A Única Regra

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Resumo

Regras foram feitas para serem quebradas, certo? Dominic Hunt nunca seguiu as regras. O playboy do campus até o fim dos tempos. Meio britânico, galã irresistível. Jogador do Ano. Fanático por carros clássicos. Rockstar. O dono do campus. Sua vida era previsível — um carrossel sem fim de festas e hookups. Dominic Hunt era intocável, imbatível e totalmente indiferente. Até o dia em que ele esbarrou em... Renata Paradis. Renata, uma meia-francesa, Princesa da Birkin — ou deveríamos dizer... ✨Princesa da Birken✨? Com uma língua afiada capaz de derrubá-lo mais rápido do que um de seus home runs, ela era tudo o que Dominic não era: pé no chão, ambiciosa e *quase* nem um pouco impressionada pelo charme dele. Um turbilhão de egos conflitantes e ensaios tarde da noite. A dupla não conseguia parar de discutir, não conseguia parar de provocar um ao outro e não conseguia negar a tensão elétrica que fervilhava por baixo de tudo. Amor, rivalidade, decepção amorosa e uma folha prensada que uniu tudo isso. O que acontece quando o dono do campus encontra alguém à sua altura? Será que eles terminarão em harmonia — ou o dueto deles terminará em uma nota desafinada? De enemies to lovers, de parceiros de dueto a algo mais. Bem-vindos à história de Renata e Dominic — dois corações travando uma batalha que nenhum dos dois percebeu que já tinha perdido. "Que pena. Pensei que poderíamos ser algo, querida." "Nem nos seus sonhos." "Nos seus, então."

Status
Completo
Capítulos
43
Classificação
5.0 1 avaliação
Classificação Etária
18+

Prólogo

“Oi.”

As luzes baixas do bar piscaram no momento em que um rapaz subiu ao microfone, e o ambiente mergulhou num silêncio ansioso. Sua presença exigia atenção antes mesmo de ele falar. Alto e com uma confiança natural, ele tinha cabelos dourados desalinhados que pareciam perfeitamente imperfeitos.

“Faz tempo, não é?”

Ele ajustou o microfone enquanto falava — uma voz grave e máscula cortando a quietude. O lugar explodiu em aplausos e gritos, como se todos estivessem esperando por ele a noite toda. Seu sorriso era preguiçoso, mas cativante. E, enquanto seus olhos varriam a multidão, o momento durou tempo suficiente para os corações dispararem.

“Eu costumava vir aqui cantar a mesma ladainha. Mas hoje à noite...” ele riu baixinho, a voz rica e grave enquanto se ajeitava no banco do bar. “Hoje não é sobre o passado.”

Suas palavras ficaram no ar como um segredo, seu tom ficando mais baixo e sedutor. “Normalmente, há mais uma pessoa aqui comigo”, revelou ele, com a voz firme e melódica, atraindo todos para mais perto.

Inclinando-se para o microfone, seu sorriso vacilou, tornando-se algo mais... nostálgico. Os aplausos diminuíram, deixando um murmúrio suave de expectativa. Até que, soltando um suspiro leve no microfone, ele disse: “Isso... é sobre alguém...”, e a música surgiu como águas calmas subindo à superfície.

“Alguém... que mudou a minha vida.”

Plain black AC DC tee e uma Birkenstock marrom. Uma garota caminhava até o fim do corredor do campus como se a vitória em uma corrida de revezamento dependesse dela. Olhar fixo à frente, testa franzida, lábios apertados. A única vez que desviou o olhar foi para checar as horas no relógio, apressada. E a urgência em seu rosto? Parecia que sua vida dependia do que quer que fosse aquele atraso.

Enquanto isso, todos os outros estavam apenas... . Misturados em roupas de palhaço pra lá de estranhas. Alguns conversando, outros rindo — a maioria... aproveitando a vida como nunca. Colunas de arenito alinhavam-se infinitamente. Ela resmungou frustrada, os pés miúdos martelando o piso numerado, quando, de repente, uma força a agarrou pela frente e a puxou para fora do salão principal... para um corredor bem mais estreito.

Suas costas bateram contra a parede fria, seu coração acelerou com o pânico. De olhos arregalados, ela lançou olhares rápidos para os lados, examinando os arbustos. Estava um silêncio assustador, um contraste gritante com o caos de poucos metros dali. Sua respiração falhou e, ao olhar para frente, ela abriu a boca para gritar —

Mas uma mão se fechou sobre sua boca, abafando qualquer som.

