Princesa de Gelo

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Resumo

Taylor Adams fugiu de Nova York e acabou presa em uma cidadezinha no Arizona. Como uma rica mimada que ficou sem dinheiro, quando seu carro quebrou, ela teve que fazer o que fosse preciso para consertá-lo. Mas o jovem dono de bar, Blake Knight, não ia deixá-la escapar sem pagar. Ela foi forçada a trabalhar no bar dele para quitar sua dívida. Ele logo se arrependeria da decisão, pois ela provou ser difícil de lidar, sempre tirando-o do sério. Mas as coisas e as pessoas nem sempre são o que parecem; há segredos sobre Taylor que ninguém conhece, e que Blake logo descobrirá. O que acontecerá quando opostos se atraem? Será que o ódio se transformará em amor?

Status
Completo
Capítulos
27
Classificação
4.9 25 avaliações
Classificação Etária
13+

Chapter 1

Problemas chegam à cidade.

Taylor Adams, a filha mimada de um milionário, viu-se presa em uma pequena cidade no Arizona chamada Luxor. Não era nada do que ela estava acostumada, vindo da cidade grande com suas luzes brilhantes e vida noturna. Aquela cidade não tinha restaurantes chiques nem shoppings. Havia apenas um restaurante, um monte de lojinhas e um bar. Uma escola, um hospital — que parecia mais uma casa — e alguns outros prédios.

Quando seu carro quebrou, ela não teve escolha a não ser se hospedar na única pousada da cidade, que era administrada por um casal de idosos. Os quartos eram pequenos, mas muito limpos. O carro dela estava na oficina para reparos e levaria alguns dias. Como ela perdeu a hora, acabou perdendo o café da manhã que o lugar oferecia.

Ela estava com fome e sede, e como o único restaurante da cidade estava cheio, decidiu ir ao bar. O nome era simplesmente Blake’s Bar. Ela escolheu uma mesa bem perto da saída. Olhou em volta e não ficou nem um pouco impressionada.

Era um bar de interior típico, que a lembrava dos filmes de velho oeste. Tinha chão de madeira, paredes com painéis, várias mesas e cabines. Um bar de bom tamanho, algumas mesas de sinuca e uma jukebox no canto. Tinha até uma pista de dança de lado; o lugar era rústico, mas limpo.

Taylor gostava dos bares da cidade grande; eram modernos, barulhentos e elegantes. Todo mundo vestia roupas caras e pagava dez dólares por uma bebida. Ah, como ela sentia falta de tudo aquilo.

A única outra pessoa no bar era um homem, mas não um homem qualquer. Ele era extremamente bonito, de cabelos escuros, alto e musculoso. Parecia ter entre vinte e poucos e trinta anos. Ela não conseguiu deixar de pensar que, se tivesse mais tempo, talvez tivesse ficado por ali para se divertir um pouco com aquele estranho rústico e atraente. Mas seu carro ficaria pronto a qualquer momento, e ela precisava ir embora logo.

Blake Knight, o dono do bar, viu Taylor quando ela entrou. Seu coração disparou ao observá-la. Ela era esguia, com longos cabelos loiros e seios fartos. Suas pernas eram longas e bem torneadas, as mais bonitas que ele já tinha visto em uma mulher. Ela usava botas longas de couro preto e uma minissaia preta. Uma blusa de cashmere rosa com um decote em V profundo, que deixava um decote incrível à mostra. Em volta do pescoço, ela usava uma corrente de ouro com um pingente de diamante em formato de coração.

Era óbvio que a mulher não era dali. Ele também viu a expressão de desprezo no rosto dela enquanto ela analisava o ambiente. Isso o deixou muito irritado; ele tinha orgulho do seu bar e dedicou muito tempo e energia para deixá-lo com a sua cara. Para ele, ver aquela mulher rica entrar ali e olhar para o lugar com desdém foi algo que não desceu nada bem.

