O começo.
Meu nome é Luana tenho 25 anos e nasci em Duskwood, com 8 anos fui mandada para um orfanato, lá uma família muito rica e boa me adotou. Assim que fui adotada fui morar em River City com minha nova família.
Anos se passaram e eu estava indo muito bem em minha vida e em meu trabalho, mas um dia, recebi um visita inesperada que mudaria todo o rumo da minha vida.
Eu estava em meu trabalho quando uma amiga veio até mim.
-Tem umas pessoas perguntando por você, e estão lhe esperando no corredo
Perguntei então quem eram, mas minha amiga não soube dizer, pois nunca havia visto eles na cidade. O que era estranho, porque River City era uma cidade pequena e todos se conheciam.
Isso acabou despertando minha curiosidade e fui ver quem eram essas pessoas. No começo achei que eram pacientes, já que eu era uma médica bem recomendada na região. Chegando no corredor tinha quatro pessoas. Dois homens e duas mulheres estavam me esperando pacientemente. E assim fui em direção a eles, começaram a me encarar.
Quando cheguei mais perto daqueles estranhos, eu indaguei o que queriam. As quatro pessoas se encararam por alguns minutos, e logo após se apresentaram.
-Olá, eu sou o Thomas. Ele era um cara que parecia ser bem sério, com uma barba meio grande, olhos verdes claros e sua toca preta que o fazia parecer bem cético e bravo. Em seguida uma moça ruiva e bem bonita se apresentou - Eu sou a Jessy, ela parecia ser bem doce e amável.
- E eu sou o Richy, disse um homem alto e loiro que parecia ser bem gentil. E por fim Cléo, ela usava óculos e tinha um cabelo longo bem liso e preto. Quem a apresentou foi o homem com a barba esquisita, por que ao invés dela se apresentar ficou me encarando, e isso me fez pensar se ela era apenas uma pessoa tímida ou rude.
Após os cumprimentos desconfortáveis, Thomas olhou nos meus olhos e perguntou meu nome para saber se eu era realmente quem procurava. No começo, achei aquilo muito estranho, porém resolvi responder mesmo assim. Quando disse que esse era sim meu nome, eles voltaram a se encarar.
Jessy questionou se podíamos conversar em algum lugar mais reservado, pois o que tinham para falar era um assunto tanto quanto delicado.
Pensei por um tempo e por fim concordei em segui-los, contudo teriam que esperar mais algum tempo, pois eu estava trabalhando.
Pedi para que me esperassem no restaurante que tinha em frente ao hospital, e que logo iria encontrá-los ali.
Meia hora depois, deu o meu horário de almoço e sai do me trabalho e caminhei calmamente até o restaurante, para encontrar os quatro desconhecidos, e lá estavam eles, sentados em uma mesa me esperando.
Ao chegar nos cumprimentamos novamente e me sentei.
Thomas começou a explicar o porquê de estarem a minha procura.
- Bom, sei que isso vai parecer estranho, mas estamos a procura da minha namorada, Hannah, ela está desaparecida há 3 dias. Não deixou nenhum rastro, nenhuma pista, contudo, ontem eu recebi uma mensagem anônima e muito estranha. Nela tinha apenas o seu nome, sua cidade e onde podíamos te encontrar, e dizia que você era a chave. Por isso viemos para cá, somos de Duskwood, cidade vizinha daqui, queremos saber por que mandaram essa mensagem para mim.
Fiquei em silêncio por um tempo.
-Me perdoe, mas não consigo acreditar nisso. Sinceramente não sei por que mandariam uma mensagem dessa. Não conheço vocês e nem essa tal de Hannah. Desculpa por não poder ajudar.
Levantei para ir embora, mas Cléo me impediu segurando meu braço.
-Por favor, eu sou a melhor amiga da Hannah e estamos desesperados. Estamos andando em círculos aqui e a única pista que temos é essa mensagem, por favor, nós precisamos de sua ajuda.
Ao olhar para os olhos castanhos daquela que segurava com tanta força meu braço, vi o desespero e a dor habitando neles, então resolvi me sentar e, de alguma maneira, tentar ajudá-los.
-Eu não conheço essa garota. Já morei em Duskwood, mas faz muito tempo. Quando eu tinha 8 anos fui mandada para um orfanato e lá uma família muito legal me adotou. Viemos para essa cidade, e nunca mais voltei para aquele lugar. Desculpa, mas não sei como posso ajudar.
Resolvi perguntar se eles tinham mostrado essa mensagem para a polícia, já que seria uma pista muito importante para o desaparecimento de Hannah. Se encararam por um tempo em silêncio.
-Não, não pude fazer isso. Porque quando eu li a mensagem ela simplesmente desapareceu do meu celular, e eu não sei o que aconteceu. Disse Thomas.
Fiquei surpresa em ouvir aquilo.
- É, isso realmente é muito estranho, mas eu não sei como poderia os ajudar nisso.
Richy se levantou e resolveu dar sua opinião.
- E se você fosse conosco para Duskwood? Talvez lá você se lembrasse de algo. É poucas horas de viagem de uma cidade para outra.
Todos adoraram a ideia, menos eu que achei aquilo uma loucura.
- Não, não posso simplesmente sair da minha cidade, largar meu emprego e minha família para ir para outra cidade com pessoas que eu acabei de conhecer. Sinto muito, mas isso não irá acontecer.
Acabei me levantando irritada e voltei para o hospital para terminar meu trabalho.
Durante o dia todo aquelas pessoas e a conversa que tivemos ficou em minha cabeça, tanto que nem consegui me concentrar no meu serviço. Quando cheguei em meu apartamento, cansada e muito confusa, desabei em minha cama e pensei sobre tudo o que ouvi daquele grupo e a amiga desaparecida deles.
-Hannah... Não nunca ouvi esse nome antes. Devem ter me confundido com alguém ou estão tentando me enganar. Não sei como concordei em falar com eles, como sou estúpida.
Enquanto estava me afundando em meus pensamentos, meu telefone tocou e estranhei o número desconhecido na tela, mas resolvi atender. E com um certo receio perguntei;
-Oi, quem é?
A única coisa que pude escutar foi a respiração ofegante do outro lado. Alguns minutos torturantes se passaram, até que enfim quem estava do outro lado desligou.
Achei aquilo muito estranho mas deixei isso pra lá.
Uns 20 minutos depois meu telefone tocou novamente. E antes que eu pudesse dizer algo ouvi uma voz muito assustadora dizendo;
-Tem que nos ajudar, Luana. Você é a única pista que temos. Não posso dizer quem sou, mas lhe juro que quero ajudar. A Hannah era minha amiga também, e eu a vi sendo sequestrada, mas preciso de você.. você é a chave. E desligou.


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