A Segunda Esposa

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Seus desejos e sonhos foram destruídos quando seus pais a forçaram a se casar com o marido da própria irmã. Após a morte da esposa, ele precisava de alguém para cuidar dele e de seu filho de poucos meses, e ela era a escolhida. Ela queria desesperadamente recusar e fugir de tudo aquilo, mas, ao ver as lágrimas nos olhos de seus pais e o bebê, que a amava mais do que tudo, ela aceitou contra a própria vontade e casou-se com ele apenas dois dias após a morte da irmã. No entanto, havia algo de que ela tinha certeza: ele jamais a amaria da mesma forma que amava a irmã dela. Para ele, ela seria sempre apenas a sua segunda esposa...

Gênero
Fantasy
Autor
Kay-2
Status
Completo
Capítulos
36
Classificação
4.6 8 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 01

Uma mulher perdida em seus pensamentos profundos esfregava o sabão no prato. Ela fixava os olhos nas bolhas de água. Ela nem percebeu que alguém entrou ali chamando o seu nome. Aparentemente, ela estava muito perdida para sentir qualquer coisa ao seu redor. Do mesmo jeito que as bolhas estouram na água, seus sonhos foram destruídos há seis meses. Foi quando ela se casou com Shivaay Singh Oberoi. Ela simplesmente não conseguiu dizer nada quando seus pais lhe pediram para aceitar esse casamento. Sem pensar duas vezes, ela acenou com a cabeça e se preparou para casar com um cara. Um homem que já está profundamente apaixonado por outra pessoa, sem ter um espacinho no coração para alguém como ela. De repente, ela se assustou e saiu do oceano de seus pensamentos. Ela ouviu o choro do bebê. Ela imediatamente jogou o prato de volta na pia cheia de sabão. Depois, saiu correndo enquanto enxugava as mãos no seu lenço.


— Senhora, me escute. Me diga o que devo fazer para o almoço. — A empregada a chamou por trás, mas ela não deu atenção. Ela subiu as escadas tentando chegar o mais rápido que podia para ficar perto do bebê.


— Ayoo! — Ela correu imediatamente em direção ao bebê. Ele estava em pé no berço segurando a grade. Ela o pegou nos braços, acalmando-o.


— Bebê, você está bem. Shshsh, está tudo bem, a mamãe está aqui. — Ela o consolou, andando de um lado para o outro pelo quarto. O bebê resmungou e esfregou o rosto no peito dela, agarrando a sua camisa...


— Está tudo bem, bebê, a mamãe está aqui. A mamãe vai trocar a fralda e logo tudo vai se resolver. — Dizendo isso, ela o colocou na cama e se ocupou em trocar a fralda. O bebê se contorceu em seus braços, ainda chorando. Mas ela conseguiu trocá-la, fazendo com que ele se acalmasse.


