The Only Voice I Hear por Elowen-22 em Inkitt
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A Única Voz que Eu Ouço

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Resumo

Ele ouve cada pensamento que ela tenta esconder. ⚠️ Até aqueles em que ela o chama de idiota. O novo chefe de Clara Bennett é Kian Voss. Frio. Arrogante. O iceberg humano de Wall Street. Ela vem xingando-o em silêncio há semanas. Chamando-o de workaholic. Um controlador. Um terno ambulante sem pulso. Então, um dia, ele a encurrala contra a parede e solta a bomba: "Você acabou de me chamar de idiota na sua cabeça, não foi?" Clara congela. Ela nunca disse uma palavra em voz alta. Ele dá um sorriso de lado. E a mantém por perto mesmo assim. Então, no aniversário dela, ele desliza uma caixa de luxo sobre sua mesa. Dentro? A bolsa exata pela qual ela está obcecada há meses. Aquela sobre a qual ela nunca contou a ninguém. 🔥 Kian Voss não apenas administra uma empresa. Ele tem escutado cada segredo que ela possui. E Clara está prestes a descobrir: O lugar mais perigoso de Manhattan não é o pregão da bolsa. É a menos de três metros do seu chefe.

Gênero
Romance
Autor
Elowen-22
Status
Completo
Capítulos
71
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
18+

O Pior Primeiro Encontro

Rolling Rock

Clara estava a caminho da entrevista, caminhando apressada.

Riiiip.

Um som fraco e agudo. Ela travou na hora. Um arrepio percorreu sua pele onde o tecido havia rasgado. Clara olhou para baixo e praguejou baixinho.

O zíper afiado da sua bolsa tinha enganchado na meia-calça, deixando um rasgo longo que subia pela sua coxa. A imagem perfeita que ela tinha mantido com tanto cuidado se desfez em um instante.

Aquela era uma entrevista muito importante. Como ela pôde cometer um erro tão amador?

Seus olhos vasculharam o corredor rapidamente até avistar uma porta levemente encostada. “Trinta segundos, é só o que eu preciso”, ela murmurou para si mesma, entrando.

A sala estava com uma iluminação baixa, com arandelas projetando um brilho suave e delicado. Um aroma intenso de madeira de cedro a envolvia. Era frio, opressor e inconfundivelmente masculino.

Clara chutou os saltos e se equilibrou em um pé só, levantando a saia. Seus dedos se engancharam na meia rasgada, e ela se apressou para tirá-la. Bem quando tinha puxado até a metade:

Click.

Uma porta no fundo da sala se abriu.

Clara congelou, incapaz de mover um músculo.

Uma figura surgiu das sombras. Sua camisa branca estava abotoada até o topo e os punhos estavam dobrados de forma casual.

Ele era alto e imponente, sua presença tão marcante que a sala pequena parecia mal conseguir conter seus ombros largos e suas costas. Sua aura era avassaladora. Seu maxilar era definido e frio, seus olhos profundos e penetrantes, e seu comportamento era rígido e controlado.

Clara permaneceu imóvel, com uma perna exposta e a saia amontoada de qualquer jeito na cintura. Sua perna era longa e esguia, o tipo de visão da qual era difícil desviar o olhar.

A expressão do homem era indiferente. Seu olhar baixou lentamente, percorrendo a perna exposta dela com uma intensidade predatória. Seus olhos piscaram brevemente sobre os lábios vermelhos e tensos dela antes de finalmente repousarem em seu rosto corado.

Seu olhar era gelado, mas ainda assim enviou uma onda de calor por toda a pele dela.

“Desculpe. Achei que não houvesse ninguém aqui”, a voz de Clara saiu tensa. Ela estendeu a mão em pânico para puxar a saia e ajeitar suas roupas.

Na pressa, ela se atrapalhou e bateu o ombro contra um armário de madeira maciça. Uma dor aguda a atravessou e ela não pôde evitar um arquejo.

O homem caminhou em direção a ela, passo a passo. A luz atrás dele o deixava ainda mais atraente, e o coração de Clara disparou.

O cheiro frio de cedro a rodeava. Ele não se ofereceu para ajudar; em vez disso, passou direto por ela em direção à porta. Ele ergueu os olhos levemente e sua voz rouca e baixa ecoou lentamente:

“Este não é seu camarim. Não pense que puxar esse tipo de teatro vai te conseguir o emprego. Tente a sorte em outro lugar.”

Uma onda de vergonha intensa a invadiu.

Ela baixou a cabeça e pediu desculpas baixinho, “Sinto muito, senhor”, soando perfeitamente obediente.

O homem soltou um escárnio frio e agarrou a maçaneta.

Mas no momento em que ele se virou, a máscara de docilidade dela se quebrou. Clara lançou um olhar mortal para as costas largas dele, com o rosto distorcido de raiva. Ela cerrou os punhos, com o coração cheio de ressentimento.

