ÚNICO
21:16M
Terça-feira 16 de junho 1961
A noite se estendia, quando o trem vindo de Ohio abriu as portas no País de Gales, um alívio pela viagem longa.
Antony Walker, assim que saiu, sentiu o vento gelado contar o rosto como lâminas de gelos e em um sinal fantasma cobriu parte do rosto com o cachecol azul.
O clima Galez era frio e o céu se penumbrava estrelado , a mala parecia mais pesada e os passos mais difíceis, mas ,o problema não era estes, e sim achar um lugar para passar a noite.
"Pedir informação, somente" pensou consigo mesmo.
E ao longe fitou uma mulher que se encontrava sentada em um banco na enorme praça e que passava.
-com licença-atraiu a atenção da mulher que se encontrava elegantemente naquele lugar vazio-boa noite, estou meio perdido e queria saber se tem algum hotel não muito longe e que seja barato ?- desatou a falar.
-Boa noite, estar perdido aquí é mais comum do que você imagina e The respondendo a pergunta, RED PALACE, fica a três quarteirões daqui e é só seguir aquela rua- indicou com a mão para reforçar sua explicação- tente não se perder.
-Estou grato pela ajuda, fique com a benção dos anjos senhorita- agradeceu e em resposta recebeu um aceno e um sorriso.
A rua que seguia não era larga e se destacava pelas casas altas e homologas uma das outras, e caminhando por elas parou de súbito em frente a uma que exibia uma placa roxa.
HOSPEDARIA
Olhando pelo vidro, observou seu interior, a decoração aconchegante que lhe lembrava casa de vó, a lareira em chama voraz,o gato que repousava em uma poltrona ao lado da lareira eem mais um canto que a visão limitada da sala Ihe mostrava um papagaio eu uma grande gaiola "um bom sinal por aqui" divagou levemente.
Mas foi de repente que sua atenção foi movida para a placa e as letras se tornaram tão estranhas - algo que sequer havia acontecido em sua vida-e em um segundo pareciam olhos lhe observando e num ato foi para a porta e sem pensar apertou a campainha do lugar e segundos a porta foi aberta por uma senhora de meia idade com um sorriso gentil, julgava ter entre quarenta e cinco e cinquenta anos.
-Boa noite querido, que bom que está aqui-ela o recebeu calorosamente.
- Boa noite, tem quarto sobrando ?- indagou consertando o cachecol, sem rodeios , ora , estava um frio de matar,de que serviria a formalidade?
-Mas é claro que tem, entre querido saia desse frio - ela orespondeu animada e lhe cedeu espaço para passar- a propósito me chamo Lídia Ispikyn sou a dona da pensão.
- obrigada Sra Lídia- a sala lhe envolveu com o calor das brasas na lareira.
-deixe que te ajudo com o casaco - Tony havia notado que não havia nenhum casaco ou chapéu no cabideiro.
-quanto custa a noite? -rezava para ser barato.
-15,0915 euros querido- se assustou era menos da metade que estava disposto a pagar.-está bom para você?
-Está ótimo- recebeu um sorriso da mulher de cabelo curto, baixa e de bochechas avantajadas.
-entao lhe mostarei onde dormirá, venha comigo querido- ela se encamiou em direção as escadas - sabe rapaz não é todo dia que se recebe a visita de belo moço como você, me diga seu nome.
-Antony Walker.
-Fácil de gravar na memória.nãoé como o último -ela parecía divagar sozinha causando estranheza no outro-Este é o meu andar - subiram mais um lance de escadas -e este segundo é o seu,e este é o seu quarto, fique a vontade coloquei uma garrafa de essência no meio dos lençóis para uma boa noite de soño e os lençóis foram passados hoje e as cobertas engomadas com capricho.
O quarto era estremamente aconchegante os lençóis e cobertas minimamente dobradas a cama forada, deixou a mala na cama a fim de desfaze-la imediatamente. Tudo parecia bom e a Sra spikyn parecia tão gentil.
- Só mais uma coisa Sr Watner.
- Walker- a corrigiu.
-pedoe-me Walker, só mais uma coisa antes de se deitar, venha até a sala e assine o livro de hospedes é uma regra e bastante crucial pra minha memoria- riu de si mesma-e tome um chá comigo para se esquentar.
Após alguns minutos necessáriosTony desceu para a sala e se dirigiu prontamente para o livro de hóspedes e escrevendo o próprio nome com capricho, e como um bom curioso passou a observar os nomes anteriores ao seu e haviam somente dois escritos e não tinha data.
