The Cursed Mate por B E Harmel em Inkitt
Personalizar legibilidade
Aa

O Parceiro Amaldiçoado

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

🌶️Ele era o herdeiro quebrado que não conseguia se transformar. Ela era a parceira amaldiçoada, criada para destruí-lo. Mas o destino tinha outros planos. Nascido de uma profecia, Theron carrega o sangue dos Primeiros Lobos — mas seu poder sempre esteve adormecido, trancado junto a um lobo que nunca despertou. Mireya foi roubada por bruxas, marcada com runas e ensinada a temer sua própria magia. Ela escapou carregando cicatrizes e silêncio... até que o mate bond destruiu tudo. Agora, com as bruxas se reerguendo, Theron e Mireya precisam lutar por seu vínculo, por sua alcateia e pela verdade sobre quem eles realmente são. Um herdeiro quebrado. Uma parceira amaldiçoada. Juntos — eles irão reescrever o destino.

Status
Completo
Capítulos
29
Classificação
5.0 18 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

POV: Eve

Os dois estavam dormindo, mas eu não conseguia fechar os olhos.

Não com o calor deles me envolvendo como uma armadura. Não com o som suave da respiração de Gavriel no meu pescoço ou o peso da mão de Caelum espalhada na minha barriga, possessiva até no sono. Meus reis. Meus companheiros. Minha ruína e minha salvação.

A noite estava densa com o cheiro deles — terra e fumaça e algo mais sombrio, que pertencia apenas a Gavriel, como a meia-noite moldada em carne. E Caelum, selvagem e sempre-verde, a tempestade que sempre me atraiu. Eu ainda sentia o gosto dos dois na língua. Minhas coxas doíam, a pele formigava, mas havia uma parte vazia em mim que se recusava a se acalmar.

Fazia anos, mas eu ainda queimava.

Mesmo agora, depois de tudo que vivemos — depois de sangue, traição e da coroa que construímos das cinzas — ainda havia noites em que eu acordava precisando *sentir* tudo. Precisando me lembrar de que tínhamos sobrevivido. De que éramos reais.

De que *eu* era real.

Virei-me devagar, tomando cuidado para não acordá-los. Gavriel se mexeu levemente, uma ruga fina entre as sobrancelhas que eu alisei com o polegar. Ele sempre era o primeiro a sentir minha inquietação. Mesmo dormindo, ele me buscava.

O aperto de Caelum se intensificou por instinto, puxando-me para mais perto, o nariz enterrado na curva do meu ombro. Seu rosnado era suave, quase inconsciente. Como um lobo ainda sonhando com a caça.

Sorri na escuridão.

— Ainda são meus — sussurrei. — Cada centímetro maldito de vocês.

Beijei o maxilar de Gavriel, depois os lábios de Caelum, devagar, reverente. Poderia ter ficado assim para sempre. Mas algo me puxava. Uma sombra na beira do pensamento. Daquelas que arrepiam a espinha, silenciosas demais para nomear.

Não era medo. Era *instinto*.

Deslizei para fora da cama, os resmungos de protesto deles quentes às minhas costas. Peguei uma das camisas de Caelum — surrada e grande demais — e caminhei descalça até a sacada. O ar da noite mordeu minha pele. Lá embaixo, o pátio se estendia silencioso, prateado pelo luar. Pacífico. Imóvel.

E, no entanto…

Meus olhos encontraram o campo de treinamento ao longe.

Ele ainda estava lá.

Claro que estava.

Theron se movia como uma tempestade contida em músculos. Sem camisa, encharcado de suor, a lâmina na mão. Seus movimentos eram brutais, implacáveis, precisos. De novo e de novo, atacava, girava, desviava de um inimigo invisível. A lua captava a curva de seu ombro, o movimento do cabelo. Deuses, ele era lindo.

E era meu.

Fiquei observando-o por muito tempo. Nosso filho. Nossa herança. Um alfa de dezenove anos que carregava o peso de três linhagens nos ossos e ainda assim se movia como se tentasse fugir de algo.

Ele não sabia que eu o observava na maioria das noites. Não via como eu apertava a mão de Caelum quando Theron tropeçava, ou como a respiração de Gavriel prendia toda vez que nosso filho encarava o próprio reflexo por tempo demais — como se buscasse o lobo que ainda se recusava a responder.

Ele não tinha se transformado. Nem uma vez. Nem por completo.

Nunca lhe dissemos o que aquilo significava. O que temíamos que significasse.

Ele era forte. Feroz. Respeitado por todos os guerreiros da corte. E, ainda assim, havia uma parte dele que olhava no espelho e via *falta*.

Eu sentia aquilo como uma ferida dentro de mim. Porque lembrava o que era ser marcada como diferente. Carregar um poder que não se comportava como o mundo esperava.

