DO NOT BEND - The Blackwood Billionaires (Livro 1)

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Resumo

18+ | Reverse Harem | Forced Proximity | Eu era a rainha do bordel mais exclusivo da Costa Leste até que cinco irmãos bilionários me reivindicaram. Agora, estou presa em uma cobertura em Manhattan, obrigada a um ano de obediência em troca da minha liberdade. O acordo é brutal: sem julgamento, sem fuga. Apenas uma gaiola dourada e cinco demônios em ternos sob medida. Eles querem meu corpo. Minha alma. Minha rendição. E eles usarão o que for preciso — controle, jogos ou desejo — para conseguir. Mas eu não sobrevivi às ruas, aos segredos e às cicatrizes me dobrando. E enquanto eles acham que estão me observando... eu escondo algo que poderia reduzir o império deles a cinzas. Se descobrirem, eles não vão me quebrar. Eles vão me enterrar.

Status
Completo
Capítulos
27
Classificação
5.0 6 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

Nyla

Um momento. Foi só o que bastou para o mundo encolher, transformando-se em paredes, regras e cinco sombras que me seguiam por toda parte, até mesmo no silêncio. Um momento para perceber que tomei a pior decisão da minha vida. E não tem como voltar atrás agora.

Fiquei parada perto da janela, com a testa encostada no vidro, enquanto minha respiração embaçava a vista perfeita da cidade à qual eu costumava pertencer. Manhattan brilhava lá embaixo, selvagem e intocável. Livre.

Um horizonte que parecia uma promessa. Veias de neon pulsando vida. Pessoas indo a lugares. Vivendo. Desejando.

Eu costumava ser parte daquilo. Antes do acordo. Antes da jaula. Antes deles.

Agora vivo como um fantasma bem cuidado em uma cobertura de reis. Eles me deram uma vista, mas não a cidade. Deram-me roupas, mas não a liberdade. Deram-me regras e correntes disfarçadas de escolhas.

Eles acham que lhes devo algo, pelo que fiz. Por ter matado um homem para proteger uma garota que era exatamente como eu fui. Sem voz, usada, assustada. Por ter sangrado por justiça. Por não ter fugido.

Mas isso? Isso não é justiça. É castigo.

Ethan chama de proteção.

Maddox chama de recuperação.

Knox chama de logística.

Jace não chama de nada. Ele apenas observa, rosna, espera que eu dê um deslize.

E Alexander? Às vezes ele sorri. Como se já soubesse como isso termina. Como se estivesse apenas esperando as rachaduras aparecerem.

Dizem que estou aqui por um ano. Que é o preço que pago pela confusão que causei. Mas não vamos fingir. Isso não tem nada a ver com a lei. Não é penitência. Isso é sobre controle. Isso é sobre poder.

Os Blackwoods não dão segundas chances. Eles as compram. Eles as moldam. Eles as abrem para ver o que há dentro. E agora? Sou eu quem está sob o bisturi.

A cidade me encara com olhos brilhantes, mas não consigo mais senti-la. Não posso andar por suas ruas, não posso provar seu caos e não consigo respirar sem saber que alguém está vigiando. Existem guardas. Invisíveis. Câmeras. Travas de retina. Corredores silenciosos com pisos que ecoam quando ouso caminhar.

Não sou hóspede deles. Não sou prisioneira deles. Sou algo entre os dois.

Uma mulher suspensa em âmbar.

Eles dizem que é mais seguro assim. Mas eu sei a verdade. Eles não estão me protegendo do mundo. Eles estão protegendo o mundo de mim. Porque, se eu sair, se eu começar, eles sabem que não vou parar.

Eu os odeio. Todos eles. Cada um.

Odeio o jeito que Ethan fala, como se eu fosse um investimento fracassado.

Odeio o jeito que Alexander me toca, delicado demais, como se já estivesse me cortando em pedaços em sua mente.

Odeio o jeito que Knox sabe coisas que não deveria saber.

Odeio como Jace olha para mim, como se eu fosse uma mentirosa.

E odeio, acima de tudo, o modo como Maddox me enxerga. Não a versão que eu apresento a eles. Mas eu. A garota que fugiu da infância. A garota que esfaqueou um monstro. A garota que ainda ouve gritos enquanto dorme e jura que nunca mais será tocada.

E, ainda assim, aqui estou eu.

Doze dias se passaram e eles já me fizeram sentir menor do que eu me sentia no bordel. Pelo menos lá, eu escolhia minhas mentiras. Aqui, eles as escreveram para mim.

Meu peito dói. Meus punhos se fecham. Pressiono a testa com mais força contra o vidro, como se pudesse estilhaçá-lo apenas por desejar intensamente. Mas este lugar não quebra facilmente. Nem as janelas. Nem os homens. Nem as regras.

Vendi minha alma em troca de sobrevivência.

E agora moro com cinco demônios vestidos de salvadores.

Eles acham que sou um peão. Mas eu me lembro de quem sou.

Eu me lembro do que vim fazer aqui.

E se eles acham que esta jaula vai me fazer esquecer...

Eles me subestimaram.