Propriedade do Mafioso

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Resumo

Ele não me toca, apenas me encara fixamente nos olhos, então diz com uma voz arrepiante: “Como minha esposa, você será minha escrava sexual. Eu vou te foder como e onde eu quiser. Assim que você me mostrar que pode me satisfazer, matarei o homem que te vendeu.”

Gênero
Romance
Autor
Emily
Status
Completo
Capítulos
32
Classificação
4.8 16 avaliações
Classificação Etária
18+

Eu vou te foder como, e onde eu quiser.

Lily

Stavros

Lily

Não consigo acreditar que estou pendurada aqui como um pedaço de carne num açougue, nua, exposta. Fico pensando se, pouco antes da vaca encontrar o seu destino, ela tem o mesmo pensamento que eu agora. Como meus pais puderam deixar isso acontecer comigo? A vaca nem imagina que os pais dela estavam indefesos e tiveram o mesmo fim, mas os meus pais são literalmente os culpados que me venderam para encher os próprios bolsos.

Olho em volta, para as paredes brancas e tetos altos que têm cordas presas às vigas. Meus pés tocam o chão, mas quase não tocam. Tenho que ficar na ponta dos pés e a corda arranha meus pulsos toda vez que me movimento. A garota ao meu lado está soluçando, com o rímel escorrendo pelas bochechas. Ela não é a única; há centenas de garotas, e todas nós temos um holofote em cima, como se fôssemos uma obra de arte. Rabiscado com marcador no meu corpo está meu sobrenome, Miller, e onde eu moro, Saskatchewan, Canadá.

Não importa o que aconteça comigo, eu não vou chorar.

Uma porta dupla se abre no fundo da sala e todos os olhares se voltam para lá. Homens começam a entrar aos montes. Eles são de todas as idades, tamanhos e etnias, mas o que os une é o sorriso estúpido no rosto.

Qual é a obsessão dos homens por mulheres indefesas? Criem coragem e conquistem respeito do jeito normal. Fico me perguntando se as mulheres tivessem sido criadas mais fortes que os homens, será que teríamos estuprado e saqueado tudo ao longo da história?

Gosto de pensar que não.

Mas provavelmente teriam acontecido mais guerras e elas teriam durado séculos. A primeira pessoa contra quem eu declararia guerra seria o meu pai.

Os homens estão quase eufóricos, batendo as mãos uns nos outros, olhando ao redor da sala como crianças no Natal; todos, exceto um. Ele se destaca na multidão. Seus olhos não demonstram emoção e sua expressão é neutra. A maioria dos homens veste jeans, mas ele usa uma camisa social preta, com calças bordô combinando com a gravata.

Garanto que ele é um assassino; aqueles olhos frios certamente já mataram antes, e aposto que ele se orgulha de sua eficiência. Não sei muito sobre o leilão, mas ouvi dizer que é para a máfia.

Minha atenção é subitamente desviada por dois homens agarrando meus seios. Não nos explicaram o que os homens podem fazer, mas, olhando ao redor, fica claro que tocar é permitido. Eu travo; nenhum homem jamais me viu nua, e nunca fui tocada. Ao contrário da minha irmã, que foi para uma escola particular, fui educada em casa, protegida... negligenciada é um termo melhor. Meus pais não achavam que podiam ter filhos, então me adotaram, mas quando a minha irmã, Julia, chegou, ela foi o bebê milagre deles.

“Elas são perfeitas”, diz o brutamontes tatuado, apalpando meus seios.

“São um pouco pequenas para mim, mas isso dá para resolver”, diz um cara com uma cicatriz longa na bochecha. Eu adoraria fazer uma cicatriz igual nele.

Eles continuam debatendo, manuseando meus seios, falando como se eu não pudesse ouvi-los. Eles passam para a minha bunda e um deles me dá um tapa forte. Isso faz com que meus pés percam contato com o chão, me forçando a balançar para lá e para cá. A corda queima e eu estremeço, tentando recuperar o equilíbrio, mas não consigo.

“Ela não gostou disso”, diz o brutamontes. Ele me dá outro tapa, e faz isso várias vezes, e eu gemo. O peso do meu corpo pressiona meus ombros e meus pulsos latejam. Eu gostaria de perguntar se ele gostaria de ser tratado como um pedaço de carne, mas o oficial nos disse que, se nenhum homem nos escolhesse, acabaríamos em um bordel. Casar com um babaca da máfia de baixo escalão é melhor do que isso.

