1
SYDNEY
O Azure Tide tinha sido transformado em algo que não deveria existir fora de um delírio febril.
A gala veneziana de Tara transformou o seu restaurante mediterrânico costeiro numa cidade flutuante. A piscina, que normalmente espelhava o oceano, foi estendida num sistema de canais rasos que serpenteavam entre as mesas. Gôndolas serviam de recantos privados, cada uma pilotada por um empregado de camisa às riscas, que navegava pela água de quinze centímetros de profundidade com um único remo. Lustres de cristal pendiam do teto. Algures, um quarteto de cordas tocava Vivaldi, mas a música era secundária face ao zumbido de dinheiro e poder que enchia a sala.
Sydney Cole recostou-se na sua gôndola e observou o caos desenrolar-se à sua volta.
Hound ia na sua terceira tigela de creme de lavagante, com o quarto palito de pão já a meio caminho da boca. "Foi a tua mulher que fez isto", disse Sydney, gesticulando para a água. "Ela é louca."
"Ela é um génio", corrigiu Hound, radiante. "Um génio gostoso. Que me fode."
Tara, que passava por trás dele com uma prancheta, deu-lhe uma palmada na nuca sem abrandar o passo. "Para de dizer isso às pessoas."
"É um elogio!"
"É um relatório de segurança." Mas ela estava a sorrir.
Tank tinha o seu filho Alexander equilibrado num joelho — o miúdo era feito como um pequeno jogador de futebol americano, todo robusto e furioso, agarrando tudo o que estava ao seu alcance. Rose tentava dar-lhe puré de batata. Ele estava a ficar com metade do puré em cima.
"Ele vai partir corações", declarou Hound, gesticulando com o seu palito de pão.
"Nem pensar", disse Tank.
"O quê?", perguntou Grimm.
"O meu filho não vai partir o coração de nenhuma mulher. Caso contrário, parto-lhe o pescoço."
A gôndola ficou em silêncio. Até o quarteto de cordas pareceu hesitar.
"O quê?", Tank olhou em volta para os rostos estupefactos. "É o mínimo, porra. Desde quando permitimos que os rapazes sejam uns filhos da puta? Lembrem-se: se algum desses rapazes criados por nós tentar partir o coração da Luna, eu parto o dele e o do Xander. Qualquer rapaz que tente partir o coração da minha menina está tramado."
Rose olhou para o marido. Algo passou entre eles — aprovação, desejo, aquele tipo de comunicação silenciosa que fazia o peito de Sydney doer. Ela apertou a mão de Tank debaixo da mesa.
"A Luna provavelmente partiria o pescoço dele sozinha", disse Scarlett, e todos riram porque era verdade. Luna estava na Suíça num centro para sobredotados, a ser testada e a portar-se "de forma do caralho", segundo Cray. Pelos vistos, Cray tinha-lhe dito algo antes de ela partir, uma verdade brutal que eliminou a birra que todos esperavam. Quando Rose perguntou o que ela tinha dito, Cray encolheu os ombros. "As crianças são apenas humanos pequenos. Às vezes precisamos de as tratar como tal. Disse-lhe a verdade."
Ninguém sabia qual era essa verdade. Ninguém perguntou. As verdades de Cray eram como as folhas de cálculo de Voss — aterradoras e melhor deixadas por examinar.
Sydney observou Cray inclinar-se e sussurrar algo ao ouvido de Voss. As orelhas do tesoureiro ficaram carmesim. O seu maxilar contraiu-se. Cray afastou-se com o sorriso de quem acaba de vencer uma guerra privada.
Sydney examinou a sala. Os irmãos tinham as suas mulheres encostadas a eles — Axle e Scarlett, Grimm e Rain, Hound e Tara, Voss e Cray. Até Tank, estoico e silencioso, tinha Rose enroscada debaixo do braço como se ela estivesse ali desde sempre. Raze, Doc e Knuckles estavam solteiros. Os três novos potenciais membros — Dex, Jax, Milo, todos eles ainda com borbulhas e aterrorizados — amontoavam-se no fim da mesa como se estivessem à espera da execução.