— A fralda já está trocada. Agora a mamãe vai dar a comidinha do bebê. — Ela acariciou o cabelo dele e beijou a sua testa com amor. O bebê parou de soluçar e enfiou o polegar na boca de tanta fome. Anika se levantou imediatamente e correu para chegar à cozinha o mais rápido possível, para poder alimentar o seu bebê. Ela entrou na cozinha e pegou a panela para esquentar o leite. Depois de aquecer, ela se certificou de esfriar o suficiente para não queimar a boca do bebê. Depois de ter certeza de que estava bom, ela ajeitou o bebê em seus braços. Ela colocou lentamente o bico da mamadeira na boca dele. Ele agarrou na mesma hora e começou a chupar, descansando as mãos pequenininhas nela. Ela suspirou de alívio e beijou a testa dele com amor, passando o dedo no nariz dele. O bebê deu um sorriso sapeca, olhando para ela com olhos azuis como o oceano, e voltou a chupar o leite. Depois de encher a barriguinha dele, ela o levou de volta para o quarto e colocou o seu corpinho no berço. Ao vê-lo dormindo, um suspiro de alívio saiu de sua boca. Ela se curvou e beijou a sua razão de viver. Depois de garantir que ele estava bem, ela saiu. Mas antes ajustou a babá eletrônica perto dele, para que pudesse avisá-la quando ele chorasse. Ela saiu e decidiu ir ver o seu marido, que aparentemente estava dormindo no quarto dele. Ela entrou e o encontrou dormindo de bruços, sem camisa. Ela se moveu lentamente até ele, olhando para o seu rosto adormecido. Ele parecia tão cansado e pálido, fazendo o coração dela apertar. Ela queria muito sentar perto dele e bagunçar o seu cabelo. Mas então desistiu da ideia, achando que ele não iria gostar. Então, ela apenas o cobriu com o edredom e decidiu sair dali sem incomodá-lo. Mas antes que ela fizesse isso, ele segurou a mão dela enquanto dormia. Ele a puxou para perto, fazendo a respiração dela falhar. Ela simplesmente esqueceu de soltar o ar ao estar tão perto dele. A respiração quente dele em seu pescoço a deixou fraca por inteira e a fez se sentir tonta.


— Aonde você ia, Radu? Fique aqui comigo. Sabe o quanto senti sua falta...? — Ele murmurou dormindo, dando um beijo no ombro dela. Anika colocou imediatamente a mão na boca, segurando o choro. Ela ouviu aquele nome saindo da boca dele, um nome que ela não gosta de ouvir de jeito nenhum. Ela apertou os olhos e deixou as lágrimas caírem. Ao mesmo tempo, ele se aconchegou nela e colocou a cabeça em seu ombro, abraçando a sua cintura. Sentindo-o tão perto, ela se assustou e olhou para o rosto dele com pura mágoa. O jeito como a respiração dele batia em seu rosto a deixou toda arrepiada. A proximidade dele estava criando uma confusão dentro dela. Mas a dor que sentia fez todos esses sentimentos sumirem. Ela virou o rosto para o lado, sentindo-se destruída...


— Eu te amo, Radu. Eu te amo muito. — Ele murmurou dormindo e beijou o ombro dela novamente. Isso mandou um choque pelo corpo dela. Ela se xingou por se sentir assim estando nos braços dele. Ela não deveria se apaixonar por ele, pois isso causaria uma dor para a vida toda. Era melhor ela manter uma boa distância dele e ficar o mais longe possível de tudo isso! Ela fungou, soltou devagar o aperto dele em sua cintura e se levantou. Ela fez isso antes que ele a encontrasse perto dele... Ela olhou para o rosto dele por um bom minuto e saiu dali, fechando a porta antes que ele acordasse. Ela saiu e soltou uma longa respiração, caminhando até um pequeno sofá. Ela se sentou ali, apoiando todo o peso nos braços, e caiu no choro olhando para a porta dele. Por mais que ela tentasse se controlar, sempre que ele falava aquele nome, isso atravessava o seu coração. Ela não conseguia esconder o fato de que ele não a enxerga. Ela estava morando com ele nos últimos seis meses e fazendo tudo o que ele queria. Mesmo assim, ele ainda vivia perdido no amor da irmã dela. Ficava claro que ele ainda estava tão apaixonado pela irmã que, até agora, não a esqueceu. Ele a imaginava até mesmo dormindo. Esses pensamentos só apertavam o seu coração por dentro. Ela fechou os olhos, deixando as lágrimas rolarem de seus olhos castanhos. De repente, ela saiu de seus pensamentos ao ouvir a voz do marido. Ela enxugou as lágrimas inúteis e correu de volta para o quarto para saber o que aconteceu. Ela chegou lá e o encontrou sentado na cama, segurando a cabeça.


— Onde você estava, Radu? Eu estava te chamando nos últimos cinco minutos. — Ele resmungou, esfregando os olhos como uma criança.


