After the Headlines
A primeira coisa que Galaxy sentiu foi calor.
Vincent estava envolto nela como se temesse que ela pudesse se dissolver na noite. Um braço preso em sua cintura, a perna dele entrelaçada na dela, o rosto enterrado em seu cabelo. Cada respiração agitava as mechas contra o pescoço dela.
Ela não se moveu. Ela nunca mais dava o primeiro passo.
Aqueles minutos antes de o mundo se lembrar de que eles existiam eram sagrados. Sem telefones. Sem manchetes. Sem estranhos dando opiniões sobre o casamento dela.
Apenas o calor. Apenas ele.
Ela se remexeu um pouco, tentando ver o rosto dele. O braço dele apertou imediatamente.
“Não.” A voz dele estava áspera pelo sono.
“Eu não ia a lugar nenhum.”
“Ótimo.” Ele a puxou para mais perto, os lábios roçando o ombro dela. “Fique.”
“Eu tenho que estudar.”
“Esquece isso.”
“Vincent.”
“Eu compro todos os livros didáticos já impressos. Você pode estudar aqui. Nesta cama. Por tempo indeterminado.”
Ela riu baixinho. A mão dele se moveu — lenta, deliberadamente — da cintura dela para o quadril, os dedos encontrando a pele nua onde a camisa dela tinha subido.
Ela prendeu a respiração.
O polegar dele desenhou um círculo lento contra o osso do quadril dela. Depois desceu. Cada toque mais intencional que o anterior.
“Isso não é justo”, ela sussurrou.
“Eu não jogo limpo.” Os dentes dele roçaram o lóbulo da orelha dela. “Eu jogo para vencer.”
Ela se virou nos braços dele e encontrou o rosto dele a centímetros do seu. Olhos entreabertos, escuros e pesados. O maxilar áspero por causa da barba por fazer. Olhando para ela como se ela fosse a única coisa real no mundo.
Ele a beijou. Não foi um beijo gentil. Vincent Drax não beijava com gentileza pela manhã. Ele beijava como se tivesse passado a noite inteira sonhando com isso e estivesse furioso por ter demorado tanto para acordar.
As mãos dele puxaram a camisa dela por cima da cabeça. A boca dele traçou um caminho descendo pela garganta, entre os seios, mais abaixo. Ela arqueou o corpo contra ele, os dedos entrelaçados no cabelo dele, sons suaves e quebrados escapando de seus lábios.
“Vincent—”
“Estou comemorando.”
“Comemorando o quê?”
“Você.” Ele olhou para ela, e a devoção crua em seus olhos fez o peito dela doer. “Você existe. Isso vale uma comemoração todas as manhãs.”
Ele enganchou os dedos na calcinha dela e a puxou pelas pernas. A boca dele a encontrou onde ela mais precisava, e Galaxy parou de pensar por completo.
A língua dele se movia em movimentos lentos e deliberados — provando, aprendendo, saboreando. Os dedos dele deslizaram para dentro dela enquanto a boca continuava seu foco implacável, e ela agarrou os lençóis com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos.
“Eu vou—”
“Então deixe acontecer. Eu estou aqui com você.”
Ela explodiu com o nome dele nos lábios. Ele a guiou por cada tremor até que ela estivesse entregue, ofegante e sem forças.
Quando ele subiu sobre ela, ela o puxou para baixo e o guiou para dentro de si. O som que ele fez foi gutural e interrompido — sua testa caindo contra a dela enquanto ele a preenchia completamente.
Eles se moveram juntos. Lento no início, depois urgente. As mãos dele prenderam os pulsos dela acima da cabeça. As pernas dela se envolveram na cintura dele, puxando-o mais fundo.
“Você é minha”, ele disse contra a boca dela.
“Eu sou sua.”
“De novo.”
“Eu sou sua, Vincent—”
Ele engoliu o resto com um beijo. O polegar dele encontrou o clitóris dela entre seus corpos, circulando com precisão devastadora, e ela se desfez pela segunda vez — apertando-o com tanta força que ele acompanhou imediatamente, enterrando-se até o limite com um gemido que sacudiu os dois.
Eles desabaram juntos. Respirando. Tremendo. Destruídos.
A mão dele encontrou a dela entre os lençóis.
“Eu continuo esperando que isso pareça normal”, ela sussurrou.
“Parece?”
“Não. Ainda parece que estou saindo impune de algo.”
Ele beijou a testa dela. Suave. Sagrado.
“Você não está saindo impune de nada. Você mereceu isso.”
“Eu acho que é o contrário.”
“Então nós dois temos sorte.”
A cozinha cheirava a pão fresco e canela.
Galaxy desceu as escadas radiante. Maren percebeu imediatamente. Suas sobrancelhas se ergueram. Ela não disse nada, mas sua expressão dizia tudo.
Sal deslizou um prato na direção de Galaxy sem ser solicitado. “Você parece descansada, Sra. Drax.”
Galaxy corou. “Dormi bem.”
“Eu imagino que sim.”
Maren deu um tapa nele com um pano de prato. “Deixe-a em paz.”
