Abrigo na Escuridão│BDSM│+19

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Resumo

O Presente: Ela escapou uma vez, curou-se e construiu uma vida normal, mas sua carta de alforria está com os dias contados. Seu amigo de infância foi designado para buscá-la, treiná-la e entregá-la. O Passado: 9 adolescentes suicidas em uma instituição mental, presos com 1 sádico. Ele quer causar dor, mas os ajuda com drogas, sexo, amizade ou danos, criando uma hierarquia enquanto os auxilia. Trigger Warnings: Menção a estupro, suicídio, abuso de drogas e álcool, automutilação, sexo, ferimentos. O inglês não é minha primeira língua. Por favor, seja gentil ao deixar uma avaliação gramatical 🤍 Vídeos estéticos e personagens no Insta e TikTok: @emeryashes +125 mil leituras no Wattpad Esta é uma história original com personagens originais; todos os direitos pertencem à autora. Direitos autorais do texto © EmeryAshes

Status
Completo
Capítulos
65
Classificação
4.7 22 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

Última noite de acampamento de verão

Ex

Ela ia deixá-lo.

Ela ia deixá-lo e ir para eles.

Ela o deixaria nem um dia inteiro depois que os pais dele tivessem ido embora.

Doía. Ele se sentia apenas uma pequena partícula que latejava. A única coisa que o centralizava era infligir dor aos outros. Ele não sabia como parar de querer machucá-la também.

Ele quase procurou Liam novamente, mas Liam não o tinha machucado. Por que ele deveria sofrer?

Não, Elina tinha metade da culpa. Ele determinaria quem mais era responsável depois que o acampamento acabasse.

Ela, sozinha, era responsável por suas ações. Ele invadiu o quarto dela, exigindo uma razão. Ele merecia pelo menos isso. Ele queria que ela sofresse, que se despedaçasse. Ele ansiava por vingança.

Elina

Ele estava de volta. Ela não podia vê-lo, mas podia senti-lo fervendo de raiva atrás dela. Mais cedo, ele estava implorando a ela. Agora ele estava zangado, frio e calculista. Essa versão de Ex a assustava. Significava que ele ia querer causar dor a ela. Ela aguentava o que quer que ele fizesse, desde que ele não tentasse mexer com sua mente e descobrir a verdade.

“Isso não pode acabar assim.” A voz dele era mortal.

“Ex, por favor, me deixa ir.” Ela não conseguia dizer mais nada. Ela não conseguia dizer absolutamente nada.

“Você não se importa com nenhum de nós, não é?” As palavras dele eram cruéis.

“Eu me importo. Eu prometo a você, eu me importo.” Ela se sentou sobre os joelhos.

“Suas ações claramente não mostram isso. Nós deveríamos ficar juntos, ajudar uns aos outros. Nós estivemos aqui por você todo esse tempo. Eu te segurei em meus braços todas as porras das noites, Elina. Eu te convenci a não se matar toda vez que você tentava. Nós fizemos planos juntos. Você estava mentindo para nós? Brincando com a gente? Isso era um prazer para você? Você gozava com isso?”

Cada palavra parecia um soco no estômago. “Não, Ex, por favor. Por favor, não pense isso. Eu não...”

“Eu fui uma piada para você? Você sente ao menos remorso pelo que me fez tornar? Pelo monstro que você me convenceu a interpretar?”

Ela queria chorar. Ela não sabia como contar a ele, como expressar suas emoções.

“Levanta. Nós vamos dar uma volta.”

O coração dela acelerou. Ele não estava estável. Ele era perigoso. Ela tinha machucado alguém que causava dano e sentia prazer com isso. “Não, eu não vou descer lá com você.” Da última vez que ela tentou ir embora, ele prometeu que a quebraria se ela tentasse qualquer coisa novamente. Que a vida dela seria dele para controlar ou terminar.

Ele chegou terrivelmente perto dela. Ela podia sentir o hálito quente dele em seu rosto.

“Eu não vou te levar lá embaixo, princesa.”

Ela se levantou cansada. Ele colocou um suéter nela. Então, ela ouviu o carregador sendo arrancado da parede.

Ele agarrou o pulso dela e começou a puxá-la. Eles saíram. Não havia barulho nos corredores ou no saguão. Nenhuma enfermeira para detê-lo e salvá-la. O ar frio do verão envolvia suas pernas expostas. Ela estava usando apenas uma camisola.

“Vocês dois!” O guarda gritou.

Ex a deixou por um momento, depois voltou. Não houve mais gritos enquanto ele a forçava a continuar andando.

“Por que ele deixou você passar?” A respiração dela estava acelerando rapidamente, caminhando para um ataque de pânico.

“Poder, Elina. Algo que você não tem.” Mas ele tinha.

Ex tinha o poder de fazer o que quisesse. Ele nunca prestava contas a ninguém, apenas pegava sem pedir desculpas.

“Onde nós vamos?” Ela parou.

“Eu quero te fazer gritar. Você diz que receber dor te faz sentir melhor, e eu preciso que você sofra. Estou ajudando nós dois. Só preciso de um espaço isolado.”

