Prólogo
O Último Herdeiro do Dragão
Prólogo — Antes da Lenda
Existem histórias que começam com uma guerra.
Outras começam com o nascimento de um rei, com a descoberta de uma relíquia antiga ou com o despertar de um poder capaz de mudar o destino do mundo.
Mas algumas histórias começam de maneira muito mais simples.
Com uma criança.
Um garoto que ainda não sabia o que era o mundo.
Um garoto que acreditava que ser forte significava nunca perder.
Um garoto que ainda não sabia que, às vezes, as pessoas que mais amamos são justamente aquelas que o destino nos obriga a perder.
Seu nome era Kael Arven.
E esta era a história de como ele se tornou um herói.
Muito antes de conhecer a garota que cairia do céu.
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— O pequeno vilarejo de Elaris
O Reino de Eldoria era enorme.
Suas terras se estendiam por milhares de quilômetros, desde as grandes cidades construídas às margens do oceano até as montanhas congeladas do extremo norte.
Era um reino onde humanos, elfos, anões e outras raças conviviam.
Mas também era um mundo perigoso.
Criaturas mágicas habitavam florestas, cavernas e montanhas. Algumas eram pequenas e inofensivas. Outras eram capazes de destruir aldeias inteiras.
Por isso, cada cidade possuía seus próprios guardas.
E as regiões mais perigosas contavam com aventureiros.
Homens e mulheres que viajavam pelo mundo em busca de monstros, tesouros e missões.
Para Kael, eles eram heróis.
Elaris era uma pequena vila localizada perto da Floresta de Veyra.
Não havia grandes castelos.
Não havia torres enormes.
Não havia famílias nobres.
A maioria das casas era feita de madeira, pedra e barro.
No centro da vila havia uma praça com uma fonte antiga.
Ao lado dela ficava uma pequena ferraria.
Era ali que Darian Arven, pai de Kael, trabalhava.
Darian era um homem grande.
Tinha braços fortes, cabelos castanhos e uma cicatriz que atravessava parte de sua sobrancelha esquerda.
Para as crianças da vila, ele parecia assustador.
Mas para Kael, seu pai era a pessoa mais incrível do mundo.
Naquela manhã, Kael estava treinando atrás da ferraria.
Ele segurava uma espada de madeira com as duas mãos.
Tinha apenas seis anos.
Seus braços tremiam.
Darian: — Mais força!
Kael: — Eu estou tentando!
Darian: — Tentar não é suficiente.
Kael apertou os dentes.
Kael: — Eu consigo!
Ele levantou a espada.
E desceu.
Toc.
A lâmina de madeira atingiu o boneco de treinamento.
Darian cruzou os braços.
Darian: — De novo.
Kael: — Pai...
Darian: — De novo.
Kael respirou fundo.
Levantou a espada.
Toc.
Darian: — De novo.
Toc.
Darian: — De novo.
Toc.
Darian: — De novo!
Depois de quase uma hora, Kael caiu sentado no chão.
Kael: — Eu não aguento mais.
Darian começou a rir.
Darian: — Então você quer ser um herói?
Kael levantou a cabeça.
Kael: — Quero!
Darian: — E vai fazer o quê?
Kael levantou o pedaço de madeira.
Kael: — Vou proteger as pessoas!
Darian sorriu.
Darian: — Então primeiro aprenda a proteger seus próprios joelhos.
Kael: — Pai!
Darian começou a rir.
Kael fez uma cara emburrada.
Mas logo começou a rir também.
Naquele momento, tudo parecia perfeito.
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— A família Arven
A mãe de Kael se chamava Elena Arven.
Ela era completamente diferente de Darian.
Enquanto o marido era barulhento e direto, Elena era tranquila.
Tinha cabelos longos e escuros e sempre carregava consigo um pequeno livro de ervas.
Ela trabalhava como curandeira da vila.