— Não é a Radhika, é a Anika. — Ela falou, fazendo com que ele percebesse que estava sonhando de novo. Ele sonhava com a sua primeira esposa, que não estava mais com ele. Um nó se formou na garganta dele ao pensar nisso. Mas ele se controlou, levantou da cama e pegou a sua camisa.


— Vou me refrescar. Prepare o meu café da manhã. — Anika concordou com a cabeça e saiu na mesma hora para preparar o café antes que ele ficasse pronto.


Ela entrou na cozinha e começou a quebrar os ovos para ele. Ela colocou vegetais e misturou tudo. Depois de fazer um bom omelete, ela colocou no prato. Ela pegou a caneca de café para ele e encheu usando a cafeteira.


Alguns minutos depois, ao ouvir os passos dele, ela pegou tudo e foi para fora. Ela colocou na frente dele sobre a mesa e sentou perto, mexendo nos dedos nervosamente. Ele cortou o omelete e colocou na boca, mastigando em silêncio. Anika sabe que ele gostou. É por isso que ele não disse nada, e se não tivesse gostado, teria virado a casa de cabeça para baixo. Mas ele nunca elogiava. Ele sempre comia em silêncio e saía para o escritório sem dizer uma única palavra. Ele nem dizia tchau para ela ao sair, nem ia ver o filho, que era quem mais precisava do pai. Depois do café da manhã, ele limpou a boca. Ele estava prestes a sair quando ela o chamou.


— Ahn, eu precisava falar com você — ela falou, parando-o

no meio do caminho. Shivaay virou e olhou para ela com o seu olhar vazio. O olhar dele não trazia nenhuma emoção ou sentimento que ela pudesse ler ou entender.



— A mãe nos chamou para a festa de aniversário de casamento deles hoje. Então, eu estava pensando se você pode voltar mais cedo do trabalho? — Shivaay primeiro olhou para ela com seriedade. Mas depois ele concordou com a cabeça e saiu dali em silêncio. Ela suspirou e decidiu ir ver o bebê, que estava dormindo há 2 horas. Ela entrou no quarto e ficou encantada ao ver que a criança estava deitada no berço, chupando o dedo.


— Ayoo! — Ela foi até ele e o pegou nos braços, beijando a bochecha dele.


— Como está o meu bebê? Ele está bem? Quando foi que ele acordou? Por que não chamou a mamãe? — Mas o bebê não respondeu e deitou a cabeça no ombro dela, chupando o dedo. Anika sorriu e beijou a cabeça dele, esfregando as suas costas. O bebê olhou para ela com os seus olhos azuis e sorriu com preguiça, fazendo-a se derreter com a sua fofura.


— Meu bebê. — Ela beijou a testa dele e o abraçou apertado. Ela sentia que ele era a única pessoa que lhe dava um motivo para sorrir. De repente, ela se assustou quando o seu celular começou a tocar. Ela tirou o celular do bolso e viu que a sua sogra estava ligando.



— Alô, mãe. Como você está? — Ela perguntou suavemente, fazendo a sogra sorrir.


— Estou bem, Anika... Você me diz, como você está e como estão o meu filho e o meu neto? — Pinky perguntou casualmente.


— Eles estão bem, mãe. Ele foi para o escritório e o Ayoo está nos meus braços. — Ela respondeu inocentemente.


— Quando você vai aprender a usar o nome dele, Anika? — Anika não falou nada e abaixou a cabeça, soltando um longo suspiro.


— De qualquer forma, hoje teremos uma grande festa. Então, eu quero que você esteja bonita. Não se esqueça de usar roupas bonitas e de retocar a maquiagem no rosto. Hoje, eu quero que o meu filho babe por você e esqueça todo o passado dele. — Anika deu uma risadinha silenciosa e não disse nada.


— Você ouviu o que eu disse, Anika? — Pinky disse com firmeza, reforçando as suas palavras.


