The Seduction Application por 미소 em Inkitt
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O Aplicativo da Sedução

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Resumo

Desesperado para escapar de uma dívida financeira severa, o calouro de Ciência da Computação de vinte anos, Noah, baixa um misterioso APK chamado The Seduction Application, assumindo tolamente que se trata de um jogo de paquera inofensivo; em vez disso, o aplicativo rastreia sua proximidade na vida real com seus três amigos de infância ricos e poderosos — seu colega de classe caótico Elias, o irmão mais velho de Elias, densamente tatuado, Alric, e seu brilhante monitor de tecnologia Ben — forçando Noah a executar comandos cada vez mais explícitos, tarefas de BDSM psicológico e encontros sexuais de alto risco sob a ameaça de penalidades financeiras paralisantes que, no fim, apagam a linha entre a coerção algorítmica e a submissão genuína.

Gênero
Lgbtq
Autor
미소
Status
Completo
Capítulos
25
Classificação
3.5 2 avaliações
Classificação Etária
18+

A Hora Dourada Antes da Tempestade

O letreiro de neon do The Iron Lantern zumbia com um som baixo e rítmico, lançando um brilho âmbar aconchegante sobre a mesa do canto. Era aquele tipo de bar sofisticado e semiprivativo, onde as bebidas eram caras demais, mas os assentos de couro eram profundos o suficiente para se afundar neles. Esta noite, a mesa estava cheia de copos pela metade, uma travessa grande de mini-hambúrgueres intocados e o peso de uma história compartilhada.

Noah recostou-se no estofado macio, com um sorriso leve brincando em seus lábios enquanto observava o caos acontecendo à sua frente. Sob qualquer aspecto, Noah era um colírio para os olhos. Com sua pele clara, cabelo preto como tinta que caía naturalmente sobre a testa e olhos negros profundos, ele era o tipo de cara que as calouras da faculdade encaravam nos corredores. Ele tinha uma graça delicada, quase feminina em seus traços, mas sob a camiseta casual escondia um físico magro e definido — resultado de anos de disciplina na equipe de natação. No entanto, apesar dos olhares que o seguiam pelo bar, sua atenção estava totalmente voltada para seus três amigos.

"Estou te dizendo, é uma estratégia psicológica", declarou Elias, batendo seu copo na mesa com força suficiente para fazer o gelo tilintar. Ele se inclinou para frente, gesticulando freneticamente. Elias tinha vinte e um anos, uma explosão caótica de energia que tinha acabado de tingir seu cabelo naturalmente castanho de um tom de roxo vibrante e chocante. Ele dizia que era para "se destacar e impressionar as universitárias", mas, no fundo, só o fazia parecer um personagem de anime rebelde. Ambas as orelhas estavam cheias de brincos de prata, uma pequena argola furava seu lábio inferior e outra barra de metal afiada atravessava sua sobrancelha esquerda. "Quando você entra em uma aula da universidade parecendo que é o dono do lugar, os professores te respeitam. As garotas te notam. É sobre presença, Noah!"

"A única coisa que elas notam é que você parece uma uva ambulante, El", resmungou Alric, do canto da mesa.

Alric, aos vinte e três anos, era a antítese da energia frenética do irmão mais novo. Ele era mais largo, com uma postura firme e centrada. Mantinha seu cabelo castanho natural cortado curto e arrumado, contrastando fortemente com as tatuagens escuras e complexas que serpenteavam debaixo das mangas dobradas de suas camisas, envolvendo seus antebraços como uma armadura permanente. Alric tinha feito uma pausa nos estudos no ano anterior para lidar com uma grande reestruturação no império imobiliário de sua família, mas agora estava oficialmente voltando à universidade para cursar Administração.

"Ei! Não desrespeite a visão", Elias fez biquinho, tocando seu piercing no lábio com a ponta da língua. "Noah, me dá um apoio aqui. Agora somos oficialmente os deuses da tecnologia cursando Ciência da Computação. Diz para o meu irmão que ele não tem bom gosto."

Noah riu, balançando a cabeça. "Eu acho que o roxo combina com você, Elias. Mas estou mais aliviado por termos conseguido entrar no mesmo curso. Acho que eu não teria sobrevivido ao processo de matrícula sem você lotando meu telefone de mensagens."

"Viu! O Noah entende", Elias sorriu, passando o braço pelos ombros de Noah e puxando-o para um abraço breve e barulhento.

