THE CLEARING
⚠️ AVISO DE GATILHO E DISCRIÇÃO DO LEITOR ⚠️
HOUSE OF SKIN é um romance sombrio para maiores de 18 anos. NÃO é destinado a leitores menores de 18 anos.
Antes de continuar, por favor, leia este aviso com atenção.
Este livro explora temas sombrios e perturbadores, incluindo:
🔞Situações sexuais sem consentimento⛓️Consentimento duvidoso / coerção🔒Cativeiro e ser mantido contra a própria vontade🖤Violência sexual e discussões sobre estupro🍑Conteúdo sexual anal🔫Armas, violência e atividade criminosa🩸Temas de máfia/Bratva🧠Obsessão, manipulação e controle psicológico⚠️Comportamento tóxico e moralmente repreensível
O herói desta história não é um homem bom.
Ele faz coisas ruins. Ele faz escolhas terríveis. Seu comportamento é tóxico, possessivo, controlador e, às vezes, imperdoável.
Isso é intencional.
Este é um romance sombrio. A toxicidade não é uma falha de caráter acidental que passou pelo processo de edição. É parte da história e da jornada do personagem. Existe um arco de redenção, mas a redenção não apaga o que aconteceu antes dela.
Portanto, se você já sabe que temas como estupro, coerção, cativeiro ou heróis moralmente repreensíveis são algo que você não consegue apreciar em uma leitura de ficção, por favor, não leia este livro.
Se você não conseguiu ler livros como Haunting Adeline por causa dos temas mais sombrios ou porque a moralidade dos personagens o deixou desconfortável, este livro talvez também não seja para você.
E se você entrar nesta história sabendo exatamente o que ela contém, por favor, não passe o livro inteiro me dizendo que o herói é tóxico, que ele é uma pessoa terrível ou que seu comportamento é inaceitável.
Eu sei.
Esse é o ponto.
Por favor, leia os avisos, entenda o que você está escolhendo ler e então decida se esta história é para você.
🚨 UMA DISTINÇÃO MUITO IMPORTANTE
Nada neste livro pretende sugerir que esses comportamentos sejam aceitáveis na vida real.
Eu não tolero estupro, coerção, abuso, cativeiro ou relacionamentos sem consentimento de qualquer forma.
Coerção não é consentimento. Contato sexual sem consentimento é violência sexual. Abuso não é romance.
Uma história de ficção explorando esses assuntos não os torna aceitáveis na realidade.
Romance sombrio é ficção. Os personagens, situações e relacionamentos existem dentro de uma narrativa fictícia, e os leitores devem ser capazes de separar a fantasia de uma história da realidade do comportamento abusivo.
Nunca romantize o abuso na vida real.
Se alguém violar seus limites, coagir você, ameaçar você ou tocar em você sem o seu consentimento, isso não é uma fantasia de romance sombrio. Isso é uma violação do mundo real, e você merece segurança, apoio e respeito.
Leia ficção sombria conscientemente. Conheça seus limites. Conheça seus gatilhos. Saiba quando fechar o livro.
E o mais importante:
Nunca deixe a ficção ensinar a você que algo prejudicial na vida real é romântico.
🖤Leia os avisos. Saiba no que está entrando. Então decida se está pronto para entrar na House of Skin.
PLAYLIST
CHASE HOLFELDER- ANIMAL
SO BELOW SOUND-BONE
OZZIEMUSIC-OVER YOU
FLOWER FACE-MAYBE
TEFLON SEGA- DEMONS
REED WONDER- FATAL ATTRACTION
TEFLON SEGA- SINNER
ARYAN SHAH- DISSOCIATION
ALLEGRA JORDYN- MINE
ARI ABDUL- TASTE
LUNA NOIR- NO GENTLEMAN
ZAGREB, CROÁCIA
Estou dirigindo há duas horas. A estrada saindo de Zagreb tornou-se estreita há quarenta minutos, virando algo que o GPS parou de reconhecer. O asfalto estava rachado e esburacado, com ervas daninhas brotando em fios verde-pálidos. Eu não me importei. Eu tinha um mapa feito à mão por um botânico que conheci em uma conferência em Split no ano passado; um senhor que cheirava a fumo de cachimbo e dizia: "Medvednica tem recantos que ninguém mais se incomoda em visitar. Muito íngreme. Histórias demais". Ele piscou ao dizer *histórias*, e eu presumi que ele quisesse dizer caçadores furtivos ou javalis.
O ar mudou.
Essa é a parte que eu nunca consigo explicar para ninguém. Não direito. As janelas do carro estavam abertas, e o ar passou de poeira de verão e diesel para algo frio, úmido e vivo. Folhas em decomposição. Musgo. Algo floral por baixo que eu ainda não conseguia nomear. O tipo de perfume que faz meus dedos coçarem por um bisturi de coleta. Sou botânica. É isso que eu faço.