— Sim, eu ouvi, mãe. — Anika murmurou, beijando a bochecha do bebê. Ele estava apoiando o queixo no peito dela, olhando-a sem parar.


— Hmm, que bom. De qualquer forma, até logo. Tchau, se cuide. — Dizendo isso, ela desligou, empurrando Anika de volta para os seus pensamentos. Não importa o que ela fizesse, ou o que ela usasse, ele nunca olharia para ela do mesmo jeito que costumava olhar para a irmã dela. Ela deu outro beijo no bebê e foi para o quarto. Ela entrou, colocou o bebê na cama e decidiu procurar algo bonito para esta noite, pois não queria decepcionar os seus sogros. Ela caminhou apressada até o guarda-roupa e abriu num instante, sem perceber que não era o lado das roupas dela. Mas já era tarde demais, e os olhos dela se fixaram nos vestidos que estavam pendurados ali. As lágrimas se acumularam em seus olhos ao ver as coisas. Se um lado estava cheio de roupas asiáticas, o outro estava cheio de lingeries e outras coisas de sexo. Ela levantou lentamente a sua mão trêmula e pegou uma caixa de camisinha. Isso logo fez os olhos dela se encherem de lágrimas, e ela caiu no chão com a mão na boca. Ela podia muito bem imaginar ele transando com ela bem ali na cama, que estava bem na sua frente. Ela começou a soluçar de pensar em tudo isso. Ela concordava que a outra era a esposa dele e o amor da sua vida. E ela não deveria pensar assim. Mas o que ela podia fazer quando doía tanto? Doía ver o quanto ele amava a sua primeira esposa e nunca deu o menor pingo de amor para ela. Ela chorou, fechando os olhos com força, e deixou as lágrimas rolarem. O bebê, que estava sentado na cama, olhou para ela com os seus olhos azuis e preocupados. Ele fez biquinho e caiu no choro ao ver a sua mãe chorar.


— Bebê! — Ela correu imediatamente até ele. Ela o pegou nos braços, esquecendo a própria dor.


— Está tudo bem, está tudo bem. A mamãe não está chorando. Me desculpe, bebê, me desculpe. — Ela acariciava a cabeça dele, dando vários beijos. O bebê soluçava e escondia o rosto no pescoço dela, segurando sua camisa. Anika limpou as lágrimas e acalmou o bebê. Depois de alguns segundos, quando percebeu que ele estava bem, ela o colocou de volta na cama. Ela foi até o armário. Ela apenas fechou a porta rapidamente e pegou a primeira coisa que viu do seu lado do guarda-roupa...


...


— Anika, ele precisa de você. Ele é tão pequeno e não consegue viver sem você. Então eu e seu pai decidimos fazer você se casar com o Shivaay. Além disso, ele está sozinho e precisa de uma companheira também. Se ele se casar com outra pessoa, nós não poderemos mais ver nosso neto. Ele é a última lembrança da nossa filha. Por favor, querida, tente nos entender e case com ele. — Seus pais imploravam, segurando a mão dela com lágrimas nos olhos.


— Mas como posso? Digo, eu ainda estou estudando... — ela soluçou.


— Sim, você está, mas você pode fazer isso depois do casamento também. Tenho certeza de que o Shivaay vai te fazer feliz. Ele vai te dar amor do mesmo jeito que amava a sua irmã. — Anika olhou para os pais e depois para o bebê em seus braços, que a olhava com esperança nos olhos. Ela queria muito dizer não para esse casamento. Mas ver seus pais e este bebê não permitiu que ela fizesse isso. Ela decidiu se casar com ele, deixando seus próprios desejos de lado. E no mesmo dia, sem perder tempo, eles foram ao cartório e fizeram um casamento civil simples.



.....


De repente, ela saiu de seus pensamentos ao ouvir o barulho da porta batendo. Ela olhou para o lado e viu que Shivaay tinha saído do carro. Ele estava indo em direção à entrada, deixando-a para trás. Ela suspirou e desceu do carro, carregando o bebê nos braços.