Jimmy hok
Dante obriam
Uma familiaridade lhe invadiu como se já conhecesse tais nomes ,eram comuns demais para serem famosos e estranhos demais para ser alguém próximo a si.
Algum conhecido seu ? Não
Algum dos vários namorados de sua irmã? Não
Então onde ouviu esses nomes?
-Jimmy hok ...da onde conheço tal nome ?- falou consigo.
-Era um bom rapaz, bonito igual você- a voz dela surgiu do nada o fazendo virar e ver Lídia vir com uma bandeja de chá e uma lousa com biscoitos muito cheirosos.- venha sente se aqui e tome um chá para o frio querido.Lídia o ofereceu a xícara de suas mãos,e logo largou o livro e se sentou ao lado dela que o observava minimamente.
-pensei que havesse mais hospedes- começou bebericando o chá sob o olhar atento da senhora que repetia o gesto.
-Sou muito exigente querido- ela o observava por cima da xícara mas tinha um olhar inocente de uma criança.
-sinto que conheço esses nomes- sua expressão mostrava sua inquietação com tal dúvida, como se fosse muito importanteachar o lugar de sua mente onde estaria esta informação flutuante-mas lembrarei num segundo, tenho boa memória.
-nao se preocupe com isso eram bons homens Dante Obriam era mais novo mas tinha uma beleza incomparável quantos anos você tem meu rapaz?
- Dezenove anos.
- Dezenove - exclamou animada- a idade perfeita, Jimmy tinha suaa idade perfeita, Jimmy tinha sua idade.
De repente um silêncio incômodo surgiu, Tony sentia o olhar dela sob si e de vez em quando olhava de soslaio pra captar tal ato, seu olhar foi para o canto da sala.
-este papagaio, me enganou direitinho, olhei de fora e pensei que estava vivo-seu olhar foi para a gaiola.
- eu o enpalhei com cera -disse orgulhosa.
-Um bom trabalho, e o gato ? - se esticou e tocou no felino e a pelagem fria e rígida o fez arrepiar por completo, não havia percebido que o gato estava tão quieto quanto o papagaio.
-eu enpalho meus bichinhos com muito carinho e devoção.
- Deve demorar - comentou apanhando o que seria o quinto biscoito de gengibre.
- Que nada, tomo bastante tempo pra isso- ela ainda o observava.
Num momento repentino a salase tornou gelada e olhar da senhora do seu lado se tornou încômodo demais para se permanecer e a penumbra estranha instalou em cada sentimetro daquela sala e o terno sentimento de aconchego sumiu. "o que diabos está acontecendo? "pensou.
- está tarde, obrigada pelo chá e pelos maravilhosos biscoitos mas preciso me deitar estou cansado da viagem longa -abaixou a xícara no Piris e se levantou.
-tudo bem querido- o sorriso de Lídia já não transmitia calma e sim um sentimento avesso,numa voz calma e sussurrada.
O súbito levantar o fez tremer e se tontear por alguns segundos, "somente cansaço, vai passar" se tranquilizou.
Mas não passou, ao chegar no início das escadas o estômago revirou e visão se limitou em um borrão, nesse momento seus instintos entraram em alerta, suas estruturas internas abalaram e sentia seu coração acelerar tantoque podia jurar sentir sua artéria jugular.
E pra completar sua mente viajou por segundos e como uma brasa que se espalha num matagal sua mente encontrou-se num pico de lembranças e o que anteriormente procurava encontrou : o lugar onde tinha visto os nomes.
Jornal Geral de notícias de Ohio
Jimmy hok desaparecido
Última notificação de presença na central de Gales
Tablóide informativo
Dante O'briam
Dezesseis anos Desaparecido
Última notificação e testemunho de presença na central de Gales
E um frio lhe subiu a espinha e as pernas parecia não sair do lugar.
- Eles ainda estão aqui, lá emcima no terceiro andar os dois juntos - ela havia se aproximando e disse baixo próximo ao ouvido como se já sabesse o que acontecia na mente do jovem- é bom que tenha escrito seu nome no livro de hóspedes.assim sempre que esquecer seu nome eu desço e vejo.
E um medo lhe ocorreu, mas o corpo languido e firme de Tony fraquejou o foi de encontro com o chão precionando seus joelhos contra o solado tudo rodava e não enxergava um palmo a sua frente sua mente rodava mas não saia do pensamento " eu sei o que aconteceu, tudo faz sentido" até sentir uma dor dilacerante no corpo- que agora já não parecia mais seu-mas não via o que lhe féria e a essa altura já não tinha mais seus sentidos queria gritar mas a voz sumiu de sua garganta e uma vez que não identificava nada do ambiente que estava a dor nublava sua visão que seu limitava em um nevoeiro escuro, era evidente que havia sido drogado.- terminará em breve querido[...] me fará companhia - de quem era aquela voz ? Onde estava suas memórias?
