Marcadas pela Lua Oculta

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Resumo

🐉🔥 Uma dark fantasy slow-burn — onde a tensão aumenta lentamente por capítulos e, quando o calor finalmente sobe, queima como o sopro de um dragão. 🔥🐉 Resumo: No vilarejo de Moonshade, toda garota nascida sob a Lua Oculta é marcada para o Dragão. Levada no auge de sua juventude, ela se torna sua noiva — seu corpo transformado em chama, sua alma dispersa entre as estrelas. Mas quando filhas gêmeas nascem sob a mesma noite amaldiçoada, a profecia vacila. Lunara brilha com beleza e devoção, adorada por todos. Liora vive na sombra da irmã — temida, indesejada, uma maldição sussurrada na escuridão. Ninguém acredita que o Dragão algum dia a escolheria. Até que seu olhar flamejante caia onde não deveria. Arrastadas para um mundo de ruínas e fogo, Liora e sua irmã precisam enfrentar a fome de uma fera e o peso de um destino do qual não podem escapar. Nas sombras do covil dele — entre o terror e o deslumbramento — Liora descobrirá que o desejo pode ser tão mortal quanto o destino.

Status
Completo
Capítulos
50
Classificação
4.9 30 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

. Uma palavra do autor.

Muitos de vocês votaram "sim" quando perguntei se queriam um romance sombrio com um dragão. Levei um tempo para pensar e rapidamente criei essa ideia de história.

Ainda estou trabalhando em meus outros projetos, então, por favor, tenham paciência comigo. Enquanto isso, adoraria ouvir vocês — o que acharam do começo? Dá vontade de continuar lendo? A opinião de vocês significa muito, e mal posso esperar para saber o que pensam sobre Liora, Lunara e a Lua Oculta.

O povo de Moonshade falava da Lua Oculta em sussurros, como se dizer seu nome alto demais pudesse atrair o próprio destino. Quando o céu escurecia e a lua velava sua luz, o Dragão marcava uma garota. Um dia, ela seria levada, e em seu sacrifício a vila prosperaria.

A escolhida não retornava.

Os moradores diziam que ela era levada aos céus, seu corpo tornando-se chama, sua alma renascendo como uma estrela. Uma noiva do Dragão, brilhando em seu harém eterno lá no alto. Cada estrela brilhante no céu do norte já foi uma garota, sua morte selando um pacto mais antigo que a própria memória.

As crianças apontavam para as estrelas com os olhos arregalados, sussurrando nomes para o céu noturno como se pudessem identificar qual estrela já fora Aurora ou Minerva, noivas do Dragão de eras passadas. Os amantes encostavam as testas um no outro sob aquelas constelações, jurando devoção no brilho das noivas do Dragão. E os anciãos contavam histórias junto ao fogo sobre as garotas que se foram, entrelaçando sua beleza aos próprios céus.

Alguns juravam que nas noites da Lua Oculta podiam ouvir o bater de asas sobre as montanhas, pesado como um trovão, fazendo as portas baterem em suas dobradiças. Outros alegavam que a sombra do Dragão passava sobre o vale, uma forma vasta ocultando as estrelas antes de ele descer para buscar sua noiva. E nas manhãs que se seguiam, as mães choravam e os pais se orgulhavam, pois sua filha fora a escolhida, e seus campos seriam abençoados com abundância.

Para os moradores, era uma bênção. O sacrifício de uma significava fartura para todos. As famílias que tinham tais filhas caminhavam com orgulho, invejadas por gerações. E as próprias garotas eram sempre lindas — loiras, radiantes, favorecidas pelos deuses. Desde o primeiro suspiro, seus pais as vestiam com seda, colocavam guirlandas em seus cabelos e as desfilavam em festivais. Pois um dia, o Dragão viria, e a beleza tornava a despedida mais doce.

Mas, em uma noite estranha, os céus vacilaram. A Lua Oculta surgiu, envolta em mistério e presságio, e duas garotas nasceram na mesma hora, sob a mesma sombra. Gêmeas.

Foi um presságio. Alguns sussurravam que o próprio Dragão havia errado. Outros, que o destino havia se dividido, incapaz de decidir. Mas ninguém ousava dizer isso em voz alta por muito tempo, com medo de que o Dragão ouvisse.

A primogênita era Lunara. Ela irradiava luz mesmo quando bebê, com cabelos dourados brilhando como fios de sol, olhos tão azuis quanto o mar e um corpo mais cheio que o da maioria das garotas da sua idade. Uma marca de nascença em forma de meia-lua enfeitava seu pulso, capturando o luar como uma promessa secreta. Quando ela sorria ou ria, a vila ria com ela, e por onde ela passava, o calor a seguia. Para os moradores, ela era uma promessa cumprida.

Sua gêmea, Liora, era sombreada em comparação. O cabelo preto caía liso e simples, emoldurando olhos castanhos comuns. Seu corpo era esguio e alto, sem as curvas onde Lunara florescia. Uma marca pálida de meia-lua curvava-se ao longo de seu quadril, escondida sob as roupas. A voz suave de Liora era frequentemente abafada pela conversa dos outros, e seu olhar vagava para o chão. Os moradores sussurravam que ela era um erro, uma sombra sob a Lua Oculta, e se o Dragão a escolhesse, o pacto falharia — a colheita minguaria e os campos se tornariam estéreis.

Desde o seu primeiro suspiro, Liora não foi marcada como uma bênção, mas como uma maldição.

As crianças zombavam quando ela passava. Os adolescentes riam cruelmente, murmurando que seu cabelo escuro e olhos castanhos comuns jamais poderiam se comparar à beleza dourada da irmã. As mãos de seus pais eram frias e impacientes quando ela tropeçava.

Apenas sua avó, Flora, a tomava em seus braços, sussurrando minha luz e a mantendo por perto. Foi com sua avó que Liora viveu, aprendendo os modos silenciosos das colinas e dos mercados, encontrando pequenos confortos em um mundo que lhe negava gentileza.

Com o passar dos anos, o contraste entre as gêmeas se intensificou. Uma adorada, a outra esquecida.

Lunara brilhava. Ela era desfilada nos festivais, coroada com flores, seus cabelos dourados e olhos azuis cintilando sob a luz de cada tocha. As pessoas murmuravam que ela estava certamente destinada ao abraço do Dragão.

Liora trabalhava em silêncio. Ela levava ovos ao mercado, amarrava ervas com barbante, suas mãos calejadas pela terra e pela cinza. Poucos diziam seu nome em voz alta, como se até a gentileza pudesse tentar o destino.

Ambas estavam marcadas. Ambas estavam ligadas à Lua Oculta.

E embora os moradores rissem e especulassem sobre o desejo do Dragão, eles esqueciam uma verdade sussurrada apenas nos contos mais antigos. O Dragão não escolhe com olhos mortais.

Ele marcou duas noivas, e as estrelas acima queimavam mais forte em antecipação. A Lua Oculta surgiria novamente, e quando isso acontecesse, uma gêmea seria levada para a chama, e a outra para a sombra. Se o Dragão escolhesse errado, a própria Moonshade definharia, a terra seria amaldiçoada, e a garota temida por todos se tornaria o instrumento da ruína.


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