Steel's Curvy Sin & Secrets por LizzyFash em Inkitt
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PECADO E SEGREDOS DE AÇO

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Resumo

O presidente do Vikings MC, um bilionário e figura pública, é procurado por um homem que o ajudou quando ele ainda vivia nas ruas, pedindo que ele localize a filha que ele nunca soube que tinha. Steel decide ajudar. Ao finalmente encontrá-la, o presidente dos Vikings tem um choque ao descobrir dois jovens de dezoito anos que são a sua cara. Ele reencontra seu primeiro amor, Angel Mark, conhecida no ensino médio como Sin — por sua beleza e curvas que definiam o próprio pecado —, mas ela agora é casada com um político famoso que odeia motociclistas.

Status
Completo
Capítulos
144
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

STEEL

A faculdade é horrível; colônia barata, sonhos e desespero, tudo misturado com macarrão instantâneo e arrependimentos da madrugada. Eu não era como os outros. A maioria tinha alguma coisa. Eu não tinha nada. Um órfão que se tornou o filho adotivo do xerife. Eu sei quão rápido o mundo te devora se você não for mais esperto que ele.

Eu nunca fui destinado a estar aqui, muito menos a liderar qualquer coisa. Mas, ao longo de um semestre, usei a braçadeira de capitão como se fosse para sempre. Futebol não era um jogo para mim; era uma guerra, com as linhas delimitando o campo de batalha e o apito do juiz sendo o chamado para a luta. E eu sempre joguei para ganhar.

Meu nome? Steel. Não o que recebi no batismo, mas um que eu conquistei. Hoje sou o presidente do Vikings MC, mas na época era apenas um novato de dezenove anos, tentando abrir caminho em uma faculdade de administração com mais tatuagens do que livros didáticos.

E então ela entrou.

Foi no dia da orientação, no verão retrasado. O campus estava quente e agitado, com os calouros chegando de olhos arregalados e sonhos maiores que sua capacidade de entender o mundo. Eu não deveria estar prestando atenção. Já tinha garotas esperando como se fosse uma porra de um desfile. Mas eu senti; a presença dela me pegou antes mesmo que eu pudesse ver seu vulto.

Ela entrou vestindo o pecado em forma de raio de sol – cheia de curvas, ruiva, olhos azuis, e tão incrivelmente linda que não parecia pertencer à nossa realidade. Seus quadris balançavam como se a própria tentação estivesse subindo ao palco. Os caras começaram a cochichar, babando como se nunca tivessem visto uma garota na vida.

"Cara... aquilo é o pecado andando", reclamou um dos jogadores de futebol ao meu lado.

O apelido pegou antes mesmo de ela dizer o dela.

Liza.

Aluna do primeiro ano de design e artes plásticas. Dezessete anos e ainda menor de idade.

E no momento em que ela soltou aquele sorriso doce e ingênuo na mesa de boas-vindas, eu estava frito. Aquela garota seria a força que destruiria todas as regras que eu tinha imposto a mim mesmo.

Eu estava preso entre os caras nessa hora. "Ela é proibida. Eu cheguei primeiro."

Eles tentaram me insultar, mas um único olhar meu e eles cortaram aquela porra em dois segundos.

"Qual é, Steel, isso não é o ensino médio", um deles tentou.

"É mesmo. Vocês deveriam saber com quem estão lidando", rosnei atrás dela, com a mandíbula travada. "Ela é minha. Ela só ainda não sabe disso."

Eu a segui pelo campus inteiro, como se ela fosse um mistério que eu ainda precisava desvendar. Ela não olhou na minha direção. Ainda não. Mas eu podia sentir algo. Uma atração. Como se ela tivesse sido criada para mim, moldada por qualquer piada distorcida que o universo tivesse guardada na manga.

Descobri que não era uma piada, era o Destino.

E o destino é uma amante cruel.

Eu não sabia na época que o nome dela não era apenas Liza, que ela também era Angel Mark, e que certa vez, no ensino médio, eu tive o coração dela nas minhas mãos calejadas.

Eu não sabia que ela desapareceria um dia, levando consigo muito mais do que apenas a lembrança.

E eu não teria como saber que, dezoito anos depois, eu estaria parado diante de cópias idênticas aos bebês gêmeos dela, e que ela teria o sobrenome de outro cara e um anel de noivado de diamante pelo qual ele nem se esforçou.

