O Último Desejo do Padrinho

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Resumo

Natalia Burnton era a joia escondida de um império poderoso. Por anos, ela viveu nas sombras, proibida de ter sua própria vida. Então, um dia, ela recebeu uma mensagem — era hora de voltar para casa. Os desejos do Padrinho nunca eram ignorados. Natalia voltou para casa, mas teve que permanecer escondida. Seu irmão Nikolai, o novo Vor, garantiu sua segurança designando seu guarda-costas para protegê-la. E quem era esse guarda-costas? Nada mais, nada menos que Aleksandr Petrov — o garoto que costumava chamá-la de Evil Lynn — e ainda chamava. E agora, lá estava ele, um homem grande, forte e sexy como o pecado, que não conseguia parar de provocá-la — mas tudo bem, ela provocava ele de volta. É verdade — você não pode escapar permanentemente da sua infância. Às vezes, ela desejava que ele a deixasse em paz, mas havia perigo demais para que ela ficasse sozinha. E seu coração não sobreviveria se Alek a abandonasse. Será que o novo Vor e seu guarda-costas protegerão Natalia do mundo que ela não vê há mais de vinte anos? Ou será que tudo irá escalar e destruir a todos eles?

Status
Completo
Capítulos
30
Classificação
5.0 4 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo: O Herdeiro do Padrinho

Nikolai

Nikolai Artur Kuznet estava ao lado do leito de morte de seu pai, observando-o. O homem estivera doente por anos e usou seus momentos finais para preparar o filho e ensiná-lo sobre os negócios da família.

Em outras palavras, seu pai mostrou-lhe o que significava ser rei: ser o chefe de todos os chefes, manter tudo dentro da família e ficar atento aos estranhos.

“Nikolai”, disse seu pai, Rolan Isaak Kuznet, olhando para ele.

Nikolai encontrou o olhar do pai. Aquele homem liderava a máfia russo-americana há quarenta e dois anos — desde que tinha quinze. Ele não era o homem que a maioria das pessoas acreditava que fosse. Rolan Kuznet era implacável e, ao mesmo tempo, amoroso. Ele faria qualquer coisa para proteger sua família — de sangue ou não.

É por isso que todos o chamavam de Padrinho.

Ele chegaria a mandar embora as pessoas que amava para protegê-las, para nunca mais vê-las. Foi o que aconteceu com sua mãe e sua irmã vinte anos atrás, quando Nikolai tinha dez anos e sua irmã tinha seis. Seu pai as mandou para longe. Nikolai nunca esqueceu seus rostos, mesmo depois de seu pai ter destruído todas as fotografias delas. Ele se recusou a deixar que as imagens delas desaparecessem.

“Encontre sua mãe e sua irmã”, disse seu pai, tirando Nikolai de seus pensamentos.

Nikolai encarou o pai, chocado. “Papai, pensei que você as tivesse mandado embora porque estariam mais seguras longe de nós.”

Rolan tossiu, e um fio fino de sangue escorreu de seu lábio.

“Papai”, disse Nikolai, aproximando-se da cama.

“É hora de trazê-las para casa”, disse Rolan, com a voz fraca.

“E o que aconteceu com Natasha e mamãe?”

“Sua mamãe saberá o que fazer”, garantiu-lhe Rolan.

Nikolai assentiu e disse: “Se você acha que é a hora”.

Rolan olhou para o teto e depois voltou a olhar para o filho. “Cuide delas.”

“Papai...” murmurou Nikolai enquanto os olhos de seu pai se fechavam e ele dava seu último suspiro.

Nikolai ergueu a mão do pai e disse: “Eu as encontrarei, papai. Eu prometo”.

“Sinto muito”, disse uma voz feminina atrás dele.

Nikolai soltou a mão do pai, recuou e virou-se para a enfermeira. “Por favor, cuide de tudo”, disse ele.

“Com certeza”, respondeu a enfermeira, acenando para ele.

Nikolai saiu para encontrar seu guarda-costas. Ele precisava compartilhar as palavras de seu pai com ele — o homem saberia o que fazer a seguir.

~❁❁❁~

“Tem certeza de que é seguro trazê-las para casa?”

Nikolai olhou para seu guarda-costas. Se seu pai tinha certeza, então ele também deveria ter.

Nikolai pensou por um momento e depois disse: “Vou ligar para o tio Luka e ver o que ele diz”.

Luka sabia da doença do irmão, então, quando Rolan faleceu, Nikolai mandou uma mensagem para o tio enquanto procurava seu guarda-costas, para informá-lo da morte de seu irmão.

Seu guarda-costas assentiu em concordância, então Nikolai tirou o telefone do bolso, discou o número do tio e transmitiu as últimas palavras de seu pai.

Seu tio não concordou com seu pai.

Quando Nikolai desligou, ele olhou para seu guarda-costas. Alek o observava, e Nikolai pôde perceber pela expressão do homem grande que ele sabia exatamente o que Luka Kuznet tinha dito ao sobrinho.

“O tio Luka não acredita que seja seguro para minha irmã ou minha mãe retornarem para a família.”

Alek assentiu, com uma expressão de quem compreendia tudo.

“Mas papai me pediu para trazê-las para casa.”

Alek encontrou o olhar de Nikolai e disse: “Talvez elas precisem continuar escondidas”.

Nikolai sorriu, sabendo que havia um motivo para seu pai ter insistido que aquele homem fosse seu guarda-costas. Não tinha nada a ver com o fato de Alek e Nikolai serem melhores amigos.

Após uma pausa, Nikolai perguntou: “Como eu as encontro?”

Alek deu um sorriso de lado e disse: “Acho que deveríamos deixar isso com Rolan Kuznet”.

Nikolai balançou a cabeça. “Meu pai não pode fazer isso; ele está...”

“Eu acredito que sua família é capaz de se comunicar além do túmulo”, disse Alek, interrompendo Nikolai.

Nikolai encarou Alek. Ele sabia que seu pai não fazia ideia de onde sua irmã e sua mãe estavam, já que ele havia escondido o paradeiro delas para mantê-las em segurança. Então, como eles iriam encontrá-las? Enquanto as últimas palavras de seu pai passavam por sua mente, um pensamento lhe ocorreu e um sorriso surgiu em seu rosto.

“Carro, agora”, disse Nikolai.

Alek sorriu enquanto seguia Nikolai até o carro.

Nikolai fechou os punhos com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos, uma determinação ardendo intensamente através da dor crua em seu peito.

Ele não iria falhar com o último desejo do Padrinho.