Capítulo 1
As mulheres que descansavam ao redor da enorme piscina do Polaris viraram a cabeça em uníssono quando um homem saiu da água. Uma mulher sexy, bronzeando-se em uma toalha de praia, mordeu o lábio, enquanto outra, em uma espreguiçadeira, abaixou os óculos escuros para olhar melhor. Até as mulheres que passavam por ali pararam no caminho, deleitando-se com a visão espetacular.
O homem que saía da piscina era um colírio para os olhos. Ele tinha quase um metro e noventa de altura e sua pele levemente bronzeada brilhava sob o sol. Seu físico era impecável — ele facilmente passaria por um modelo de cuecas da Calvin Klein. As mulheres não conseguiam evitar imaginar aquele corpo lindo e ardente, vestido apenas com uma cueca justa, estampado em outdoors gigantescos. Se isso acontecesse, elas nunca se cansariam de olhar.
Ele ficou totalmente de pé na borda da piscina, tirando os óculos de natação e passando a mão pelo cabelo molhado. O movimento casual destacou perfeitamente os músculos rígidos de seus braços e seu peitoral largo e esculpido. Foi um gesto incrivelmente sexy que só alimentou os olhares famintos de sua plateia. Algumas mulheres até sentiram um pingo de decepção por ele estar usando bermudas de banho azuis. Ele deveria ter usado uma sunga bem curta — talvez vermelha, para acentuar suas pernas longas, torneadas e levemente musculosas, além de seu bumbum firme e redondinho. Teria proporcionado uma visão ainda mais deliciosa. Mas, mesmo assim, ele estava inegavelmente, pecaminosamente gostoso.
E isso era apenas o corpo. Esse gato possuía um rosto devastadoramente lindo para combinar. Ele tinha uma aura charmosa, quase infantil, mas que escondia uma autoridade e dominância subjacentes. Seus lábios eram cheios e macios, deixando qualquer mulher imaginando como ele beijava — ou, porra, qual era o gosto dele. Seu maxilar era forte e bem definido, emoldurando um nariz aristocrático e reto. Suas sobrancelhas eram perfeitamente grossas, descansando sobre olhos emoldurados por longos cílios escuros. Aqueles olhos castanhos escuros eram sensuais e tentadores — do tipo que podiam atravessar você e te derreter na hora.
Nem é preciso dizer que, que mulher em sã consciência não se sentiria atraída por Lorcan Maximiano? Aos vinte e cinco anos, ele era dono do Il Denaro, um cassino enorme e altamente exclusivo em Metro Manila. Devastadoramente bonito e podre de rico. Ele era facilmente um dos solteiros mais cobiçados da cidade.
Mesmo enquanto Lorcan caminhava em direção à espreguiçadeira onde deixara sua toalha branca, ele podia sentir os olhos das mulheres seguindo cada movimento seu. Seus olhares intensos queimavam em sua pele. Elas estavam se banqueteando com ele — desejando-o, na verdade.
Ele não pôde deixar de balançar a cabeça, um sorriso irônico brincando em seus lábios. As vantagens de ganhar na loteria genética.
Graças ao seu rosto bonito e corpo esculpido, ele nunca teve dificuldade em encontrar companhia. Na verdade, ele nem precisava procurar. As mulheres praticamente faziam fila pela chance de estar com ele, só para sentir por uma noite como ele poderia satisfazê-las na cama.
E quem era ele para recusar? Especialmente quando mulheres maravilhosas praticamente se jogavam em cima dele. Ele foi abençoado com um ótimo corpo; por que não tirar bom proveito disso? Seria maravilhoso dormir com cada mulher que pedisse, mas ele não era totalmente escravo de seus desejos primordiais. Ele ainda tinha regras quando se tratava de escolher com quem saía — bem, com quem ele levava para a cama. Chame-o de exigente, mas ele não era um viciado em sexo que dormiria com qualquer uma. Ele também não ficava excitado facilmente. Ele não precisava necessariamente de alguém que fosse perfeitamente linda ou sexy; ela só precisava transbordar puro sex appeal. Alguém que pudesse fazer seu sangue ferver, alguém que pudesse acompanhar seu ritmo entre quatro paredes.
