Lobos Guerreiros 3 - A Curandeira

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Resumo

NÃO roube, copie ou plagie qualquer parte desta obra original! Direitos autorais em andamento. Já se perguntou quem você é? Eu me pergunto. Todos os dias. Minha mente era uma tela em branco até três anos atrás. Parece que fui sequestrada quando tinha dois anos. E resgatada por um moto clube de lobos quando tinha quinze. Minha família ficou feliz em ter a filha mais velha de volta. Meu pai é o Alfa Aaron Burdette, da Alcateia de Smoky Creek. Tenho três irmãos... dois mais velhos e um mais novo... além de uma irmã adotiva. A dinâmica da minha família é... estranha. Não sei por que digo isso. Não conheço outras famílias... nem suas dinâmicas... é só que algo na minha parece... errado. Estou no último ano do ensino médio, o que soa estranho para mim, porque também é meu primeiro ano na escola, de toda a minha vida. Meu irmão mais velho e o segundo estão na Academia Alfa até o final deste ano. Os outros dois estão no penúltimo ano e irão para a academia no ano que vem. A irmãzinha é uma princesa e todos a chamam de bebê. Minha mãe ficou tão deprimida no ano em que desapareci e, segundo todos, a bebê foi a maneira da Deusa compensar meus pais pela perda. Apenas a trouxeram para casa para amenizar a tristeza da minha mãe. Estou em uma busca para descobrir por que fui levada. E o que aconteceu comigo durante aqueles treze anos.

Status
Completo
Capítulos
40
Classificação
4.9 48 avaliações
Classificação Etária
16+

Capítulo 1~ Prólogo

Meu nome é Brogan Burdette. Ou pelo menos é o que me dizem. Não me lembro de nada da minha vida até ser resgatada e trazida de volta para minha família, há três anos.

Basicamente, minha mente era uma folha em branco até ser encontrada e salva pelos Warrior Wolves, M.C. Luna Delaney passou meu DNA pelos bancos de dados deles e descobriu quem era minha família de verdade.

Meus pais são o Alfa e a Luna da Blood Moon, no lado sul de Pine Grove. Vou começar o ensino médio com o irmão da Luna Delaney e alguns dos outros filhos do clube. Se não fosse por eles, duvido que eu conseguisse manter a sanidade. Minha família de sangue me deixa louca.

Uma família de seis pessoas pela qual não sinto absolutamente nada. E com a qual estou sempre em conflito. Às vezes, me pergunto se teria sido diferente se eles tivessem agido como se sentissem minha falta… ou como se se importassem. Mas não cresci com eles, então tentei me colocar no lugar deles.

De alguma forma, desapareci quando tinha dois anos. Depois do resgate, entre sessões de psicoterapia e hipnoterapia, ninguém conseguiu me dizer nada sobre aqueles onze anos que sumiram.

Eu sei de coisas. Muitas coisas. Só não me lembro de como aprendi. Os médicos chamam isso de memória muscular. Ou memória nervosa. Até de memória mecânica. O que, no fim das contas, não passa de papo furado para disfarçar a própria ignorância.

Por exemplo, eu sabia, no instinto, que sou uma lobisomem. Minha família inteira é de lobos. Exceto Georgia, também conhecida como Baby. Ela é humana. E delicada… frágil, até. O que ela é, na verdade, é mimada, metida e egoísta… mas, segundo meus irmãos, ela simplesmente não consegue fazer nada de errado.

Meus irmãos, Bertram, Antony e Michael, nessa ordem, têm certeza de que eu estou de olho na pobrezinha humana e deixaram bem claro que não vão tolerar que eu faça mal a ela.

Só para constar, nos três anos desde que voltei, tive, em média, uma conversa por semana com essa família. E provavelmente só troquei umas dez palavras com a Baby… na vida.

Para ser sincera, não estou nem aí. Parece que sou mais feliz quando não estou perto de gente. Principalmente dessa gente! Isso me serve bem. Até descobrir por que desapareci. Como fiquei desaparecida por tanto tempo… e o que aconteceu com minhas memórias nesse período, sei que não levo jeito para lidar com pessoas.

Meu primeiro dia de aula é amanhã. Nunca frequentei uma escola. Minha nota no teste de nivelamento foi maior do que o currículo do ensino médio, mas meus pais decidiram que eu preciso interagir com outros alunos da minha idade e aprender umas boas maneiras.

No jantar, o Alfa Aaron me avisou que não queria me ver perto daqueles “tipos motoqueiros” na escola. Eles não são da nossa classe social. Que porra é essa? O que isso quer dizer, afinal?

Sorri e disse: “Senhor? Aqueles motoqueiros foram os responsáveis por me resgatar. Por me trazer de volta para a alcateia e para esta família. Mais do que isso, são meus amigos. Delilah e Valerie foram fundamentais para me ajudar a me adaptar à vida na alcateia e a conviver com os outros sem querer sumir.”

Ele bufou: “Resgataram você? Foi só um golpe de sorte. Eu ofereci uma compensação, não ofereci? Eles são uma gangue de motoqueiros, mocinha! Você está proibida de vê-los!”

Assenti: “Entendi. O senhor proibiu. Anotado. E prontamente ignorado. Alfa, respeito o senhor como líder desta alcateia… mas minha loba não aceita ser comandada. Acho que ela é uma Alfa por direito próprio.”

Ele rosnou: “Você vai se alinhar, ou será banida.” Aquilo me deu vontade de rir. Não deveria, mas deu. Eu sabia. Ele sabia. E ele sabia que eu sabia que ele sabia… que nunca conseguiria me controlar.

