Seu Porto Seguro

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Resumo

Um Alfa temido e amedrontado e uma garota humana tímida e abusada. O Rei Alfa Axel cresceu sendo temido. Além de sua reputação, as cicatrizes em seu rosto, fruto de um acidente na infância, faziam com que todos corressem para as colinas. Ele nunca demonstrou qualquer tipo de bondade, exceto com seus pais. Ele está determinado a manter sua reputação para sempre. Lila Andrews é o resultado de um caso com uma humana. Depois que sua mãe a abandonou, ela foi forçada a viver com seu pai e sua companheira insuportável, que a trata feito lixo todos os dias. Ela tem apenas uma coisa boa em sua vida. Seu porto seguro. Quando os dois se conhecem, eles não estão dispostos a derrubar as muralhas que ambos ergueram ao redor de si mesmos.

Status
Completo
Capítulos
25
Classificação
4.6 32 avaliações
Classificação Etária
18+

Prologue

Editado✅

Os gritos do bebê podiam ser ouvidos por toda a casa. Alexei parou de andar de um lado para o outro ao sentir a tensão abandonar um pouco seu corpo. Uma enfermeira saiu do quarto de sua esposa. — Como estão as coisas? — Ele exigiu saber. Ele ainda conseguia ouvir os gritos do filho, mas não conseguia ouvir sua parceira. Ele estava preocupado com ela.

— Tanto a Luna quanto o herdeiro estão saudáveis. A Luna já está se recuperando. A maior parte da matilha está ajudando com isso — respondeu a enfermeira. — Os médicos só estão limpando seu filho. Mas você já pode ver sua parceira.

Alexei não esperou mais.

Ele passou pela enfermeira e entrou na sala de espera. Sua parceira estava deitada na cama, seus olhos se voltaram para ele assim que ele entrou. — Amelia — ele sussurrou o nome dela.

Ele passou por várias fases de pânico durante o trabalho de parto dela. Vê-la na cama, bem, trouxe uma onda de alívio. Ela parecia cansada, mas isso era esperado de quem tinha acabado de dar à luz.

— Olá, querido — ela respondeu, sorrindo. Alexei caminhou em direção à sua parceira. Sua querida Amelia. Ela colocou a mão no rosto dele enquanto ele segurava a mão dela.

— Você está sentindo dor? — Ele perguntou.

Amelia balançou a cabeça. — Não, não estou. A matilha está me ajudando a curar. Eu vou ficar bem. Gostaria de ver nosso filho, no entanto. — Como Luna, a matilha podia ajudar Amelia, algo pelo qual Alexei era grato. Alexei se moveu para atender aos desejos de sua parceira.

O médico segurava um pequeno embrulho. Os gritos de antes tinham parado e o bebê estava em silêncio. Isso preocupou Alexei levemente, mas o médico estava sorrindo. — Alpha — disse o médico —, este é seu filho. — O médico entregou o embrulho a Alexei. Seu mundo inteiro pareceu parar de girar enquanto ele olhava para o rosto do filho. Seu filho.

Amelia olhava para seu parceiro com um amor imenso. Ela não conseguia tirar os olhos de seu único amor. Ele se aproximou dela enquanto ninava o pequeno embrulho. Ele colocou gentilmente o bebê nos braços da parceira. — Ele é precioso — sussurrou Amelia enquanto seu dedo acariciava os traços pequenos do bebê. Ela podia ver muito do seu parceiro no filho deles.

— Alpha! — A porta se abriu de repente e um guarda apareceu. — Seu pai está na fronteira! — Alexei se levantou do lado da parceira com os punhos cerrados.

O pai dele nunca trazia nada de bom.

— Por que ele está aqui? — Ele rosnou.

— Ele disse que só vai falar com você — respondeu o guarda. Alexei assentiu, voltando-se para sua parceira.

— Eu já volto — ele disse a ela, beijando sua testa.

— Tenha cuidado — ela chamou enquanto ele saía. Amelia sabia quem era aquele homem, o pai de Alexei, e começou a se preocupar.

Alexei saiu rapidamente do hospital em direção à linha de fronteira. Ele pôde ver seu pai ao se aproximar. Seu pai estava cercado por guardas, com uma jovem ao seu lado, presa por correntes nos pulsos e tornozelos.

— Alteza — disse Alexei.

— Alexei. — A saudação foi fria e distante. — Seu irmão me traiu. Ele escolheu essa vadia em vez de sua família.

O pai de Alexei apontou para a jovem ao seu lado.

— Eu não sou uma vadia! Eu sou a parceira dele! — A sobrancelha de Alexei se ergueu em surpresa. Ela era humana.

Ele sabia que seu pai jamais permitiria que uma humana fosse parceira de um de seus filhos.

— Você não passa de um fraco e frágil. Aurther seria um grande rei e nos permitiria ter um tratado com os vampiros! — O pai de Alexei era um homem implacável, e Alexei já sabia do casamento proposto entre seu irmão mais velho e a princesa vampira. — Seu irmão fugiu. Deixando a parceira para trás. Como você é o próximo na linha de sucessão, você voltará ao palácio.

— E quanto à minha matilha? — perguntou Alexei.

Seu pai fez um som de desdém. — Alexei, pensei que não precisaria ameaçá-lo, mas, se for preciso... — A coluna de Alexei ficou ainda mais ereta.

"Alexei!" — O grito em pânico de sua parceira, e Alexei entrou em pânico.

"O quê? O que houve?" — Ele perguntou.

"Eles o levaram! Eles levaram nosso filho!" — Alexei percebeu que sua parceira estava chorando.

Alexei só precisou olhar para o sorriso sarcástico do pai para perceber quem tinha levado seu filho.

— Onde está meu filho? — Ele exigiu do pai.

Seu pai continuou com um sorriso sarcástico. — Seu filho está no palácio. Ele estará esperando por você quando chegar, ou eu posso criá-lo e exterminar sua matilha.

— Está bem, eu vou — disse Alexei. Ele tinha sido criado pelo pai depois que sua mãe foi morta. Ele não submeteria seu filho à mesma tortura.

— Pegue sua parceira. Você será esperado no palácio dentro de uma hora. — O pai virou-se para um de seus guardas: — Garanta que ele chegue ao palácio. — Ele voltou a olhar para o filho. — Lembre-se, não gosto de atrasos.

Com essa palavra final, ele se virou e foi embora. Alguns guardas ficaram para trás e seguiram Alexei de volta ao hospital. Amelia estaria curada a essa altura. Ela estaria bem para viajar. Isso aliviou algumas de suas preocupações.

Alexei entrou no quarto de sua parceira. Ela estava chorando. Alexei a tomou em seus braços e a segurou firme.

— Eles o levaram. Eles o levaram — ela chorava. — Onde ele está?

— Ele está no palácio — disse Alexei, tentando manter a calma. Ele precisava manter a calma. Ele sabia o que seu pai poderia ter feito quando ele e Amelia chegassem. Seus pensamentos começaram a correr soltos. — Meu irmão fugiu. Eu sou o próximo da linhagem. Nosso filho está no palácio, temos que ir buscá-lo. Meu pai não o machucará se formos.

— Não, ele já está machucado! O renegado que o levou, ele machucou nosso bebê quando eu não deixei ele sair. — Os gritos de Amelia ficaram mais altos. — Ele está ferido.

Alexei sentiu o peito apertar. — Temos que ir. Temos que ir buscá-lo.