Vingança de Um Milhão de Dólares

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Resumo

Sloane Heathrow achou que o trato tinha terminado. Ela estava enganada. Após seu desaparecimento repentino, Sloane se vê presa entre dois irmãos poderosos que sabem exatamente o que os três CEOs estão escondendo — e exatamente por que Sloane é importante. Eles lhe oferecem o mesmo valor familiar: um milhão de dólares. Desta vez, não pelo seu corpo... mas pelas suas habilidades. Dividida entre dois mundos sombrios repletos de dinheiro, crime e tentação, Sloane precisa decidir em quais homens confiar — e quais destruir. Porque cada escolha tem um preço.

Status
Trecho
Capítulos
5
Classificação
4.7 54 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Esta é a sequência de The Million Dollar Virgin

Capítulo 1

Eu não gritei.

Eu deveria ter gritado.

Em vez disso, cuspi.

Bem na cara dele.

Porque essa é a coisa lógica a se fazer, certo? Cuspir na cara de quem te sequestrou?

A saliva deslizou lentamente pela bochecha dele, escorrendo pelo maxilar perfeitamente esculpido. Pensei que ele poderia sacar uma arma ou me esfaquear. Me dar um tapa. Me socar. Estrangular a vida de mim.

Em vez disso, ele sorriu. Ele parecia… bem. Completamente composto.

— Não é de falar — disse ele secamente.

Meus pulsos ardiam atrás das costas, a corda puxando minha pele. — Vá para o inferno — rosnei.

— Eventualmente — ele deu uma risadinha. — Mas ainda não.

Ele se inclinou para frente. Deus, ele era um colírio para os olhos. Mesmo com essa história toda de me sequestrar da minha cama. Seu cabelo preto e grosso era um contraste marcante com seus olhos azuis brilhantes. Ele tinha lábios carnudos que pareciam estar em uma linha reta permanente — sua expressão era ilegível. Eu odiava admitir, mas ele parecia um modelo.

— Quero discutir um assunto com você — disse ele. — Nada mais.

Eu ri. — Vai se foder.

Ele estendeu a mão atrás de mim e, sem aviso, soltou as cordas. Elas caíram. Eu fiquei tensa.

O que ele planejava fazer a seguir? Eu seria a estrela do próximo documentário da Netflix? O próximo rosto estampado em todas as redes sociais? Ele me enterraria em uma vala ou simplesmente me cortaria em pedaços e me jogaria no rio?

Ele se levantou lentamente, limpando o rosto com as costas da mão.

— Preciso das suas habilidades — ele continuou, como se não tivesse acabado de me capturar e me trancar em um porão. — Nada mais.

Esfreguei meus pulsos doloridos, meu coração batendo forte contra o peito. — Você acha que eu vou simplesmente te ajudar?

— Não — disse ele. — Acho que você precisará de um pouco de persuasão.

Bufei de desprezo. — E se eu não concordar em te ajudar?

Ele deu de ombros. — Então você ainda estará aqui amanhã. E depois. E depois.

Levantei-me de um salto, como se fosse conseguir fugir de alguma forma. Mas ele não se moveu para me impedir. Em vez disso, ele ficou de pé e suspirou.

— Não adianta correr, Sloane — disse ele, olhando para o relógio no pulso. — Você não vai chegar longe.

— É o que veremos. — Lancei um olhar furioso para ele.

Ele recuou, apontando para a escada atrás dele. — Tente, então. Estarei lá em cima. Quando terminar de tentar escapar e estiver pronta para conversar, procure o funcionário mais próximo. Eles ajudarão você a me encontrar.

Então ele se virou e foi embora, deixando-me sozinha e sem nenhuma resposta. Fiquei lá por um tempo que pareceu uma eternidade, com a respiração rápida e ofegante. Então respirei fundo e me forcei a andar. E eu consegui.

