Capítulo 1
Acariciei o rosto de Travis, meus dedos traçando a dispersão familiar de sardas em seu nariz. Estávamos juntos havia seis anos, namorados da faculdade que construíram uma vida confortável. Ele era tudo para mim: 1,70 m de cabelo loiro desbotado pelo sol e olhos azuis que ainda faziam meu coração disparar. Mas as palavras que acabara de dizer me atingiram como um choque elétrico, deixando-me sem ar e confusa.
— Um ménage? — sussurrei, franzindo as sobrancelhas. — Por que agora, Travis? Por que está falando nisso do nada, amor?
Estendi a mão, agarrei sua gravata e o puxei para mais perto, procurando em seus olhos algum sinal de que estava brincando. Em vez disso, ele deslizou as mãos pelas minhas coxas, apertando o tecido da legging com firmeza. Inclinou-se e capturou meus lábios num beijo áspero.
Quando se afastou, senti uma pontada de insegurança. — Você está me traindo?
Travis soltou uma risada sincera. — Claro que não, Bella. Por que faria isso? Você é gostosa pra caralho. É tudo que eu preciso, tudo que eu quero, gatinha.
Revirei os olhos, mas um sorrisinho escapou. Inclinei-me e o beijei fundo, minha língua deslizando contra a dele, fazendo-o soltar um gemido baixo. Ele ergueu a mão e afastou minha franja dos olhos, seu olhar se intensificando.
— Te amo tanto — murmurou. Mordeu o lábio, os olhos percorrendo meu rosto. — Seus olhos, sua boca… porra, você me deixa louco.
Apesar do calor das palavras, a ansiedade não passava. Pensei na mãe dele, que passara anos deixando claro que não me achava boa o suficiente. Talvez fosse por isso que me sentia tão frágil agora.
— Vai ser com um homem ou uma mulher? — perguntei, hesitante. Então, a verdade veio à tona. — Estou nervosa, Travis. Você é o único homem com quem já estive. A ideia de outra pessoa… me apavora.
Travis não se afastou. Em vez disso, chegou mais perto, sua voz um sussurro sedutor.
— Ando fantasiando com isso, Bella. Imagine só. Eu transando com outra mulher, mas você ali, do lado. Vendo cada segundo, se tocando, gozando só de me ver com outra, sabendo que sou seu.
A imagem mental me atingiu como uma onda, e meu primeiro instinto foi pânico. — Não quero fazer isso! Não consigo!
— Sem compromisso, amor — ele garantiu, a voz suave e tranquilizadora. — É só para apimentar as coisas. Dar uma esquentada na cama.
Desviei o olhar, o coração batendo forte contra as costelas, mas Travis não me deixou recuar. Segurou meu queixo, obrigando-me a encarar aqueles olhos azuis penetrantes. — Vai ser bom. Prometo, linda.
Não me deu tempo de argumentar. Sua mão subiu, apertando meu seio com firmeza por cima da blusa. Soltei um arquejo quando ele puxou o tecido para cima, expondo meu mamilo. Não hesitou: inclinou-se e abocanhou meu peito, a boca quente, a língua girando em torno do bico antes de sugar com força, puxando-o fundo na garganta.
Um gemido alto escapou de mim, os dedos dos pés se encolhendo. O nervosismo ainda estava lá, mas era afogado por uma onda de desejo. Travis gemeu contra minha pele, as mãos deslizando para me erguer. Enrolei as pernas em sua cintura, agarrando-me a ele enquanto me carregava para o quarto e me jogava na cama.
Moveu-se com uma urgência faminta. Arrancou a gravata, chutou as calças e a cueca, jogou a camisa para o lado num movimento só. Ficou de pé sobre mim, nu e sorrindo, o corpo definido e pronto. Começou a me despir, os olhos devorando cada centímetro da minha pele enquanto as roupas caíam.
— Você não faz ideia do quanto eu te quero — rosnou.
Mergulhou entre minhas pernas, o rosto pressionado contra minha boceta. Arqueei as costas, gritando seu nome enquanto me devorava. Sua língua era implacável, atacando meu clitóris com uma precisão que me fez tremer. Chupou-me, bebendo meus líquidos, o hálito quente contra minhas coxas. Eu era um emaranhado de prazer, os dedos cravados nos lençóis enquanto me levava ao limite.
No momento em que gozei, ele se ergueu, deslizando seu pau duro dentro de mim num impulso profundo e preenchedor. Soltei um arquejo, minhas paredes se contraindo ao redor dele. Começou a meter, os movimentos rápidos e poderosos. Cada estocada parecia uma marcação, um lembrete de que, não importasse quem mais entrasse naquele quarto no futuro, eu era a quem ele voltava para casa.
Nos chocamos juntos, a pele molhada de suor, até que ele soltou um gemido alto e me encheu com seu gozo quente. Em minutos, rolou para o lado e caiu num sono pesado.
Fiquei ali, em silêncio, os ecos da nossa paixão ainda correndo nas veias. Olhei para ele e me perguntei se nossa vida tinha ficado tão monótona a ponto de ele sentir necessidade disso. Uma sensação de medo persistia, misturada a uma curiosidade estranha e proibida.
Por fim, levantei da cama e fui para o banheiro. Deixei a água morna da banheira lavar o cheiro de sexo, a mente a mil. Sabia o que precisava fazer. No dia seguinte, ligaria para minha melhor amiga, Nora. Ela sempre fora a aventureira, a amiga que sabia lidar com essas coisas. Precisava dos conselhos dela.
Depois de me secar e vestir uma camisola macia, voltei para a cama. Travis estava de barriga para cima, roncando alto, alheio à tempestade de emoções dentro de mim. Encolhi-me contra ele, me perguntando se teria coragem de dizer sim.