Sentado exatamente à frente de Noah, observando a troca com um olhar calmo e analítico, estava Ben. Aos vinte e cinco anos, Ben carregava uma aura de autoridade natural. Ele estava vestido com uma camisa social cinza-carvão sob medida que gritava "dinheiro velho". Como único herdeiro de um dos principais conglomerados de tecnologia do país, Ben já havia terminado suas graduações principais e estava retornando à universidade neste semestre em um cargo altamente prestigiado: monitor de pós-graduação para o departamento de Ciência da Computação.

Ben estendeu a mão, seus dedos longos envolvendo o copo de uísque, com um sorriso leve e divertido em seus traços marcantes. "Não deixe o Elias te corromper antes mesmo da primeira semana de aulas começar, Noah. Se ele levar essa atitude para o meu laboratório, serei forçado a avaliar o código dele com extremo rigor."

"Você não teria coragem, Ben!" Elias ofegou, apontando um dedo acusador. "Nós te conhecemos desde que quebrávamos janelas com bolas de beisebol! Isso é traição acadêmica!"

"Espere para ver", respondeu Ben calmamente, dando um gole lento. Seus olhos se desviaram para Noah, suavizando-se levemente. "Mas falando sério, Noah. Parabéns. Entrar no programa de CC aqui não é fácil, especialmente por causa da concorrência deste ano. Você se esforçou muito."

"Obrigado, Ben", disse Noah, com um rubor de gratidão genuína aquecendo suas bochechas. "Ainda parece um pouco surreal. Um calouro, um segundanista, um veterano que está voltando e um monitor. Estamos em fases diferentes, mas de alguma forma viemos parar na mesma faculdade."

"Para onde mais iríamos?", disse Alric, sua voz grave cortando o ruído ambiente do bar. Ele se inclinou sobre a mesa, seus olhos negros fixos nos de Noah. "Nós andamos em bando desde o ensino médio. Nada mais justo do que terminarmos o trabalho juntos."

À medida que a noite avançava e a euforia inicial dos brindes se transformava em um ritmo confortável e familiar, Noah deixou sua mente divagar sobre como essa irmandade estranha e ferozmente protetora havia se formado.

Para quem olhava para a mesa deles, a dinâmica parecia impossível. Elias e Alric eram filhos de um magnata imobiliário extremamente rico, acostumados ao luxo desde o nascimento. Ben era da realeza da tecnologia, destinado a herdar um império corporativo. E então havia Noah — criado por uma família comum de classe trabalhadora que lutava para sobreviver na base da garra e do sacrifício.

O vínculo deles foi forjado inteiramente pela proximidade e pela teimosia. Noah e Elias eram inseparáveis desde os dez anos de idade, tendo se conhecido em um parquinho público onde Elias caiu de uma árvore e Noah foi o único garoto corajoso o suficiente para ajudá-lo a mancar até em casa. Daquele dia em diante, Elias praticamente adotou Noah como seu irmão, arrastando-o para a órbita de seu mundo rico.

Por meio de Elias veio Alric. No ensino médio, Alric era o irmão mais velho, imponente e silencioso, que passava a maior parte do tempo lendo livros de negócios ou malhando. Mas Noah nunca se sentiu intimidado pela aparência bruta de Alric. Quando a família de Noah sofreu um enorme revés financeiro durante seu segundo ano do ensino médio, foi Alric quem garantiu, discretamente, um emprego de meio período bem pago para Noah em uma das empresas subsidiárias de sua família, preservando a dignidade de Noah enquanto garantia que sua família se mantivesse à tona. Alric se tornou um guardião silencioso, um muro firme em que Noah sabia que sempre poderia se apoiar.

E então havia Ben. Ben era o aluno brilhante do programa de intercâmbio entre escola pública e particular — um prodígio do ensino médio que já frequentava aulas de programação em nível universitário. Noah, fascinado por computadores, mas sem os recursos caros para aprender adequadamente, ficava até tarde na biblioteca da escola todos os dias. Ben notou o belo e quieto aluno mais novo lutando com livros didáticos obsoletos e simplesmente se sentou ao lado dele. Por dois anos, Ben foi mentor de Noah, ensinando-o a programar e tratando-o como um igual, apesar da enorme diferença de idade e status social.

Quando Ben se formou e foi para a faculdade, e quando Alric se afastou temporariamente para administrar os negócios imobiliários, os quatro fizeram um pacto sobre a mesa de uma lanchonete barata: Não importa para onde a vida nos leve, continuaremos juntos.

E eles cumpriram. Entre corações partidos, dramas do ensino médio, pressões familiares e ambições em mudança, eles permaneceram uma unidade inquebrável. Não havia complicações românticas, nem segundas intenções — apenas uma amizade pura e profunda, construída sobre anos de segredos compartilhados e respeito mútuo.

