Na Zona de Punição || 18+

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Resumo

Quando o romance perfeito de Maddie na faculdade termina em um término humilhante, ela fica com dois objetivos: recuperar seu orgulho e fazer seu ex, Austin, se arrepender de tê-la deixado ir. Aceitar um emprego como gerente de redes sociais do time de hóquei parece a maneira perfeita de se vingar. Mas seu plano de vingança toma um rumo inesperado quando ela convence Nate, o goleiro reserva e introspectivo do time, a entrar em um fake dating para deixar Austin com ciúmes. O que começa como um esquema cuidadosamente planejado rapidamente sai do controle. Nate não é apenas o jogador ignorado que Maddie pensava que ele fosse. Ele é doce, surpreendentemente charmoso e determinado a provar que é muito mais do que um reserva. À medida que a linha entre o falso e o real começa a se confundir, Maddie é forçada a confrontar seus motivos, seus sentimentos e a inegável química fervendo sob a superfície.

Status
Completo
Capítulos
46
Classificação
4.9 38 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1

A casa da fraternidade fede a cerveja choca, suor e aquele tipo de desespero que só universitários conseguem emanar.

Parece até que as paredes também estão suando, de tão abafado e úmido que o ar está. Desvio de um cara de toga segurando um funil. Por que é sempre uma toga? E me espremo para passar por um grupo de garotas gritando uma com a outra por cima da música. Meus saltos grudam no chão a cada passo, e preciso me segurar para não ter ânsia de vômito. Por que toda casa de fraternidade parece o interior de um cinema, só que sem a pipoca e com um cheiro insuportável de meia suja?

Estou em uma missão. Uma missão terrível e horrível que só uma namorada insegura, movida por um palpite, aceitaria de bom grado. Austin disse que estaria aqui "curtindo com os caras", mas já estou procurando por ele há vinte minutos e, até agora, nada de Austin. Apenas um bando de babacas da fraternidade, seus copos vermelhos da Solo e as plantas coitadas no canto, que claramente foram regadas com algo muito pior do que água.

Se eu ouvir mais um "Ai meu Deus, Maddie, você está aqui sem o Austin?" de uma irmã da irmandade, com seus lábios excessivamente brilhantes e um sorrisinho nem um pouco sutil, eu vou perder a cabeça. Eu reviraria os olhos com mais força, mas eles correm o risco de ficar presos.

O grave das caixas de som faz meu peito vibrar, uma batida profunda e pesada que faz meu pulso acelerar ainda mais. Cada passo que dou parece me levar mais fundo para a cova dos leões. Passo pela sala de estar, onde um grupo de caras grita durante uma partida de beer pong. A bola quica na borda da mesa, e um deles mergulha para pegá-la como se fosse o lance decisivo de uma final de campeonato.

Paro na porta para escanear a multidão, mas não há sinal de Austin. Meu peito aperta, entre o alívio e uma frustração crescente.

"Ei, Maddie!", uma voz chama.

Olho na direção do som. Um dos irmãos de hóquei do Austin está acenando para mim, segurando um copo vermelho. Não lembro o nome dele. Não lembro o nome de nenhum deles. O Austin quase nunca me leva para perto deles. Como se estivesse me escondendo. "Quer ser minha parceira?"

"Não, obrigada." Forço um sorriso, contido e educado, antes de me enfiar na cozinha.

E é aí que eu os vejo.

Austin. O meu Austin. Em pé perto da geladeira com uma garota praticamente jogada em cima dele, como se fosse um cachecol dois números menor que o necessário. O cabelo loiro platinado dela pega a luz fluorescente forte, brilhando de um jeito que a faz parecer ter sido retocada digitalmente na vida real. As mãos dela estão entrelaçadas no pescoço dele, como se tivesse medo de que ele pudesse sair flutuando, e ela olha para cima com grandes olhos de corça que gritam me escolha, me queira, me ame.

Mas a parte que mais me incomoda? Ele está sorrindo. Sorrindo daquele jeito preguiçoso e confiante que costumava fazer meu estômago dar voltas, mas que agora só me dá vontade de virar a mesa inteira ao lado deles.