Não possuía uma magia particularmente poderosa, mas conhecia centenas de plantas medicinais.
Para Kael, sua mãe conseguia fazer qualquer coisa.
Quando ele se machucava treinando, era ela quem cuidava dos ferimentos.
Quando ele ficava doente, ela passava noites ao lado de sua cama.
E quando ele voltava para casa contando alguma história absurda sobre como seria um grande herói, ela sempre ouvia.
Uma noite, quando Kael tinha sete anos, ele estava sentado à mesa.
Darian havia acabado de chegar da ferraria.
Elena colocou uma tigela de sopa na frente do filho.
Elena: — Coma.
Kael olhou para a sopa.
Kael: — Não estou com fome.
Elena levantou uma sobrancelha.
Elena: — Você disse isso ontem.
Kael: — Eu estava treinando.
Elena: — Você sempre está treinando.
Darian sentou-se à mesa.
Darian: — Ele quer ser aventureiro.
Elena olhou para o filho.
Elena: — Aventureiro?
Kael assentiu.
Kael: — Quero viajar pelo mundo.
Elena: — E fazer o quê?
Kael começou a contar nos dedos.
Kael: — Derrotar monstros.
Ele levantou outro dedo.
Kael: — Salvar pessoas.
Outro.
Kael: — Encontrar tesouros.
Outro.
Kael: — Conhecer outros lugares.
Kael parou por um momento.
Então sorriu.
Kael: — E ficar rico.
Darian começou a gargalhar.
Elena: — Pelo menos foi honesto.
Kael pegou a colher.
Kael: — Mas principalmente quero proteger as pessoas.
Elena ficou em silêncio.
Elena: — Por quê?
Kael pensou.
Talvez fosse porque seu pai sempre falava sobre coragem.
Talvez fosse porque os aventureiros que visitavam Elaris pareciam tão impressionantes.
Ou talvez fosse simplesmente porque Kael não suportava ver alguém sofrendo.
Kael: — Porque se eu for forte...
Ele fechou a mão.
Kael: — Ninguém vai conseguir machucar quem eu amo.
Elena e Darian trocaram um olhar.
Darian sorriu.
Darian: — Então essa é uma promessa?
Kael assentiu.
Kael: — É.
Elena passou a mão pelos cabelos do filho.
Elena: — Então nunca se esqueça dela.
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— O mundo além da vila
Kael cresceu ouvindo histórias.
Histórias sobre dragões.
Sobre reis.
Sobre grandes guerreiros.
Sobre monstros lendários.
Mas havia uma coisa que despertava ainda mais sua curiosidade.
A Essência.
Segundo os estudiosos, toda criatura viva possuía uma energia interior.
Nos humanos, essa energia normalmente despertava durante a infância.
Era chamada de Essência.
Algumas pessoas conseguiam transformar sua Essência em magia.
Outras desenvolviam habilidades físicas extraordinárias.
Havia pessoas capazes de controlar elementos.
Criar armas de energia.
Manipular sombras.
Curar ferimentos.
Até mesmo conversar com determinadas criaturas.
A força da Essência variava.
Algumas pessoas possuíam poderes extremamente fracos.
Outras nasciam com habilidades capazes de mudar completamente suas vidas.
Kael esperava pelo dia em que descobriria a sua.
Quando tinha dez anos, finalmente chegou o momento.
Toda a vila estava reunida diante do templo.
No centro havia um enorme cristal transparente.
O sacerdote chamou Kael.
Sacerdote: — Coloque a mão sobre o cristal.
Kael respirou fundo.
Aproximou-se.
Olhou para seus pais.
Darian levantou o punho.
Darian: — Você consegue.
Kael colocou a mão no cristal.
Nada.
O sacerdote esperou.
Cinco segundos.
Dez.
Vinte.
Nada aconteceu.
Algumas pessoas começaram a cochichar.
Morador: — Talvez precise tentar novamente.
