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Sua Pequena Ruína (Concluído)

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Resumo

Ela era sua pequena ruína, mas a ruína nunca pareceu tão irresistível. Mergulhe em Sua Pequena Ruína, um dark romance de máfia onde o amor é perigoso, o desejo é proibido e as apostas são de vida ou morte.

Status
Completo
Capítulos
82
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1 – A Garota Silenciosa

(A garota que fugiu do inferno)

“Ela achava que estava fugindo de seus demônios. Não sabia que um deles tinha aprendido o seu nome.”

A história começa…

Milan estava em seu quarto, lendo um livro de romance mafioso bem quente que pedira pela Amazon, quando um barulho vindo do andar de baixo invadiu seu subconsciente. Ela estremeceu quando a porta bateu, temendo a realidade de que seu marido finalmente voltara para casa de sua longa viagem de negócios.

Apertando o livro de capa dura em suas mãos já trêmulas, ela antecipou os gritos dele, exigindo saber onde diabos ela estava.

A mente de Milan ignorou o tique-taque do relógio na parede, com as batidas do seu coração ocupando seu lugar.

Ela permaneceu ali, ouvindo com atenção.

“Sr. Vito, entre e sinta-se em casa.” A voz de Giovanni era alta e falsa, seguida pelo som de seus passos pesados.

“Onde estão minhas coisas, Giovanni?” Uma voz firme e grave respondeu em seguida.

Milan soltou o ar que nem tinha percebido que estava prendendo.

Um convidado?

Isso nunca tinha acontecido antes.

Seu marido, um verdadeiro demônio, nunca trouxe homem nenhum para casa, exceto o irmão. Ele só trazia mulheres de tipos variados de vez em quando e as fodia na cama do casal.

“Ou eu saio daqui com o meu pó ou com o seu corpo; você vai ter que escolher logo, Rocci.”

A voz do Sr. Vito chegou aos seus ouvidos, carregada de uma ameaça pesada.

Espere… Vito?

“Nem todo mundo que responde por Vito é o seu Vito, Milan”, ela lembrou a si mesma, largando o livro na cama e correndo para o olho mágico da porta.

“Claro, não pode ser o meu Vit—”

Sua respiração falhou.

Era ele.

Seu coração começou a martelar sob as costelas ao ver o homem do outro lado da porta — o rapaz que a intimidava no ensino médio.

Tudo nele era o mesmo, mas nove anos o tinham transformado em algo ainda mais perigoso: uma beleza afiada como uma arma. Ou talvez um monstro.

Seu cabelo escuro, o maxilar tenso, o nariz longo e reto, e aqueles raros olhos violeta… exatamente como ela se lembrava.

Mas o que diabos Vito Salvatore está fazendo na minha casa?

Ela quis gritar, mas sua mente ficou confusa e suas pernas tremeram de terror absoluto.

“Tenho o seu pó em um lugar seguro, Sr. Vito”, disse Giovanni calmamente, como se Vito não estivesse ameaçando sua vida.

Uma risada seca de Vito a alcançou um momento depois. O som fez sua pele arrepiar; havia um desejo de matar escondido naquela risada. Giovanni não pareceu notar. Pelo menos não até o clique inconfundível de uma arma sendo engatilhada preencher o ar.

“Você tem o MEU pó em um lugar seguro? O que você é? Um foda-se de um estoquista?”

Um calafrio percorreu a espinha de Milan enquanto ela observava Vito apontar a pistola para a cabeça de seu marido.

Os lábios de Giovanni se curvaram em um sorriso, como se estivesse provocando Vito a puxar o gatilho.

Milan piscou, ofegante, enquanto gotas de suor começavam a brotar em suas têmporas.

Que diabos está acontecendo? Como Giovanni conheceu Vito? De que pó eles estão falando?

“Se você me matar, nunca encontrará a sua merda, Vito”, disse Giovanni com uma risada de deboche. “Nós dois sabemos que você não pode se dar ao luxo disso, não é?”

Ele virou-se lentamente para encarar Vito, com a pistola agora apontada para a própria têmpora. Os dois homens poderosos se encararam de forma sombria, uma tempestade se formando no espaço estreito entre eles.

Por um segundo, tudo pareceu parar.

Seu coração acelerado.

O relógio tiquetaqueando.

Até o próprio ar.

O quarto parecia suspenso entre a vida e a morte, entre dois dos homens mais perigosos que Milan já conhecera.

“Vamos ter uma conversa amigável, Vito. Eu o trouxe para minha casa para mostrar minha sinceridade, não para ser morto por você”, suspirou Giovanni, mas a expressão tensa de Vito não mudou.

