Still Possible: A High-Risk Love Story

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Resumo

Aos quarenta e seis anos, Monique Sinclair aperfeiçoou a arte de manter tudo sob controle. Ela administra uma unidade hospitalar com elegância, mantém sua melhor amiga com os pés no chão e há muito tempo aceitou que a maternidade não fazia parte da sua história. Então, uma criança de três anos com unhas brilhantes sobe em sua mesa — e seu avô viúvo, sereno, não demora a aparecer. Marcus Walker é paciente, estável e é fácil demais se apaixonar por ele. Assim que Monique começa a acreditar que o amor ainda pode ser possível, a vida muda novamente. Uma gravidez surpresa. Na sua idade. Com um histórico que seu corpo nem sempre honrou. Enquanto sua sobrinha de consideração enfrenta uma gravidez inesperada. Entre corredores de hospital, o caos familiar e um corpo que se recusa a seguir as regras, Monique precisa decidir se é corajosa o suficiente para ter esperança novamente. Porque às vezes a vida que você achava que tinha acabado... está apenas começando. Esta história está completa. Boa leitura!

Gênero
Romance
Autor
Poppy Corn
Status
Trecho
Capítulos
1
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter One

Monique Sinclair aperfeiçoou a arte de ser indispensável sem parecer cansada. O corretivo ajudava. A negação também.

“Oh, Monique, graças a Deus você está aqui”, disse a enfermeira Collins, assim que Monique chegou à sua mesa. “Você pode anotar esses prontuários para mim antes que o Dr. Roland chegue? Você sabe como ele fica frustrado.”

“Ele não ficaria frustrado se você entrasse neste século e aprendesse a usar o novo software”, brincou Monique, abrindo o prontuário e ligando seu computador.

“Você sabe tão bem quanto eu que estou perto demais da aposentadoria para me preocupar em aprender truques novos.”

“Por favor. Você ainda estará aqui muito depois que todos nós tivermos ido embora”, respondeu Monique. “Você é insubstituível.”

A enfermeira Collins deu uma risadinha e deu um tapinha nos ombros de Monique enquanto ia verificar seu próximo paciente. “Bem, eu aprecio você, minha querida.”

“Você pode me dizer onde é o quarto 230?”

Monique olhou para o homem frenético. “Pelo corredor, quarta porta à direita. Bata se a porta estiver fechada.”

O homem saiu com um rápido agradecimento.

Seu telefone vibrou. Ela sabia que era contra as regras do hospital usar o celular durante o horário de trabalho, mas quando o toque de mensagem de sua melhor amiga soou, ela sempre tirava um tempo para garantir que tudo estivesse bem.

Renae: Algo aconteceu com a Riley.

Renae: Ela ligou para o meu celular, mas desligou antes que eu pudesse atender.

Renae: Ela não atendeu quando liguei de volta, mas mandou uma mensagem dizendo que me retornaria.

Monique: Talvez uma amiga tenha passado por lá.

Monique: Nem tudo é DEFCON 1.

Monique: Tenho certeza de que ela vai te mandar mensagem logo.

Ela fez uma nota no celular para falar com Riley no seu intervalo. Ao colocar o telefone de lado, observou dedinhos minúsculos se enrolarem na borda de sua mesa.

Ela ouviu um barulho de arrastar, depois piscou quando dois pequenos pompons flutuaram para cima, presos ao rosto mais adorável que já vira. “Bem, olá”, disse Monique.

“Oi”, a menina disse, empurrando-se para cima até subir na mesa e ficar com os cotovelos apoiados, com metade do corpo pendurada na frente.

“Você vai cair e rachar a cuca”, repreendeu Monique. “É melhor você descer daí.”

“Não, eu faço isso o tempo todo”, ela rebateu. “Gostei das suas unhas.”

Monique ergueu uma sobrancelha. “Hum. Eu também gosto. Paguei caro por essas unhas. Rosa é a minha cor favorita. Me faz parecer responsável. Mas você ainda precisa descer. Quer que eu ajude você?”

“Eu pego ela.” Uma voz como rádio de madrugada deslizou pela sua espinha.

Monique olhou para cima e perdeu o fôlego. “Bem, olá para você também”, ela disse.

A voz de locutor riu. “Desculpe por isso. A Bella escapou de mim.”

