A Rainha Cai
Essa é uma história sobre uma mulher forte, independente e em busca do seu prazer, cheia de momentos picantes. Aqui você vai encontrar harém reverso, políamor, bissexualidade, BDSM, tortura, e aventura. Além de uma linguagem as vezes crude. Leia por sua conta e risco de se apaixonar ;)
Selene Dante não era apenas uma mulher, era uma tempestade controlada, um império em forma de curvas e silêncio.
Aos 27 anos já era uma bilionária do setor de tecnologia e segurança digital, fundou a Dante BioTech aos 18 anos, sempre foi apaixonada por tecnologia e tinha um QI de 200 pontos, além de outros empreendimentos da família Dante, vivia entre códigos, segredos do submundo sendo chefe da máfia e escolhas friamente calculadas. Passava tanto tempo em sua “caverna de vidro”, uma sala high-tech enterrada abaixo da mansão que sua pele permanecia alva como marfim, um contraste quase irônico para alguém que carregava tamanha intensidade por dentro.
Seus cabelos castanhos longos na altura da cintura traziam mechas naturalmente douradas, como se o próprio sol tivesse a ousadia de marcá-la. Seus 1,73 bem distribuídos. As pernas torneadas, a barriga lisa, a bunda empinada com o formato perfeito de um pêssego maduro e os seios sedutores compunham um corpo que não pedia atenção, ele exigia.
Seu rosto? Uma obra de arte renascentista.
Traços delicados, olhos amendoados com uma leve puxadinha para cima parecendo olhos de raposa tinham uma cor verde-mar que encaravam como se lessem a alma. E lábios... lábios cheios e rosados, feitos para o pecado.
Mas a beleza era só a embalagem de algo mais perigoso: Selene era uma deusa do prazer com um coração blindado. Traída às vésperas de seu casamento, ela aprendeu que amar era caro demais e que o poder era mais doce que qualquer promessa.
O silêncio da mansão parecia zombar de Selene Dante, seus pais tinham ficado na igreja para amenizar a situação. Cada passo ecoava sobre o mármore frio, como se o próprio chão testemunhasse a tragédia silenciosa que se abatia sobre ela. Vestida de noiva, ela caminhava sozinha pela sala principal, as mãos trêmulas cheias de ódio apertando o tecido rendado do vestido que havia sido feito sob medida, tão sonhado e desejado para um casamento que nunca aconteceria.
Do lado de fora, o céu de Londres estava cinzento, como se refletisse o que ardia dentro dela. A tempestade que se formava não era nada comparada ao furacão em seu peito. O buquê caiu de seus dedos, flores brancas se espalhando pelo chão como promessas partidas.
A traição fora pública, cruel e calculada. O homem que ela pensava amar, com quem dividira planos, cama e confiança por três malditos anos, trocou promessas de amor com outra, em segredo, enquanto vendia informações confidenciais da empresa de Selene a Dant BioTech. Ele não só destruiu seu coração, como tentou sabotar o império que ela havia construído com sangue, suor e genialidade.
Seu nome era Adrian Mancini. Italiano, elegante, manipulador. Sedutor por natureza, traidor por escolha. Se conheceram durante um jantar de negócios e ela ficou encantada com o homem.
Que desperdício de tempo.
— Você não entende, Selene... Eram apenas negócios — ele disse, ao ser confrontado.
— Negócios?— ela respondeu, com a voz afiada como vidro quebrado. — Negócio é o que eu faço com meu império. Você era minha escolha. Meu erro.
Agora, diante da lareira, ela encarava o reflexo da aliança dourada entre seus dedos. A pedra no centro, fria e cintilante, parecia rir dela.
— Maldito seja… meu pai estava certo — sussurrou, e com um estalo de raiva, arremessou a joia ao fogo.
Seu pai tinha dito que aquele homem não era digno dela ou de seu reino, mas Selene estava muito apaixonada, mesmo sendo impiedosa em diversas áreas de sua vida, ela ainda era uma jovem mulher que queria apenas ter um conto de fadas. Mas hoje este homem a humilhou e a jovem e doce Selene não existia mais.
Ainda bem que mesmo após três anos de relacionamento ela nunca o mostrou seu lado sombrio, sempre separando os dois mundos. Ela não queria admitir, mas só queria o conforto de Xavier e Dylan, eles não usariam a odiada frase “eu te avisei”.
Eles eram seus melhores amigos, se conheciam desde que nasceram, eram filhos dos braços direito e esquerdo de seu pai Luca Dante. Quando os três resolveram se aposentar Selene herdou o cargo de seu pai, alguns chefes das famiglias não gostaram muito, mas ela tinha sido treinada desde pequena, era forte, corajosa e ninguém conseguia segura-la, faz 2 anos que assumiu e já triplicou os ganhos. Xavier Ashworth era o filho de Richard Ashworth o braço esquerdo, chefe da segurança e quem lidava com o “serviço bruto” e Dylan Ravenscroft o filho de Charles Ravenscroft o braço direito ou Consigliere de seu pai. Ambos assumiram os lugares de seus pais, eles já tinham começado seus treinamentos antes, pois eram mais velhos que Selene e sempre estiveram ao seu lado e a protegendo.
As chamas a engoliram com voracidade, crepitando como se saboreassem a humilhação. Ela então rasgou o véu da cabeça, os fios castanhos-dourados do cabelo se soltando como uma libertação. Em poucos segundos, o vestido seguiu o mesmo destino: despido aos poucos, rasgado como sua paciência, queimado como sua última lágrima de ilusão.
