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Full Moon ➤ Wangxian

Resumo

Durante as apresentações do grupo Untamed no TMEA, sorrisos, gritos e muito amor de ambos os lados não pararam de inundar cada cantinho dos palcos. No entanto, durante esses dois dias, os fãs notaram o seu carismático líder, Omega, um pouco... Talvez muito... Grávido?

Gênero
Erotica
Autor
Athe-38
Status
Completo
Capítulos
1
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

|Blind On Stage|

Durante a premiação, o grupo Untamed entregou mais uma vez uma performance impecável, cativando tanto os presentes no local quanto o público global que acompanhava a transmissão pelas plataformas digitais. A atmosfera estava carregada de uma energia vibrante; os gritos e o carinho mútuo inundaram cada canto do palco.

No entanto, durante aqueles dois dias, os fãs do grupo notaram seu carismático e até terno líder Omega um pouco... Talvez muito...

Grávido?

Eles sabiam que o lindo e encantador Omega era o parceiro do mais velho do grupo, Lan Wangji, um dragão possessivo que, durante o TMEA, não parou de olhar ameaçadoramente para os Alfas que pousavam seus olhares sobre sua adorável companhia. Mas era inevitável: o doce cheiro de feromônios de bolo de morango que emanava do rapaz era realmente inebriante.

E aqueles casacos grandes que ele usava, junto com suas nove caudas, faziam com que ele se destacasse na multidão, atraindo ainda mais olhares para sua barriga, a qual, graças a alguns movimentos do Omega Huli Jing no palco, demonstrou ao mundo que, sim, o casal estava à espera de um bebê.

Wei Wuxian não tinha uma barriga tão grande, talvez não por enquanto. Apenas começava a aparecer. Alguns intuíram que a gestação do líder estava em estágios iniciais, minimizando qualquer risco, enquanto outros — mais preocupados com sua saúde — se perguntavam se ele seria um daqueles Omegas cuja gestação passava despercebida. Felizmente, bastou uma mensagem carinhosa de Wei Wuxian no Weibo e no X para acalmar todos os seus fãs, ou melhor, toda a nação que o adorava; surpreendentemente, afinal, ele era o Omega que conseguia arrancar suspiros até mesmo daqueles da sua própria casta.

O fluxo de mensagens que recebiam nas redes, principalmente no Weibo, era incessante:

“Vocês mereciam esse prêmio, rapazes!”

“Untamed brilhando na pista de dança como sempre!”

“Já não sei de quem me apaixonar mais.”

“Esses figurinos realmente fazem eles parecerem Deuses.”

“ONDE É QUE SE REZA?!”

“Quando é que vão anunciar oficialmente a gravidez do nosso Laozu?”

Wei Ying, que naquele momento estava banhado, vestido e limpinho sobre a cama do quarto, pronto para dormir em seu pequeno ninho, formou um belo “O” com os lábios ao ler essa última mensagem.

Seus fãs já sabiam sobre sua barriguinha? Não podia esperar menos deles.

Isso explicava muito o comportamento de seu Alfa no dia anterior, especialmente quando já estavam voltando para o hotel; um lugar de onde agora ele não conseguia sair, devido à sensibilidade que Lan Zhan lhe causara.


O Omega Huli Jing fechou um de seus olhos ao sentir o nariz de Lan Zhan passar carinhosamente por seu rostinho, querendo chamar sua atenção. Ele se virou na direção dele, notando como seus mais novos estavam concentrados em seus próprios telefones, sem dar importância ao resto; Lan Zhan aproveitou o descuido para cobri-lo de pequenos e constantes beijos.

O Omega inclinou a cabeça, confuso. Não conseguia decifrar a mensagem daquele olhar dourado e do sorriso sedutor do mais velho. Menos ainda entendeu quando o dragão acariciou suas coxas por cima do tecido da calça, descendo lentamente.

Ele queria entender o que se passava pela mente do Alfa.

A gravidez, sem dúvida, tinha transformado ambos com o passar das semanas. Segundo Wen Qing, sua médica de confiança, explicou, era um processo natural por se tratarem de espécies diferentes; suas naturezas, embora distintas, estavam conspirando para reforçar seu vínculo. Se não fosse por seus aromas, todos os seus conhecidos poderiam afirmar que eles tinham trocado de corpos durante suas sessões de cultivo dual.

Wuxian, geralmente tão enérgico e despudorado, após começar a gestar o ovo de Wangji, tornou-se um pouco mais reservado e dorminhoco, dependente dos mimos constantes de seu parceiro. Havia quem confundisse sua nova docilidade com timidez — Lan Qiren quase esteve a ponto de festejar por seu prolongado silêncio —, mas era uma noção que o próprio Huli Jing se encarregava de refutar com seus sonoros berros. E Wangji, por sua vez...

Oh, Dianxia! Wangji tinha se tornado um especialista em exteriorizar sua possessividade para com seu amado esposo. O aroma de seu Omega o mantinha submerso em uma embriaguez perpétua, muito mais potente do que se tivesse se atrevido a beber mais de 100 potes de Sorriso do Imperador.

Depois de sua respectiva apresentação no TMEA, Lan Zhan não lhe permitira se separar de seu lado, nem mesmo para sentar com Jiang Cheng ou Nie Huaisang. Ele o mantinha sob sua custódia, com sua cauda e uma mão firme sobre sua cintura; a outra acariciava seu ventre com uma insistência que não chegava a ser dolorosa.

