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No Limite do Desejo (Coleção Completa)

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Este é o primeiro livro da série de contos eróticos Shelby & Tommy. Esta é a 2ª edição da história, que foi revisada, aprimorada e expandida. Adicionamos mais intensidade, consistência e emoção para melhorar o fluxo narrativo e os elementos eróticos da obra. Esperamos que você aproveite os resultados de todas as melhorias feitas no manuscrito original. No Limite do Desejo leva você para a emocionante vida de uma jovem empresária que precisa encontrar o equilíbrio entre o estresse da empresa que ela mesma criou e a vida amorosa que negligenciou em busca de suas ambições. Shelby está pronta para um novo capítulo após todo o trabalho duro e agora quer continuar se destacando no jogo do sucesso, enquanto procura aquele homem capaz de virar seu mundo de cabeça para baixo. Ela o encontra: alto, moreno, bonito e um enigma de músculos. A questão é: será que esse relacionamento vai dar certo ou não passará de um desejo superficial?

Status
Completo
Capítulos
23
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: Prólogo

Publicado pela primeira vez na Grã-Bretanha em 2021 por Aiden Abbo, em 2024 e novamente em 2026 por Aiden Abbo.

O direito de Aiden Abbo ser identificado como o Autor da Obra foi reivindicado por eles de acordo com a Lei de Direitos Autorais, Desenhos e Patentes de 1998.

Todos os direitos reservados.

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, armazenada em um sistema de recuperação ou transmitida, de qualquer forma ou por qualquer meio, sem a permissão prévia por escrito do editor, nem ser circulada de qualquer outra forma de encadernação ou capa que não aquela em que foi publicada, e sem que uma condição semelhante seja imposta ao comprador subsequente.

Todos os personagens nesta publicação são fictícios e qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência.

AA

À Beira da Luxúria

Capítulo 1: Prólogo

Para algumas pessoas, o tempo parecia passar devagar em certas partes do país, mas Shelby sempre soube que era uma pessoa acelerada. Isso estava no seu sangue. Precisava estar ocupada, precisava se sentir engajada para saber que estava progredindo em direção aos seus objetivos de se tornar uma pessoa melhor e mais realizada. Alguns amigos brincavam que, quando chegasse a hora de ser enterrada a dois metros de profundidade, ela ressuscitaria só para conferir se o caixão estava no tamanho certo e se estavam cavando fundo o suficiente. Não era uma controladora, mas era minuciosa e gostava de garantir que as coisas fossem feitas do jeito certo. Precisava estar fazendo algo, senão sentia que estava perdendo, que os outros estavam ganhando vantagem. Esse era um dos pontos-chave para entender sua mentalidade, especialmente quando se tratava do negócio que construíra com a ajuda do pai.

As pessoas viviam no ritmo lento nessas regiões fora de Londres, em lugares como Clacton, onde ela estava hoje, visitando alguns parentes durante a temporada de festas. Já fazia um tempo que não os via, então estava se esforçando mais e dirigindo o VW pela A12. A mente de Shelby, porém, continuava em Chelmsford, pensando em Londres e nas reuniões que já tinha agendadas para o ano novo. As coisas sempre andavam rápido, e às vezes ela precisava pensar e agir ainda mais depressa para se manter competitiva em um mercado que queria vê-la comer merda e fracassar.

Shelby sabia que existiam cidades pequenas e vilarejos onde o ritmo de lesma era a norma, e os moradores preferiam assim. Entendia, racionalmente, que havia lugares onde as pessoas se contentavam com o jeito que as coisas eram, sem pressão para mudar nada ou alcançar algo grandioso. Conseguia até compreender a mentalidade de evitar o trabalho duro e fazer só o mínimo necessário para se virar. Era a vida fácil, e tinha seu próprio charme quando assistia a alguns programas de TV e se perguntava como seria viver sem se preocupar com mais nada além do que ia comer e com quem ia transar.

Entendia o apelo de uma vida mais simples, mas isso nunca a atraiu. Era parte do motivo pelo qual se mudara para Chelmsford, para estar no meio de uma energia mais vibrante. Era uma jovem de cabelos cacheados e pretos, que caíam até os ombros em uma juba espessa, que exigia uma escova firme e paciência todas as manhãs. Tinha olhos verdes profundos, que brilhavam com vida própria, um rosto em formato de coração e lábios carnudos e sensuais. Seu corpo era bonito, com seios fartos e nádegas redondas. Uma mulher deslumbrante, o que a tornava uma força a ser reconhecida nas salas de reunião, onde a maioria dos CEOs eram homens construindo seus impérios. Ainda não estavam acostumados a ver mulheres em posições de poder. Lugares onde as pessoas se contentavam em ir ao trabalho, fazer o mínimo para não serem demitidas e sair correndo no fim do expediente, sem pensar em começar algo novo ou ser sua própria chefe.

Viver de salário em salário era o que seus parentes faziam. Tio e Tia Redmond adoravam a vida simples: uma boa cerveja e um curry na frente da TV. Isso se refletia na casa deles, que, apesar de ser um sobrado bonito e geminado, tinha as calhas entupidas, lixo na entrada e janelas que não eram lavadas nem as molduras limpas havia anos. Nessas vidas, o foco era apenas sobreviver à semana da forma menos dolorosa possível e chegar ao fim de semana glorioso, quando iriam aos mesmos pubs ver as mesmas caras e se embebedar nos mesmos copos, com garrafas novas do mesmo destilado. Esses dois dias curtos consistiam em ficar bêbada o sábado inteiro e passar o domingo de ressaca. Era o tipo de vida em que uma porção de fish and chips da lojinha da esquina já era considerado um jantar de luxo, e a bebida que o acompanhava só podia ser cerveja ou cidra, sem discussão.

