O Teorema Hayes

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

O TEOREMA HAYES F LiRoss Grace Hart tinha um plano simples. Entrar na melhor universidade do país. Concluir sua pesquisa. Construir a carreira dos seus sonhos. E, acima de tudo, evitar distrações. Principalmente as que têm quase dois metros de altura, um sorriso perigosamente bonito e uma irritante capacidade de aparecer onde não deveriam. Ethan Hayes tinha a vida exatamente como gostava. Capitão do time de hóquei. Popular. Confiante. E acostumado a conseguir praticamente tudo o que queria. Até conhecer uma garota que não fazia ideia de quem ele era. Uma garota brilhante, teimosa e extraordinariamente difícil de impressionar. Entre experimentos, rivalidades, amigos excessivamente intrometidos, jornalistas misteriosas e uma quantidade alarmante de caos, Grace e Ethan descobrirão que algumas teorias simplesmente não sobrevivem quando colocadas à prova. E que, às vezes, a variável mais improvável é justamente aquela capaz de mudar toda a equação. Grace Hart tinha uma teoria sobre o amor. E Ethan Hayes estava determinado a provar que ela estava errada.

Gênero
Romance
Autor
FLiRoss
Status
Complete
Capítulos
33
Classificação
4.3 (3 avaliações)
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

PRÓLOGO

Grace

Minha mãe costumava dizer que eu era brilhante demais para o meu próprio bem.

Durante muitos anos, eu achei que aquilo fosse um elogio.

Demorei um pouco para descobrir que o mundo nem sempre gosta de pessoas que brilham demais.

Aprendi cedo que crianças também podem ser cruéis. Enquanto outras meninas falavam sobre maquiagem, festas e cantores da moda, eu passava horas lendo sobre estrelas, planetas e discutindo respostas de provas com os professores.

Eu era inteligente demais.

Falava demais.

Sabia demais.

E, aparentemente, isso era um problema.

Então eu aprendi.

Aprendi a levantar menos a mão, a esconder partes de mim, a sorrir menos e, principalmente, a me fechar.

Porque, se ninguém se aproximasse, ninguém poderia machucar.

Mas existia uma exceção.

Meu melhor amigo.

Nossas famílias eram próximas desde antes de nós nascermos.

Mas nossas vidas eram muito diferentes.

Minha mãe trabalhava duro por tudo o que tínhamos.

Meu pai sumiu logo depois que eu nasci. Nunca soube nada dele.

Mamãe fazia questão de agir como se ele nunca tivesse existido em nossas vidas.

Eu sei bem que, em partes, era para não me fazer sentir a falta dele.

E deu certo, porque, além de uma mãe maravilhosa, eu tinha o tio Frank e a Annie.

Juntos, os três me ensinaram que a vida nos entregaria tudo o que lutássemos para conquistar.

E foi assim que eu nunca desisti.

Conquistei bolsas de estudo. Vivia na biblioteca, estudando o máximo que podia.

Estagiei em alguns laboratórios.

Quando fiquei adolescente, comecei a trabalhar dando aulas extras e assim conquistei uma boa quantia em reserva, já que minha mãe não me deixava gastar um centavo do meu dinheiro em casa.

Ela dizia que, já que ela não podia fazer isso por mim, que aquela fosse minha reserva para a faculdade.

E foi assim que eu fiz.

Já a família dele pertencia a um mundo de dinheiro e influência. Um mundo que nunca me tratou como se eu não pertencesse.

Nem ele.

Enquanto outras crianças riam de mim, ele brigava por mim.

Enquanto me chamavam de estranha, ele agia como se eu fosse a pessoa mais normal do planeta. Ou, pelo menos, a forma de loucura com a qual ele já tinha se acostumado.

As pessoas criavam suas próprias teorias.

Diziam que eu só andava com ele por causa da família dele. Como se amizade fosse uma transação.

Mas nós nunca enxergamos as coisas daquela forma.

Nós nos escolhemos.

Repetidamente.

Primeiro como amigos.