Quem você pensa que é? Acha que estou dando em cima de você? Você nem me ajudou agora pouco e ainda zombou de mim. Que idiota mal-educado e nada cavalheiro.

O corpo do homem enrijeceu violentamente. Seus dedos apertaram a maçaneta até seus nós dos dedos ficarem brancos. Ele ficou paralisado, como se tivesse sido atingido por um raio.

Ele claramente tinha ouvido a voz de uma mulher. Era uma voz surgindo do nada, dentro de sua própria mente.

Ele se virou abruptamente.

O movimento repentino pegou Clara desprevenida. Sua expressão de indignação não tinha desaparecido a tempo, e por um breve momento, ela pareceu completamente exposta.

No momento crítico, ela instantaneamente mudou para um semblante de confusão inocente. Seus olhos se arregalaram e seu tom tornou-se doce e suave: “Senhor, tem mais alguma coisa?”

O homem estreitou os olhos, encarando-a fixamente. Os lábios de Clara estavam cerrados, sua expressão era de total confusão, sem mostrar sinal de nada incomum.

Ele franziu a testa e beliscou a ponta do nariz, descartando aquilo como alucinações por ter ficado acordado até tarde. Ele lançou um último olhar frio para Clara antes de abrir a porta e sair, batendo-a atrás de si.

“Narcisista”, sussurrou Clara baixinho.

Ela simplesmente tirou a meia-calça estragada, enfiou na bolsa, retocou o batom, recompôs-se e caminhou calmamente em direção à área de espera.

No saguão, os outros candidatos estavam sentados em sofás macios. Emily Smith, vestida com todo o glamour e uma bolsa de grife, olhou para cima e deu um sorriso irônico.

Aquela mulher era sua ex-colega de faculdade. Elas não se davam bem naquela época e, por alguma coincidência cruel, acabaram na mesma empresa.

“Clara, você está um pouco desleixada...”, disse Emily, levantando a voz propositalmente, enquanto seus olhos a examinavam de cima a baixo.

Embora chocada ao vê-la, Clara permaneceu calma. Ela se sentou, abriu seu currículo e nem deu um segundo olhar para a outra mulher.

“Não se preocupe comigo. Foque apenas na sua própria entrevista.”

Seu tom era frio e indiferente.

O rosto de Emily ficou vermelho e, exatamente quando ela estava prestes a retrucar, um funcionário chamou seu nome. Ela lançou um olhar furioso para Clara, bateu os saltos e apressou-se para entrar na sala de entrevista.

Dez minutos depois, Emily saiu com uma expressão como se sua alma tivesse deixado seu corpo.

A arrogância tinha desaparecido, substituída por um rosto pálido e olhos vermelhos e lacrimejantes. Ela fugiu apressada, em pânico, sem dizer uma palavra.

A área de espera mergulhou em um silêncio mortal.

Clara fechou sua pasta. Era a próxima. Suas pontas dos dedos apertaram o currículo com tanta força que o papel amassou. Seu coração batia forte no peito, e a sala estava preenchida pelos cochichos tensos dos outros candidatos.

“Clara Bennett, por favor, pode entrar.”

A voz do funcionário quebrou o silêncio. Clara levantou-se, alisou o blazer e caminhou para frente, com seus saltos batendo no chão em passos firmes e confiantes.

Quando chegou à porta, ela respirou fundo e bateu três vezes.

“Entre”, respondeu uma voz grave e profunda.

Ela abriu a porta. A sala era bem iluminada e um pouco ofuscante. Três entrevistadores estavam sentados atrás de uma mesa longa. Clara os examinou rapidamente, e seu olhar de repente se fixou, seus passos vacilando por um breve segundo.

O homem do saguão estava recostado preguiçosamente em sua cadeira.

Sua camisa branca permanecia impecável e seus dedos longos giravam uma caneta tinteiro. O aroma rico de madeira de cedro era ainda mais intenso ali, fazendo seu peito parecer apertado.

O homem que ela tinha acabado de criticar mentalmente era o homem com todo o poder na RollingRock: o CEO, Kian Voss.

O choque a atingiu como um soco no peito, mas ela não deixou transparecer. Ela cravou as unhas nas palmas das mãos, usando a dor aguda para recuperar sua compostura. Ela endireitou as costas, assentiu educadamente e falou em um tom estável e neutro.

“Boa tarde a todos. Eu sou Clara Bennett.”

Ela tomou seu assento, com as mãos dobradas ordenadamente sobre o colo, sua postura elegante e profissional.

A entrevista começou. Os entrevistadores dispararam perguntas sobre seu currículo e seu histórico profissional. Clara respondeu de forma fluida e lógica, descrevendo sua experiência em coordenar agendas complexas e lidar com trabalho sob alta pressão. Durante todo o processo, ela permaneceu calma, composta e exalou confiança profissional.

O gerente de RH inclinou-se levemente para frente, com um sorriso inquisidor no rosto, e lhe lançou uma pergunta capciosa de alta pressão.