E absolutamente sem vínculos. Ele evitava as grudentas como uma praga. Virgens também eram um grande não. Nem pensar. Ele não precisava de um pai furioso correndo atrás dele com uma espingarda. Ele também ficava longe de donzelas em perigo; ele se conhecia bem demais — poderia acabar sentindo pena delas se elas se recusassem a deixá-lo ir.
Se havia uma fraqueza gritante em seu caráter, era seu coração mole. Ele era facilmente influenciado pela pena e pela culpa. Então, para evitar o incômodo, ele evitava estritamente mulheres que pudessem se fazer de vítimas. E, até agora, sua estratégia estava funcionando perfeitamente. Ele só transava com mulheres adultas e conscientes — liberadas, selvagens e totalmente cientes das regras. Absolutamente sem compromisso.
Além disso, mesmo que ele quisesse fazer de conquistar mulheres seu trabalho em tempo integral, ele não poderia. Ele tinha um cassino enorme para administrar. Se ele negligenciasse o Il Denaro e deixasse o negócio falir, perderia sua fortuna. Ele ficaria quebrado, e isso certamente diminuiria seus pontos de galã. Pode soar fútil, mas ele acreditava firmemente que parte de seu charme irresistível era o fato de as mulheres saberem que ele estava nadando em dinheiro.
Ele se secou, plenamente consciente dos olhos ainda grudados nele. Ele sabia exatamente como aquele dia terminaria: ele não sairia daquele clube esportivo sozinho. Uma mulher linda e sexy estaria na garupa de sua Ducati 1198.
Pouco depois, Lorcan sentou-se para almoçar com o dono do clube esportivo, Vaughn Aguila, seu primo materno. A mãe de Vaughn e a falecida mãe de Lorcan eram irmãs. Vaughn era quase dois anos mais novo que ele, mas era muito mais sério quando se tratava de negócios. Sua vida social era praticamente inexistente e ele não tinha namorada. Eles raramente se viam, já que Vaughn estava sempre ocupado gerenciando o clube esportivo. Ele era um dono participativo, aparentemente apavorado com a ideia de desapontar seu avô paterno, que tinha deixado o Polaris para ele.
“Quem é a sortuda da vez, cara?” Vaughn provocou no meio do almoço no restaurante do Polaris.
Lorcan levantou os olhos da comida. “Como é?”
“Não se faça de bobo. Sei que você não dirigiu até aqui pela piscina — você tem uma enorme na sua casa. Você está aqui caçando alguém.”
Lorcan riu. “Primeiro de tudo, eu vim aqui especificamente pela piscina olímpica. Segundo, eu não estou procurando ninguém,” ele corrigiu.
“Ah, claro. As mulheres é que procuram você,” Vaughn concordou com uma risada.
“Cuide da sua vida social. Pelo menos eu tenho uma. E você? Existem dezenas de mulheres lindas aqui praticamente implorando pela sua atenção, e ainda assim você nunca sai.”
“Eu saio. Só não faço isso três vezes ao dia como você. Além disso, odeio me envolver demais. Mulheres apenas arruínam minha rotina. Não gosto que ninguém interfira na minha vida.”
“Controlador!” Lorcan rebateu. “Você vai envelhecer e morrer solteiro.”
“Ei, se o seu tio Leandro pode se casar aos cinquenta, ainda há esperança para mim,” Vaughn respondeu com confiança.
“Uau, cara. Adorei o espírito de luta,” Lorcan disparou sarcasticamente.
Ele honestamente não conseguia imaginar que tipo de mulher conseguiria lidar com Vaughn. Seu primo era arrogante, teimoso e incrivelmente dominante. Embora Lorcan tivesse herdado seu coração mole do lado Maximiano, ele sabia que também possuía a mesma arrogância e teimosia da família de sua mãe — apenas uma versão mais recessiva delas.
“Eu posso até chegar ao altar antes de você,” Vaughn desafiou ousadamente.
