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Summary

Diários: Dante e Beatrice Como Nunca Vistos Mandado para o interior como castigo por seus excessos na cidade, Dante, um playboy arrogante de 18 anos, acreditava estar entrando em seu pior pesadelo. Ele só não imaginava que a calmaria do campo traria a maior de suas tentações: sua prima Beatrice. Ela cresceu isolada da maldade do mundo, tornando-se uma jovem de uma pureza magnética e ingênua. Para o cinismo de Dante, essa inocência não é apenas fascinante — é um desafio. Registrada nas páginas secretas de diários antigos, esta é a história envolvente de uma paixão proibida entre o pecado e a redenção.

Status
Ongoing
Chapters
17
Rating
5.0 1 review
Age Rating
18+

Capítulo 1

Prólogo

Quando penso naquela época, a primeira palavra que me vem à mente é irresponsável. Aos 18 anos, eu ainda era um playboy desmiolado, acostumado a ter dinheiro para gastar e pouca supervisão dos meus pais. Eles viviam ocupados com o trabalho e, quando conseguiam algum tempo livre, aproveitavam para viajar pelo mundo e reacender a própria paixão em alguma nova "lua de mel". Era bonito ver o quanto se amavam, mas, naquela fase, eu não percebia que também significava ter muito espaço sobrando para que eu fizesse minhas próprias escolhas — nem sempre as melhores.

Pouco antes de minha vida mudar para sempre, eles fizeram uma grande viagem. Aproveitei a ausência deles para organizar a maior festa que aquela casa já tinha visto, comemorando o início das férias de verão. O resultado foi exatamente o que se esperaria de jovem adulto como eu: uma casa destruída, muitas histórias que prefiro não repetir e uma situação impossível de explicar quando meus pais voltaram mais cedo por causa de uma urgência no trabalho.

Fui encontrado bêbado e no meio de uma das situações mais constrangedoras e desrespeitosas que um filho poderia proporcionar aos pais, com uma garota na cama deles.

O resultado foi um velho clichê, a decisão de me mandar para o interior, na esperança de que a distância da cidade e uma vida mais simples colocassem minha cabeça no lugar.

Naquele momento, encarei aquilo como uma punição. Eu não fazia ideia de que meus pais estavam, na verdade, me empurrando para o acontecimento que definiria todo o meu futuro.

Mas no fim, eles só tiveram sorte, pois não foi apenas o silêncio do campo, a rotina simples ou a distância da vida que eu conhecia. Talvez, de certa forma, tenha sido, porque foi essa simplicidade que me permitiu conhecer uma moça "pura": minha prima Beatrice.

Esta história foi reconstruída a partir das lembranças que guardamos e dos registros que deixamos para trás ao longo dos anos. Os diários que escrevemos naquela época carregam a visão de dois jovens que ainda não entendiam a dimensão do que estavam vivendo. Por isso, algumas páginas preservam a ingenuidade e a intensidade de cada momento daquele período, enquanto outras refletem as pessoas que nos tornamos com o passar do tempo.


Parte 1 — Dante

Apesar de ter sido recebido ao melhor estilo caipira, com um jantar farto repleto de pratos coloniais, salgados e doces preparados pela minha tia, a primeira noite estava sendo um verdadeiro saco. A única pessoa da casa que tinha mais ou menos a minha idade era minha prima, mas ela parecia um bicho do mato. Mal me olhava nos olhos quando arriscava dizer alguma coisa. Ou era simplesmente daquele jeito, ou estava odiando a minha presença e fazia questão de demonstrar isso no tom seco que usou durante todo o jantar. Nunca tive dificuldade em chamar a atenção das mulheres, então não conseguia entender como ela podia não demonstrar o menor entusiasmo com a minha chegada. E, por algum motivo, aquilo mexeu comigo.

O ar do campo não era tão refrescante quanto eu me lembrava dos tempos de infância — ou talvez anos vivendo praticamente dentro do ar-condicionado tivessem estragado minha percepção. O fato é que eu estava morrendo de calor e de tédio por ter que me deitar às nove da noite, sendo que, na cidade, eu costumava atravessar a madrugada acordado. Para piorar, não havia televisão no quarto e o sinal de internet era ridículo, insuficiente até para assistir a qualquer coisa no celular.

Sem ter muito o que fazer, resolvi passar um tempo na varanda. Talvez o balanço da rede ajudasse a aliviar o calor e afastasse o tédio. Saí do quarto em silêncio para não acordar ninguém e caminhei devagar pela casa, aproveitando a calma incomum daquele lugar.

Foi então que o primeiro hábito do interior finalmente me arrancou um sorriso.