Não durou muito, até algo tão quente lhe cobrir lentamente gritava mas não saia som tentava se mexer más sem sucesso.
Ó corpo magro do jovem estava esticado em uma sala cheia de coisas que os sentidos lógicos do coitado não o deixava gravar em si.desnudo, estava vulnerável e com o destino traçado, e a mulher que antes tinha um olhar inocente, era dona das mãos que segurava com precisão o bisturi e desferia o corte limpo no abdômen sem marcas do jovem que reagia em movimentos pobres e com espasmos mas não sairia do lugar pois com pés e mãos atados estava a mercê da sorte, chamada Lídia que se encontrava mais que ansiosa para a melhor parte.
E cantarolando uma música Galez a senhora de estatura baixa lhe arrancava cada órgão e ouvia como música os grunhidos deestrema dor que saia da garganta do jovem e sem předade via o corpo dele lutar inultimente e ir perdendo o movimento, e o sofrimento ainda está no começo.
Grã finaly.
Ele ainda estava vivo mas em breve não estaria mais, com a cera fervendo pronta e algodão preparado Lídia se apresassavaem encher Antony como uma pelúcia e ir fechando com linha e ver o apresso o sangue de todos os lados ,nos baldes e panos
E com a cera transparente o cobriu lentamente pincelando cada parte com paciência eternizando sua alva pele para que não caísse em putrefação,e manter sua obra de arte intacta.
E assistiu a vida ser soprada do corpo dele mas não sem antes ve-lo engasgar com a cera. E soltar o último suspiro se fosse possível.
[...]
-senhor ... senhor ...senhor - de exaspero foi tirado do estado de inércia pela voz de um homem altoque lhe agitava o corpo- senhor acorde, a estação de Gales se aproxima já foi avisado três vezes e não acordou, e pelo modo que dormia estava em sono conturbado- o homem ao ver que o jovem havia acordado se endireitou ficando o dobro do tamanho.
Antony nada respondeu as palavras sumiram de seus lábios e o temor ainda o consumia como brasa viva, estava claramente assustado e a palidez já denunciava.
-Tome cuidado com os sonhos meu jovem- o homem se afastou com ambas mãos no bolso e devido o chapéu apenas Lhe vislumbrava parte do rosto e o olhava de soslaio - com seus pés e o caminho a qual pousa rapaz-um alerta? Estava tão amedrontado que nem se quer prestou a atenção.
Após sair da estação vislumbrou a mesma mulher elegante no banco ,pediu informação e recebeu a mesma resposta.
Passou pela mesma rua e parou em frente a mesma pensão e aimagem-idêntica ao sonho -,pela janela já não transmitia aconchego. E foi apanhado pelo terror da imagem a frente, è em vez de tocar a campainha e entrar para provar pra si que não passará de um sonho no vagão, suas pernas falhas tomaram adrenalina e correu o mais longe possível daquele lugar, daquele olhar, não pagaria para ver o destino.
E enquanto corria olhava pra trás e a placa parecia tão horrenda que a cada vez que olhava via as letras trocarem de lugar formando palavras estranhas.
Consumido pelo terror não viu ondes seus pés o levava, só quando bateu em alguém na esquina que virava as cegas e somente alguns segundos depois assimilou ser homem que o havia acordado no trem. Estava novamente assustado mas não tinha forças pra correr dali ,e quando a adrenalina deixou seu corpo, foi para o chão, tremia em medo e agora o casaco parecia tãofino diante do frio que fazia.
- vejó que não desafiou a sorte rapaz, os dois últimos brincaram com a própria história- o homem olhava de cima.
-o-o que ?-sentado naquele chão mal assimilava o que o homem estanho lhe falava -como sabia? - à resposta não veio.
-se apresse meu rapaz ainda tem vagas no RED PALACE, corra, antes que seja tarde e mais uma vez tome cuidado com seus sonhos e com seus pés e o caminho em que pousa jovem -e então num impulso Antony se levantou apanhou sua mala que havia caído na esquina e se pôs a correr entre as ruas quem quer que fosse aquele sujeito, lhe deu um conselho e estava a fim de coloca-lo em prática no mesmo instante
- esqueceste teu cachecol jovem- mas o outro não tinha mais coragem de sequer olhar para trás, ainda mais por um cachecol que havia ganhado em algum natal de sua vida.