Subi as escadas. A porta se abriu para algo… surreal. Tetos altos e pisos de mármore. Obras de arte que pareciam pertencer a um museu.

Vaguei pelo lugar, passando por corredores largos e cômodos enormes. Meus movimentos eram silenciosos graças aos meus pés descalços.

Para minha surpresa, ninguém me parou. Era como se a casa estivesse totalmente vazia. Mas então ouvi vozes abafadas ao longe. Congelei e espiei em volta de uma esquina para uma cozinha grandiosa. Era como uma daquelas cozinhas de programas de culinária.

Panelas de prata penduradas sobre uma ilha, coisas florais aleatórias em cada canto. Um forno enorme que poderia assar tortas suficientes para alimentar um vilarejo inteiro de uma vez.

Havia uma mulher mais velha de cabelos grisalhos vestida com uniforme de empregada. Ela estava conversando com outra mulher mais jovem com uniforme semelhante.

— Estou te dizendo — quando você fizer o macarrão, deve adicionar a trufa na mesa. Rale bem por cima, antes que comam — ela disse severamente para a mulher mais jovem. Imediatamente recuei e me virei, indo na direção oposta.

Encontrei portas de vidro nos fundos da casa e forcei uma delas para abrir. Então deslizei para o ar frio da noite. O jardim se estendia por muito tempo, inundado de cercas-vivas, caminhos, fontes e luzinhas.

— Isso parece o porra de Bridgerton — sussurrei para mim mesma. — Onde diabos estou?

Meus olhos examinaram o perímetro. Vi um portão no final do jardim, levando a uma área extensa atrás dele.

Liberdade… talvez.

Eu podia sentir meu coração batendo loucamente contra o peito enquanto galhos estalavam sob meus pés descalços. Pedras afiadas cortavam meus dedos. Não havia tempo para pensar ou planejar. Então apenas me movi como uma louca. Minha respiração ficou pesada enquanto eu disparava, virava em um caminho de pedra e contornava uma esquina —

E corri direto para algo sólido. O peito rígido e bastante musculoso de alguém, para ser precisa. Mãos fortes seguraram meus braços antes que eu pudesse cair para trás.

— Calma lá — disse uma voz. Então ele deu uma risadinha. Parecia musical. Que irônico, dada a situação.

Olhei para cima.

Cabelo castanho escuro. Sorriso perfeito. Olhos avelã brilhantes.

Ele olhou para mim como se fosse exatamente aqui que ele esperava que eu estivesse. Como se estivesse esperando. Ele não era o mesmo homem do porão… ele era alguém novo.

— Bem — disse ele, com a voz carregada de diversão. — Você deve ser a Sloane.

Meu coração bateu contra minhas costelas, meu corpo tremendo.

— E você — acrescentou ele, olhando para além de mim em direção à mansão, — já está causando problemas.

Ele se virou para mim e sorriu amplamente, seus olhos se iluminando. Droga, ele era lindo.

— Quem é você? — perguntei.

— Pode me chamar de Knox — disse ele. — Sou irmão do cara que você conheceu no porão.

— E quem é ele? — perguntei.

— Pode chamá-lo de Rowe — ele disse com um sorriso malicioso.

— Ótima apresentação — agora me solta, seu psicopata — sibilei, dando alguns passos para trás.

— Isso vai ser divertido — ele riu. Então ele puxou suavemente meu braço, me levando de volta para minha prisão.

Sentei-me rigidamente na cadeira, com os braços cruzados, enquanto lançava um olhar furioso para eles. Tanto Knox quanto Rowe sentaram-se do outro lado de uma longa mesa de jantar.

Knox recostou-se na cadeira como se estivesse desfrutando de um jantar em vez de me manter em cativeiro contra minha vontade. Ele sorriu sem esforço, como se tudo aquilo fosse hilário para ele.

Rowe sentou-se em silêncio, com os braços dobrados ordenadamente sobre a mesa.