"Terra chamando Noah", disse Elias, estalando os dedos na frente do rosto de Noah, os anéis de prata em seus dedos pegando a luz. "Você está fazendo aquela coisa de olhar para o nada com cara de trágico. Pare com isso. Esta noite é uma comemoração!"

Noah piscou, rindo enquanto afastava a mão de Elias. "Eu não estou com cara de trágico. Eu só estava pensando em quanto tempo faz que estamos juntos. Lembra quando o Ben te proibia de entrar no laboratório de informática porque você vivia derrubando energéticos nos teclados?"

Ben soltou uma risada seca e rara. "Ele não mudou. Espero encontrar uma lata de energético perdida na minha sala de aula até terça-feira."

"Foi uma vez!", protestou Elias, cruzando os braços e fazendo bico, seu piercing no lábio brilhando. "E foi um sacrifício necessário em prol da eficiência na codificação. Além disso, o Alric também derruba coisas! Olhe para os braços dele, ele literalmente derramou tinta por todos eles."

Alric ergueu uma sobrancelha, olhando para seus antebraços fortemente tatuados, com um vestígio de diversão brincando em seus lábios. "Esta tinta custou mais do que todo o seu guarda-roupa deste semestre, Elias. Fique quieto."

"Não ataque minhas roupas!", Elias exclamou, embora não houvesse veneno algum em suas palavras. Ele voltou sua atenção para Noah, inclinando-se para mais perto. "Ei, Noah. Agora que estamos oficialmente juntos no campus, precisamos estabelecer algumas regras básicas. Nada de me ignorar por causa das calouras, ok? Eu vi o jeito que aquelas três garotas no balcão de inscrição estavam olhando para você. Se você arrumar uma namorada, ainda tem que almoçar comigo."

Noah corou levemente, coçando a nuca. "Elias, não estou procurando uma namorada. Tenho muita coisa para fazer com as aulas. Além disso, o único que tingiu o cabelo de roxo para chamar a atenção foi você, não eu."

"É, mas não funciona quando você está do meu lado!", reclamou Elias dramaticamente. "Eu me esforço todo para parecer rebelde e perigoso, e aí você só respira, e todo mundo olha para você. É uma falha sistêmica no universo."

Ben observou o leve desconforto de Noah com um olhar atento. Ele estendeu a mão sobre a mesa, batendo seu copo contra o de Noah. "Não deixe ele te deixar estressado, Noah. Foque nos seus estudos. O primeiro semestre de Ciência da Computação é um período de seleção rigorosa. Se precisar de ajuda, ou se a carga de trabalho ficar pesada demais, a porta do meu escritório estará sempre aberta para você. Oficialmente como monitor, e extraoficialmente como seu amigo."

"Obrigado, Ben. Eu realmente agradeço por isso", disse Noah, sentindo uma onda de alívio. O lado acadêmico da universidade era intimidante, mas saber que Ben estava do seu lado fazia com que a sombra iminente do semestre parecesse controlável.

"E se alguém te der problema no campus, você me procura", acrescentou Alric, sua voz baixando para um tom que não deixava margem para discussões. Ele mudou de posição, seus ombros largos movendo-se sob a camisa. "O prédio de Administração não fica longe do complexo de tecnologia. Estou me rematriculando, mas ainda tenho meus contatos. Ninguém mexe com o nosso círculo."

Noah sorriu calorosamente, olhando para os três homens ao seu redor. Ele se sentia incrivelmente sortudo. Sua família podia estar passando por dificuldades em casa, e o peso de sua realidade financeira era uma pressão constante e sufocante no fundo de sua mente, mas ali, naquele estande, ele se sentia seguro. Eles eram seus irmãos. Seus protetores.

"Eu sei", disse Noah suavemente, erguendo seu copo de refrigerante. "Não sei o que eu faria sem vocês. Aos novos começos?"

Ben ergueu seu uísque. Alric levantou seu whisky. Elias pegou seu coquetel, um sorriso radiante abrindo-se em seu rosto, seu piercing no lábio movendo-se enquanto ele sorria.

"Aos novos começos", ecoaram em uníssono, com os copos tilintando no centro da mesa.

A noite continuou com risadas, histórias antigas e constrangedoras do ensino médio e planos ambiciosos para o próximo semestre. Foi uma noite perfeita, cheia de calor humano, camaradagem e o vínculo inquebrável de quatro amigos de longa data.

Noah riu até sua barriga doer, completamente alheio ao fato de que aquele era o auge absoluto de sua paz — e que, em questão de dias, um único download desesperado destruiria a inocência de sua amizade para sempre.

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