Capítulo 1
Eu odiava o meu irmão. Eu realmente, muito, o odiava.
Tudo bem, talvez ódio fosse uma palavra muito forte. A mamãe sempre dizia que não deveríamos usar essa palavra, mas, naquele momento, sentada na minha cama com lágrimas escorrendo pelo rosto, parecia a palavra certa. Tyler era tão estúpido. Por que os meninos eram tão estúpidos? O papai não era estúpido. O papai era inteligente, gentil e sempre sabia o que dizer para eu me sentir melhor. Então, por que o Tyler tinha que ser um... um... idiota?
Ele tinha quebrado a minha boneca favorita. E não foi por acidente. Ele a arrancou das minhas mãos e a jogou do outro lado do quarto, e o braço dela soltou quando bateu na parede. Quando comecei a chorar, ele apenas riu. Riu! Como se fosse a coisa mais engraçada do mundo.
Eu gritei com ele. Ele gritou de volta. Então a mamãe entrou e nos mandou para os nossos quartos, o que não foi justo porque eu não tinha feito nada de errado. O Tyler foi quem quebrou a minha boneca. O Tyler foi quem foi mau. Mas eu também fiquei de castigo, só por gritar.
Não era justo. Nada era justo.
Enxuguei os olhos com as costas da mão e olhei pela janela. A floresta atrás da nossa casa se estendia como um cobertor verde-escuro, com as árvores balançando suavemente na brisa da tarde. Eu amava aquela floresta. Eu caminhava por lá o tempo todo, seguindo a pequena trilha que passava entre os carvalhos e pelo riacho onde, às vezes, eu via sapos.
A floresta sempre me fazia sentir melhor.
Eu nem pensei. Apenas pulei da cama, abri a porta o mais silenciosamente que pude e fui andando na ponta dos pés pelo corredor. Eu conseguia ouvir o videogame do Tyler vindo do quarto dele e a mamãe falando ao telefone lá embaixo. Ninguém perceberia se eu saísse por um tempo. Eu só precisava de um tempo sozinha. Tempo para pensar. Tempo para não ficar mais com raiva.
A porta dos fundos rangeu um pouco quando a abri, mas não o suficiente para alguém ouvir. Saí e o ar quente do verão me envolveu como um abraço. Nosso quintal era grande, com a horta do papai de um lado e os canteiros de flores da mamãe do outro. Mas não parei para olhar nada daquilo. Fui direto para a linha das árvores, onde a trilha começava.
A floresta era mais fresca que o quintal, sombreada pelas árvores altas que pareciam alcançar o céu. Eu conhecia aquela trilha tão bem que provavelmente conseguiria percorrê-la de olhos fechados. Passava pelo carvalho grande com o nó que parecia um rosto. Passava pelo tronco caído que eu sempre tinha que escalar por cima. Passava pelos arbustos de frutas onde eu não podia comer nada, porque a mamãe dizia que algumas poderiam ser venenosas.
Eu caminhei e caminhei e, aos poucos, o sentimento de raiva no meu peito começou a desaparecer. Ali fora, apenas com os pássaros cantando e as folhas farfalhando, tudo parecia pacífico. Tudo parecia bem.
Não sei quanto tempo eu tinha caminhado quando ouvi.
Um uivo. Longo e solitário, ecoando pelas árvores.
Eu congelei, meu coração de repente batendo forte no peito. Aquilo não parecia um cachorro. Aquilo parecia... parecia algo selvagem. Algo grande.
Outro uivo respondeu ao primeiro, este vindo de uma direção diferente. Mais perto.
Eu não deveria ter medo da floresta. Eu vinha aqui o tempo todo. Mas nunca tinha ouvido sons como aqueles antes e, de repente, a sensação de paz se foi, substituída por algo frio e apertado no meu estômago.
Eu precisava ir para casa. Agora mesmo.
