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Os questionamentos nem sempre eram respondidos, mas precisava ir além do que se sabia, o mundo poderia ser mais do que é. Vivia a vida de acordo com os desafios que lhe apareciam - estes, nem sempre fáceis. Contudo e apesar, descobria-se, lutava, procurava. Um olhar de longe, desatento, talvez confundisse sua singularidade com a loucura. Erro básico. Estava, na verdade, sendo sem barreiras, fazendo sem correntes, procurando sem vendas. Não precisava de impeditivos, sabia do que era capaz. O roxo era sua força, o azul sua teimosia, o amarelo sua delicadeza, o vermelho sua responsabilidade. Tinha em si todas as cores e todos os sentidos, talvez arco-íris algum seria suficiente para ela. Nesse processo de ser quem é, era sempre por completo: demasiadamente ela, demasiadamente humana, demasiadamente Jaqueline.