Ele a levantou facilmente da mesa e a segurou em seu quadril.

“Vovô, ela tem unhas bonitas”, disse Bella.

Monique estendeu as mãos para serem admiradas.

O vovô sorriu, com os olhos brilhando. “Mas é verdade, ela tem. Você mostrou suas unhas para ela, Bella-Boo?”

“Ainda não, você interrompeu a gente”, ela disse atrevida, remexendo-se para que ele a colocasse no chão.

O vovô a colocou no chão, e ela imediatamente contornou a área de “proibida a entrada” para exibir seus próprios dedos. “Viu, eu fiz tudo sozinha.”

“Oh sim, você fez um trabalho muito bom. Eu gostei especialmente dos brilhos”, respondeu Monique.

A enfermeira Collins ergueu as sobrancelhas ao passar, deixando outro prontuário na mesa de Monique.

“Mas Bella, você não tem permissão para ficar aqui atrás. É contra as regras. Então, você vai ter que voltar com o seu vovô.”

Bella lançou um último olhar triste e saiu saltitando de volta.

“Desculpe por isso”, disse o vovô.

“Tudo bem. Ela é uma ótima companhia, apenas fique do outro lado da mesa.”

Monique observou enquanto eles caminhavam de volta para a sala de espera da família. Suspirando, ela voltou a se concentrar no computador.

Alguns minutos depois, ela deu um pulo, com o coração acelerado como se tivesse sido pega fazendo algo ilegal. Ela olhou para o lado.

“Bem, olá de novo, Bella. Você está de volta onde não deveria. Onde está o vovô?”

Bella deu de ombros. “Falando com o médico do papai.”

“Oh. Certo. Isso é um pouco mais importante do que esmalte.”

Monique pegou uma cadeira giratória e a puxou para perto de sua mesa. “Suba aqui. Você pode colorir até ele voltar.” Ela colocou papel e alguns marca-textos sobre sua mesa.

“Então, qual é o seu nome?” Bella perguntou depois de um minuto colorindo.

“Meu nome é Monique.”

“Hum… é difícil de falar. Posso te chamar de Moni?”

“Sim, querida, pode. Quantos anos você tem?”

“Vou fazer quatro anos logo. Você tem filhos?”

O coração de Monique falhou uma batida. “Não.”

Bella cantava cantigas de roda baixinho enquanto coloria e Monique voltava a cuidar dos prontuários.

“Oh, graças a Deus. Bella, você não pode sair correndo assim”, disse o vovô.

Ele parecia um homem que não dormia há dias e não esperava dormir tão cedo.

“Eu não saí correndo, vovô. Eu estava visitando a Moni”, respondeu Bella, sem nunca levantar os olhos do desenho.

“É verdade”, brincou Monique. “Ela não correu nem uma vez.”

Ele bufou, passando a mão pelo cabelo curto.

Hum. Essas mãos. Ela apostava que ele sabia muito bem o que fazer com elas.

FOCO, Monique.

“Bem, obrigado por mantê-la entretida.”

“Tudo bem. Aquelas conversas não são algo que você queira perder.”

Ela não pediu detalhes, normas de HIPAA.

Ele assentiu, limpando a garganta. “É, o Duncan está passando por um momento difícil agora. Sou o Marcus, a propósito. Supostamente deveria ficar de olho nessa gatinha enquanto o pai dela faz o tratamento. Mas ela não para quieta.”

“Prazer em te conhecer, Marcus.” Os olhos deles se encontraram e permaneceram fixos por tempo suficiente para parecer intencional.

Ele sorriu, lenta e deliberadamente. “Vamos, Bella. Precisamos deixar a Monique trabalhar.”

“Não, eu vou ficar aqui”, declarou Bella. “Esta cadeira é melhor que as outras. E ela tem marcadores rosa.”

Monique riu da expressão de descrença de Marcus. O olhar em seu rosto sugeria que isso não acontecia com frequência.

“Aceite, Marcus, eu sou a nova favorita. É melhor se acostumar a me ver.”

Os olhos dele a escanearam, lenta e deliberadamente, do cabelo à cintura. “Oh, acredite em mim, estou contando com isso.”

Monique soltou o ar lentamente. Bem. Isso foi novidade.