Eu me virei, mas nada parecia familiar. Eu já tinha passado pelos arbustos de frutas? Onde estava o tronco caído? Comecei a andar mais rápido, com os olhos disparados para todos os lados, tentando encontrar algo que eu reconhecesse. Mas tudo parecia igual. Árvores e mais árvores e sombras que pareciam mais escuras do que deveriam ser.
Outro uivo, e desta vez estava definitivamente mais perto.
Eu corri.
Eu não me importava mais com a trilha. Eu apenas corri, meus pés batendo contra o chão da floresta, os galhos arranhando meus braços e meu rosto. Eu precisava fugir daqueles sons. Eu precisava chegar em casa. Por que eu tinha saído? Por que não tinha apenas ficado no meu quarto?
Meu pé prendeu em algo — uma raiz, talvez, ou uma pedra — e de repente eu estava caindo. Atingi o chão com força, minhas mãos raspando contra a terra e as folhas. Uma dor intensa atingiu meu joelho e, quando olhei para baixo, vi sangue escorrendo pelo meu jeans.
Foi aí que comecei a chorar.
Não só porque meu joelho doía, embora doesse. Mas porque eu estava perdida. Realmente, verdadeiramente perdida. Eu não sabia onde estava. Eu não sabia qual era o caminho de casa. E aqueles uivos ainda ecoavam pelas árvores, fazendo meu corpo todo tremer de medo.
“Socorro!” gritei, com a voz embargada. “Alguém me ajude!”
Mas ninguém respondeu. Apenas o vento nas árvores e o som distante dos pássaros.
Puxei os joelhos contra o peito e envolvi-os com os braços, tentando me encolher ao máximo. Talvez, se eu ficasse aqui, a mamãe e o papai viessem me procurar. Eles tinham que notar que eu tinha sumido eventualmente. Eles tinham que notar.
Chorei até minha garganta doer e meus olhos ficarem inchados e doloridos. As sombras estavam ficando mais longas e percebi, com um sobressalto de terror, que estava ficando tarde. E se escurecesse? E se eu tivesse que passar a noite inteira aqui fora?
“Socorro”, eu solucei, mas saiu tão baixo que mal ouvi. “Por favor, alguém me ajude.”
O tempo parecia estranho. Não sabia se estava ali há minutos ou horas. Tudo doía — meu joelho, minhas mãos, meu peito de tanto chorar. Eu estava prestes a começar a gritar de novo quando ouvi alguma coisa.
Um som de farfalhar. Perto. Perto demais.
Olhei para cima, com o coração martelando, esperando ver o que quer que estivesse fazendo aqueles sons de uivo. Um lobo, talvez. Ou um urso. Algo com dentes e garras que iria...
Mas não havia nada ali. Apenas árvores, sombras e as folhas farfalhando.
“Olá?” Minha voz saiu trêmula e pequena. “Tem alguém aí?”
Por um momento, nada. Então, lentamente, uma figura saiu de trás de um grande carvalho.
Era um menino.
Ele parecia um pouco mais velho que eu — talvez dez ou onze anos — e estava me encarando com os olhos mais azuis que já vi. O cabelo dele era preto e bagunçado, como se ele também estivesse correndo pela floresta, e havia folhas presas nele. Ele estava vestindo jeans e uma camiseta que tinha algum tipo de símbolo que eu não reconheci.
Ele inclinou a cabeça, me estudando. “Você está perdida?”
Eu balancei a cabeça, sem confiar na minha voz.
Ele deu um passo à frente e notei que estava descalço. Quem andava pela floresta descalço? Mas, de alguma forma, ele não parecia se importar. Ele se movia como se pertencesse àquele lugar, como se a floresta fosse sua casa.
“Meu nome é Ryder”, ele disse, e sua voz era gentil. Não como a voz do Tyler quando ele estava sendo mau. Esta era a voz de alguém que realmente se importava. “Qual é o seu?”
“E-Emily”, consegui dizer.
Ryder sorriu, e isso fez seu rosto todo se iluminar. Ele se aproximou e estendeu a mão para mim. “Vamos lá, Emily. Deixe-me ajudar você a se levantar.”