Ele esperou. Ela continuou andando, e ele entrelaçou seus dedos, sua mão quente a acalmando. Ele era sua dor e prazer, seu tudo. Ela estava deixando-o, mas não podia dizer o porquê.

Ele era seu açougueiro, levando-a para o bloco de corte, segurando-a suavemente e a acalmando pelo caminho, com a promessa de que seria rápido e indolor.

“Como você vai me machucar?” Ela sussurrou.

“O cabo do carregador vai arder como um chicote.”

Aquela era definitivamente sua execução. Ela não duvidava que ele fosse capaz.

“Me diga que você não quer isso”, ele desafiou. “Me diga que você não merece.”

Ela merecia, então ficou quieta.

“Imaginei.”

Eles chegaram à praia. Em vez de areia, ela sentiu rocha fria sob os pés. Eles estavam em um penhasco, o mar abaixo deles estava tão furioso quanto Ex.

Ele tirou o moletom dela e a empurrou para os joelhos. Ela sentiu a pedra áspera e afiada cortando sua pele. Ele levantou a camisola dela, expondo suas costas.

Ela não tinha medo da dor que viria; ela tinha medo dele. Ele nunca a tinha chicoteado antes.

Nenhuma preparação mental poderia igualar o que ela sentiu. O corte em suas costas. Ela nem tinha terminado de gritar quando veio outro, e depois mais um. Ela contou até dez. Suas costas estavam em chamas e possivelmente sangrando. Ele se agachou atrás dela e enfiou a mão em sua calcinha.

Seus dedos deslizaram. “E você quer me deixar?”

“Ex, eu...”

“Você?” Ele circulou seu clitóris. Não demorou muito para ela se inclinar sobre ele, ofegante e gemendo.

Ele se afastou. “O que te faz pensar que vou deixar você gozar? Você não mereceu. Você nem sequer merece esta surra.”

Ela começou a falar, suplicando, mas ele bateu de novo.

“Conte.” Quando ela não começou, ele a chicoteou com mais força. “Conte.”

Ela contou, chorando e implorando entre os números. Ele já a tinha machucado antes, mas nunca tão gravemente.

Ele parou de chicotear quando ela parou de contar, quebrada e encolhida sobre si mesma.

“Pare de me manipular.” O tom dele era frio.

“Eu não estou!” Ela gritou para ele.

“Você está chorando. É uma maneira simples e eficaz de comunicar necessidades imediatas para receber cuidado e atenção. Isso deveria me fazer sentir mal por você, não vai rolar, boneca.”

Ele tinha que estar brincando. Aquele não era o momento para aulas de psicologia. Ele puxou a camisola dela para baixo e a ergueu. Eles ficaram assim, ele atrás dela, o penhasco à frente. Ela não sabia o que era pior. O vento chicoteava seu cabelo em todas as direções.

Ele ficou quieto por um tempo. “Você consegue sentir o ar? Consegue sentir o quão perto está da beirada? Consegue ouvir as ondas batendo nas rochas lá embaixo?”

Ela foi puxada para frente, tentando se concentrar. Ela tropeçou. “Para com isso. Eu vou cair.”

Ele estava se pressionando, prendendo-a. “E se eu quiser que você caia? E se você quiser cair?”, ele falou suavemente. As palavras dele se misturavam ao vento e aos pensamentos dela. Era como se fossem seus próprios pensamentos. “Seria bom, não seria? Você finalmente experimentará aquela paz e silêncio de que fala.” Ela estremeceu, mas ele continuou. “Você não sobreviverá a essa queda, princesa. Posso te garantir isso. Você pode ouvir as rochas e as ondas colidindo abaixo. Será rápido e indolor.”

“Você é quem está me manipulando agora”, ela chorou, considerando a ideia. Não haveria nada depois dele.

“Não estou manipulando você, apenas persuadindo. Dando opções, dizendo qual é a mais sensata. Você confia em mim, não é?” Ele ficou quieto por um tempo.

“Ex”, ela sussurrou.

“A única maneira de se livrar de mim é morrendo. Eu deveria ter deixado você fazer isso antes. Mas pensei que você me amasse de volta. Pensei que você se importasse comigo, como eu me importava com você.”

“Eu me importo”, a voz dela falhou. Ele já a tinha matado, a tinha destruído.

“Tão dramática. Você afirma isso, mas tem um jeito engraçado de mostrar. Você nunca sacrificou nada por mim. Você é egoísta, Elina. Ou você fica comigo ou pula.”

“Eu não posso ficar com você.”

“Então pula. Me mostra que você sentiu alguma coisa por mim em algum momento.”

O calor dele atrás dela desapareceu. “Ex?”

Ele não respondeu. Ele a tinha deixado.

Ela quase conseguia ver a água e as rochas. Era hipnótico e prometia paz. Ela deu um passo à frente e começou a cair. Ele a segurou pela camisola. O peso do corpo dela estava para a frente, e ele a manteve a centímetros da borda. A vida dela estava nas mãos dele.

“Uma última chance.”

“Eu sinto muito”, ela sussurrou.

Ele a soltou. Elina caiu e atingiu a água fria. Ela não teve escolha a não ser deixar a corrente puxá-la para o abismo escuro.