E depois havia ele.
O engraçado. O gajo das batatas fritas. O motor do caos. Aquele que fazia todos rir e que ninguém olhava duas vezes.
Ele estava tão cansado desta merda de ser o engraçado.
Ele viu-a do outro lado da água.
Ela estava ao bar, com uma mão apoiada no mármore e o corpo inclinado num ângulo que fez o seu cérebro entrar em curto-circuito. O vestido era de um vermelho sangue escuro, justo como uma segunda pele, seda que se agarrava a ela como se tivesse um rancor pessoal contra ele. Pele bronzeada que brilhava sob os lustres como âmbar derretido. Cabelo apanhado num rabo-de-cavalo alto e elegante, liso e brilhante, daquele que exige horas numa cadeira de cabeleireiro e custa mais do que a mota dele. Maçãs do rosto com um toque de brilho rosado. Olhos como dois cálices escuros de âmbar e chocolate. Lábios pintados do mesmo vermelho que o vestido.
O rabo dela era uma experiência religiosa.
Não sejas desrespeitoso, disse ele a si próprio. Ela é uma pessoa. Uma mulher. Não um...
Ela virou-se ligeiramente, a seda moveu-se, e o seu monólogo interno morreu ali mesmo.
O seu cérebro serviu-lhe uma imagem sem autorização: ela naquele bar de mármore, a seda vermelha amontoada na cintura, as mãos dele naquelas ancas, a cabeça dela inclinada para trás. O som que ela faria quando ele...
Pára.
Ele estava solteiro há demasiado tempo. Era só isso. Um homem só consegue atirar batatas fritas a tantas pessoas antes que a solidão comece a manifestar-se em fantasias de atentado ao pudor.
"Ó gajo." A voz de Hound cortou o nevoeiro. "Estás a babar-te."
"Não estou a olhar."
"Estás a babar-te."
"Eu não..." Sydney limpou a boca. Foda-se. "Okay. Estou a olhar."
"Ela está fora do teu campeonato", disse Raze sem desviar os olhos da bebida.
"Todas estão fora do meu campeonato. Isso nunca me impediu."
"Olha", disse Hound, gesticulando com o seu palito de pão. "Ela tem um anel no dedo."
Os olhos de Sydney caíram para a mão esquerda dela. O diamante era enorme — pelo menos três quilates, corte princesa, numa banda de platina que gritava dinheiro. O estômago dele deu um nó.
"Foda-se."
"Foda-se", concordou Hound.
"Foda-se, foda-se."
"Três 'foda-se'. Isso é sério."
Sydney desviou o olhar com esforço. Custou-lhe fisicamente. Parecia que estava a deixar um membro para trás. Virou-se para a mesa, agarrou no seu uísque e virou-o de um gole.
"Esquece", disse ele. "Ela está comprometida. Fim da história."
Scarlett observava-o com aqueles olhos cinzentos astutos. "Estás bem?"
"Estou bem."
"Não estás nada bem."
"Estou quase bem. Já chega."
Ela não insistiu. Era esse o segredo de Scarlett — ela sabia quando insistir e quando deixar a ferida respirar. Apertou o braço dele e voltou-se para Axle.
Sydney aguentou doze minutos até a procurar novamente.
Ela tinha ido embora.
Não só do bar — de todo o estabelecimento. A carteira tinha desaparecido, o copo de vinho estava vazio e o banco já estava ocupado por um gajo de blazer. Ela tinha desaparecido como fumo.
Ele pediu licença. "Preciso de ar."
"Não faças nenhuma estupidez", disse Grimm.
"Vou literalmente respirar oxigénio."
"Foi o que disseste antes de tentares lutar com aquele segurança."
"Aquele segurança era um idiota."
"Ele tinha duzentos quilos."
"Ele era um idiota e tinha duzentos quilos. Eu contenho multidões."
Sydney atravessou o restaurante, passou pelas gôndolas, pelo quarteto de cordas e pelos empregados com os seus remos. Ele não sabia para onde ia até chegar ao seu destino — o telhado. As escadas estavam escondidas atrás de uma fita de veludo, mas ele já tinha estado em eventos suficientes de Tara para conhecer o layout. Entrada de serviço. Saída de emergência. Acesso ao telhado.
