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Resumo

Problemas com garotos? Ligue para Laney Scott. Ela é ótima para dar conselhos, oferecer um ombro amigo ou te dar aquele empurrãozinho quando você precisa. Quando sua colega de quarto, Bethany, tem o coração partido mais uma vez, é Laney quem entra em ação para salvar o dia. Mas Laney guarda um segredo: ela também está cuidando do seu próprio coração partido. Ela e suas amigas criam um plano para destruir Aiden e o colocam em prática. Laney quer que Aiden pague pelo que fez a Bethany. Ela fará com que ele se apaixone por ela, apenas para poder partir o coração dele. O ex-namorado de Laney, Lachlan Hems, está de volta à Flórida, ainda australiano e irresistível como nunca. Seu melhor amigo, Lucas, vai se casar, e ele está na cidade para a cerimônia. Ele não esperava que Laney estivesse lá... nos braços de outro cara, nem que vê-la novamente teria um efeito tão grande sobre ele. Depois do incidente no ensino médio, ele jurou nunca mais se importar com ela. Mas, às vezes, o destino tem outros planos. Quando a determinação de Laney desmorona, Lachlan é o único capaz de juntar seus pedaços novamente.

Status
Completo
Capítulos
28
Classificação
4.5 (2 avaliações)
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

NOTA DA AUTORA: Esta é uma das minhas outras histórias antigas. Eu escrevi faz MUITO tempo, tipo 2013. :p

Laney

Café frio.

Existe algo pior? Olho para a minha caneca de coruja, e o líquido marrom e frio parece zombar de mim. O fio está jogado no balcão ao lado da cafeteira, fora da tomada. Em vez disso, a chapinha da Heather — minha colega de quarto obcecada pela aparência — é que está ligada. Qual é o sentido de ter uma cafeteira programável se ela é tirada da tomada toda manhã antes que você possa usá-la? Aperto os dentes e sopro a franja para fora da testa.

Arranco o fio da tomada e jogo a chapinha na cama dela. Tomara que ela entenda o recado. Em vez de jogar o café na pia, eu tomo assim mesmo. O inferno congelará antes que eu passe uma manhã sem meu café. E se o inferno congelasse, provavelmente ainda estaria mais quente que esse meu café agora. Pego minha mochila, prendo meu cabelo loiro em um coque bagunçado, ajeito meus óculos de aro grosso e saio do nosso dormitório.

Tranco a porta e sigo para a aula, com o perfume das pessoas invadindo meu nariz. Algumas garotas de toalha correm pelo corredor, gritando. Como um relógio, um cara alto e musculoso vem logo atrás, com aquele sorriso de quem está pronto para o que der e vier. A faculdade é, definitivamente, o sonho de todo homem. Especialmente em um dormitório misto. Ele vai encostar uma delas na porta do quarto hoje à noite. São todas tão previsíveis.

Não me leve a mal, não tem nada de errado em sair com alguém. Mas fazer isso com inteligência é outra história. As garotas não são nada espertas quando o assunto é namoro. Os três Cs que os caras não suportam são: carência, choro e desastre. Eu sei que é impossível andar como uma modelo de passarela vinte e quatro horas por dia. E todas nós sabemos que garotas tendem a chorar, especialmente naquela época do mês. Mas tudo faz parte do jogo. Você precisa jogar direito para conseguir um bom partido. É muito fácil fisgar um, contanto que você mantenha o foco — e não estou falando do abdômen dele.

Já estou quase saindo do corredor quando ouço meu nome. Giro nos calcanhares. Heather está franzindo a testa na porta da sala de convivência. Seu longo cabelo preto está perfeitamente liso. Espero que ela ganhe uma medalha pelo cabelo hoje, porque esse seria o único motivo para eu perdoá-la por ter tirado minha cafeteira da tomada.

Ela faz um biquinho com os lábios pintados de rosa e me chama com o dedo. “Ela está chorando de novo.”

Droga. Nem preciso perguntar. Sei que é a Bethany e sei por que ela está chorando. É a mesma coisa toda semana. Suspiro e entro na sala. Algumas garotas a cercam, dando tapinhas em suas costas e tentando acalmá-la. Não vai funcionar, porque semana que vem ela estará na mesma situação. Ela olha para cima através de seus cílios longos e nariz fino. Seu cabelo loiro-morango está bagunçado e cai solto sobre os seios. “Eu só... eu não sei o que estou fazendo de errado. É como se, toda vez que ele me vê chegando, ele vai para o lado oposto. O que eu faço...” ela para, soluçando.

Estou pensando em um milhão de formas de escapar quando Heather bate palmas bem alto. “Já sei. Laney, por que você não ajuda ela? Você me ajudou com o Todd. Você fez ele me chamar para sair em dois dias. Você pode ajudar a Bethany.”

Ah, que tortura.

Não sei se aguentaria dois minutos sozinha em uma sala com ela. Dou um sorrisinho falso e dou de ombros. Ela parece o gato do Shrek, com aqueles olhos arregalados e o lábio inferior tremendo. Se eu disser não, vou parecer uma bruaca. “Quem é o cara dessa vez...” eu me interrompo.