Hugo entrou vindo do jardim carregando flores silvestres amarelas. Ele as colocou no balcão na frente de Galaxy sem cerimônia.
“As amarelas estão florescendo cedo. Achei que você fosse gostar.”
Galaxy tocou as pétalas e sentiu a garganta apertar. Aquelas pessoas — Maren, Sal, Hugo — tinham se tornado algo que ela nunca esperou encontrar naquela casa. Família.
Vincent apareceu na porta. Ainda um pouco desalinhado. Ele serviu café e se apoiou no balcão, observando Galaxy comer com uma expressão que oscilava entre adoração e vigilância territorial.
Nero entrou carregando um tablet. “Senhor. Os pedidos de entrevista ainda estão—”
“Depois.”
“A diretoria quer—”
“Depois, Nero.”
Nero recuou. Galaxy jogou um pedaço de torrada em Vincent. Ele pegou sem olhar.
“Infantil”, ele disse.
“Você adora.”
“Infelizmente.”
A carta chegou às quatro da tarde.
Nero a levou para o escritório de Vincent — papel cor de creme, gramatura pesada, um selo em relevo que Galaxy reconhecia das capas de revistas médicas que ela lia desde os dezesseis anos.
O Prêmio Whitfield.
O prêmio acadêmico mais prestigioso para estudantes de medicina do primeiro ano no país. Apenas três estudantes eram indicados nacionalmente a cada ano.
Galaxy Emery Drax tinha sido indicada.
Ela leu a carta três vezes. Então, ela correu.
Ela entrou no escritório de Vincent sem bater. Ele olhou para cima, imediatamente alerta.
“O que aconteceu?”
“Fui indicada. Ao Prêmio Whitfield.”
Vincent ficou paralisado. Então ele se moveu — contornando a mesa, atravessando a sala, tirando-a do chão e segurando-a contra o peito.
“Eu sabia.” A voz dele falhou. “Eu sabia que eles veriam você.”
“E se eu não ganhar?”
Ele a colocou no chão e segurou o rosto dela com as mãos.
“Galaxy. Você entrou nesta casa sem nada além do seu nome. Você quebrou um recorde de bolsa de estudos de trinta anos. Você sobreviveu a coisas que teriam destruído qualquer outra pessoa.” Os polegares dele contornaram as maçãs do rosto dela. “Você realmente acha que eles não vão ver o que eu vejo?”
Ela estava chorando. “O que você vê?”
“Tudo.”
Ele a beijou. Ela retribuiu o beijo. E a comemoração que se seguiu deixou o chão do escritório coberto de papéis espalhados e a mesa em um estado que exigiria reparos profissionais.
A mensagem de voz chegou às onze daquela noite.
Galaxy estava se preparando para dormir. Vincent estava no banheiro. O quarto estava quente e silencioso — ainda carregando a doçura da noite.
O celular dela vibrou. Número desconhecido.
Ela quase ignorou. Repórteres ligavam constantemente.
Mas algo a fez apertar o play.
A voz era mais velha. Mais áspera. Familiar de uma maneira que fez seu estômago afundar.
“Galaxy. É o seu pai.”
O quarto pareceu girar.
“Eu sei que não tenho o direito de ligar. Eu sei o que fiz. Mas preciso ver você. Tem algo que você precisa saber. Algo sobre a família do seu marido.”
Pausa.
“Por favor. Só cinco minutos. Não estou pedindo perdão. Estou pedindo uma chance para te avisar.”
A mensagem terminou.
Galaxy ficou paralisada. O telefone pressionado contra a orelha. O coração batendo forte.
Marcus Emery. O homem que a tinha assinado como se fosse um pagamento de dívida. O homem que ela passou dois anos tentando esquecer.
Ele estava de volta. E ele sabia algo sobre a família de Vincent.
A porta do banheiro se abriu. Vincent surgiu, com a expressão suave e relaxada.
Ele olhou para ela e parou.
“Galaxy? O que aconteceu?”
Ela deveria contar a ele. Cada parte lógica do cérebro dela gritava para entregar o telefone a ele.
Mas aquele era seu pai. Sua ferida. Sua história.
Ela precisava decidir o que isso significava antes de deixar qualquer outra pessoa tocar nisso.
“Nada. Só pensando no dia de amanhã.”
Ele não acreditou nela. Ela podia ver isso nos olhos dele.
Mas ele não insistiu.
Ele a puxou para a cama e se enroscou nela. O braço dele se acomodou sobre sua cintura. A respiração dele aqueceu seu pescoço.
“O que quer que seja”, ele disse baixinho, “você pode me contar. Quando estiver pronta.”
Ela ficou acordada muito tempo depois que a respiração dele ficou lenta.
Naquela manhã, ela estava feliz. Verdadeira, completamente feliz.
Agora havia uma rachadura no vidro.
Ela pensou que as manchetes eram a guerra.
Ela estava enganada.
A guerra estava apenas começando.
A Resposta


was 40 year scolarship......
Summary is too detailed, it gave away the plot for book 3. Kind of makes me want to skip it now.