Eu travo. Meu pulso bate forte nos meus ouvidos, abafando o grave da música, mas, de algum jeito, ainda consigo ouvir a voz dela. Aguda e risonha, como um sino de vento movido a estimulantes.

"Austin, você é tão engraçado."

Ah, me poupe. Engraçado? O Austin? A melhor piada desse cara é dizer: "Como assim acabou o leite?", depois de ter terminado o último gole ele mesmo.

Então ele se inclina para mais perto dela, com a mão descansando no quadril dela como se ela pertencesse ali, como se fosse a coisa mais natural do mundo ele fazer isso quando a namorada está fora de vista, mas não fora dos pensamentos.

Com que frequência ele faz esse tipo de coisa quando eu não estou por perto, para ficar tão à vontade fazendo isso na frente de um bando de gente que sabe que eu existo?

Minha mão fecha com força na alça da minha bolsa e, por um segundo, penso em acertá-la na cabeça dele. O pensamento é profundamente satisfatório, mas não, eu sou melhor que isso.

Por pouco.

"Austin", digo, entrando na cozinha. Minha voz corta o barulho como um alarme de incêndio, aguda e impossível de ignorar.

A loira recua tão rápido que você pensaria que ela tinha levado um choque. Suas mãos caem do pescoço dele e ela tropeça para longe, com as bochechas ficando de um tom de rosa que combina com seu vestido apertado demais.

"Maddie?" Os olhos de Austin se arregalam e sua mão cai do quadril dela como se estivesse pegando fogo. Ele dá um passo em minha direção, com as palmas das mãos para cima, como se tentasse acalmar um cachorro raivoso. "Ei, uh, o que você está fazendo aqui?"

"O que eu estou fazendo aqui?", repito, minha voz subindo uma oitava. Dou mais um passo à frente, meus saltos estalando contra o piso de azulejo grudento. "O que você está fazendo aqui, brincando de se agarrar com a Barbie Malibu?"

A garota parece ofendida, mas eu não ligo. Deixe que ela se ofenda. Que ela pegue seu cabelo brilhante e seus olhos de Bambi e vá embora.

"Não é o que parece", diz Austin rapidamente, levantando as mãos como se estivesse fazendo um teste para um drama policial. "A gente só estava conversando."

"Conversando?" Olho para a loira de novo, arqueando uma sobrancelha. "Desde quando 'conversar' envolve sua mão na bunda dela?"

"Maddie, fala baixo", ele sibila, olhando em volta da cozinha. Como se eu estivesse envergonhando ele. Como se ele fosse a vítima da história.

"Ah, me desculpe", respondo rispidamente, abrindo os braços. "Estou fazendo um escândalo? Não se preocupe, Austin. Vou fazer valer a pena."

Antes que eu possa pensar melhor, pego o copo mais próximo no balcão. Ele está meio cheio de alguma coisa escura e grudenta, e nem hesito. Jogo o líquido nele, e ele espirra por toda a sua polo branca impecável, deixando uma mancha que se espalha como uma má decisão.

Ele recua, com a boca aberta de choque. "Maddie, qual é!"

"Não, qual é a sua", cuspo, jogando o copo de volta no balcão com um estalo satisfatório. "Qual é a sua de explicar por que você está aqui com ela, enquanto eu passo a noite inteira recebendo olhares de pena dos seus amigos."

Ele não responde. É claro que ele não responde.

Não espero ele inventar alguma desculpa esfarrapada. Viro nos calcanhares e saio furiosa da cozinha, com meu coração batendo tão forte que sinto que ele pode romper minhas costelas. Minha visão fica embaçada, seja de raiva ou de lágrimas, não sei. Não me importa.

A cozinha fica em silêncio absoluto enquanto saio, mas a música na sala de estar aumenta e a conversa das pessoas na festa sobe para preencher o vazio. Alguém ri enquanto passo empurrando, e mordo o interior da bochecha com tanta força que dói.

Quando chego na porta da frente e piso na calçada, o ar frio da noite me atinge como um tapa na cara. Inspiro profundamente, com os pulmões ardendo, e espanto as lágrimas que ameaçam cair.