Ele precisava de silêncio. Até o príncipe do caos precisava do seu tempo a sós. E o seu peito estava cheio de uma mulher que acabara de lhe escapar por entre os dedos como água.
Ele empurrou a porta do telhado e o coração parou.
Ela estava lá.
Parada no limite, de frente para o horizonte. A palma da mão estava espalmada contra a parede de pedra, o rabo-de-cavalo a chicotear com o vento. A cidade brilhava lá em baixo, um tapete de diamantes e néon, mas ela não estava a olhar para isso. Não estava a olhar para nada.
Ela virou-se.
Marcas de lágrimas brilhavam nas suas bochechas, cortando o iluminador. Os olhos dela encontraram os dele — embaraço, medo e algo mais. Algo que tremeluziu e permaneceu.
"Desculpa", disse Sydney, já a recuar para a porta. "Não queria incomodar. Posso ir-me embora."
"Não." A voz dela era baixa, um pouco rouca. "Está... está bem. Isto não é propriedade privada."
Ele parou. O coração batia com tanta força que ele sentia-o nos dentes.
"Tens a certeza? Posso dar-te espaço. Sou bom a ir-me embora. É uma das minhas cinco melhores capacidades, logo a seguir a atirar batatas fritas às pessoas e a tomar más decisões."
Um som escapou-lhe — pequeno, assustado, uma surpresa que saiu do peito dela. Os ombros dela relaxaram. "Atirar batatas fritas?"
"Uma longa história. Envolve um segurança em Reno."
"Isso... não esclarece nada."
"É esse o objetivo." Ele tirou os cigarros e ofereceu-lhe um. Ela abanou a cabeça. Ele acendeu o seu, soprando o fumo para o ar da noite. "Eu sou o Sydney. Syd. Chama-me o que quiseres. A maioria das pessoas chama-me idiota."
“Você é?” Ela o observava agora, observava de verdade, e parecia estar sendo prensada contra a parede. “Um babaca?”
“Depende de quem pergunta.” Ele deu outra tragada. “Você está bem?”
Ela se virou de volta para o horizonte. O vento atingiu seu cabelo e ela estremeceu. “Eu... acho que sim.”
“Isso não é um sim.”
“Também não é um não.” Ela fez uma pausa, franzindo a testa. “O que exatamente você é? Devo me preocupar?”
Ele riu. “Na verdade, não. Embora eu seja preocupante. No geral. Como conceito. Só... não para você. Não esta noite.”
Ela o encarou por um longo momento. Algo se rompeu em seu rosto — uma decisão, uma rendição, uma porta se abrindo. “Eu estava... pensando no meu falecido marido. Ele morreu há sete anos.”
Sydney não interrompeu. Ele apenas ficou ali, fumando, deixando o silêncio trabalhar.
“Ele foi o amor da minha vida. Nós éramos...” Ela parou, engoliu em seco. “Eu estava grávida quando ele morreu. Dei à luz quatro meses depois. Tenho um filho. Ele tem sete anos agora. Praticamente um homenzinho.”
“Sinto muito”, disse Sydney, e ele foi sincero.
“O melhor amigo dele foi um porto seguro. Ele esteve presente em tudo. O máximo que pôde. E agora...” Ela olhou para a própria mão, para o diamante brilhando em seu dedo. “Estamos noivos. Ele é meu noivo.”
A palavra atingiu o peito de Sydney como um soco.
O melhor amigo do falecido marido dela. Um homem que tomou o lugar. Fez o papel de herói. Posicionou-se exatamente onde o dinheiro, a viúva e a criança estavam à espera.
O maxilar de Sydney tensionou. Ele manteve a voz nivelada. “Mas?”
“Mas... parece que falta alguma coisa. Como se eu estivesse me contentando com a segurança porque não sei como pedir pelo que quero. E eu quero dar estabilidade ao meu filho. Quero que ele tenha um pai. Mas eu...” Ela parou, a garganta travando. “Meu Deus, desculpe. Estou desabafando. Você veio aqui para ter um pouco de paz e estou despejando toda a minha bagagem emocional em cima de você.”