Uma empregada se aproximou e colocou um prato na minha frente.

Uma pilha fumegante de macarrão encarava-me. Ela se inclinou para frente e segurou algo como um cogumelo escuro e um ralador. Ela inclinou-se e raspou pedaços do cogumelo por cima do macarrão.

Estreitei os olhos para aquilo. — O que é isso?

A empregada parou no meio do movimento. Ela piscou para mim em confusão, como se todo mundo soubesse o que porra era aquilo.

— Trufa — disse ela lentamente, e depois raspou mais algumas lascas finas sobre meu macarrão.

— Prefiro comer terra — sibilei para ela. Seus olhos se arregalaram e ela se afastou de mim.

Knox bufou. — Você pode se surpreender. Apenas experimente.

— Não — retruquei. — Você provavelmente envenenou isso.

Rowe nem olhou para mim quando falou. — Coma.

Ri de forma sombria. — Engasgue-se com seu jantar. Lentamente.

Knox deu um sorriso malicioso. — Eu gosto dela.

Rowe finalmente levantou o olhar para mim. Seus olhos estavam firmes. Sem diversão.

— Você não está aqui porque queremos te machucar — disse Rowe. — Você está aqui porque três homens decidiram usar você.

Eu zombei. — Eles me pagaram. Pelo sexo e pelo meu trabalho. Isso não é a mesma coisa.

Rowe não reagiu. — Dinheiro é como começa. Quando isso para de funcionar, eles usam a força.

— Você não sabe de nada — retruquei.

Knox nem olhou para cima enquanto girava o macarrão no garfo. — Sabemos que a empresa deles é um disfarce.

Eu me virei para ele. — O que isso significa?

— Significa que a segurança cibernética é o disfarce — disse ele. — Cibercrime é o produto.

Rowe assumiu suavemente. — Eles apagam rastros digitais e fazem problemas desaparecerem.

Meu estômago apertou, mas fiquei em silêncio.

— E quando apagar não é o suficiente — Knox acrescentou, inclinando-se para frente, — eles conectam pessoas que não deveriam ser capazes de se encontrar.

Engoli em seco. — Você quer dizer…

— Criminosos — disse ele.

Eu suguei o ar.

— Eles fazem isso há anos — disse Rowe. — E são muito bons nisso.

— Você está cheio de merda — bufei.

— Eles investigaram você — respondeu Rowe calmamente.

Suas palavras me atingiram com força, e senti uma onda de náusea se formando.

— Quando você começou seu trabalho no suporte técnico. Quando você começou a investigar lugares onde não deveria — ele pausou. — Você era difícil de rastrear. Isso os impressionou.

Meu peito apertou. — O anúncio —

— Uma coincidência — disse Rowe. — Eles nunca esperaram que você se candidatasse. Aquilo foi apenas para se divertirem.

— Então, quando eles me escolheram… — eu parei de falar.

— Eles já sabiam quem você era — disse ele. — Eles estavam planejando promovê-la na BD Systems de qualquer maneira. Novo cargo. Novo salário. Eles precisavam de você por perto.

Knox colocou o garfo de lado. — Porque eles quase sofreram uma invasão. Alguém quase quebrou o sistema deles. Eles precisavam de um código novo. Uma mente nova.

— Para protegê-lo — disse Rowe. — Porque se for exposto —

— Políticos. Criminosos. Todos — terminou Knox. — Tudo exposto.

O silêncio se estendeu entre nós.

— Queremos que você quebre o sistema — disse Knox. — Não protegê-lo. Você já quebrou o software de proteção deles na BD Systems, o que significa que você também é capaz de quebrar o código que eles usam para operar sua organização clandestina.

Fiquei encarando meu prato intocado.

— Você deveria comer — disse Rowe levemente.

— Nós vamos te pagar — acrescentou Knox. — Mais um milhão.

Olhei para cima. — Não vou ajudar vocês.

Knox sorriu. — Veremos.