Selene ficou semi-nua diante do fogo, a pele clara quase etérea refletindo o calor das chamas, os olhos verde-mar com um brilho gélido e decidido. Seu corpo, torneado por anos de cuidados e treinos, parecia mais uma armadura do que uma escultura. Uma deusa caída, mas não vencida.
Ela se inclinou, pegou um copo de cristal e o encheu com uísque puro. Bebeu em um único gole, sentindo a queimação atravessar sua garganta como um batismo de renascimento. Naquela noite, Selene Dante morreu como noiva e renasceu como mulher.
Forte. Livre. Faminta.
Xavier a encontrou em casa, olhando para sua forma amargurada, perguntou — O que você quer fazer agora? — era doloroso vê-la daquela forma, ela era muito perfeita para ter seu coração machucado.
Sem esperar a resposta Dylan questionou — Quer ele morto? Nós já o prendemos, ele está na cela aguardando o seu comando.
Selene não estava pensando direito e disse — Apenas me abracem, preciso de vocês. — ela estava muito desamparada, poderia reerguer a empresa rápido, o produto que aquele babaca vendeu as informações não era sua única opção. Mas seu coração estava partido e ela só precisava deles dois.
Enquanto eles a abraçavam ela traçava um plano para tirar umas férias merecidas, sozinha.
Nas semanas seguintes, ela sumiu do radar. Nada de redes sociais, aparições públicas ou reuniões do submundo. Especulações corriam soltas: teria surtado? Fugido? Morreu de vergonha?
Ninguém além de Dylan e Xavier sabiam que ela havia se recolhido à sua “caverna” uma fortaleza tecnológica cravada nas montanhas suíças, escondida sob a neve como um segredo precioso.
Enquanto o mundo pensava que ela havia desaparecido, Selene estava dando vida ao que chamaria de Violet Core um santuário de poder sensorial absoluto, criado para mulheres que comandam, controlam e seduzem com a mesma intensidade.
Mais do que um sistema, uma rede de dominação, prazer e estratégia que unia tecnologia avançada à arte do controle. Cada comando, cada interface, pulsava com a energia de Selene capaz de conectar corpo, mente e desejo em um ecossistema onde ela era a fonte e o limite.
— Como pude permanecer três anos em um relacionamento baunilha? preciso recuperar o tempo perdido — Pensava Selene, ainda questionando suas escolhas — Só por que ele era lindo, um verdadeiro Adonis? Aposto que ele fez plástica. — Mas o que realmente a encantava era o sotaque dele, por que ela tinha que ter uma quedinha por italianos? — Já chega!
Durante esse período, ela dormia pouco, comia o suficiente, mas sonhava muito. Sonhos que não envolviam apenas poder, mas prazer. Selene não queria mais histórias de amor. Queria dominação. Luxúria. Pecado.
Por meses, ela alimentou essa chama silenciosamente. Preparou seu corpo, sua mente e seu espírito. Se antes buscava o controle sobre sistemas, agora queria o controle sobre os homens. Sobre o desejo. Sobre o próprio prazer. Ela não entraria em um novo relacionamento baunilha e monogâmico, ela teria tudo.
Dylan e Xavier apenas a observavam, eles tinham que cuidar dos ‘negócios’ enquanto ela tirava esse momento para si. Xavier ia visita-la com mais frequência, tinha que ajustar seu treino e sempre a observava em silencio. Ela era o grande amor da vida dele, desde a infância.
Ao completar a primeira versão do Violet Core, ela fez um brinde sozinha, nua, como no dia do fim e se olhou no espelho.
— A Selene Dante que vocês conheciam morreu — disse, encarando seus próprios olhos. — Agora, vocês vão conhecer meus pecados.
Ela comprou uma passagem só de ida para Aspen. Dylan organizou uma cabana para ela, verificou a segurança da área e deixou tudo pronto para a chegada dela. Queria silêncio e isolamento para o próximo passo: viver seus desejos mais sombrios. Nada de amor, compromisso ou regras tradicionais. Quem quisesse Selene teria que aceitar sua nova condição.
Ou a teria por completo… ou não a teria de forma alguma.
E assim começava a verdadeira história da mulher que se recusou a amar como esperavam, mas que amou o prazer como uma rainha ama seu trono.
Ao mesmo tempo, em uma cabana isolada nos arredores de Aspen, Blake Hunter observa a tempestade de neve através das janelas embaçadas.
Ele serve um uísque e se senta diante da lareira, os músculos do torso à mostra sob uma camiseta fina. Ex-militar, abandonou a carreira após perder seu melhor amigo e irmão em uma missão falha que ele próprio liderou.
Desde então, criou uma empresa que presta serviços de segurança de alto nível, depois de se emprenhar tanto e transforma-la em um sucesso resolveu tirar um momento para ficar afastado do mundo, lidando com a culpa, o silêncio e as cicatrizes que ninguém vê.
Blake escolheu aquela solidão como penitência, precisava daquele momento para se reerguer mentalmente e sentimentalmente. Mas, em suas noites solitárias, sua mente viajava para fantasias sombrias, onde o controle e o desejo se misturavam. Aos 35 anos ele já estava cansado de mulheres sem conteúdo. Ele ansiava por uma mulher que não pedisse permissão, que o enfrentasse, que o dobrasse.
E, embora jamais admitisse em voz alta, sonhava com uma conexão tão intensa que queimasse mais que a neve lá fora.
Naquela noite, ele não imaginava que uma tempestade traria até sua porta exatamente isso: Selene Dante. O desejo dele... e sua perdição.