Mas naquele dia, naquele calor de verão, com ela como minha prisioneira no olhar e suas curvas queimando no meu sangue, tomei a decisão que mudaria o mundo.

Sin era minha, e eu nunca desisto do que é legitimamente meu.

Eu não esperei.

No dia seguinte, segui-a para a aula de Arte e Design como um psicopata, até a coluna, de braços cruzados, jaqueta de couro de motociclista sobre meu corpo largo. Ela saiu com seu caderno de esboços colado ao corpo, olhando para os lados do corredor como se estivesse evitando algo ou alguém.

"Ei, Liza."

Nada.

Ela passou por mim como se eu fosse invisível. Sem olhar. Sem um segundo de atenção. Eu não estava acostumado com isso. As garotas se jogavam no meu caminho, prontas para correr o tipo de risco que eu representava. Mas ela? Ela nem me viu.

Eu não sabia se estava furioso ou impressionado.

Então continuei tentando.

Passei três dias seguidos sem resposta. Ofereci meu lugar na cafeteria. Tentei puxar assunto no corredor. Fui tão longe a ponto de deixar um elogio no desenho do corvo que vi saindo da pasta dela.

Nada ainda.

Isso foi até quinta-feira, quando tudo mudou.

Eu estava indo para a academia para o treino de futebol, então cortei caminho pelo corredor dos fundos, atrás da ala de artes. Estava silencioso ali, silencioso demais.

E então eu ouvi.

Um "Não" abafado.

Baixo, desesperado, trêmulo.

Fiquei paralisado, todos os sentidos em alerta. O tipo de "não" que faz a adrenalina explodir nas veias.

Segui o som e arrombei a porta no final do corredor.

Era ela. Liza. Com as costas na parede, sendo segurada por um dos professores de Belas Artes. Aquele filho da puta estava com a mão sobre a boca dela e a outra levantando sua saia, ameaçando-a como o covarde que ele era.

Eu não deixei barato.

Eu o agarrei, dando um soco no queixo dele com tanta força que ele bateu nos suportes de cavaletes e caiu como um saco de lixo.

Liza deu um passo atrás, respirando com dificuldade, lágrimas escorrendo pelo rosto, a blusa rasgada na gola.

"Você está bem?", rosnei, com a voz rouca e o peito subindo e descendo.

Ela balançou a cabeça, mas não disse nada. Seus olhos estavam grandes, assombrados.

Eu a toquei gentilmente. "Ei... você está segura. Eu estou aqui com você."

Ela aguentou firme. Por pouco. Minha mão envolveu a dela, mantendo-a ali.

A segurança do campus chegou. Não tinha muito o que dizer. Apenas algemaram o babaca, e eu mantive meu braço ao redor dela o tempo todo. Ela não me soltou.

Mais tarde, nos degraus do prédio administrativo, durante o pôr do sol, ela falou.

"Eu sei quem você é."

Olhei para ela. Sua voz estava baixa, mas firme agora. "Sabe?"

Ela assentiu. "Nós estudamos na mesma escola. Eu era caloura quando você era veterano. Você já vivia em encrenca com o xerife por dirigir sem carteira e brigar com o filho do diretor."

Eu ri. "Parece bem preciso."

"Você não se lembra de mim?"

Olhei para o rosto dela. Algo brilhou. Uma memória. Um par de olhos tímidos atrás de óculos grossos, sempre desenhando em um canto na hora do almoço.

"Espere. Você é..."

"Angel Mark", ela disse. "Mas agora sou Liza."

Respirei fundo.

Angel Mark.

Ela.

A única garota por quem eu me senti intimidado no ensino médio. Claro que eu me lembrava, mas fingi que não. Aquela que eu pegava olhando para mim quando ela nem percebia que eu estava encarando. Aquela com quem eu queria conversar, mas nunca fiz porque estava ocupado demais com minha própria bagunça.

Meu coração apertou. "Você era a que tinha a pequena tatuagem de corvo no seu caderno de esboços."

Ela piscou. "Você se lembrou disso?"

"Sim." Eu sorri, de um jeito mais suave do que pretendia. "Eu me lembro de você."

Pela primeira vez desde que ela apareceu no campus, ela sorriu de volta. Um traço, mas foi o suficiente. O suficiente para perceber que, qualquer que fosse o diabo de situação que era essa, ela estava apenas começando.

Eu não ia deixá-la escapar de mim desta vez.

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