Do lado de dentro


— Onde está a Anika, Shivaay? — a mãe dele disse assim que ele entrou.


— Eu não sei, mãe. — Dizendo isso, ele foi até alguns de seus colegas de negócios e se ocupou com eles. A mãe dele balançou a cabeça sem acreditar e decidiu ir ver por si mesma. Mas, antes que fizesse isso, Anika entrou com o bebê. A criança logo foi pega pelo cunhado dela após cumprimentá-la.


— Anika, onde você estava? Eu estava esperando só por você. — Pinky perguntou, segurando a mão dela.


— Eu estava aqui mesmo, mãe. — Ela sorriu e a abraçou.


— Feliz aniversário de casamento. — Anika disse, dando-lhe um abraço.


— Obrigada, querida. Enfim, venha, vamos entrar.

— Todo mundo está esperando só por você. — Ela segurou a mão de Anika e a levou para dentro.



— Pinky, sua nora é simples, mas é tão bonita. — Uma das mulheres elogiou, acariciando o cabelo de Anika.


— Ela é mesmo, de fato, mais que a irmã. A irmã dela ligava muito para moda. Mas essa aqui é cheia de beleza por dentro e por fora. — Outra mulher disse, sorrindo para Anika. Os olhos de Anika pousaram em Shivaay, que estava encarando a mulher com os olhos vermelhos de raiva. Anika entendeu que ele não gostou da forma como ela foi elogiada. Ele não gostou de insinuarem que Radhika não era tão legal ou bonita.


— Obrigada, Sra. Sharma. Enfim, aproveite a festa, nós já voltamos. — Pinky deu um sorriso tenso e levou a nora com ela.



— Essas mulheres são difíceis. Enfim, você pode ver se o bolo já chegou? Até lá, vou checar os outros preparativos. — Anika concordou com a cabeça e logo saiu dali. Ela não notou Shivaay, que a seguiu logo atrás.


— Olá, senhora. — A empregada a cumprimentou e saiu dali, deixando-a sozinha. Assim que a empregada saiu, Shivaay entrou. Ele prendeu Anika entre ele e a parede. Isso a assustou demais, vendo-o surgir na sua frente de repente.


— O que você estava falando com aquelas mulheres, hein?! — Anika gemeu de dor, pois ele apertava seu pulso com muita força.


— Na-nada, eu só... eu... — Ela gaguejou.



— Lembre-se de uma coisa, garota. Não importa o que você seja ou deixe de ser. Você nunca vai tomar o lugar de Radhika. Você sempre será um nada para mim. Eu me casei com você pelo meu filho. Caso contrário, eu nunca teria feito isso. Então pare de achar que é melhor que Radhika. Ela sempre será a número um na minha vida. Você entendeu?! E mais uma coisa. A minha Radhika era linda por dentro e por fora. Você nunca vai se comparar a ela. — Dizendo isso, ele a empurrou e saiu. Ele a deixou para trás, com lágrimas nos olhos. Ela segurou o pulso que ficou com as marcas das unhas dele. Ela começou a chorar, sentindo muita dor no pulso, que sangrava pelo aperto dele.


— Anika, eu falei para você vir... — Pinky parou ao ver lágrimas nos olhos dela. Ao vê-la ali, Anika rapidamente limpou as lágrimas e escondeu a mão debaixo do sári.


— Você está bem, Anika? — Ela perguntou preocupada, indo até ela.


— Sim, eu estou... não se preocupe, mãe. Foi por causa desse spray de limpeza que meus olhos começaram a lacrimejar. — Ela sorriu, mostrando o spray de limpeza que estava perto dela na mesa.


— Ah, está bem. Fique longe disso. Não quero que você tenha uma alergia. — Pinky disse, acariciando o rosto dela.


— Sim, mãe. — Ela sorriu e saiu de lá às pressas.


