Chapter 1
Começamos o nosso relatório de pesquisa hoje sobre um desafio inerente de todo ser humano, o medo é fundamental mas para a espiritualidade é essencial curá-lo.
Olhando em volta em nosso mundo, nosso dia a dia é repleto dele, em todos que olhamos pode-se observar-lo, como agimos diante do medo alheio. Então comecei o relatório hoje para observar as seguintes questões do medo.
Nossas cascas de ego por exemplo são reflexo de anos de medo e padrões, sem isso seriamos livres. Ao conviver com amigos, família e relacionamentos notei como minha trava sempre foi o medo de me expor, isso deixou uma marca em mim de prisão...como posso ser eu mesma sem ser aceita, então começamos esse estudo a partir dessa ideia
Ao inciar a pesquisa consegui analisar como a família interfere nisso profundamente, são os exemplos que temos e também nossa base.Sem ela ou com uma base desequilibrada, a segurança começa a ser prioridade em vez da liberdade. Nesse ponto ja podemos enxergar que o medo é o inibidor da liberdade.
Um exemplo para isso é imaginar dois indivíduos que vivem vidas opostas mas tem a mesma mentalidade sobre esse assunto.
O primeiro vive na cidade grande e o outro vive apenas do sustento da natureza em meio a mata, ambos sentem a necessidade de sobrevivência mas de formas diferentes, aonde o primeiro é emprego e para o segundo são os recursos.
Analisando essa situação, minha pesquisa mostrou que mesmo ambos dependendo externamente da realidade em que estavam,eu conclui que a nossa liberdade é interna e não externa.
Quando pensamos que liberdade é sobre a realidade externa, colocamos uma ideia de " eu dependo disso" ,ai sua liberdade depende do que acontece na matéria, chamamos isso de sobrevivência e não liberdade. Aquela famosa frase "eu não vivo e sim sobrevivo", essa pesquisa mostrou para mim que se libertar é não depender do externo, usando como exemplo aqueles indivíduos que comentei, ambos precisam sobreviver mas ainda sentem sua liberdade por conta de perspectiva e não da realidade.
Entretanto para poder compreender isso, eu precisei testar em como minha realidade pode sofrer mudanças e eu ainda me sentir livre, diante disso eu analisei a minha própria reação diante a duas realidades opostas, em uma delas eu estava no quarto protegida, na outra eu estava na mata desconhecida e sozinha. O relatório desse dia foi que independentemente do lugar, eu precisava mudar a perspectiva por mais que o quarto fosse seguro e meu lar, ainda sentia a mesma sensação de prisão e na mata o medo ainda me travava e ainda me sentia presa igualmente ao quarto.
Para concluir esse relatório eu precisava ver qual a forma de mudar o meu interior, foi ai que eu percebi o medo. Em ambas as realidades, tanto quarto quando a mata, eu notei que sentia medo e era esse sentimento que me fazia me sentir presa e não o externo, mas como o quarto poderia me fazer sentir medo? Veja mesmo eu estando presente em um ambiente tranquilo e seguro, a sensação não some, ela apenas fica invisível naquele momento mas ainda permance pela necessidade da mudança, sem isso, sem a mudança, não adiantaria anestesiar aquilo em lugares que trazem sensação em vez de permanência.
Assim, eu comecei a trabalhar esse medo com mudanças significativas de percepção da minha realidade, olhando para tudo com um novo sentido e percebendo que só posso realmente me sentir livre quando meu medo é motivação de mudança em vez de trava.