Parei onde a estrada terminava por completo. O cascalho estalou sob os pneus e, então, o silêncio. Um silêncio de verdade. Não aquele tipo urbano com o tráfego zumbindo por baixo. Silêncio de floresta. As árvores ali eram antigas. Faia, na maioria. Alguns carvalhos. O sub-bosque era denso e intocado, e meu coração já batia mais rápido daquele jeito específico que acontece antes de uma boa descoberta.
Chequei meu rosto no espelho retrovisor. Hábito. Cabelo escuro e ondulado caindo em mechas ao redor de um rosto que não pertence exatamente a lugar nenhum. Meio Parsi, meio australiana, zoroastrista de nascimento, o que significa que toda vez que alguém pergunta e eu respondo, recebo o mesmo olhar vazio seguido de *que diabos é uma zoroastrista*. Minha colega de quarto na universidade, Rhea, costumava me chamar de princesa da Disney nerd. Eu ainda não sei se isso foi um insulto. Olhos castanhos escuros que parecem grandes demais para o meu rosto. Ela dizia isso também. *Cômico.* Voltei o espelho para a posição original.
Coloquei a bolsa a tiracolo. Pinças. Três bisturis de tamanhos variados. Frascos de vidro com rolhas de cortiça. Uma pequena espátula. Lanterna. Capa de chuva. Bússola em um chaveiro preso ao zíper. Já fiz isso vezes o suficiente para saber o que trazer e o que deixar para trás.
Saí do asfalto.
A temperatura caiu imediatamente. Talvez uns cinco graus. O chão era macio sob minhas botas. Não lamacento. Apenas flexível. Como se o solo da floresta não tivesse sido compactado por nada mais pesado que cascos de veado em anos. Andei devagar. Essa é a parte que exige paciência. Você não apressa um local virgem. Você deixa que ele se revele.
Henbane primeiro. Uma pequena mancha perto de um tronco caído. Ajoelhei-me e tirei fotos antes de coletar. Sempre documente antes de perturbar. As folhas estavam saudáveis. Nenhum sinal de deriva de pesticida das terras agrícolas ao sul. Amostras limpas.
Avancei mais fundo.
A neblina veio devagar. Não notei a princípio porque estava agachada sobre um grupo do que poderia ser angélica silvestre, tentando confirmar a estrutura do caule. Quando me levantei, as árvores vinte metros à frente haviam desaparecido pela metade. Engolidas pelo cinza. Chequei minha bússola. O norte ainda era o norte. Eu estava andando há uns quarenta minutos. Sem problemas. Eu podia refazer meus passos.
Exceto que, quando me virei, não conseguia mais ver o caminho.
A neblina havia preenchido o espaço atrás de mim também.
Caminhei para o norte. A bússola indicava o norte. Quinze minutos. Vinte. O solo declinava de uma maneira que eu não me lembrava da ida. Parei. A floresta tinha ficado quieta. Não silenciosa. Quieta de um jeito estranho. Sem pássaros. Os grilos tinham parado.
Um corvo grasnou em algum lugar à minha esquerda. Um som único e agudo. Depois, nada.
Pisquei, o nevoeiro mudou e vi uma clareira à frente.
Aquilo não deveria estar ali. O terreno não era adequado para uma clareira natural. A linha das árvores era uniforme demais. E, bem no meio, havia uma tenda. Uma lona de circo. Não sei como chamar de outro jeito. Alta e com um pico. Listras verde-escuras e pretas. Lona. Lona velha, do tipo que foi desgastada, remendada e desgastada de novo. Ela ondulava levemente com uma brisa que eu não sentia na pele.
Meus pés pararam de andar. Meu cérebro dizia: *corra*.
Eu sou uma cientista. Já manuseei beladona com as mãos nuas. Já caminhei sozinha por florestas em três países. Eu sei identificar uma situação ruim.
Entrei na clareira.
Não sei por que. Até hoje não sei. Posso dizer que meu coração batia forte contra as costelas, minhas mãos estavam suadas e cada instinto que eu tinha gritava para eu dar meia-volta, andar e continuar andando até chegar à estrada. Mas minhas pernas continuaram se movendo. Como se algo tivesse me enganchado atrás do esterno e estivesse puxando.
A aba da tenda estava entreaberta. Apenas uma fresta. Talvez meio metro de largura. Escuridão lá dentro.
Foi então que ouvi o riacho. Água sobre pedras. Perto. Atrás da tenda, talvez.
Forcei a entrada.
O cheiro me atingiu primeiro. Perfume. Pesado, floral e caro. Por baixo, suor. Suor humano. Fresco. E mais alguma coisa. Terroso. Lama. Como um estábulo que não era limpo há tempos.
Acendi minha lanterna.
O feixe de luz atingiu o chão. Pegadas no solo batido. Pés descalços. Pegadas de botas. Algo arrastado. Subi a luz.
Um homem estava de pé a três metros de distância.