Ela enxuga o nariz e tenta ajeitar o cabelo. Quero dizer que isso não vai adiantar, que ela precisa de uma escova, mas fico de boca fechada.

“Aiden Sims.”

E os céus se abriram para revelar o espécime masculino mais gostoso da Universidade de Jacksonville. Bom, é isso que ele acha, pelo menos. Aiden é o playboy da nossa pequena universidade e usa sua aparência de modelo a seu favor. Resmungo baixinho e puxo a alça da minha bolsa para que não caia.

“Você já transou com ele?”

Algumas das garotas em volta soltam um suspiro de choque. Ah, superem isso. Bethany balança a cabeça. “Não, nós não transamos.”

“Ótimo. Isso significa que você ainda tem uma chance de fisgá-lo.”

“Espera”, diz uma garota ruiva no canto da sala. “Você está me dizendo que, se a gente já deu para o cara e ele não assumiu, estamos ferradas?”

Assinto. “Basicamente. Você nunca ouviu aquele ditado sobre comprar a vaca quando se tem leite de graça?”

A ruiva zomba. “Como você sabe tanto sobre isso e quem te fez a rainha da cocada preta?”

Ui. Alguém deve estar há muito tempo sem sexo. Heather levanta o dedo indicador e gira o pescoço; é assim que sei que ela vai detonar alguém. “Ela sabe exatamente o que fazer quando o assunto é conseguir caras. Estou com o Todd há cinco meses.”

A ruiva balança a cabeça. “Mas então por que você não tem um namorado, Laney?”

Uma dor aguda e forte começa a surgir no fundo do meu estômago. Meus olhos ficam estranhos e meu coração bate pesado no peito. Não vou pensar nele. Não, eu me recuso. “Ninguém me interessou ainda.” O que é quase verdade; ninguém nesta faculdade valeu meu tempo. Mas esse não é o verdadeiro motivo. A ruiva pega seu café e sai rebolando da sala. Por favor, me traz de volta aquele café!

Uma morena alta sentada no canto limpa a garganta e se debruça sobre a cadeira gasta do saguão. “O que mais? Digo... tem algum outro conselho?”

Todas se viram para olhar para mim. Eu deveria cobrar por isso. Dou de ombros. “Você não pode demonstrar que está interessada demais. Nada de esperar pelo texto dele. Ele é quem precisa esperar pelo seu.” Dou um gole no meu café frio. “Não se atirem para cima dele. Não tirem cinquenta milhões de fotos no segundo encontro. Façam ele batalhar por isso.”

A maioria das garotas balança a cabeça lentamente, esperando por mais conselhos. Olho para o relógio na parede. Vou me atrasar muito.

“Laney”, Bethany pergunta, chamando minha atenção de volta para ela. “Você pode me ajudar? Não sei qual passo dar. Por favor.”

Posso ajudar ou vou ajudar? Não é como se meu pequeno emprego no centro de escrita tomasse tanto tempo assim. Tenho horas livres. É exatamente por isso que minha lista de leitura no Kindle é quilométrica. Puxo meu rabo de cavalo e dou um olhar de derrota para Heather. “Tá bom, eu ajudo. Quer me encontrar hoje à noite? Vamos definir nossa estratégia.”

Bethany sorri. Acho que é o primeiro sorriso que vejo no rosto dela desde que se mudou no semestre passado. “Bem, eu tenho planos de sair hoje à noite. O Aiden vai estar lá, quer ir?”

Ah, não. Não gosto da direção que isso está tomando. Não sou muito de festas. Tenho vinte e dois anos e não estou nem aí para encher a cara. Faço isso às vezes, mas só para comemorar ou quando estou muito entediada. “Onde vocês vão se encontrar?”

Bethany se levanta, ajeitando os seios na blusa. Não é à toa que os caras correm atrás dela, e não é à toa que eles vão embora. Ela não deixa nada para a imaginação. “No Loft, na King Street.” Ela coloca as mãos nos quadris finos. “Você vai? Eu queria começar agora mesmo.”

Os borrões pretos de rímel escorrendo pelo rosto dela me deixam triste. Ela está realmente desesperada. Chorar na sala de convivência do terceiro andar não é o problema que ela precisa resolver, e não posso culpá-la. Todas as garotas em volta dela agora a aconselhariam a fazer a coisa mais errada possível.

Suspiro alto. É só uma noite. “Tá bom, te encontro lá às nove.”

***

Desde que fui puxada para a sala de convivência esta manhã, estou dez minutos atrasada para a aula, algo que nunca acontece. Caminho até meu lugar, ciente de que a turma inteira me olha como se eu estivesse com um saco de papel na cabeça e acenando com uma arma.

“Srta. Scott, por favor, me diga que existe um motivo excelente para você ter perdido os primeiros dez minutos da minha aula.” Quando os estudantes dizem que professores de faculdade não dão bronca como no ensino médio, eles são uns mentirosos de primeira. Meus professores vivem para constranger os alunos. Acho que é só o que eles têm para se divertir na velhice. E o Dr. Phillips é o pior. Definitivamente, não é o tipo de professor que eu imaginei quando me inscrevi em Escrita Criativa. Adoro escrever contos, mas se eu tiver que lê-los para a turma inteira, acho que não gosto mais de escrevê-los.