Que se dane. Que se dane o Austin.

Ele não vai me fazer chorar.


Estou de volta ao meu dormitório, encolhida na cama usando meu moletom favorito. As luzes de LED penduradas nas paredes projetam um brilho roxo suave, o que normalmente seria relaxante, se meu cérebro não estivesse tentando arranhar o crânio por dentro.

A primeira notificação chega logo que puxo o cobertor sobre as pernas.

Olho para o meu celular, que está virado para cima no edredom como um presságio.

"Você está nos assuntos do momento."

Quatro palavras. Simples. Devastadoras.

Meu estômago dá um solavanco. "Ah, não", murmuro, pegando o celular e desbloqueando a tela com os dedos trêmulos.

O vídeo é a primeira coisa que vejo. É um clipe granulado, mal gravado, mas o conteúdo está claro como o dia. Lá estou eu, parada na cozinha da fraternidade, no meio da jogada de bebida. O líquido faz um arco pelo ar como uma cena de filme indie sobre amantes desprezados.

A legenda? "O surto da Maddie ft. Austin o Babaca."

Fico olhando, com a boca seca. Já tem mais de 200 curtidas, e os comentários estão se multiplicando mais rápido do que e-mail de trabalho em grupo.

Solto um gemido e jogo o celular no peito como se fosse uma granada viva. "Jess!", grito pela minha colega de quarto, com a voz abafada pelo cobertor que puxo sobre o rosto.

"O quê?", ela responde do banheiro.

"Eu virei um meme!"

Um segundo de silêncio. Então a porta do banheiro range e Jess sai, com o rosto coberto por uma máscara verde gosmenta que a faz parecer um alienígena pela metade. Ela segura uma escova de dentes em uma das mãos e veste uma camiseta grande demais.

"Como assim você virou um meme?", ela pergunta, encostando-se casualmente no batente da porta, como se eu não tivesse acabado de anunciar o fim da minha vida social.

Sento-me, agarrando meu celular. "Isso! É isso que eu quero dizer."

Empurro o celular para ela, e ela pega, semicerrando os olhos para a tela. Ela aperta o play, e o som da minha própria voz gritando com o Austin preenche o quarto.

Jess nem tenta se segurar. Ela solta um risinho. Depois ri tão forte que precisa se segurar no batente da porta para não cair.

"Ok, primeiro de tudo", ela diz, ofegante, "sua forma estava impecável. O movimento do pulso? Perfeição. Se dessem medalhas para quem joga bebida na cara dos outros, você teria o ouro."

"Jess", digo, lançando um olhar mortal.

"Segundo de tudo", ela continua, me ignorando enquanto devolve o celular, "ele mereceu total. Todo mundo no campus sabe que o Austin é um galinha. Você só deu a ele a humilhação pública que ele vem evitando há anos."

— É, bom, agora todo mundo está falando sobre isso — murmuro, rolando a tela pelos comentários.

Eles são bem variados, como esperado.

“Comportamento de rainha!”

“Icônico. Absolutamente icônico.”

“Ela acha que isso aqui é The Bachelor?”

“É nisso que dá namorar jogador de hóquei, esses típicos frat boys. Credo.”

Cada comentário faz meu estômago dar um nó. É como se eu estivesse no centro dos holofotes mais críticos do mundo.

Jess caminha até a cama e se joga nela, cruzando as pernas. — Olha, você não pode controlar o que as pessoas vão dizer. Tudo o que você pode fazer é assumir a situação.

— Assumir o quê? Que eu pareço uma louca?

Jess dá de ombros. — Melhor do que parecer uma capacho. Você se defendeu. Eu chamaria isso de vitória.

— Ótimo — digo, sem expressão, jogando meu celular na cama. — Então agora, além de solteira, sou o rosto oficial das namoradas surtadas de plantão. Fantástico.

Jess me olha com uma expressão que mistura pena e irritação. — Maddie, você não está surtada. Você é... intensa. Além disso, qualquer um que assista àquele vídeo vê que você é a vítima aqui.