“Escuta — eu preciso da sua ajuda, ok — eu compenso você depois —”

Ela congelou. Foi então que seus olhos encontraram os dele — azuis, profundos e penetrantes, selvagens de pânico — assim como os dela. A diferença é que o dele tinha mais... urgência. Sua mente lutou para processar o que estava acontecendo, para traçar os traços do rosto dele — mas as sombras o escondiam, tornando-o quase irreconhecível. Ainda assim, ela quase conseguia ouvir sons de vozes frenéticas ficando mais altas, mais próximas.

Alarmado, ele olhou para o salão principal. O olhar dele voltou para o dela: “Sinto muito por isso —” ele tirou a mão —

E os lábios dele estão sobre os dela.

Seus olhos se arregalaram de choque. Por uma fração de segundo, ela tentou se afastar, mas o aperto dele — firme, porém... não violento — a manteve no lugar. E, estranhamente, não parecia mais uma ameaça. Parecia...

Divino.

Ela acabou fechando os olhos, entregando-se ao momento enquanto o mundo ao redor se tornava um borrão. Os beijos dele eram lentos — droga, aquilo não era um beijo — ela sabia. Apenas uma cobertura desesperada, um truque. Ela sabia que os olhos dele estavam abertos de vez em quando — mas o voodoo daquele beijo era simplesmente, demais, excitante.

Os passos pesados fora do corredor tornaram-se ensurdecedores, vozes gritando ordens, procurando. Eles estavam procurando por alguém.

Eles estavam procurando por ele.

Ele fechou os olhos. A multidão passou apressada, olhares lançados em sua direção que logo se desviavam, descartando-os como apenas mais um casal no corredor da faculdade. Alguns com desprezo — mas ninguém parou. A massa de pessoas correu, alheia ao motivo de estarem tão próximos — perto demais, agora. O fôlego dela faltou quando o corpo dele, de alguma forma, pressionou-se mais contra o seu.

Estranho como o beijo ficou mais urgente do que antes. Estranho como ele se sentia confortável fazendo aquilo com alguém que acabou de conhecer no corredor — não que ele não tivesse feito coisas piores com uma estranha, mas — ainda assim. Estranho, mas eles se entregam ao momento, a esse momento. Um ao outro.

Talvez sejam os lábios. Talvez seja o cabelo cacheado... macio. Talvez seja a maneira como os dedos dele deslizam suavemente sobre sua pele morena. Ou talvez seja o perfume dela. Aquele... hum, ele conhece esse perfume. É um perfume masculino. E isso o lembrou de —

Ele se afastou dela num solavanco. Assustada, ela agarrou os braços tonificados dele, mantendo o rosto dele a poucos centímetros do seu. Por um breve momento, tudo ao redor ficou em silêncio. A respiração dela falhou enquanto seus olhos se cruzavam e ela finalmente pôde vê-lo.

Traços marcantes, sombras traçando as linhas fortes de seu maxilar, e aqueles olhos — azuis profundos como o oceano em sua parte mais escura. Por um batimento cardíaco, permaneceram assim, perdidos no olhar um do outro. O susto selvagem dele suavizou-se com um pequeno sorriso travesso no canto dos lábios. Ela não entendia como o sorriso de um estranho poderia perigosamente mexer com ela. O olhar dele desceu lentamente para seus lábios cheios — até que os gritos distantes ecoaram pelo corredor novamente.

“Eu preciso ir”, ele murmurou, com a voz baixa e urgente. “Obrigado...?”

Ela engoliu em seco, sentindo-se nervosa enquanto dizia: “R... Rena. Renata Paradis.”

Ele franziu as sobrancelhas por um instante antes de um sorriso surgir em seus lábios.

Renata Paradis...”

Ele lambeu os lábios e soltou uma risada debochada. Como se saboreasse a maneira como o nome dela rolava em sua língua como um êxtase. “É melhor agradecer aos seus pais depois”, ele piscou e, assim, virou-se para partir.

Ela ficou paralisada, a mente girando, o coração disparado. Levou um momento para se recompor e, quando conseguiu, chamou por ele com uma sensação de necessidade: “Espere! Seu nome!”

Ele pausou o passo, sua silhueta banhada pela luz fraca. Lentamente, ele se virou, fios dourados de seu cabelo captando a luz, seu maxilar marcado perfeitamente enquadrado. Seus olhos azuis escuros brilhavam com algo indecifrável, algo... selvagem. E sob aquela luz... ela percebeu como havia reflexos verdes em seu olhar, quase como esmeraldas incrustadas no oceano, como se guardassem os segredos do mar.

Dom.”

Seus lábios se curvaram em um sorriso. Aquele sorriso torto... perigosamente assimétrico. Ele permaneceu ali por mais um segundo, o olhar nunca deixando o dela... enquanto ele finalmente sorriu e disse:

Dominic Hunt.”


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