Apenas alguns passos em direção à rede e fui atingido pela visão da minha prima trocando de roupa. Nesse momento agradeci aos céus pelo fato de que a tranquilidade do lugar permite que se durma de janelas abertas. Me esquivei andando pé por pé pelo canto mais escuro e abaixei perto da janela para espiar. Seus mamilos ficaram arrepiados assim que os seios medianos e durinhos de adolescente foram libertados do inconveniente sutiã e se tornaram ainda mais pontiagudos quando o tecido fino do pijama desceu por eles, me deixando boquiaberto e fazendo escapar um "Nossa!". Abaixei imediatamente ficando o mais próximo da parede que consegui e torcendo para não ter sido ouvido.



Parte 2 - Beatrice

Na manhã anterior à chegada dele, recebemos uma ligação da minha tia da cidade perguntando se Dante podia passar o verão com a gente, porque tinha aprontado uma das boas em casa.

Fazia muitos anos que não nos encontrávamos. A última vez, ainda éramos crianças e, como sou três anos mais nova, era bem pequena. Lembro de gostar dele naquela época, mas também sei como as pessoas mudam na adolescência. Eu mesma era cheia de energia e alegria quando criança, uma verdadeira moleca, mas tinha me tornado mais fechada e tímida. Então fiquei apreensiva com a chegada dele, imaginando que tinha virado um babaca da cidade que adora festas e safadezas (ouvi minha tia mencionar algo do tipo ao telefone, enquanto escutava escondida a conversa) e, por causa disso, evitei dar muita conversa durante o jantar na noite em que ele chegou.

Queria analisar ele primeiro, ver o quanto tinha piorado como pessoa. Mas era difícil manter o olhar nos seus olhos azuis. Sentia um frio incômodo no estômago que me fazia desviar, como se tivesse repulsa dele, ainda que parecesse se esforçar para ser educado e agradável, apesar de ser nitidamente esnobe e convencido. Será que estava sendo injusta?

Quando o jantar terminou, ajudei minha mãe a arrumar a cozinha rapidamente, porque queria ir para o meu quarto o quanto antes, pensar em como a chegada dele estava me afetando e se eu deveria permitir alguma aproximação.



Você já teve aquela sensação de estar sendo observada?

Enquanto trocava de roupa, tive a impressão de não estar sozinha, mas sabia que era bobagem, já que o sítio é muito seguro por ficar longe da estrada - e em uma "cidade" que não interessa a ninguém - então ignoro e retiro a roupa, sentindo um alívio ao libertar os seios do sutiã e o arrepio gostoso causado pela brisa soprando da janela. Sinto meus mamilos ficando durinhos com o toque do baby doll os acariciando. Sorrio relaxada e ergo os cabelos para me refrescar do calor antes de deitar.

Um barulho vindo de fora, parecendo uma voz masculina, me assusta e começo a pensar que talvez meu sexto sentido estivesse certo. Pego o abajur tanto para iluminar como para servir de "arma" se necessário, mas encontro apenas meu primo abaixado perto da janela.

_ O que tá fazendo aí?

Ele se levanta e conta uma história sobre ter visto um rato, que não me convence muito, mas decido dar o benefício da dúvida, principalmente por ter pavor de rato, então se fosse verdade, me fez um favor em afugentá-lo. Além disso, estava começando a ficar curiosa sobre as sensações que ele me despertava. Por que o incômodo no estômago havia voltado? E por que meus pelinhos do braço se eriçaram se meu corpo todo estava tão quente? Aliás, quente demais em minha intimidade, como eu nunca havia sentido.

_ Prima, é muito difícil pra mim dormir a essa hora e não tem televisão no meu quarto, posso assistir um pouco com você?

Soltei o abajur no devido lugar e dei espaço para ele entrar pela janela.

_ Tá bom, mas só um pouquinho e não faz barulho! Dormimos e acordamos cedo por aqui, é melhor se acostumar.

Depois que ele entrou, me ajeitei na cama ficando bem no canto para dar espaço pra ele e puxei o lençol me cobrindo. Apesar de estar morrendo de calor, tinha vergonha de ficar de pijama na frente de homens, mesmo sendo da família.

Meu coração acelera quando ele deita perto de mim e o calor entre minhas pernas se torna pulsante.

Eu tinha uma noção do que acontece entre homens e mulheres, algumas amigas mais experientes haviam me confidenciado o que fazem com os namorados, mas eu só havia beijado um garoto na vida e ele nunca me causou nada parecido. Então por que meus olhos teimavam em fixar em seus lábios enquanto ele falava, me fazendo desejar um beijo, se sabia que era inapropriado? Ainda mais com um primo...

De qualquer forma, seu tom esnobe havia desaparecido e seu olhar era gentil.

Realmente não parecia o Bicho Papão da cidade.



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