Hesitei por um segundo, então estendi a mão e segurei a dele. Sua pele estava quente e formigante. O aperto dele era forte enquanto me puxava para ficar de pé. Meu joelho latejou quando coloquei peso sobre ele, e devo ter feito uma careta, porque o sorriso de Ryder desapareceu, dando lugar à preocupação.
“Você está machucada”, ele disse, olhando para o meu joelho sangrando.
“Eu caí”, eu disse, enxugando os olhos com a mão livre. Percebi que Ryder ainda estava segurando minha outra mão, mas eu não queria que ele a soltasse. Alguma coisa no toque dele me fazia sentir mais segura, como se tudo pudesse realmente ficar bem.
“Vamos”, Ryder disse, dando um aperto gentil na minha mão. “Vou levar você para casa comigo, e meus pais podem ligar para os seus. Eles virão te buscar.”
“Está bem”, sussurrei.
Começamos a caminhar, e Ryder manteve minha mão segura o tempo todo. Ele parecia saber exatamente para onde estava indo, sem hesitar, sem parecer confuso. Ele me levou por partes da floresta que eu definitivamente nunca tinha visto antes, passando por árvores que eram maiores e mais velhas do que qualquer uma perto da minha casa, através de clareiras cheias de flores silvestres que brilhavam na luz do sol poente.
“Como você sabe para onde está indo?” perguntei depois do que pareceu uma eternidade.
Ryder olhou para trás e sorriu. “Eu conheço esta floresta muito bem. Eu moro aqui a minha vida toda.”
“Na floresta?”
Ele riu. “Mais ou menos. Você vai ver.”
Andamos por tanto tempo que minhas pernas começaram a doer, mas eu não reclamei. Ryder continuava olhando para trás para ver como eu estava, e cada vez que nossos olhos se encontravam, eu me sentia um pouco mais corajosa. Um pouco menos assustada.
Finalmente, as árvores começaram a ficar menos densas e pude ver algo à frente. Um prédio. Não, não apenas um prédio — uma estrutura de madeira enorme que parecia quase uma pousada ou uma cabana, mas maior do que qualquer cabana que eu já tinha visto. Tinha vários andares, com varandas e grandes janelas que refletiam o céu laranja e rosa. Fumaça saía de uma chaminé, e eu conseguia ouvir vozes e risadas vindas de dentro.
Parei de andar, de boca aberta. “Você mora aqui?”
Ryder riu de novo, e decidi que realmente gostava do som da risada dele. “Sim. Com minha família e outros membros da minha alcatéia.”
“Alcatéia?” repeti, confusa. Essa era uma palavra estranha. Alcatéia não era algo que os lobos tinham?
Mas Ryder já estava me puxando para frente, em direção ao grande prédio de madeira. À medida que nos aproximávamos, podíamos ver pessoas se movendo lá dentro pelas janelas. Muitas pessoas. Muito mais do que apenas uma família comum.
A porta da frente se abriu antes que chegássemos lá, e uma mulher saiu. Ela era linda, com longos cabelos escuros como os de Ryder e os mesmos olhos azuis brilhantes. Ela estava usando jeans e um suéter de aparência macia e, quando nos viu, seus olhos se arregalaram.
“Ryder”, ela disse, com a voz cheia de surpresa. “Quem é esta?”
Ryder apertou minha mão. “Emily, esta é minha mãe. Mãe, esta é a Emily. Eu a encontrei na floresta. Ela está perdida.”
A mulher — a mãe de Ryder — imediatamente desceu os degraus e se ajoelhou na minha frente. Seus olhos eram quentes e gentis, exatamente como os de Ryder, e quando ela olhou para mim, senti as lágrimas começarem de novo.
“Oh, querida”, ela disse suavemente, estendendo a mão para tirar uma folha do meu cabelo. “Você deve ter ficado tão assustada. Vamos levar você para dentro e ligar para seus pais, está bem? Eles provavelmente estão preocupadíssimos.”