“Está tudo bem”, disse Sydney. “Eu não me incomodo com garotas bonitas.”
Uma risada verdadeira escapou dela — alta, desinibida, como uma porta escancarada. “Meu Deus, você me lembra meu ex. Ele costumava dizer coisas bregas assim.”
“Seu noivo não diz?”
“Meu noivo é... um tipo diferente de homem. Polido. Adepto. ponderado.”
“E o sexo?”
Sua cabeça girou em direção a ele. “Você é muito direto.”
Ele gesticulou para si mesmo — o colete de couro, as tatuagens, a covinha na bochecha. “Olhe para mim. Eu pareço diplomático?”
A risada veio novamente, e desta vez ela permaneceu em seu rosto, suavizando as linhas de tristeza ao redor de sua boca. “O sexo é... básico.”
“E isso não é algo que você gosta?”
“Não é que eu não goste. É só que...” Ela hesitou. “Meu ex e eu... era...”
“Explosivo?”
“É.” A palavra saiu em um suspiro. “Explosivo.”
“Então você precisa falar com ele. Sexo ruim é um motivo para terminar qualquer relacionamento.”
“Eu não posso”, ela disse. “Tentei uma vez. As coisas ficaram... estranhas.”
“Isso não faz sentido. Você vai se casar com ele. Você precisa ter conversas assim. Ele não é um garotinho — provavelmente assiste pornô no celular. Ele sabe o que são fetiches.”
Ela ergueu uma sobrancelha. “Como você sabe que eu não tenho fetiches?”
Sydney virou-se para ela. Seus olhos brilhavam. Seu sorriso foi lento. “Eu não sei. E isso é meio atraente.”
Um sorriso puxou o canto da boca dela. “Você é sempre assim?”
“Charmoso? Sim. Inapropriadamente honesto? Também. É um pacote completo. Eu venho com uma covinha e zero filtro.” Ele deu de ombros. “Vá falar com o seu homem. Você tem o direito. Experimente coisas novas. Cordas e essas porras. Conheço casais que são perdidamente apaixonados e que dão palmadas um no outro diariamente.”
Ela balançava a cabeça, ainda sorrindo, mas seus olhos estavam diferentes agora. Menos vazios. Mais vivos. As lágrimas tinham secado em suas bochechas, deixando rastros tênues através do iluminador.
“Você me lembra ele”, ela disse baixinho. “Meu ex. Ele era assim. Charmoso e inapropriado e... ele me fazia rir. O tempo todo.”
“Ele era um homem de sorte.” A voz de Sydney ficou mais suave. “Sinto muito que ele tenha partido.”
Ela olhou para as estrelas. A cidade fervilhava abaixo deles. “Não parece que se passaram sete anos. Parece que foi ontem.”
“Você merece ser feliz. Ele quer que você seja feliz. Ele provavelmente está lá em cima agora, olhando para baixo, puto porque você está chorando em um telhado com um estranho em vez de conseguir o que precisa.”
“Como você sabe?”
“Porque era isso que eu gostaria. Se fosse eu. Se eu tivesse que deixar alguém como você para trás.” Ele deu uma tragada no cigarro. “Quer ouvir umas piadas sujas? Para se distrair?”
“Elas são terríveis?”
“Ofensivamente. Não sou doador de órgãos, mas ficaria feliz em lhe dar meu coração. E alguns outros órgãos.”
Ela caiu na risada — uma risada cheia, desinibida, o som ecoando na pedra. “Você é horrível.”
“Horrível e charmoso. É a minha marca.”
Eles ficaram ali, o riso desaparecendo com o vento, e o silêncio que se seguiu foi diferente. Mais denso. Carregado com algo que nenhum deles nomeou.
“Eu vi você lá embaixo”, disse Sydney. “No restaurante. Você estava parada no bar.”
Ela ficou estática. “É?”
“É. Você estava usando esse vestido. E eu estava encarando tanto que minha família me mandou parar de ser um babaca e apontou o anel no seu dedo.”