— Será mesmo? — Eu me jogo de costas e encaro o teto, onde o brilho fraco das luzes LED faz pequenos halos coloridos. — Porque tudo o que eu vejo é uma garota que perdeu a compostura em público. É disso que as pessoas vão se lembrar. Não do Austin sendo um babaca traidor. Vão lembrar de mim, gritando e jogando uma bebida como se estivesse fazendo um teste para o Real Housewives of Sorority Row.

Jess inclina a cabeça. — Você tem esse dom para reality show.

Eu lanço um olhar fulminante para ela, e ela levanta as mãos em sinal de rendição.

— Tá, tá, mas falando sério — diz ela, recostando-se nas mãos. — O que você vai fazer agora?

— Fazer? — ecoo, virando a cabeça para olhá-la.

— É — diz ela, gesticulando vagamente. — Você não pode ficar aqui a noite toda só lendo comentários negativos. Você precisa tomar as rédeas disso. Tentar virar o jogo a seu favor.

— O que eu sou, uma agência de RP?

Jess sorri. — Não, mas você é Maddie Arden, mestre em marketing e relações públicas. E se tem alguém que consegue transformar um surto em um movimento estratégico, é você.

Levanto uma sobrancelha. — Esse foi o conselho mais desanimador que já ouvi.

Jess dá de ombros, mas há um brilho de seriedade em seus olhos agora. — Só estou dizendo que você tem duas opções. Você pode ficar aqui sentindo pena de si mesma, ou pode garantir que o Austin se arrependa de ter se metido com você.

Isso chama minha atenção. — O que você está sugerindo?

Ela se aproxima, baixando a voz como se estivéssemos planejando um assalto a banco. — Estou dizendo para você não deixar ele sair impune. Não deixe ele andar pelo campus achando que é intocável.

Sento-me devagar, processando as palavras dela. — Você quer dizer vingança.

— Quero dizer justiça — ela responde, sorrindo.

Pego meu celular novamente, encarando o vídeo pausado na tela. Talvez Jess esteja certa. Talvez isso não precise ser o fim da minha reputação. Talvez seja o começo de algo melhor.

— Ok — digo, encontrando o olhar dela. — Vamos fazer ele pagar.

Jess sorri como uma gata que acabou de ganhar as chaves da fábrica de leite. — Essa é a Maddie que eu conheço.


Quando o sol nasce, já não estou mais me lamentando. Estou planejando.

O brilho suave da manhã filtra pelas persianas, projetando listras de luz sobre a minha mesa. Meu laptop zune à minha frente, com a tela cheia de abas e listas. Uma caneca de café está por perto, a terceira da noite, e meu pé balança sob a mesa enquanto minha mente fervilha de possibilidades.

Austin não vai sair ileso disso. Não depois do que ele fez. Não depois de me fazer parecer a ex-namorada maluca na frente de metade do campus.

Rolo a tela pela lista do time de hóquei no site de esportes da faculdade, meus olhos se estreitando enquanto estudo a escalação. Os rostos deles encaram a tela, todos com maxilares marcantes e sorrisos convencidos. Parece uma fraternidade, mas com mais proteção e menos camisas.

Atrás de mim, Jess sai da cama tropeçando, com o cabelo escuro todo espetado para todos os lados. Ela parece um animalzinho preso em um túnel de vento. Seu moletom enorme está caindo por um ombro, e suas meias não combinam. Típico da Jess.

Ela solta um gemido, esfregando os olhos. — Por que você está acordada? Que horas são?

— Fazendo um brainstorming — respondo, girando o laptop na direção dela com um sorriso.

Ela pisca para a tela, apertando os olhos como se a luz a estivesse atacando fisicamente. — Isso é... a escalação do time de hóquei?

— Aham.

Jess me encara por um momento antes de se jogar de cara na cama com um gemido dramático. — Maddie, o que você está fazendo?

— Pesquisando — digo alegremente, batendo no teclado. O som do clique das teclas parece estranhamente satisfatório, como se cada uma estivesse me levando para mais perto da vitória.