“O quê, você vai se casar com seu laptop? Provavelmente!” Lorcan zombou.
Mas, no fundo da mente, isso o fez pensar em quando ele realmente se acomodaria. Ele acabaria como seu tio paterno, Leandro, que só decidiu dar o nó na idade avançada de cinquenta anos? Imagine esperar meio século antes de se cansar da vida de solteiro.
“Vamos sair mais tarde. Vi uma garota perto da piscina que é exatamente o seu tipo,” Lorcan ofereceu, tentando tirar seu primo da concha.
“Tenho uma reunião agendada esta tarde; pode ir até à noite. Fica para a próxima,” Vaughn recusou.
Lorcan apenas balançou a cabeça. Ele sabia que o “fica para a próxima” de Vaughn provavelmente significava ano que vem. Ele nem conseguia se lembrar da última vez que conseguiu arrastar seu primo para sair, já que eles não se viam com frequência. Ele não sabia se ficava impressionado com a ética de trabalho do primo ou se dava um tapa na nuca dele. Vaughn tinha apenas vinte e três anos, pelo amor de Deus! Ele deveria estar vivendo a vida ao máximo, mas, em vez disso, parecia pronto para se casar com seus negócios.
Lorcan se recusava a acabar assim. Sim, ele tinha seu próprio negócio para administrar, mas não ia deixar isso transformá-lo em um eremita total. O mundo era bonito demais para perder.
Mesmo agora, Lorcan mal conseguia acreditar que seu tio Leandro estava realmente se casando. Ele tinha conhecido uma mulher filipino-americana na casa dos trinta anos chamada Ysabel. Eles estavam juntos há dois anos antes de finalmente decidirem se casar. O visto K1 de Leandro já tinha sido aprovado, e ele viajaria para a Califórnia na próxima semana.
“Finalmente cansou da vida de solteiro?” Lorcan perguntou brincando, enquanto descansavam na biblioteca da mansão ancestral dos Maximiano, em um bairro tranquilo de Quezon City.
Lorcan tinha perdido os pais há muito tempo. Eles morreram em um acidente de carro quando ele tinha apenas dez anos. Sem avós, ele foi criado pelo tio Leandro, um solteirão envelhecido e único irmão de seu pai.
“Digamos que finalmente encontrei minha cara-metade,” Leandro respondeu com suavidade. “Amor verdadeiro.”
“Karma, isso sim.”
— Você é um cínico de marca maior.
Lorcan riu. — Aprendi com o melhor.
Pois é. Ele era, sem dúvida, sobrinho de Leandro. Desde a sua atitude despreocupada e aventureira até ao seu lado mais selvagem com as mulheres. Eram homens selvagens, indomáveis e cidadãos do mundo.
— Um dia você também vai se apaixonar, Lorcan — provocou o tio.
— Só reze para que eu não demore tanto quanto você — retrucou Lorcan.
Leandro deu uma risadinha. — No seu caso, não me surpreenderia se tivesse artrite antes de finalmente sossegar. Você troca de mulher mais rápido do que eu jamais troquei; não há hipótese de você se cansar das suas escapadelas tão cedo.
— O que posso fazer, tio? Fui amaldiçoado com um rosto bonito e um corpo irresistível. — Lorcan riu alto. Ele nem conseguia imaginar-se a andar de bengala e, ainda assim, a conseguir engatar raparigas para encontros de uma noite.
— E muito dinheiro. — Leandro espreguiçou-se na cadeira. — Lorcan, lembre-se, muito dinheiro pode ir pelo ralo se você não gerir os nossos negócios corretamente.
— Tio, já lhe disse, pode confiar em mim. Já aprendi muito consigo.
— Muito bem, eu confio em você. Tudo aqui está nas suas mãos agora — lembrou-lhe Leandro.
Leandro andava a dar-lhe lições durante a última semana sobre o que ele precisava tratar enquanto estivesse nos EUA. Parecia que o seu tio não tinha planos imediatos para voltar para as Filipinas. Ysabel era dona de uma concessionária de carros por lá, e Leandro queria ajudá-la a expandi-la. Isso, e claro, eles queriam construir uma família. Não era tarde demais para terem filhos.