O sacerdote tentou novamente.
Nada.
O cristal continuou completamente transparente.
O sacerdote franziu a testa.
Sacerdote: — É estranho.
Ele tentou uma terceira vez.
Nada.
Então o cristal perdeu completamente o brilho.
O sacerdote respirou fundo.
Sacerdote: — O garoto não possui Essência desperta.
Kael piscou.
Kael: — O quê?
Sacerdote: — Você não possui poder mágico.
Silêncio.
Alguém atrás dele sussurrou:
Morador: — Sem Essência...
Outra pessoa respondeu:
Morador 2: — Ele é um inútil.
Kael ouviu.
Aquelas palavras entraram em sua cabeça.
Inútil.
Ele olhou para as próprias mãos.
As mesmas mãos que seguravam a espada de madeira todos os dias.
As mesmas mãos que sonhavam em salvar pessoas.
Agora pareciam pequenas.
Fracas.
Vazias.
Kael saiu correndo.
Ele foi até o lugar onde costumava treinar.
Uma pequena colina atrás da vila.
Sentou-se debaixo de uma árvore.
E chorou.
Não queria que ninguém o visse.
Principalmente seus pais.
Depois de algum tempo, ouviu passos.
Darian apareceu.
Kael limpou o rosto rapidamente.
Kael: — Vai embora.
Darian sentou-se ao lado dele.
Darian: — Não.
Kael: — Eu disse para ir embora.
Darian: — Eu ouvi.
Kael abaixou a cabeça.
Kael: — Eu não tenho poder.
Darian não respondeu.
Kael: — Todo mundo vai ser melhor que eu.
Silêncio.
Kael: — Eu nunca vou ser um aventureiro.
Darian continuou em silêncio.
Kael: — Nunca vou conseguir proteger ninguém.
Então Darian falou:
Darian: — Quem disse?
Kael olhou para ele.
Kael: — O mundo.
Darian sorriu.
Darian: — O mundo é muito grande para você deixar ele decidir quem você é.
Kael ficou quieto.
Darian colocou uma espada de madeira ao lado dele.
Darian: — Seu avô também não tinha Essência.
Kael levantou a cabeça.
Kael: — Não tinha?
Darian: — Não.
Kael: — Então como ele lutava?
Darian: — Com uma espada.
Kael ficou surpreso.
Kael: — Só isso?
Darian assentiu.
Darian: — Só isso.
Kael segurou a espada.
Kael: — Ele era forte?
Darian: — Muito.
Kael: — Mais forte que você?
Darian pensou.
Darian: — Talvez.
Kael sorriu pela primeira vez naquele dia.
Darian continuou:
Darian: — Seu avô me ensinou uma coisa.
Kael: — O quê?
Darian: — Poder não é aquilo que você recebe.
Ele apontou para o peito do garoto.
Darian: — Poder é aquilo que você decide fazer com o que tem.
Kael ficou olhando para a espada.
Naquele dia, tomou sua primeira grande decisão.
Se não podia nascer forte...
iria ficar forte.
Os anos seguintes foram difíceis.
Kael treinava antes do nascer do sol.
Corria.
Fazia exercícios.
Treinava espada.
Aprendia sobre monstros.
Estudava mapas.
Aprendia primeiros socorros com sua mãe.
Quando outras crianças brincavam, Kael treinava.
Quando elas dormiam, ele estudava.
Alguns riam dele.
Criança: — Você nunca vai conseguir.
Kael continuava treinando.
Criança: — Você não tem Essência.
Kael continuava.
Criança: — Um humano sem magia não pode ser aventureiro.
Kael continuava.
Aos doze anos, Kael já conseguia derrotar adultos comuns usando apenas uma espada de madeira.
Aos quatorze, começou a usar uma espada de verdade.
Aos quinze, matou sua primeira criatura.
Era apenas um pequeno javali de presas negras.