“Suponha que o Sr. Voss precise negociar um acordo urgentemente amanhã e precise de um relatório comercial de dois anos em uma hora. Enquanto isso, o Departamento de Marketing envia um documento ultrassecreto, e um parceiro liga furioso, insistindo em falar com o CEO imediatamente. Como você prioriza isso? Este trabalho envolve horas extras constantes, estar disponível à noite e sacrificar seu tempo pessoal. Por que deveríamos acreditar que você consegue lidar com isso?”

Clara não hesitou. Ela respondeu calmamente: “Primeiro, eu guardaria o documento ultrassecreto em uma gaveta trancada. Isso leva dez segundos. Em seguida, eu atenderia a ligação do parceiro, informaria educadamente que o CEO está em uma reunião de emergência e prometeria que uma pessoa designada os retornará com uma resolução dentro de dez minutos para acalmá-los. Pelo tempo restante, eu focaria inteiramente em organizar os dados comerciais, destilando as principais prioridades e terminando de forma eficiente para poupar o tempo valioso do CEO.”

Ela fez uma pausa, olhando Kian diretamente nos olhos, sua presença firme e resoluta.

“Quanto à minha capacidade de lidar com pressão, sempre mantive minha vida privada separada do trabalho. No meu emprego anterior, meu supervisor alterou planos de viagem várias vezes, muitas vezes finalizando itinerários no meio da noite, mas eu sempre cheguei ao local no horário. Notificações noturnas não me abalam. Eu apenas preciso esclarecer as prioridades principais e dar tudo de mim para concluir a tarefa.”

Ela se inclinou levemente. “A responsabilidade principal de um assistente de CEO nunca é obediência cega ou bajulação. É compartilhar o peso de assuntos complexos, filtrar distrações inúteis e permitir que o CEO foque inteiramente na tomada de decisões principais. Esse é o valor do meu trabalho.”

A sala ficou em silêncio, exceto pelo leve som de canetas no papel.

Kian, que estava em silêncio, finalmente se moveu. Ele parou de girar sua caneta, olhou para ela e depois baixou os olhos para anotar algumas linhas em seu caderno.

O gerente de RH olhou para Kian, buscando sua opinião. Kian ergueu os olhos levemente e deu um leve aceno de cabeça.

“Clara, a entrevista termina aqui. Notificaremos os resultados por e-mail. Pode ir agora”, disse o gerente de RH com um sorriso.

O coração de Clara afundou. Ela respondeu perfeitamente, mas não recebeu uma única palavra de elogio. Houve apenas uma instrução fria para esperar. Ela se levantou e agradeceu: “Obrigada pelo seu tempo.”

No momento em que a porta se fechou atrás dela, ela soltou um longo suspiro. Suas palmas estavam encharcadas de suor frio e seus músculos tensos finalmente relaxaram.

Caminhando pelo corredor, ela passou por um espelho de corpo inteiro. Ela parecia elegante e profissional, mas sua ansiedade interna permanecia. Ela parou para ajeitar o cabelo e as roupas, sussurrando um incentivo para si mesma.

“Para ser honesta, eu fui impecável lá dentro. Se não me contratarem, o azar é deles.”

Ela estava tão distraída encorajando a si mesma que não percebeu os passos se aproximando até que aquele cheiro familiar de madeira de cedro a atingiu novamente.

Clara congelou.

Ela se virou de forma rígida, seu rosto ficando vermelho instantaneamente.

Kian Voss estava a dois passos de distância, indo em direção ao elevador. Sua testa estava franzida em impaciência visível. Evidentemente, cada palavra de seu auto-incentivo tinha caído diretamente em seus ouvidos.

Ela estava tão envergonhada que não sabia o que fazer. “Eu... eu estava apenas desabafando falando sozinha.”

Kian não disse nada. Seus olhos escuros e profundos se fixaram nos dela por um longo momento antes que ele passasse por ela.

Clara não ousou hesitar. Ela se virou e fugiu, o som rápido e rítmico de seus saltos ecoando pelo corredor.

Uma vez no táxi, ela ligou para sua melhor amiga, suas emoções à beira de um colapso.

“Sophia! A entrevista foi super bem, mas aquele homem sobre o qual te mandei mensagem. Aquele que encontrei no saguão? Ele é o CEO! E então ele me pegou sendo uma narcisista! Eu morri de vergonha!”

“Venha aqui agora mesmo! Me conte tudo do começo ao fim!”, gritou Sophia do outro lado.

Clara desligou o telefone, um leve sorriso aparecendo em seu rosto. Ela tinha dado o seu melhor absoluto e estava satisfeita com suas respostas. Quanto ao resultado final, ela só podia esperar.

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

author

This started off well, but the head hopping totally pulled me out of the story. Sorry, but when the reader doesn't know whose head they're in, it makes us have to re-read lines to figure it out.

3 meses

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