E talvez por isso eu tenha pressentido antes de qualquer um.

A tempestade no horizonte. A escuridão que se aproximava.

Algo estava mudando. Na terra, no vento. *Nele*.

Levei a mão ao peito.

Que venha.

Já tínhamos sobrevivido ao fogo antes. Sobreviveríamos de novo.

Só percebi o quanto apertava o corrimão quando os braços de Caelum me envolveram por trás.

— Você está remoendo de novo — murmurou no meu pescoço, a voz rouca de sono. — Já é tarde para isso. Volte para a cama.

Sua boca encontrou aquele ponto sensível logo abaixo da minha orelha, os dentes roçando a pele como uma promessa.

Apoiei-me nele, deixando seu calor derreter nas minhas costas, mas não respondi. Gavriel se juntou a nós em silêncio, sempre mais quieto que Caelum, sempre *observando*. Seus dedos roçaram meu pulso, me ancorando.

— Você está pensando nele. — Não era uma pergunta.

Assenti, sem conseguir esconder a dor no peito. — Ele não para. Treina até sangrar. Acha que não o vemos, mas eu vejo. Vejo tudo. O jeito como encara as próprias mãos, como se esperasse que virassem garras. Como fica à espreita na beira da floresta, como se algo nele estivesse quebrado e ele esperasse ouvir a solução.

Caelum suspirou contra minha pele, os braços se apertando. — Ele é forte, Eve.

— Ele está sofrendo — retruquei, a voz baixa e crua. — E não sei como ajudá-lo.

Houve um longo silêncio.

Então Gavriel se aproximou, a mão deslizando pela minha garganta, erguendo meu queixo até que eu encontrasse seus olhos. Aquelas profundezas douradas e avelãs em que eu poderia me afogar.

— Você não precisa consertá-lo. Só precisa amá-lo. Como fez conosco.

Um arrepio percorreu minha espinha.

Ele me beijou. Devagar, profundo, como se despejasse anos de calor, mágoa e devoção na minha boca. Derreti sob ele, sob os dois. As mãos de Caelum deslizaram para baixo, passando por baixo da camisa que eu tinha roubado, encontrando o calor entre minhas coxas como se aquele fosse seu lugar — porque era.

Gemi no beijo de Gavriel quando os dedos de Caelum deslizaram para dentro de mim, lentos e certeiros, curvando-se no ponto certo. Meus joelhos fraquejaram, mas eles estavam lá, como sempre, me segurando. Dois deuses forjados em carne. Meus protetores, minha ruína. Eu era fogo selvagem em suas mãos, e eles não temiam a queimar.

— Eu preciso… — tentei dizer, mas Gavriel engoliu as palavras com um beijo que roubou o ar dos meus pulmões.

— Nós sabemos do que você precisa — murmurou contra meus lábios, a voz aveludada e quente.

O rosnado de Caelum vibrou baixo no meu ouvido, carregado de fome. — Deixe a gente tirar isso de você, rainha. Deixe a gente tomar tudo.

Ele retirou os dedos com uma lentidão deliberada e molhada que me fez gemer, e então Gavriel segurou minhas mãos, seu sorriso sombrio e conhecedor enquanto me puxava gentilmente para dentro do quarto. Mas não me deixaram chegar até a cama — ainda não.

Ficamos à beira dela, meu peito subindo e descendo rápido. Caelum voltou a se posicionar atrás de mim, os dedos deslizando de volta para dentro, mais fundo dessa vez. Meu gemido escapou, cru e necessitado, enquanto minha cabeça caía contra seu ombro.

— Você está encharcada — sussurrou, mordiscando de leve meu pescoço. — Tão pronta para nós.

Gavriel se ajoelhou à minha frente, adoração em cada movimento. — Deixe eu te provar, amor. — Ele tirou minha camisa com um movimento suave, seu olhar me devorando como se eu fosse a coisa mais sagrada que já tinha visto. Então sua boca seguiu o caminho dos dedos de Caelum, a língua quente e implacável enquanto me lambia, me sugava, me devorava.

Minhas mãos voaram para seu cabelo enquanto ele gemia contra mim, como se o meu gosto o enlouquecesse.

Caelum sussurrou no meu ouvido, baixo e áspero. — Você carrega peso demais. Sempre tentando ser forte. Deixe a gente carregar. Deixe a gente te desmontar.

Sua mão livre veio até meu mamilo, rolando-o entre os dedos até deixá-lo duro. Não consegui conter o som que escapou da minha garganta — algo entre um soluço e um gemido.

Eles me conheciam bem demais.

A língua de Gavriel se movia em círculos perfeitos e implacáveis no meu clitóris, perversa. Não consegui me segurar — me despedacei, gritando os nomes deles, as coxas tremendo enquanto o orgasmo me atingia como um raio. Cortante. Devastador. Puro.