Sem camisa. Oleado. A luz captava o brilho em seus peitorais, abdômen e braços. Braços que eram mais grossos que minhas coxas. Ele usava calças escuras manchadas de lama e grama. Botas cobertas de sujeira seca. E sua cabeça.
A cabeça dele era a de um porco.
Deixei a lanterna cair.
Ela bateu no chão, rolou, o feixe girou e eu vi o resto deles. Corpos por toda parte. Parados na escuridão. Esperando. Homens com máscaras de animais. Javali. Cervo. Raposa. Lobo. Alguma coisa com chifres que se ramificavam na escuridão, onde a luz não alcançava. Mulheres completamente nuas, exceto pelas máscaras. Máscaras de pássaros com bicos longos. Algumas usavam arreios de couro que cruzavam o torso. Vi maquinaria. Cadeiras de metal parafusadas ao chão. Cordas penduradas nos mastros da tenda. Uma mesa com coisas em cima que eu não queria ver.
O homem com cabeça de porco caminhou em minha direção.
Eu não conseguia me mexer. Meu corpo não parecia mais me pertencer. O feixe da lanterna subiu quando ele se abaixou para pegá-la. Ele se endireitou. Ele era enorme. Pelo menos um metro e noventa. Eu tenho um metro e cinquenta e oito. Tive que inclinar a cabeça para trás para olhar para o rosto dele.
A máscara não era uma máscara.
Vi onde a pele encontrava o pescoço. Sem costuras. Sem bordas. Apenas carne misturando-se com carne. Não sei o que vi. Até hoje não sei. Meu cérebro rejeitou aquilo. Me ofereceu um *é uma prótese muito boa* como se fosse um presente.
Ele brilhou a luz diretamente nos meus olhos.
Recuei e desviei o olhar. Quando minha visão clareou, vi as mulheres com mais nitidez. A pele delas era real. Humana. Arrepios nos braços de uma mulher. Uma tatuagem no quadril de outra. Uma terceira respirava rápido demais. Suas costelas aparecendo a cada inspiração.
Olhei de volta para o porco.
Tentei falar. Minha boca abriu e fechou. Nada saiu. Engoli em seco e o som foi tão alto no silêncio.
"Desculpe." Minha voz saiu fina e aguda. "Eu não queria. Desculpe. Vou embora. Peço perdão por invadir."
Comecei a recuar. Minha bolsa estava no chão. Não me lembrava de tê-la derrubado. Não me importava.
"Sinto muito. Estou indo embora agora. Sinto muito. Eu não—"
Ele estendeu a mão.
Seus dedos se fecharam em uma mecha do meu cabelo. Apenas uma. Polegar e indicador. Ele a acariciou. Lentamente. Como se estivesse testando o tecido.
"Você não pode sair."
A voz era profunda. Profunda demais para uma garganta humana. Barítono. Clínica. Como um médico dando um diagnóstico.
"O quê?", sussurrei.
Sua cabeça inclinou-se. O focinho de porco baixou para um lado. A lanterna ainda estava apontada para o meu rosto e eu não conseguia ver seus olhos por trás da máscara. Eu não queria ver os olhos dele.
"Você entrou livremente." Ele deixou o cabelo escorregar pelos dedos. "Ninguém sai da Casa de Pele depois que entra."
Minha boca abriu. Nenhum som.
Atrás dele, os outros se moveram. Uma mulher com uma máscara de corvo riu baixinho. Não era uma risada cruel. Era pior. Era compassiva.
O homem com cabeça de porco virou-se e caminhou de volta para a escuridão. A lanterna ficou no chão, apontada para cima, projetando sombras longas contra as paredes de lona.
Fiquei parada ali.
Meus pés ainda não se moviam. Meus frascos de amostras tinham derramado da bolsa. Pequenos tubos de vidro brilhando na luz da lanterna. Angélica silvestre. Meimendro. Tudo aquilo sem sentido agora.
A aba da tenda atrás de mim tinha se fechado. Ou tinha sido fechada. Não ouvi acontecer.
Ouvi o riacho de novo. Mais perto agora. E passos. Suaves. Pés descalços no solo batido. Alguém estava vindo em minha direção, vindo da área do maquinário. Eu não conseguia ver quem era. A lanterna estava apontada para o lado errado.
"Karina."
Meu nome. Alguém disse meu nome. Ou talvez eu estivesse alucinando de medo. Ou talvez fosse o vento.
Eu não tinha dito meu nome a ninguém.

waaaiiiitttttt. gimme a minute to process. because waaiiittt. i mean WAAAAAIIIIITTTTT! i don't want to hyperventilate, am i allowed to hyperventilate?does this cause for hyperventilation or am i too early for that?
Ooooh hohoho...this is a longer story. I am soooooo excited. I will try to comment more as I read but I usually get lost in the story lol. Okies a reading I shall goooo....😘
(Had to post this before a started reading)
I already find it exciting and I look forward to the rest. No idea what is going to happen, but very, very interesting.