Eu sei que eles querem que eu chore, mas eu não vou.

O brutamontes se aproxima de mim e seu perfume forte enche meu nariz, me dando vontade de vomitar. Eu ofego quando ele passa os dedos rudemente entre as minhas pernas. Tento me mexer, mas ele me segura com firmeza. Há uma surpresa no rosto dele quando ele levanta os dedos para o outro cara. “Ela está seca. Meu pau vai gostar de quebrar essa aqui.” Ele se vira para o amigo, mas mantém as mãos no meu ponto mais sensível. “Posso casar com uma canadense?” Ele olha em volta da sala para as outras mulheres. “Ela é mais bonita que as outras”, diz ele, e seu amigo concena.

“Eu a escolheria, mas minha mãe vai me matar se eu não escolher uma russa.”

O cara dá de ombros e, para meu horror, saca uma caneta permanente e escreve o nome dele no meu corpo. É assim que eles nos reivindicam, eles escrevem literalmente na gente. Vou passar mal. Quando olho pela sala, as garotas estão chorando enquanto os caras as molestam.

Eu vou assassinar o meu pai se for a última coisa que eu fizer. Ele vai pagar por ter feito isso comigo.

Conforme a noite avança, fica claro que eles podem nos tocar onde quiserem, mas não podem nos foder, ou garanto que já o teriam feito. Um cara até desenha um pinto no meu rosto e coloca o nome dele ao lado. O tempo todo, seus amigos riem para caralho. Suas mãos viscosas agarram meu corpo como se fossem donos dele, e eu fico furiosa, mas é o jeito que eles falam de mim que me faz perder a cabeça. Meu sangue ferve, mas não posso demonstrar, lembrando-me de que um bordel é a única alternativa.

Eles pensam que estão comprando um passarinho indefeso que ainda não sabe voar, mas estão comprando uma porra de uma leoa. Vou esperar, e um dia conquistarei minha própria liberdade. Não é só o meu pai que vou matar; vou acabar com eles também.

Meus olhos voltam para a mesma figura misteriosa que vi no início. Ele não andou pelo salão a noite toda, apenas sentou em uma cadeira no canto, observando. Quando nossos olhos se cruzam, ele não desvia, e eu também não. Calafrios percorrem meu corpo; este não é um momento de coração acelerado, esse homem exala perigo.

Soluços desviam minha atenção e, quando olho de volta, ele está olhando para outro lugar. A garota ao meu lado está levando palmadas tão fortes que ela grita por socorro. Ela balança para lá e para cá; sangue escorre de seus pulsos. Eu provavelmente tenho uma dúzia de assinaturas no meu corpo; ela tem mais de cinquenta.

Aparentemente, as russas são populares. Sou descendente de italianos, mas não tenho laços com minhas raízes. Nem gosto de macarrão.

“Faltam cinco minutos”, anuncia um cara em um alto-falante com um sotaque carregado. Não consigo identificar, mas soa europeu. Eu sabia que a viagem de avião foi longa, só não sabia em que direção fomos.

A figura escura e misteriosa no canto da sala se levanta, ajustando sua gravata bordô. Quando ele chega mais perto, consigo ver seus traços melhor, e eles só melhoram quanto mais ele se aproxima. Ele tem a pele bronzeada pelo sol, cabelo preto grosso e maçãs do rosto esculpidas de morrer. Seus olhos azuis prendem nos meus e mantêm um olhar intenso enquanto ele se aproxima. Tudo nele é atraente, mas algo nele é aterrorizante de uma maneira que nenhum outro homem aqui é.

Sinais de alerta disparam na minha cabeça; talvez seja minha intuição feminina trabalhando em excesso. Nos filmes, ele parece aquele estranho sombrio que você seguiria até um beco, e ele te mataria ou te foderia. Ele pode até fazer os dois.

Ele para bem na minha frente, mas, ao contrário de todo o resto dos caras aqui, ele não me toca. Há algo de errado comigo, que isso quase me assusta ainda mais? Os olhos dele não vagam pelo meu corpo; ele me encara fixamente nos olhos. Então ele fala com uma voz arrepiante: “Como minha esposa, você será minha escrava sexual. Eu vou te foder como, e onde eu quiser. Assim que você me mostrar que pode me satisfazer, eu matarei o homem que te vendeu.”

Ele escreve o nome dele no meu ombro e vai embora sem dizer mais nada.

É o momento mais marcante que já vi na vida.