Mas eles não tinham terminado.

Beijaram e reivindicaram cada centímetro da minha pele como se lhes pertencesse — porque pertencia. Eu era o fogo deles, e eles precisavam queimar.

Quando me levaram para a cama, eu tremia, sem fôlego, desfeita.

Suas mãos percorreram meu corpo, mapeando-me de novo, como se já não conhecessem cada caminho. Provocando. Despertando. Acendendo cada nervo até que eu me contorcesse sob eles.

— Preciso de vocês — sussurrei, a voz destruída. E foi o suficiente.

Caelum se posicionou atrás de mim, entrando em mim com uma estocada longa e lenta que me fez gritar. Sua mão se enroscou no meu cabelo, puxando o suficiente para que eu arqueasse as costas contra ele.

— Porra, Eve — rosnou. — Você é o paraíso.

Gavriel me beijou durante tudo, lento e profundo, seus dedos encontrando meu clitóris de novo enquanto Caelum se movia dentro de mim.

— Goze para nós, rainha — Gavriel sussurrou contra meus lábios, reverente.

E eu gozei. Me despedacei de novo, o prazer me atravessando como uma onda, me arrastando para baixo. Meu corpo pulsou ao redor de Caelum, e com um gemido, ele me acompanhou, estocando fundo enquanto gozava com meu nome nos lábios.

Mas eu não tinha terminado.

Desabei na cama, sem forças, mas Gavriel já estava ali — duro e pronto, os olhos cheios de fogo. Ele entrou em mim com um gemido que vibrou em nós dois, me preenchendo por completo.

— Você é perfeita — sussurrou. — Tão perfeita pra caralho.

Meu corpo estava sensível, elétrico, cada terminação nervosa acesa. E eles sabiam exatamente como me desmontar.

Os dedos de Caelum roçaram meu clitóris de novo, gentis mas certeiros. Minhas costas arquearam quando outro orgasmo me atingiu, e apertei Gavriel com tanta força que arranquei um grito abafado dele.

— Eve… porra… vou gozar… — ele ofegou, e então se derramou dentro de mim, o corpo tremendo sobre o meu, a boca pressionada no meu ombro.

E naquele momento, envolvida pelo calor deles, marcada por suas bocas, mãos e amor, acreditei.

Por um instante, a tempestade dentro de mim se acalmou.

Deixe B E Harmel saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

36

Amo isso

Engraçado

4

Engraçado

Picante

29

Picante

De Suspense

12

De Suspense

Emocional

17

Emocional

Profundo

9

Profundo

Tocante

16

Tocante

Chocante

6

Chocante

Boa Escrita

18

Boa Escrita

Enredo Envolvente

18

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

17

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

14

Diálogo Forte

Ver 4 comentários anteriores...
author

Mmm, Theron🥰🔥🥵 Even her mates sound hot 🥵❤️

um ano
3
author

❤️ love it, you must also read ‘The Marked Queen’ Theron’s parents story. Great read

um ano
author

Great start to the story.

10 meses
1

Outras Recomendações

Merry Christmas - Adventskalender 2025

Aelyn Raven: Wieder eine tolle Geschichte. Leider bin ich erst jetzt dazu gekommen sie zu lesen, aber das tut der Geschichte keinen Abbruch *g* ich freue mich schon auf den nächsten Adventskalender

Leia Agora
Destino Secreto

Karin Rogowski: Gut geschrieben und beschrieben. Die Charaktere und Situationen sind stimmig und nehmen einen gefangen. Mich hat das Buch ab der ersten Zeile fasziniert, genau wie die anderen Bücher davor. Sehr guter Schreibstil und eine sehr gute Übersetzung, nebenbei bemerkt. Dankeschön, dass Du Deine Bücher ...

Leia Agora
 Mehrfach zurückgewiesene Gefährtin

Silvia: Sehr schön geschrieben, mit Spannung von Anfang bis Ende. Tolle Geschichte .

Leia Agora
My Blacksmith Savior

MoonlightN🌕: I absolutely love Sully. He's such a mature, patient, and understanding character—a complete green forest. 💚I love Sorsha too. She's strong, resilient, and easy to admire. They're a perfect match, and watching their relationship grow with patience, trust, and love was beautiful.The way their bond d...

Leia Agora
The Orc's Pet

Xonereth: I really enjoyed this story. It was pretty straightforward plot wise, uncomplicated. Loved the characters and the world. It unfolded at a good pace. Keep writing and I will definitely check out your other works!

Leia Agora
Mystic Wolf

Akthea: Fantastica

Leia Agora
Alien Claim: Book 1

Noor jahan: THE NOVEL WAS TRULY AMAZING, SO AMAZING THAT I WISHED FOR ME BEING KIDNAPPED BY SUCH ALIEN 🤣🤣🤣

Leia Agora
The Cursed Mate