A fofoca do bairro era algo para se deliciar e observar pela janela, um tipo de drama e caos que rivalizava com o de East Enders. Uma mentalidade de mundo pequeno, onde não importava o que acontecia no resto do país, muito menos no resto do mundo.

Não era o tipo de vida que Shelby queria para si, embora respeitasse quem escolhia viver assim, como seu irmão, que ela achava que tinha perdido a cabeça não só por ter ficado por lá, mas também por ter aberto um negócio.

Shelby nasceu em Clacton, uma cidade litorânea com 53 mil habitantes, que não tinha muito a oferecer além do píer, da praia e talvez das conchinhas. A única época do ano em que o lugar ficava movimentado era no verão. Durante aqueles meses, a cidade era invadida nos fins de semana por ônibus lotados de turistas e gente querendo fugir da correria da cidade grande.

No resto do ano, quando o tempo estava frio, cortante e miserável, com ventos gelados soprando do mar, não havia muito motivo para visitar. Afinal, só tinha um cinema, um hospital, uma pista de boliche, um píer, alguns centros comerciais e pouquíssimas opções de lazer.

Desde pequena, Shelby sentia que tinha energia demais para um lugar como Clacton. Aos 10 anos, já achava que tinha crescido demais para ali. Tinha ambição, sonhos e vontade de fazer algo grande, algo que alguns de seus colegas de classe nem conseguiam entender.

Era obcecada por computadores e videogames. Passava horas no quarto mexendo em programas ou na casa de um amigo quando ele comprava o console mais recente. Tinha uma personalidade cativante, mas também era movida por uma competitividade que não conseguia ignorar. Se fosse subir em uma árvore, queria chegar ao topo. Se fosse jogar videogame, não sossegava até ver o fim. Se o avô pedia para cuidar do jardim, não parava enquanto não arrancasse todas as ervas daninhas e podasse todas as flores.

Às vezes, isso irritava as pessoas e criava inimigos, mas, ao mesmo tempo, sabia que estava destinada a coisas maiores. Precisava provar isso e seguir seus sonhos sem se corromper ou magoar os outros sem necessidade.

Desde cedo, entendera o poder da ambição e como ela era uma luz que nem todos conseguiam apreciar, muito menos suportar. Algumas pessoas a odiavam só por ter a ideia de que um dia poderia se erguer de uma vida medíocre e alcançar a excelência.

Uma de suas inspirações veio da opulência que via em programas de TV quando era mais nova. Sabia que o mundo era maior do que imaginava. Isso ficou ainda mais claro quando visitava a tia, que administrava um pub de sucesso. Até chegaram a morar em Clacton por um tempo, quando o pai se mudou para lá por causa de um emprego que detestava, antes de largar tudo e abrir seu próprio negócio.

Aqueles foram alguns dos melhores verões. A tia era carismática e engraçada, sempre irritando todo mundo ou falando alto demais, mas era assim que demonstrava afeto. Ela foi um exemplo de mulher de negócios trabalhadora antes mesmo de Shelby perceber que poderia fazer o mesmo. Lembrava-se de ser completamente livre na infância, tomando sorvete na praia, com o guarda-sol ameaçando voar com o vento e a água morna do mar batendo em seus pés, a areia molhada entre os dedos. Lembrava-se do cheiro de couro velho e cerveja fresca no pub da tia e de alguns fregueses assíduos, que sorriam com um quê de melancolia. A tia a alertava para não passar muito tempo com eles, mesmo sendo alguns de seus melhores clientes.

Clacton, a boa e velha onde o vento sopra... era um lugar que ela só aguentava em pequenas doses. Tinha se mudado porque o ritmo de vida ali era lento demais para ela. Havia um único cinema para a cidade inteira, e, em um lugar tão pequeno, sentia que estava prestes a sufocar, a desistir e se conformar. Em certa época, teve um namorado que trabalhava como gerente de loja e era ótimo na cama. Conseguia fazê-la gozar com uma intensidade brutal, mas lhe faltava ambição. Eles tinham uma química incrível e se conheceram uma noite no Bowling Pavilion, quando ele a viu com o grupo de amigos se divertindo derrubando os pinos. Ele se afastou do próprio grupo para conversar com ela, elogiou sua técnica e a convidou para sair. Tudo ia bem, ele esperava herdar a casa dos pais e não tinha pressa para correr atrás de sonhos, se é que tinha algum além de ser gerente de loja. Shelby sabia que, se desistisse dos seus sonhos e se acomodasse, acabaria se perdendo e, com o tempo, se ressentiria, assombrada pela sensação de ter desperdiçado seu potencial.

Não queria isso para sua vida e tomou decisões firmes para mudar seu rumo. Algo que herdara do pai, que lhe ensinara a correr atrás do que queria, tanto no amor quanto na vida. Ele deixara Clacton para seguir a carreira e se mudara para Colchester, onde abriu um negócio de alimentos naturais que depois se transformou em uma rede de hotéis. Shelby o ajudava carregando frutas, contando o dinheiro dos caixas, limpando os carpetes e passando os uniformes dos funcionários. A ética do trabalho duro fora incutida nela desde cedo.

Na sua própria vida, depois de terminar a universidade e o mestrado em administração, pegou o que aprendera com o pai e se mudou da casa da família em Colchester para Chelmsford, um lugar a apenas 45 minutos de Londres e 45 minutos de casa. Ali, poderia montar sua empresa de tecnologia e, quem sabe, encontrar alguém com a mesma energia e determinação. Alguém jovem, em forma, com fome de sucesso e paixão pelos prazeres da carne. Precisava de um parceiro com quem pudesse compartilhar tudo, e estava determinada a encontrar o que procurava.

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