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Taylor recostou-se na cadeira e sorriu enquanto o homem se aproximava de sua mesa. De perto, ele era ainda mais bonito, muito musculoso e dono de uma virilidade incontestável.

Ele olhou para ela e, com a voz grossa, disparou: — O que você quer, madame?

Taylor foi pega de surpresa pelo tom dele. A maioria dos homens sorria e flertava com ela. Mas não aquele homem; ele parecia irritado. E a atitude dele a aborreceu, então ela respondeu com um gelo na voz: — Quero um café e um sanduíche de peru no pão integral. Um toque de mostarda e sem casca. Ah, e aliás, eu quero leite para o meu café, nada daquela porcaria de creme.

Blake franziu a testa enquanto a encarava. "Que vadia metida", pensou ele, enquanto ouvia o pedido feito de forma tão grosseira.

Como ele não respondeu, ela olhou para cima com desprezo nos olhos. — Qual é o problema? Você é surdo? Hum, vou ter que repetir o meu pedido?

Sentindo a raiva subir, ele rebateu: — Tá brincando comigo, madame? Não sei onde você pensa que está, mas isso aqui é um bar, não um restaurante. Tem um desses lá no fim da rua, sugiro que vá até lá.

Ela se recostou na cadeira, deixando claro que estava avaliando o corpo dele enquanto seus olhos percorriam cada detalhe. — Bem, vocês devem ter café e comida aqui, não sabe que é lei ter comida disponível para os clientes quando se serve álcool? Eu poderia denunciar você.

— Eu conheço a lei, madame. Para sua informação, acabei de abrir e o cozinheiro ainda não chegou.

— Bem, quanto tempo vou ter que esperar? Estou com fome agora — disse ela, sarcástica.

Revirando os olhos, ele respondeu rudemente: — Tudo bem, deixa eu ver o que consigo arrumar para você.

Dez minutos depois, ele voltou com um hambúrguer e um café, jogando o prato na frente dela.

Ela olhou para o prato com nojo e depois para Blake. — Não foi isso que eu pedi.

— É o que tem para hoje. Coma ou não coma. De qualquer jeito, estou pouco me fudendo. — Ele não estava sendo honesto. Havia muitas outras coisas que ele poderia ter preparado, mas a verdade é que ele não queria fazer nada, não para ela.

— Parece gorduroso — disse ela, fazendo uma careta.

Ele estava chegando ao seu limite; ela definitivamente estava testando sua paciência. — Então não coma. Olha, por que você não paga sua conta e vai embora? Tenho certeza de que consegue encontrar outro lugar para comer.

— Você é um homem extremamente mal-educado. Quem é o dono desse buraco?

Cruzando os braços, ele sibilou: — Blake Knight.

— Pois chame ele, quero falar com ele. — Empurrando o prato, ela o encarou.

— Você está falando com ele, madame.

Taylor ergueu uma sobrancelha. — Você é o dono?

— Você é surda, madame? Vou ter que repetir? — ele zombou.

— Ah, essa foi muito original. O que você tem, doze anos? Não me admira que seus negócios vão tão mal, com essa sua atitude.

Blake sentiu vontade de arrancar os próprios cabelos. Aquela mulher estava enlouquecendo-o com seus comentários sarcásticos sobre tudo. — Por que você não come seu hambúrguer e segue o seu caminho?

Taylor riu dele. — Eu adoraria ir embora agora, mas estou esperando meu carro ficar pronto. Talvez eu fique por aqui um tempo. Você tem algum problema com isso?

— Acho que não, contanto que você não atrapalhe.

Taylor riu e abriu os braços. — Você só pode estar brincando comigo. Atrapalhar o quê? Não tem ninguém aqui.

Ela o observou enquanto ele se afastava, sorrindo ao analisar o traseiro dele. Ele parecia tão bonito saindo quanto quando chegou, e ela sentiu-se um pouco excitada.