Ela vira de costas, apoiando-se nos cotovelos. — Por que você está pesquisando o time de hóquei?

— Austin ama hóquei, né? É toda a personalidade dele. Ele vive dizendo que o time é a sua família, que o rinque é o seu lugar feliz, blá, blá, blá. — Faço um gesto com a mão, descartando seus monólogos repetitivos. — Então, que jeito melhor de me vingar dele do que mexer com o seu precioso time?

Jess se senta completamente agora, seu interesse despertado apesar de si mesma. — E como exatamente você vai fazer isso? Entrar escondida no rinque e fazer ele tropeçar durante o treino?

— Não exatamente — respondo, recostando-me na cadeira. — Digamos apenas que vou garantir que o Austin aprenda como é ser deixado no banco de reservas.

Ela levanta uma sobrancelha, olhando para mim como se eu tivesse enlouquecido. — Você é assustadora quando fica assim, sabia?

Eu sorrio. — Obrigada.

Jess balança a cabeça, mas levanta-se e caminha até minha mesa, espiando por cima do meu ombro. — Ok, mente criminosa, me explica. Qual é o plano?

— Bom — começo, apontando para a escalação na tela —, o time tem muito em jogo nesta temporada. Eles estão entre os dez melhores do país, e o Austin é o centro titular. Sem ele, as chances deles caem drasticamente.

— Então... você vai fazer ele ser expulso do time? — pergunta Jess, com as sobrancelhas levantadas.

— Não exatamente — respondo, batendo o dedo no queixo. — Isso daria trabalho demais e, honestamente, não acho que conseguiria fazer isso sem ser pega. Não, quero algo mais sutil. Algo que entre na mente dele e o faça perder o foco no jogo.

Jess dá uma risadinha. — Você não é sutil, Maddie. Você jogou uma bebida nele em uma cozinha cheia de testemunhas.

— Isso foi diferente — digo, dispensando o comentário dela. — Isso aqui vai ser estratégico. Calculado. Guerra psicológica.

— Uau — diz Jess, sentando-se novamente na cama e cruzando as pernas. — Eu não sabia que morava com uma vilã do 007.

Eu a ignoro, com o cérebro já a mil por hora. Preciso descobrir como me aproximar do time sem chamar muita atenção para mim mesma. Preciso de acesso. Informações privilegiadas.

— Você acha que o Treinador Peterson ainda cuida das redes sociais do time? — pergunto, olhando para a Jess.

Ela pisca. — O quê?

— As redes sociais do time de hóquei — digo, virando meu laptop de volta para mim. — Se bem me lembro, eles estavam procurando alguém para ajudar a administrar isso no ano passado. Se a vaga ainda estiver aberta...

Os olhos de Jess se arregalam. — Você não está falando sério sobre entrar para a equipe de redes sociais deles, está?

— Por que não? — pergunto, já abrindo uma nova aba para pesquisar o anúncio. — É o disfarce perfeito. Terei acesso ao time, saberei o que eles estão fazendo e poderei mexer com o Austin sem que ele nem perceba.

Jess solta um assobio baixo. — Você é mais assustadora do que eu pensava. Me lembre de nunca te irritar.

— Você não ousaria — digo, sorrindo ao encontrar o anúncio. Dito e feito, o time de hóquei ainda está procurando um gerente de redes sociais. A descrição é exatamente o que eu esperava: um pouco de design gráfico, postar durante os jogos e publicar destaques dos treinos. Fácil.

— Você tem qualificação para isso? — Jess pergunta, me olhando com ceticismo.

— É claro que tenho — respondo, abrindo meu currículo. — Eu administrei o Instagram do clube de voluntariado do campus no ano passado. Sei muito bem como lidar com hashtags.

Jess ri. — Bem, mal posso esperar para ver como isso vai acabar. Só me promete uma coisa?

— O que é? — pergunto, olhando para ela.

— Não seja expulsa da faculdade — diz ela, com uma expressão que é metade brincadeira e metade seriedade.

— Não se preocupe — respondo, clicando em enviar na minha inscrição. — Eu tenho tudo sob controle.