— Não se preocupe, nunca deixarei o Il Denaro ficar para trás. Além disso, você ainda me vai ajudar do seu lado, certo?
O Il Denaro era um casino fundado pelo seu avô. Graças aos esforços combinados do seu pai e do seu tio, tinham conseguido fazer o negócio crescer exponencialmente. As coisas estavam a correr bem, e Lorcan estava absolutamente determinado a manter a reputação estelar do casino. Era um desafio enorme da sua parte, especialmente agora que o tio ia sair do país.
— Tome conta desta casa também, e da nossa casa de férias em Rosario — acrescentou Leandro. De repente, lembrou-se de algo. — A propósito, nunca tive oportunidade de cobrar uma dívida ao Dante.
— Dante? — perguntou Lorcan, franzindo a testa.
— Um conhecido em Rosario. Ele é um jogador compulsivo que visita ocasionalmente o Il Denaro. Perdeu tudo o que tinha numa noite e acabou por me ficar a dever mais de cem mil pesos. Tenho tentado cobrar há meses, mas ele ainda não pagou.
Lorcan abanou a cabeça em desaprovação. — Você não devia deixar pessoas como ele safarem-se, ou continuarão a fazer o mesmo.
— Pensei o mesmo, mas...
— Teve pena dele? — Lorcan riu. Essa era a fraqueza clássica dos Maximiano — eles eram bons demais, porra.
— Ah, bem. Tente cobrar se algum dia passar por Rosario. Dinheiro é dinheiro.
Lorcan fez uma careta. Rosario ficava a umas boas seis horas de carro da região metropolitana de Manila. Era uma cidade costeira pacata. Incrivelmente aborrecida. Se se lembrava bem, só lá tinha estado duas vezes na vida inteira. Ele não tinha nascido para a vida lenta e provinciana. Cresceu na cidade grande. Estava habituado ao rugido dos carros desportivos, às luzes néon da vida noturna e a mulheres atraentes. Era viciado naquele estilo de vida acelerado.
— Claro. Se algum dia lá for — murmurou Lorcan. Talvez daqui a quarenta e oito anos.
Pouco depois, despediu-se do tio. Tinha um encontro nessa noite antes de precisar de passar pelo Il Denaro. Valerie andava a enviar-lhe mensagens sem parar.
Bem, não era bem um encontro — ele e Valerie não iam jantar fora nem dar passeios românticos. Ele ia direto ao apartamento dela. Assim que ela abriu a porta, recebeu-o com um beijo abrasador. Um beijo que rapidamente se transformou em mãos desesperadas e toques intensos.
Nem se deram ao trabalho de se despirem completamente. Tiveram um sexo rápido e quente, encostados à parede. Ele entrou nela com tanta ferocidade, mas ainda assim com tanta sensualidade, que ela gritou, praticamente histérica enquanto atingia o orgasmo.
Ele sabia que aquele seria mais um longo e cansativo adeus. As mulheres com quem passava a noite raramente o queriam deixar partir facilmente. Ele não as podia culpar. Ele era incrível na cama, um especialista absoluto na arte do sexo. Sabia exatamente que botões apertar. E também não era um amante egoísta; certificava-se sempre de que não era o único a encontrar satisfação entre os lençóis. Conseguia dar um prazer alucinante e inigualável a qualquer mulher que levasse para a cama — ou, no caso desta noite, para a parede.
— Oh, você é tão incrível, Lorcan! Quero mais, querido — gemeu Valerie, descendo lentamente daquele pico de êxtase que ele lhe proporcionara. Uma das pernas dela ainda estava firmemente enrolada na cintura dele, recusando-se a deixá-lo ir. — Me dá mais!
Ele apenas abanou a cabeça, com um sorriso de escárnio nos lábios. Típico.
Lorcan nunca tinha percebido o quão difícil era gerir o Il Denaro sem o tio Leandro. Tanto o CEO como o COO eram praticamente inúteis. Só agora se apercebia do quanto eles dependiam do seu tio, pedindo constantemente orientações e esperando por cada comando dele.