Ela olhou para a própria mão. O diamante brilhava. “O que você teria feito? Se eu não estivesse com o anel?”
“Eu teria flertado de forma inapropriada com você. Teria te convidado para sair. Planejado um encontro completo. Feito você rir.” Ele deu um passo à frente. “Depois planejado outro encontro. Te levado na minha moto. Tentado segurar sua mão.”
“Só isso?” Ela sorria agora. As lágrimas tinham sumido. A dor ainda estava lá — ele conseguia ver, escondida atrás de seus olhos —, mas algo mais ardia ao lado dela.
Ele encontrou o olhar dela. “Você é noiva. Não quero cruzar limites.”
O silêncio se estendeu. Uma conversa inteira passou entre eles sem uma única palavra.
Então ela esticou a mão. Tirou o anel do dedo. Colocou-o na bolsa.
“Desculpe”, disse ela. “Parece pesado demais esta noite.”
A boca dele secou. Seus olhos caíram para o dedo dela, agora nu — a marca tênue onde a platina estivera, a pele exposta, a ausência da posse de outro homem. A mão dele fechou-se com força ao lado do corpo.
“Não estou te julgando”, ele conseguiu dizer.
Ele cobriu a mão dela com a sua. Palma com palma. A pele dela estava quente, macia, tremendo levemente. Ela não se afastou. Não pediu que ele parasse. Ela apenas olhou para cima, para ele, com aqueles olhos escuros enormes, e o mundo ficou em silêncio.
Ela o beijou primeiro.
Foi quase imperceptível — uma inclinação do queixo, um entreabrir de lábios, uma pergunta feita sem palavras. Ele respondeu.
Sua boca reivindicou a dela. Ela ficou rígida por meio segundo — e então se derreteu. Seus lábios se abriram. O corpo dela pressionou contra o dele, a seda vermelha espremida contra seu colete de couro. Ela se encaixou nele como se tivesse sido feita para isso. A mão dele subiu para segurar o maxilar dela, inclinando sua cabeça, aprofundando o beijo. Os dedos dela se agarraram ao couro do colete dele.
Ele assumiu o controle. A respiração dela falhou. Ele engoliu o som. Seus lábios percorreram o maxilar dela até o pescoço, provando o sal das lágrimas e algo mais doce por baixo. Gardênia. Âmbar. Dinheiro. Ela. Ela estremeceu contra ele, e ele sentiu isso em todos os lugares.
A mão dele desceu para a lombar dela, pressionando-a mais contra si. Os seios dela foram esmagados contra seu peito. A curva do quadril dela se encaixou em sua palma como se tivesse sido desenhada para ele. Ela fez um som — algo pequeno e desesperado — e ele quase perdeu a cabeça ali mesmo no telhado.
“Syd...” A voz dela estava rouca. “Não deveríamos.”
“Não.” Ele se afastou, respirando com dificuldade. “Não deveríamos.”
A separação pareceu como se membros estivessem se partindo. Ele estava ereto — dolorosa e obviamente ereto — e virou-se para a porta antes que ela pudesse ver o que tinha feito com ele. O jeans não mentia, e ele já era o babaca que beijava mulheres chorosas em telhados. Não precisava adicionar atentado ao pudor às acusações.
“Se eu te vir de novo”, disse ele, com a voz áspera, “eu vou atrás de você. Sem anel. Sem noivo. Sem desculpas.”
Ele beijou a testa dela — gentil, reverente, o oposto do calor que ainda crepitava entre eles — e foi embora.
Ela ficou ali no telhado, os dedos pressionados contra os lábios, o anel na bolsa, o coração disparado.
Ele nunca perguntou o nome dela.









Aw Sydney you may meet with her again and find out her name and you might be shouting it when you.................................. arrive lol. Seriously though I felt sorry for him feeling the need to do the right thing and walk away, even though that’s not what he wanted to do. He’s lonely and needs a permanent woman like some of his brothers have. She will need to be a strong woman to be able to deal with him. He will fight hard, love hard and f**k even harder 😜
wow... strong start 😉
Hot.