Pinky suspeitou do comportamento dela, mas afastou os pensamentos e foi lá para fora.




Depois de cortar o bolo, Anika estava sentada com os pais quando a mãe dela falou.


— O Shivaay está cuidando bem de você? Você parece tão fraca, Anika. — A mãe disse, acariciando seu cabelo.


— Você não é minha esposa e nunca será, Anika. Eu só me casei com você pelo meu filho, então fique apenas perto dele. Nem pense em se aproximar de mim. Você entendeu?! — Ele gritava com ela. Isso a assustava demais, ao vê-lo tão irritado.



— Eu estou te perguntando uma coisa, Anika. Você não vai responder? — a mãe falou, tirando-a de seus pensamentos profundos.


— Sim, mãe... Ele está cuidando de mim. Mais do que qualquer pessoa. Não se preocupe. — Ela forçou um sorriso, escondendo a mão machucada debaixo do sári.


— Foi por isso que eu fiz você se casar com ele. Eu sabia que ele é um cavalheiro e nunca te machucaria. — O pai dela disse, beijando sua cabeça.


— Sim, pai... Ele me ama muito. — ela sussurrou, olhando para Shivaay, que conversava com algumas pessoas.



— Sr. Oberoi, o que tem no seu dedo? Você mergulhou as unhas em alguma tinta? — o Mr Mehta perguntou, chamando a atenção para a mão dele. Ele levantou a mão e ficou confuso ao ver sangue seco preso sob as unhas. Ao ver aquilo, ele lembrou do momento em que apertou o pulso de Anika. Ele olhou para ela e a viu de pé. Ela conversava com a mãe dele, enquanto aquela mesma mão estava escondida debaixo do sári.


— Hã, sim. Eu vou lá lavar. — Ele deu um sorriso para eles e saiu para se limpar.



Algum tempo depois


— Hã, se a festa já acabou, então vamos embora? — Shivaay disse, vindo na direção de Anika, que estava com a mãe dele.


— Vocês dois não vão a lugar nenhum. Eu decidi que vocês vão dormir aqui esta noite. — A mãe dele disse. Isso o deixou irritado por pensar em ficar ali com toda a sua família.


— Eu não posso, mãe. Eu não consigo dormir em nenhum lugar que não seja minha própria casa. — Ele disse, incomodado só de imaginar dormir lá.


— Shivaay, você passou a vida toda nesta casa. Pare de mentir dizendo que não pode ficar aqui. Anika, filha, vá para o seu quarto e você também. — Ela ordenou a Shivaay, que bufou, olhando para ela irritado.


— Mas, mãe... — ele reclamou frustrado.


— Shivaay. — A mãe o encarou, fazendo-o suspirar.



— Está bem! — Ele bufou e foi para o quarto, sentindo muita raiva de Anika. Ele tinha certeza de que ela pedira à sua mãe para ficarem ali.


— Mãe, não era preciso. Ele não gostou. Além disso, nós moramos a poucos quilômetros daqui. — Anika disse, observando Shivaay se afastar.


— Anika, eu mandei ir para o seu quarto. Não fique do lado do seu marido. Você já o mimou o suficiente. Agora vá. — Pinky ordenou em um tom sério.


— Tudo bem. — Dizendo isso, ela saiu dali contra a própria vontade. Ela não queria de jeito nenhum ir para o quarto dele. Mas, sem outra opção, teve que obedecer à sogra. Se não fizesse isso, eles suspeitariam dos dois, o que ela realmente não queria.



No quarto


— O bebê dorme aqui. — Ela colocou a criança no bercinho e estava prestes a ir para o banheiro. Mas parou quando seus olhos pousaram na cama.


— Como vamos ficar aqui? — Ela murmurou, fixando os olhos na cama. Ela percebeu que hoje teria que dividir a cama com ele. Afinal, ela não podia ficar em outro quarto, estando cercada por tantas pessoas na casa.


Próximo Capítulo