Tinha passado apenas um mês desde que Leandro deixara o país, e Lorcan já sentia que o stress lhe ia causar cabelos brancos. E, porra — já fazia um mês que não tinha qualquer resquício de vida social. E, meu Deus, sexo! Ele não conseguia acreditar. Estava num jejum total há um mês inteiro. Um mês inteiro!
Ele espreguiçou-se preguiçosamente enquanto estava sentado na cadeira de couro giratória do escritório. Bem, pelo menos as coisas no casino estavam finalmente a estabilizar. Ele tinha feito um bom trabalho — okay, teve de depender de alguns telefonemas frenéticos para o tio a pedir conselhos, mas podia dizer com confiança que desempenhou um papel enorme na resolução dos problemas do negócio.
E agora que o período de stress tinha passado, era altura de descontrair. Ele percorreu a longa lista de contatos femininos no seu telemóvel — mulheres à espera ansiosamente pela sua chamada e pela sua atenção. Mas, mesmo com o polegar dormente de tanto percorrer a lista, não conseguiu encontrar nenhuma com quem tivesse vontade de sair aquela noite. Também estava com preguiça de andar de bar em bar só para engatar alguém novo.
Lorcan acabou por ir direto para casa depois de jantar sozinho num restaurante chinês. Tinha acabado de sair do banho quando o seu telemóvel tocou. Era o Vaughn.
Um milagre!
— Que se passa, cara? Alguma miúda finalmente te apanhou e precisas que eu te ajude a escapar? — respondeu ele com descontração.
— As tuas piadas são péssimas. E eu, ser apanhado? De jeito nenhum — riu Vaughn. — Na verdade, ia perguntar se querias sair esta noite. Há um bar que abriu recentemente em Makati; ouvi dizer que é muito bom.
— Bem, que se lixe. Milagres acontecem mesmo. O que é que comeste para me convidar para sair esta noite, logo hoje?
— Cara, o teu sentido de humor é uma porcaria. Então, vens ou não?
— Vaughn, desculpa, mas vou ter de ser eu a rejeitar-te esta noite — admitiu ele honestamente.
— É mesmo um milagre!
Ambos desataram a rir.
— Talvez na próxima — acrescentou Lorcan.
— Essa é a minha deixa. Tem um pouco de originalidade!
— É que não estou mesmo com disposição.
— O que é isto, uma mudança de humor? — provocou Vaughn.
— Vai-te lixar, cara!
Lorcan foi para a cama cedo nessa noite, exausto. Dormiu profundamente até de manhã. Depois de um pequeno-almoço rápido, tomou banho e vestiu-se, sem a menor ideia de para onde ia. Apenas saltou para o seu Mustang GT e conduziu. Continuou a conduzir.
Só quando reparou que o depósito de gasolina estava perigosamente baixo é que se apercebeu de quanto tempo esteve na estrada. Já estava bem longe de Manila.
Ao entrar numa estação de serviço, olhou para a autoestrada que se estendia à sua frente. Estava a ir para norte. Por impulso, decidiu continuar a conduzir — até à cidade costeira de Rosario, direto para a casa de férias deles. Bem, se é que ele aguentava conduzir tanto tempo, visto que detestava viagens longas. Mas, de qualquer forma, não tinha nada de urgente para fazer no Il Denaro. Podia deixar instruções ao CEO no caso de conseguir chegar a Rosario e decidir ficar por lá alguns dias.
Então, deu-se conta — não tinha feito as malas com roupas ou produtos de higiene. Bem, paciência, podia comprar alguns quando chegasse lá.
Lorcan sorriu para si mesmo enquanto ligava o motor novamente. Sentia-se selvagem e livre ao pegar a estrada assim. Sozinho, completamente descontraído, sem qualquer problema.
Estava apenas a uma hora do seu destino quando se lembrou de algo importante. Marcou o número do seu tio.
— Alô, tio Leandro? Desculpe incomodá-lo, mas estou a caminho de Rosario neste momento. Onde é que o Dante vive exatamente?