Milan não ficou surpresa. Se ele ainda fosse o mesmo Vito Salvatore de quem ela se lembrava, ele nunca vacilaria.

Perguntas disparavam em sua mente.

Por que Giovanni estava de repente envolvido com a família mafiosa mais temida de Milão? Ele certamente deveria ter ouvido falar da crueldade dos Salvatore.

Ele deve achar que pode tiranizar a todos como faz comigo, pensou ela com amargura, balançando a cabeça.

“Se o meu pó não estiver aqui em sua casa, pode se considerar um homem morto”, disse Vito, sua voz grave cortando o ambiente como uma lâmina.

O som atravessou o corpo de Milan, congelando-a onde estava.

Seus lábios começaram a tremer de medo. E talvez, apenas talvez, de esperança.

“Eu não tenho o seu pó aqui comigo”, disse Giovanni, com um sorriso de lado distorcendo seus lábios, “mas tenho uma puta muito boa para você.”

Por um batimento cardíaco, Milan pensou ter ouvido errado. Ele não pode estar se referindo a mim… pode?

Seu pulso disparou, uma pulsação violenta em seu peito enquanto ela tropeçava para trás, longe da porta, em choque.

Seu marido não tinha acabado de oferecê-la como um brinquedo para o homem mais perigoso vivo. Ele não poderia ter feito isso.

Seus joelhos cederam. Ela desabou sobre o tapete de pele macia, o impacto roubando seu fôlego enquanto as lágrimas ardiam em seus olhos.

Não era o bastante?

Não bastava ser o saco de pancadas dele, seu brinquedinho, sua vergonha escondida?

Ele já a tinha trancado, mantido em silêncio enquanto desfilava outras mulheres em sua casa e em suas redes sociais como troféus.

Será que ele não tinha um pingo de remorso?

“…Você está me oferecendo uma vadia para adiar sua morte?” A voz de Vito cortou o silêncio, suave, mas mortal.

A palavra vadia atingiu Milan como um tapa. Seu estômago revirou e sua pele arrepiou de vergonha e nojo.

É isso que eu sou? ela pensou, entorpecida. É isso que me tornei para ele — o homem por quem deixei minha família e meus sonhos?

O tom de Vito ficou mais frio, quase curioso.

“Diga-me, Giovanni. Ela sabe o que você tem negociado por sua vida?”

Milan pressionou a mão trêmula contra a boca.

O ar parecia pesado demais, as paredes próximas demais.

Ela queria desaparecer, afundar no tapete e sumir para sempre.

Giovanni riu novamente, um riso agudo e falso. “Você sempre gostou de coisas boas, Vito. Ela é a melhor que já possuí.”

“Milan! Milan!! Traga sua bunda aqui, vadia.”

Os gritos esperados de Giovanni vieram em seguida, tirando Milan de seu estado de confusão mental.

Seu corpo começou a tremer, sacudido por suspiros apressados que escapavam de sua garganta.

Não posso descer. Nunca posso deixar que Vito me veja.

Ele iria me ridicularizar e zombar de mim na frente dele.

Milan sussurrou essas palavras frenéticas para si mesma enquanto sentia o perigo surgir no ar como eletricidade antes de um raio.

Seu corpo tremia. O medo encharcava cada nervo, mas, por baixo de tudo, um sentimento indesejado remexia.

“Milan!!”

“Você está gritando.” A voz de Vito tornou-se inesperadamente relaxada, e ela piscou.

Ele não tinha descoberto que era ela — será que tinha?

“Ela pode ser burra às vezes”, disse Giovanni com uma risada seca. “Pode pelo menos abaixar a arma para que eu possa buscá-la?”

Milan levantou-se num salto ao ouvir que Giovanni viria buscá-la. O pânico arranhou seu peito enquanto ela procurava um lugar — qualquer lugar — para se esconder.

O banheiro? Não. Ele olharia lá primeiro.

Debaixo da cama? Óbvio demais.

Suas pernas trêmulas a levaram em direção ao closet. Ela deslizou entre as fileiras de vestidos caros que nunca podia usar, a seda e o veludo roçando em seus braços enquanto ela se pressionava contra as sombras.

Do andar de baixo veio o som abafado dos passos de Giovanni na escada. Era lento, deliberado e pesado.

Ele estava vindo buscá-la.

Ele sempre a encontrava.

Se ele não fosse um criminoso, poderia ter sido um detetive e tanto.

O pensamento mal brilhou antes de sua porta ranger ao se abrir.

Milan tapou a boca com a mão, forçando o ar de seus pulmões a ficar em silêncio enquanto o som da respiração pesada dele preenchia o quarto.

Capítulos
1. Capítulo 1 – A Garota Silenciosa
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