Depois, quando a adolescência e os hormônios fizeram seu trabalho, como namorados.

Ele foi meu primeiro beijo.

Meu primeiro namorado.

A pessoa que me levou ao baile de formatura.

A pessoa que conheceu todas as minhas inseguranças.

A pessoa com quem compartilhei todas as minhas primeiras vezes.

E, por muito tempo, achei que aquilo era amor. Porque era tudo o que eu conhecia.

Mas nós crescemos.

E, junto com o crescimento, veio uma verdade que demoramos anos para aceitar.

Nós éramos muito diferentes e estávamos chegando à fase em que deveríamos começar a trilhar nossos caminhos na vida adulta.

E foi assim que tomei uma decisão dolorosa, mas necessária. Fui seguir meu sonho de me formar na melhor universidade do país. E deixei para trás minha casa, minha cidade e meu melhor amigo.

O único que tinha conseguido me amar mesmo eu sendo quem eu era.

E foi justamente por tudo isso que, ao chegar à universidade, eu acreditava em uma mentira perigosa.

A de que ninguém completamente novo poderia me conhecer de verdade e, mesmo assim, decidir ficar.

Por isso eu tinha apenas um objetivo. Estudar. Nada de distrações. Nada de romances. E, principalmente, nada de complicações.

Ethan

Meu pai acreditava em três coisas. Disciplina, resultados e sucessão.

Desde criança, todos ao meu redor pareciam saber exatamente qual seria o meu futuro.

Eu seria o herdeiro das Empresas Hayes.

Uma vida inteira planejada. Exceto que ninguém parecia interessado em saber se era aquilo que eu queria.

E a resposta era não.

Eu não queria vestir ternos engomadinhos como meu pai. Não queria ser conhecido apenas como filho de Richard Hayes.

Queria ser Ethan.

Só o Ethan.

Mesmo sem saber exatamente o que isso significava.

Foi o hóquei que me salvou.

No gelo, ninguém se importava com sobrenomes. Importava quem permanecia em pé, quem aguentava as pancadas, quem liderava.

Antes que eu percebesse, eu havia me tornado capitão do time.

Popular e respeitado.

E, segundo praticamente todo mundo, perigosamente bonito.

A última parte nunca tinha sido ideia minha.

Mas seria mentira dizer que eu não tinha aprendido a tirar proveito disso.

Os relacionamentos eram simples.

As mulheres eram simples.

As despedidas mais simples ainda.

E talvez esse fosse exatamente o problema.

Porque, por mais divertida que aquela vida parecesse, alguma coisa estava faltando.

Eu só ainda não sabia o quê.

Então, naquele primeiro dia, entrei na faculdade e fui à secretaria resolver um problema idiota relacionado ao time. E a vi.

Uma garota parada diante do balcão.

Cabelos presos às pressas. Uma mochila pesada. Óculos escorregando pelo nariz. Braços carregados com livros demais.

Bonita.

Mas não era isso.

Era a expressão.

Concentrada. Irritada.

Como se o mundo inteiro estivesse atrapalhando alguma coisa mais importante.

Por um instante, eu parei.

E naquele mesmo momento, ela levantou os olhos.

Nossos olhares se encontraram. Por apenas um segundo. Então, ela voltou a discutir com a secretária sobre algum erro na grade curricular.

E eu segui para a minha vida.

Ou tentei.

Mas naquele momento, eu já sabia que não poderia deixar que aquele encontro de poucos segundos fosse o único que tivéssemos.

Eu precisava descobrir quem era aquela garota de olhos castanhos e cabelos negros que, de alguma forma, parecia ter se instalado na minha mente.

Deixe FLiRoss saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

0

Amo isso

Engraçado

0

Engraçado

Picante

0

Picante

De Suspense

0

De Suspense

Emocional

0

Emocional

Profundo

0

Profundo

Tocante

0

Tocante

Chocante

0

Chocante

Boa Escrita

0

Boa Escrita

Enredo Envolvente

0

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

0

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

0

Diálogo Forte