Olhei diretamente nos olhos dele e depois nos da Luna Alice, antes de falar: “Meu resgate não foi um golpe de sorte. Eles destruíram uma instalação do governo que fazia experiências com lobos de sangue puro. Encontrar vocês? Minha própria família? Isso sim foi acidente! E de jeito nenhum foi sorte!”

Deusa. Será que ele não percebe que, mesmo eu ainda não tendo me transformado na minha loba… faltando duas semanas para meu aniversário de dezesseis anos… ela esteve comigo a vida inteira? O nome dela é Natalia, e ela sou eu… assim como eu sou ela.

Não vou abrir mão do meu tempo com os Warriors. Eles me ajudaram a superar tanta coisa. Delaney se tornou uma figura materna para mim, e eu amo ela e o Venom.

Ela arranjou para eu trabalhar no diner dela depois do meu aniversário e vem pesquisando sobre meu problema de memória. Acredita que vai ser mais fácil acessar as lembranças da Natalia depois que eu me transformar, já que parece que tenho um bloqueio mental na forma humana.

Depois do jantar, estava sentada na varanda da minha família, conversando com a Nat. Foi aí que a Georgia me encontrou. De jeito nenhum vou chamar essa vaca de Baby.

Ela fez uma careta: “Continua provocando o papai, vai? Aposto que ele te manda de volta para onde você veio.” Sorri: “Não. Ele não pode me mandar de volta. Aquele lugar não existe mais. E, como foi de lá que eu vim… sacou? Por que você se importa, afinal?”

Deu de ombros: “Sou a única filha da família Burdette. Semana que vem, o papai vai me transformar para eu ser a companheira do Alfa Sturgis, da Timber Lake.”

Ri: “Então você vai ser a companheira dele? Ele é seu companheiro? Ele tem voz nessa decisão? Ou você e seu pai resolveram tudo sozinhos?”

Ela rosnou: “O papai precisa de uma aliança com a Timber Lake. É uma das maiores alcateias deste lado do Kootenai. O Alfa Sturgis já concordou, e a mamãe vem me treinando para ser uma Luna desde que eu aprendi a falar.”

Sorri: “Bom, em primeiro lugar, a maioria dos lobos transformados precisa da aprovação da nossa Deusa, já que é ela quem escolhe a loba deles. Os que são transformados sem isso quase sempre viram Omegas. E um Omega nunca teria a inteligência, a resistência ou a força para ser companheira de um Alfa. É tudo uma questão de genética. Então, boa sorte com isso!”

Ela tentou me dar um tapa, e eu empurrei sua mão para longe: “Que porra você tá fazendo? É burra assim mesmo? Ainda é humana e quer bater numa loba Alfa de sangue puro? Eu te quebraria ao meio!”

Ouvi meus irmãos falando mais alto… provavelmente procurando a “Baby” deles. O que aconteceu em seguida me deixou de queixo caído!

A Georgia começou a choramingar: “Ah, por favor, não, irmã! Não tive a intenção de te chatear. Não me machuque. Por favor, não me machuque de novo.”

Ela já tinha aprontado essa antes… várias vezes. Sempre quando tinha uma testemunha por perto, perto o suficiente para ouvir a acusação, mas nunca para ver o que realmente aconteceu. Assim que ouvi os irmãos chamando por ela, comecei a gravar no celular.

Tomei um gole do meu drinque e me recostei na cadeira, enquanto a via se jogar na parte funda da piscina. Sorri quando ela começou a gritar: “Me ajudem! Me salvem! Não sei nadar. Desculpa, irmã. Por favor, alguém!”

O Bertram pulou na piscina para salvar a donzela, enquanto o Antony e o Michael começaram a me xingar por tê-la empurrado na água. Enquanto isso, eu só tomava meu drinque.

Para constar, eu ainda não tinha largado meu copo… nem me dado ao trabalho de me levantar da cadeira. Estava no canto… na mesa do pátio. Ainda sentada exatamente onde estava quando os três entraram na varanda.

O Bertram tirou ela da piscina e a enrolou numa toalha, antes de vir pisando duro na minha direção. Por ser o Herdeiro Aparente, ele acha que suas palavras e ações são a palavra de Deus.

Ele me deu um tapa com a mão aberta. Não vou mentir! Ele me deixou zonza. Mas não demonstrei. Rosnou: “Quem você pensa que é, porra? Como ousa empurrar a Baby na piscina, sabendo que ela não sabe nadar?”

Sorri e olhei para ela, que estava com um sorrisinho no rosto: “Com qual olho você me viu empurrando ela? Vocês me impressionam. Ela faz suas cenas dramáticas, e todos vocês, uns babacas, correm para defendê-la. Mas sabe de uma coisa? Tudo bem. Eu empurrei ela porque quis.”

Ele me deu outro tapa, e os outros dois me agarraram pelos braços e me arrastaram para o quintal. E começaram a me encher de porrada.

Eu sabia que podia revidar, mas também sabia que, se fizesse isso, qualquer laço familiar que ainda sentisse se romperia. Então, deixei que fizessem o que queriam. Eles me bateram, chutaram e pisotearam até eu quase apagar.

Me deixaram caída numa poça do meu próprio sangue, tentando respirar. Aqueles três homens feitos quase mataram a própria irmã de sangue e simplesmente me largaram ali.

Não sei quanto tempo fiquei lá. Mas sabia que não podia ficar. Finalmente, consegui me levantar e comecei a andar para o norte, em direção à cidade.