.
Santiago estava aproveitando como nunca, longe da pressão, das entrevistas, da empresa da família e da política. Ele esqueceu de tudo.
Renata dançou até suas pernas doerem. Ela não aguentava mais; os saltos prateados que fora obrigada a usar estavam machucando seus pés.
Ela finalmente deixou o salão, rindo baixinho, com as bochechas coradas pela empolgação da festa e pelo pensamento de se casar com seu namorado da faculdade.
Era para ela caminhar até seu quarto, que ficava a apenas duas portas de distância. Mas o corredor parecia tão longo, e ela estava cansada demais para andar. Suas pernas vacilaram e o número 306 dourado na porta brilhou, refletindo o brilho do dela.
Ela empurrou a porta sem pensar duas vezes.
O quarto estava quente e com luzes baixas. O blazer de um homem estava sobre a cadeira. Jazz tocava baixinho em uma caixa de som Bluetooth. Exatamente como ela gostava.
Ela chutou os saltos e arrancou a coroa, rindo sozinha. “Santiago?”, ela sussurrou.
“Você deixou a porta aberta, boboca”, ela soltou, enquanto afrouxava o elástico de seu cabelo ruivo e o jogava para trás, deixando-o cair sobre a cintura.
O homem na cama virou-se preguiçosamente. Sem camisa, musculoso, meio adormecido.
“Eu estava imaginando quando você apareceria”, ele murmurou, com a voz baixa e rouca por causa do álcool.
Renata piscou, bêbada demais para perceber a diferença. O ar estava impregnado com a colônia amadeirada e especiada de Santiago. Ele até soava parecido.
Ela pensou que sua cabeça estava girando e que sua visão estava embaçada apenas pelos shots.
Ela engatinhou para cima da cama.
E, quando as mãos dele encontraram seus quadris, ela não o impediu.
Ele a beijou como um homem que não tinha nada a provar. Áspero. Habilidoso. Possessivo.
Ela soltou um arquejo contra a boca dele enquanto ele a rolava para baixo de si. O vestido deslizou como seda até o chão. A respiração dele contra a pele dela era quente e reconfortante ao falar: “Você é ainda mais bonita do que eu imaginava.”
Ela achou que era o álcool.
Ela achou que ele estava apenas sendo doce.
Santiago sabia como tornar as palavras normais doces aos ouvidos dela.
A boca dele encontrou seus mamilos. Ele foi paciente e carinhoso com seus seios, enquanto os chupava e apertava cada vez que ela gemia de prazer.
Cada mordida provocante que ele dava em seus mamilos enviava arrepios por todo o seu corpo. Ela tentou dizer algo, mas não conseguiu. Tudo o que podia fazer era morder o canto dos lábios.
A língua dele trilhou um caminho dos mamilos até o umbigo, e então para sua boceta.
“Molhada e quente, hein?” Ele levou dois dedos à boca, lambeu-os e inseriu-os em sua boceta, estimulando-a suavemente até que seus gemidos preenchessem o quarto e suas pernas tremessem fracamente.
Tirando os dedos de dentro dela, ele os levou à própria boca para provar seu néctar. Com os dedos ainda na boca, ele se inclinou para perto da boceta dela e começou a chupar.
A língua dele girou dentro dela, sua boca quente pressionada ali, enquanto ele chupava sua boceta com entusiasmo.
“Ai, meu Deus!”
“Porra!”
Renata soltou um ganido enquanto segurava a nuca dele, garantindo que ele continuasse enquanto gemia alto.
“Você chupa tão gostoso!”
“Tão grande!”, ela arfou quando o pau dele deslizou para dentro do seu núcleo.
“San… Santiago…”, a respiração dela falhou enquanto ela procurava pelo rosto dele, mas as luzes estavam longe do seu rosto.
As estocadas vieram lentamente. Ele beijou os lábios dela com delicadeza e foi cuidadoso com o prazer que sentia.
O corpo dele colidia contra o dela enquanto o ritmo aumentava. Ele gemia nos ouvidos dela, e ela retribuía, ambos suados e intensos...
******
Na manhã seguinte, a dor de cabeça era como uma marreta atrás dos seus olhos.
Renata sentou-se, com o cabelo bagunçado, a boca seca e…
Seu coração disparou no peito.
Aquela não era sua suíte.