Mas Kael ficou olhando para o corpo por vários segundos.
Ele havia imaginado aquele momento muitas vezes.
Imaginado que sentiria orgulho.
Mas não sentiu.
Sentiu medo.
Naquela noite, contou para sua mãe.
Kael: — Eu matei um monstro.
Elena ficou em silêncio.
Elena: — Você está bem?
Kael assentiu.
Kael: — Estou.
Ela colocou a mão no rosto dele.
Elena: — Então lembre-se disso.
Kael: — Do quê?
Elena: — Nunca deixe a violência se tornar algo normal para você.
Kael não entendeu completamente.
Mas guardou aquelas palavras.
Aos dezessete anos, Kael já era considerado um dos jovens guerreiros mais talentosos da região.
Mesmo sem Essência.
Seu corpo havia sido treinado até o limite.
Seus reflexos eram rápidos.
Sua técnica de espada era excelente.
Mas Darian ainda o derrotava.
Sempre.
Certa tarde, Kael caiu no chão pela décima vez.
Kael: — Não é justo!
Darian riu.
Darian: — O mundo também não é.
Kael levantou.
Kael: — Mais uma.
Darian: — Você está cansado.
Kael: — Mais uma.
Darian observou o filho.
Darian: — Tudo bem.
Os dois assumiram posição.
Kael atacou.
Darian desviou.
Kael girou.
Tentou outro golpe.
Darian bloqueou.
Kael mudou de direção.
Darian o derrubou.
Kael caiu.
Mas levantou novamente.
Seu pai sorriu.
Darian: — É isso.
Kael: — O quê?
Darian: — Isso é o que você tem de diferente.
Kael: — O quê?
Darian: — Você sempre levanta.
Kael respirava com dificuldade.
Darian: — Mas nunca pense que precisa enfrentar tudo sozinho.
Kael assentiu.
Kael: — Eu sei.
Darian colocou a mão em seu ombro.
Darian: — Prometa.
Kael olhou para o pai.
Kael: — Prometo.
Aquela foi a última conversa tranquila que os dois tiveram.
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7 — A noite em que Elaris queimou
Naquela mesma primavera, tudo mudou.
Kael acordou com o som de sinos.
DONG!
DONG!
DONG!
Ele abriu os olhos.
Gritos vinham da rua.
Morador: — MONSTROS!
Kael levantou imediatamente.
Pegou sua espada.
Correu até a janela.
A vila estava em chamas.
Kael: — Não...
Criaturas saíam da floresta.
Dezenas.
Talvez centenas.
Eram maiores do que qualquer monstro que Kael já havia enfrentado.
Ele saiu correndo.
Kael: — Mãe!
Encontrou Elena perto da praça.
Elena: — Kael!
Ela correu até ele.
Kael: — Precisamos sair daqui!
Elena: — Ainda existem pessoas na praça!
Kael: — Eu vou ajudá-las!
Kael correu.
Chegou à ferraria.
Darian estava lutando contra três criaturas.
Kael: — PAI!
Darian olhou para ele.
Darian: — KAEL! VOLTE!
Kael: — Eu posso ajudar!
Darian: — NÃO!
Uma criatura atacou.
Darian bloqueou.
Kael avançou.
Sua espada atravessou a perna do monstro.
A criatura caiu.
Darian olhou para o filho.
Darian: — Você está louco?!
Kael: — Eu posso lutar!
Darian: — Então fique perto de mim!
Os dois lutaram juntos.
Por alguns minutos, funcionou.
Pai e filho.
Costas contra costas.
Até que surgiu algo diferente.
Uma criatura gigantesca saiu das chamas.
Seu corpo era coberto por placas negras.
Seus olhos brilhavam em vermelho.
Kael sentiu o sangue gelar.
Kael: — O que é isso?
Darian empalideceu.
Darian: — Não sei.
A criatura avançou.
Darian empurrou Kael.