Balancei a cabeça, sem confiar em mim mesma para falar sem chorar.
A mãe de Ryder levantou-se e colocou uma mão gentil no meu ombro, guiando-me em direção à porta. Ryder ficou bem ao meu lado, ainda segurando minha mão, e eu fiquei grata por isso. Eu não queria que ele soltasse. Ainda não.
Por dentro, o prédio era ainda mais incrível do que por fora. O cômodo principal era enorme, com tetos altos e grandes vigas de madeira. Havia uma lareira enorme em uma das paredes com um fogo crepitando, e sofás e cadeiras confortáveis espalhados por toda parte. Havia pessoas por todos os lados — adultos e crianças, todos conversando e rindo. Alguns deles olharam quando entramos, com os olhos curiosos.
“Vamos”, disse Ryder, puxando minha mão. “Vamos para o meu quarto enquanto a mamãe liga para seus pais.”
Eu o segui por uma escada larga e por um corredor cheio de portas. O quarto de Ryder ficava no final e, quando ele abriu a porta, vi que era exatamente como o quarto de um menino deveria ser. Havia pôsteres nas paredes — super-heróis, carros e um de um lobo uivando para a lua. Sua cama estava desarrumada e havia brinquedos e livros espalhados por todo lado.
“Desculpe a bagunça”, disse Ryder, parecendo envergonhado.
“Tudo bem”, eu disse. “Meu quarto também é bagunçado.”
Isso o fez sorrir. Ele me levou até sua cama e nós dois nos sentamos. Meu joelho ainda latejava, e Ryder notou que eu estava olhando para ele.
“Dói muito?” ele perguntou.
“Um pouco”, admiti.
“A mamãe vai limpar quando terminar de ligar para seus pais”, ele disse. Então ele pulou da cama e foi até uma prateleira, puxando uma revista em quadrinhos. “Quer ler isso enquanto esperamos? É muito boa. É sobre um super-herói que consegue se transformar em um lobo.”
Balancei a cabeça, e Ryder sentou-se ao meu lado, perto o suficiente para que nossos ombros se tocassem. Ele abriu a revista e começou a ler em voz alta, fazendo vozes diferentes para os personagens. Eu me vi rindo, e o medo e a tristeza de mais cedo desaparecendo.
Ryder era legal. Muito legal. E engraçado. E ele me fazia sentir segura de uma maneira que eu não conseguia explicar.
Estávamos na metade da história quando houve uma batida na porta. A mãe de Ryder colocou a cabeça para dentro, sorrindo.
“Emily, seus pais chegaram”, ela disse gentilmente.
Meu coração saltou. A mamãe e o papai estavam ali! Eles vieram me buscar!
Mas, ao mesmo tempo, senti um vazio estranho no estômago. Eu não queria ir embora. Eu não queria parar de ler quadrinhos com Ryder.
Ryder deve ter visto algo no meu rosto, porque ele se levantou e estendeu a mão novamente. “Vamos. Eu vou descer com você.”
Peguei a mão dele e deixei que me levasse de volta lá para baixo. Na sala principal, vi a mamãe e o papai perto da porta, conversando com a mãe de Ryder. Quando a mamãe me viu, seu rosto se contraiu e ela correu, ajoelhando-se e me envolvendo em um abraço apertado.
“Emily! Oh, querida, nós estávamos tão preocupados!” Ela se afastou, com as mãos nos meus ombros, os olhos verificando se eu tinha ferimentos. “Você está bem? Você está machucada?”
“Estou bem”, eu disse, mesmo que meu joelho doesse e minhas mãos estivessem raspadas. “Ryder me encontrou. Ele me ajudou.”
O papai também veio e parecia aliviado, mas também um pouco zangado. “Emily, você sabe que não deve entrar na floresta sozinha. Especialmente sem nos avisar.”