“Teve um incêndio enorme no meu dormitório, todo mundo estava correndo na rua de roupa íntima, gritando.” Jogo minha mochila no meu lugar de sempre. Alguns colegas riem baixo.

Dr. Phillips me dá um sorriso forçado. “Não seja engraçadinha, Laney. Sente-se e abra na página seiscentos e oitenta e seis.”

Folheio o livro até chegar a um dos poemas de Edgar Allan Poe. Ótimo, agora tenho que ouvir esse chorão deprimente. Juro, o Dr. Phillips vive para colocar os alunos para baixo.

“Não esquenta, pelo menos você perdeu os primeiros dez minutos da sessão de tortura”, diz Jacks.

Dou risada e me viro, entregando a ele um dos Pop-Tarts que estava no fundo da minha bolsa. O dormitório do Jacks é bem ao lado do meu. Ele foi o único motivo de eu ter sobrevivido à primeira semana de aula. Embora seja bonito, alto, loiro e tenha grandes olhos castanhos, ele não age como um garoto de quinze anos cheio de hormônios. Talvez tenha algo a ver com ser mais velho e estar no último ano.

“Valeu, amiga. Eu morreria de fome sem você.” Ele dá uma mordida enorme e metade do Pop-Tart já era.

Dou de ombros e me viro na cadeira, sussurrando: “Ouvi dizer que sou essencial na vida dos outros.”

Jacks ri e dá um tapinha no meu ombro. Olho para trás. Ele segura um pedaço de papel com um desenho de um cara parecido com um Ogro que, suponho, seja o Dr. Phillips. Ele tem um bigode enorme e óculos fundo de garrafa. Sem falar em uma ereção gigante. Okay, talvez ele não aja de forma tão madura assim.

Não consigo me segurar; rio. Alto. Dou um fungado, e isso faz Jacks rir também. Logo, vejo uma sombra cair sobre minha mesa. Olho para trás, tentando o meu melhor para fazer aquela cara de inocente. Não funciona.

Dr. Phillips está nos encarando com desprezo. Ele estica o braço e arranca o papel da mão do Jacks. “Hmph.” Ele rasga o papel em pedaços e cruza os braços. Tenho certeza de que ele está tramando algum plano diabólico para tornar nossas vidas um inferno. “Quero ver vocês dois depois da aula.”

Estreito os olhos e mostro o dedo do meio para o Jacks por cima do ombro. Ouço ele rir e sinto um tapa forte no meu ombro.

A aula passa tão devagar como sempre, e sei que ouvi alguém roncando na última fileira. Quando todos começam a se levantar, penso em me esconder atrás do cara alto que senta no fundo e sair despercebida. Não funciona. Os olhinhos brilhantes do Dr. Phillips observam Jacks e eu atentamente.

“Não se preocupa, Laney. Eu resolvo isso”, diz Jacks, segurando meu cotovelo e me guiando até a mesa do Dr. Phillips.

Paramos na frente da mesa, olhando para baixo. Me sinto de volta ao segundo ano, quando chamei uma menina da classe de chorona e entrei em apuros.

“Srta. Scott e Sr. Tate. Não aprecio a falta de respeito de vocês com a minha aula e comigo. Então, o que fazer com vocês dois? Eu poderia deixar passar... Mas acho que não vou.”

Claro que não.

Jacks belisca meu lado, e eu mordo o lábio para não rir.

“Eu sou voluntário no Concurso de Culinária na ACM todo ano. Vai acontecer em breve. Se vocês dois aparecerem para ajudar, vou relevar essa grosseria. Então poderemos seguir com nossas vidas.”

Concurso de culinária? Que. Porra. É essa? Só porque o Dr. Phillips não tem vida, não significa que nós não temos. “Eu...”

“Nós estaremos lá. Quando é?”, pergunta Jacks.

Franzo o nariz e mordo a língua para não soltar um comentário debochado.

“Neste domingo, às sete. Depois, a rodada final será na próxima terça, às seis. Sugiro que apareçam e façam a parte de vocês. Não tolero porra de comportamento infantil na minha sala de aula.”

Claro, não tolera. Jacks faz uma saudação para o Dr. Phillips e me puxa para perto da porta. “Seu babaca”, digo, empurrando o ombro dele.

Jacks levanta as palmas das mãos em uma rendição falsa. “Desculpa. Ele ia fazer a gente perder uma prova ou algo assim. Você sabe como eles são. Não posso perder mais nenhuma prova; me formo no próximo semestre. E me recuso a ficar aqui mais tempo.”

Reviro os olhos. “Eu te odeio.”

Jacks passa o braço pelos meus ombros e me puxa para perto. “Até parece.”

Deixe Author Brittany Carter saber o que você pensou sobre este capítulo!

Christie Vega
Christie Vega

I kinda wish Jack was the love interest lol they seem fun.

4 meses
2

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