O ataque atingiu seu peito.
Kael: — PAI!
Darian caiu.
Kael correu até ele.
Kael: — Não!
Darian tentou falar.
Darian: — Kael...
Kael: — Não fala!
Darian: — Escute...
Kael: — Eu vou buscar a mamãe!
Darian segurou seu braço.
Darian: — Kael...
Seu filho começou a chorar.
Kael: — Você disse que eu tinha que levantar.
Darian sorriu fracamente.
Darian: — E você vai.
Kael: — Não!
Darian: — Lembra do que eu te ensinei.
Kael segurou a mão do pai.
Darian: — Proteja sua mãe.
Kael balançou a cabeça.
Kael: — Não...
Darian: — E proteja...
Darian respirou com dificuldade.
Darian: — Quem não conseguir se proteger sozinho.
Kael apertou sua mão.
Kael: — Eu prometo.
Darian fechou os olhos.
E nunca mais os abriu.
A vila sobreviveu.
Mas nunca voltou a ser a mesma.
Muitas casas foram destruídas.
Muitas pessoas morreram.
E Kael perdeu a única pessoa que acreditava nele desde o começo.
Depois do funeral, ele ficou diante do túmulo de seu pai.
A chuva caía.
Elena estava alguns metros atrás.
Kael segurava a velha espada de madeira que Darian havia lhe dado anos antes.
Kael: — Pai...
Sua voz tremia.
Kael: — Eu não sei se consigo.
Ele fechou os olhos.
Kael: — Mas eu vou tentar.
Kael colocou a espada sobre o túmulo.
Kael: — Vou ficar forte.
Respirou fundo.
Kael: — Forte o bastante para que ninguém precise perder alguém como eu perdi você.
Ele se levantou.
Kael: — Eu vou me tornar um herói.
Não era mais o sonho de uma criança.
Era um juramento
Poucos meses depois, Kael deixou Elaris.
Sua mãe o acompanhou até os portões.
Elena: — Você vai voltar?
Kael olhou para ela.
Kael: — Sempre.
Elena sorriu.
Elena: — Então vá.
Kael colocou a mochila nas costas.
A espada na cintura.
E começou a caminhar.
A cada passo, Elaris ficava menor.
Pela primeira vez, Kael estava sozinho no mundo.
Ele não sabia que desafios encontraria.
Não sabia quais monstros enfrentaria.
Não sabia quantas vezes cairia.
Não sabia quantas pessoas perderia.
Mas sabia de uma coisa.
Continuaria andando.
Porque seu pai havia ensinado que um herói não era alguém que nunca sentia medo.
Era alguém que continuava mesmo sentindo medo.
Kael caminhou durante horas.
Quando o sol começou a desaparecer, chegou ao topo de uma colina.
Diante dele estava o mundo.
Montanhas.
Florestas.
Cidades distantes.
Um horizonte que parecia não ter fim.
Kael sorriu.
Kael: — Eu vou conseguir.
Ele continuou caminhando.
Sem saber que, em algum lugar muito distante dali, forças antigas começavam a se mover.
Sem saber que existiam criaturas muito mais poderosas do que qualquer monstro que já havia enfrentado.
Sem saber que seu passado estava ligado a um segredo que nem mesmo seus pais conheciam.
E sem saber que, anos depois...
uma garota cairia do céu.
Uma garota que carregava sangue de dragão.
Uma garota que estava fugindo de algo capaz de destruir reinos.
Uma garota que faria Kael descobrir que seu juramento de proteger as pessoas teria um significado muito maior do que ele jamais imaginou.
Mas isso ainda não era o momento.
Naquela noite, Kael era apenas um jovem viajante.
Uma espada na cintura.
Uma mochila nas costas.
E uma promessa no coração.
E foi assim que começou a jornada do homem que, um dia, seria conhecido em todo o continente como...
O Último Herdeiro do Dragão.
Fim





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