“Desculpe”, sussurrei, sentindo as lágrimas começarem novamente. “Eu só... eu estava brava com o Tyler, e queria ficar sozinha, e não tive a intenção de me perder.”
A expressão do papai suavizou, e ele estendeu a mão para bagunçar meu cabelo. “Conversaremos sobre isso em casa. Agora, só estamos felizes por você estar segura.”
O tempo todo, Ryder ficou bem ao meu lado, com a mão ainda na minha. Eu sentia que a mamãe e o papai estavam notando, mas não disseram nada.
A mãe de Ryder trouxe um kit de primeiros socorros e limpou meu joelho enquanto a mamãe e o papai agradeciam a ela várias vezes. Eu observei Ryder o tempo todo, e ele me observava de volta, aqueles olhos azuis nunca saindo do meu rosto.
Finalmente, era hora de ir. O papai pegou minha jaqueta que eu tinha deixado no sofá, e a mamãe pegou minha mão — a outra mão, a que Ryder não estava segurando.
“Vamos, querida”, ela disse gentilmente. “Vamos para casa.”
Olhei para Ryder e, de repente, senti vontade de chorar de novo. Eu não queria deixá-lo. E se eu nunca mais o visse?
Mas Ryder sorriu para mim, aquele mesmo sorriso brilhante que fazia tudo parecer bem. “Não se preocupe”, disse ele. “Nos veremos na escola amanhã.”
Pisquei. “Nós estudamos na mesma escola?”
“Sim. Estou na quinta série. Em que série você está?”
“Na terceira”, eu disse.
“Viu? Mesma escola. Vou procurar você no recreio, tá bem?”
Balancei a cabeça, sentindo-me um pouco melhor. Então, sem realmente pensar, soltei a mão dele e passei meus braços ao redor dele em um abraço. Ryder me abraçou de volta, e algo dentro de mim se acalmou. Algo que estava assustado, ansioso e perdido de repente se sentiu calmo, seguro e encontrado.
“Obrigada por me ajudar”, sussurrei.
“Sempre que precisar”, Ryder sussurrou de volta.
Quando finalmente soltei e segui a mamãe e o papai para o carro, continuei olhando para trás. Ryder estava na porta com sua mãe, acenando. Acenei de volta até fazermos uma curva e eu não conseguir mais vê-lo.
No carro, a mamãe e o papai me fizeram perguntas sobre o que aconteceu, mas eu mal os ouvia. Eu estava pensando no Ryder. Nos seus olhos azuis, na sua risada e na sensação da mão dele na minha. Em como eu tinha me sentido segura com ele, mesmo tendo acabado de conhecê-lo.
Quanto mais nos distanciávamos daquele grande prédio de madeira, mais pesada eu me sentia. Como se algo estivesse puxando meu peito, tentando me arrastar de volta. Pressionei meu rosto contra a janela, observando as árvores passarem, e senti lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas novamente.
Mas essas lágrimas eram diferentes das lágrimas de medo e perda de antes. Essas lágrimas eram porque eu já sentia falta de Ryder, e nós tínhamos acabado de nos conhecer.
Eu não entendia. Eu tinha apenas oito anos. Como eu poderia sentir falta de alguém que mal conhecia?
Mas eu sentia. Eu sentia tanto a falta dele que doía.
“Emily?” A voz da mamãe era suave. “Você está bem, querida?”
Balancei a cabeça, mesmo não sendo bem verdade. “Estou apenas cansada.”
“Foi um dia longo”, disse o papai do banco da frente. “Quando chegarmos em casa, vamos jantar e você pode ir direto para a cama. O que acha?”
“Está bem”, sussurrei.
Mas eu sabia que não conseguiria dormir. Eu estaria pensando em Ryder. No sorriso dele, na risada dele e na maneira como ele segurou minha mão e me fez sentir segura.
Sobre como, mesmo tendo estado perdida, assustada e sozinha, ele me encontrou.
E eu mal podia esperar para ver Ryder na escola amanhã.