A mobília era diferente. Os lençóis eram cinza-escuros, os dela eram mais claros e… seu vestido da noite passada estava em uma pilha no chão, e um homem estava de pé diante da janela. Nu.
Seu vestido de noiva não estava pendurado no cabide móvel onde o estilista o havia deixado.
“Bem, bom dia”, disse o homem calmamente.
Ele se virou lentamente para ela com uma xícara de café na mão e seu pau enorme balançando diante dela.
Ela gritou e recuou, arrastando o edredom para cobrir seu corpo.
“Opa”, ele riu. “Você não costuma ser tão tímida. O que aconteceu com a garota que pediu bis na noite passada?”
“Eu… eu pensei…”, ela gaguejou, ignorando a pergunta dele. “Por que você está na minha suíte?”
Ele ergueu a sobrancelha e apontou casualmente para a placa perto da porta. “Querida, você está no meu quarto. 306. Eu entrei aqui três horas antes de você, lembra?”
Ela paralisou.
Seu sangue gelou.
“Oh, meu Deus…”, ela sussurrou, o horror tomando conta dela. “Eu não deveria… isso não deveria ter acontecido.”
Ele colocou a xícara na mesa, imperturbável, e começou a vestir as calças. “Então, você não era uma garota de programa?”
Ela o encarou, enojada. “Garota de programa?”
“Que diabos… não! Eu vou me casar hoje! Você deveria ser… ele deveria ser…”
“Ahhh”, ele disse lentamente, quando a ficha caiu. “Você achou que eu era seu noivo?”
Ela não respondeu.
“Quer dizer…”, ele deu uma risada sombria, “a noite passada foi divertida. E você foi muito entusiasmada. Quer me deixar seu número?”
Ele se virou para pegar seu celular, que estava sobre a mesa.
Ela pegou suas roupas, humilhada além das palavras. “Você é nojento.”
Ao abrir a porta, ela deu de cara com Nina, sua melhor amiga, de olhos arregalados e chocada.
“Renata?”, Nina arfou. “O que… você está fazendo naquele quarto?”
Os olhos de Nina foram do número do quarto, que brilhava na porta, para a amiga, que estava enrolada no edredom.
Renata sentiu o ar faltar. Seu vestido estava em seus braços. O perfume do homem ainda estava em sua pele. Sua vergonha era grande demais para esconder.
“Eu… não pergunte”, ela sussurrou, passando por ela e correndo para sua própria suíte.
Uma hora depois…
Ela vestia branco. Seu véu era longo e rendado, seu rosto cuidadosamente maquiado para esconder as olheiras. Seu coração batia como tambores de guerra.
“Relaxe… você não é a primeira noiva a fazer isso”, sussurrou sua melhor amiga enquanto ambas estavam diante da porta que levava ao jardim, onde os convidados estavam sentados.
Renata engoliu em seco enquanto tentava afastar qualquer pensamento sobre a noite passada.
“Ele é apenas um estranho… não importa”, ela murmurou para si mesma enquanto saía pela porta.
Todos sorriam. Santiago radiou ao inclinar a cabeça para ver sua noiva, adornada como um anjo caído.
Ele parecia perfeito em seu smoking. Seus olhos azuis buscaram os dela com uma adoração tão serena que fez seu estômago revirar.
Renata forçou-se a concentrar na voz do padre.
Até que seu olhar varreu a multidão… ela sentiu um tipo diferente de olhar sobre ela e, apenas para ter certeza…
Seus olhos pousaram nele.
O homem do quarto de hotel.
Aquele a quem ela entregou seu corpo.
O estranho que, na verdade, não era um estranho.
Ele estava sentado na segunda fileira, ao lado da mãe de Santiago, vestido impecavelmente de preto com uma gravata dourada.
Ele encontrou o olhar dela com um sorriso lento e ardente.
Não.
Não. Não. Não.
Ela sentiu o chão ceder sob seus saltos.
Santiago apertou sua mão gentilmente. “Está tudo bem?”
Ela não conseguiu falar. Seus olhos estavam arregalados enquanto seus cílios tremiam violentamente.
Ela voltou a olhar para o estranho.
Domingo Serrano assentiu levemente para ela. Como se já soubesse que ela nunca mais seria a mesma.
Ela estava se casando com o filho dele.
E ela tinha acabado de dormir com o pai do noivo.










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