Wei Ying tinha querido dormir sobre seu colo; o aroma do Alfa, que estranhamente havia se intensificado, agia sobre ele como um sedativo. Talvez por isso seus fãs notaram aquele momento em que ele recostou a cabeça no ombro de seu parceiro enquanto este o cobria de mimos.

— Lan Zhan? — sussurrou, justo quando as mãos do dragão se pousaram com uma ternura calculada sobre seu ventre.

— Wei Ying, nosso filho se comportou bem hoje?

— Hm? — soltou, confuso. A pergunta pareceu-lhe muito espontânea e até curiosa, mas ele não podia reclamar; talvez o dragão quisesse garantir que não houvesse problemas com seu bebezinho depois de estarem cercados por tantas pessoas. O Omega moveu levemente suas orelhas, acariciando com carinho o rosto de seu marido enquanto sorria para ele com certo cansaço. — Claro que sim, você sabe muito bem que ele é muito tranquilo, igual ao seu A-Die.

Lan Zhan assentiu, unindo seus lábios. Wei Ying acreditou que seria nada mais que um simples e doce contato, mas enganou-se; Lan Zhan esteve a ponto de devorar sua boca se ele não se afastasse a tempo, sentindo as mãos do mais velho acariciarem seu corpo com um descaramento que lhe acendeu o sangue.

— Lan Zhan, você sabe que eu amo isso, querido, mas comporte-se. Os meninos estão aqui e sua linda reputação não pode ser manchada — murmurou com um sorriso sedutor, brincando um pouco com os lábios de seu Alfa.

— Não importa — replicou Lan Zhan, minimizando o assunto. — Não é como se eles fossem nos ver ou interromper.

A maior preocupação de Wei Ying eram Huaisang e Jiang Cheng. Se o primeiro chegasse a notar algo, as provocações sobre seu despudor seriam inevitáveis e o deixariam vermelho como um tomate. Em outras circunstâncias, a Wei Wuxian não teria importado montar uma cena mais quente com seu lindo marido, mas, após a gravidez, seu Omega interior havia alterado sua autopercepção; agora ele se sentia exposto e vulnerável, incapaz de sustentar o olhar de ninguém. Tentava combater constantemente essa faceta de sua natureza, mas era uma batalha perdida. Além disso, a presença de seu irmão mais novo só exacerbava sua vergonha. Estava certo de que, se seu marido se excedesse apenas um pouco na frente deles, levariam dias para silenciar o escândalo resultante.

Nie Huaisang, por sorte, era quem estava mais imerso em seu telefone. Demoraria bastante para cair na real.

No entanto, o coração do Omega começou a bater descompassado ao sentir os beijos úmidos que o Alfa depositava com uma lentidão mortal sobre seu pescoço, querendo fazê-lo chiar cada vez que os lábios produziam um pequeno estalo ao se separarem de sua pele.

Wei Ying estava envergonhado, tentando impedir que a cena passasse a maiores. Logo quando foi deixado sobre o colo do mais alto, o fôlego do Huli Jing congelou ao ver que Jiang Cheng os observava de soslaio. Com nervosismo, dedicou-lhe um sorriso doce, distraindo o jovem Alfa antes que este colocasse seus AirPods, fechando os olhos enquanto se recostava e afastava o esgotado Zixuan de seu lado.

— Wei Ying, não há com o que se preocupar — sussurrou o dragão sobre seu ouvido sensível. Suas orelhas dobraram-se contra sua cabeça enquanto ele continha um pequeno gemido.


Quanto falta? Quanto falta? Quanto falta? Quanto falta? — perguntava-se o envergonhado Omega, que tentava ocultar discretamente a ereção grossa e dura que “apenas”, vale a redundância, seu Alfa roçava contra seu traseiro.

Como se o maldito movimento da caminhonete tivesse sido projetado para torturá-lo, cada solavanco obrigava o bonito Omega a se cobrir com suas caudas ou morder os lábios para sufocar um gemido, ganhando em troca um sorriso — leve para muitos — sarcástico do dragão.

Lendo, ao que parecia, os pensamentos de seu bonito Omega sobre reclamar em alto e bom som, Lan Zhan acomodou novamente seu parceiro sobre seu próprio colo, virando-o de frente e rodeando sua cintura com firmeza para evitar que ele caísse para trás. Sua cauda azulada tinha se tornado, indiscutivelmente, um suporte nas costas de seu marido.

Embora, de qualquer forma, ele não se importasse em ver Wei Ying por cima nessa posição.

O simples pensamento o fez lamber os lábios, cativado por aqueles olhões grandes que o olhavam com curiosidade e até ternura. Era como se os pequenos berros do mais jovem tivessem se acalmado apenas por terem se olhado.

O nariz do Omega começou a se mover inconscientemente, aproximando-se até o pescoço do Alfa para sentir em cheio seu aroma reconfortante, fazendo-o ronronar.

Eles levavam um longo caminho cheirando um ao outro, desfrutando da proximidade, sendo o Alfa quem escutava os adoráveis ronronares de seu Omega esperando um bebê, e aquele aroma adocicado apenas aumentando de sobremaneira, o que o deixava tonto.

Ele o desejava.

— O que houve, Wei Ying? — questionou o Dragão quando o mais novo se separou, após ter-lhe deixado uma pequena lambida no pescoço que provocou no de cabelos escuros um calafrio por toda a espinha.

— L-Lan Zhan... — Wei Ying o olhou com os olhos bem abertos.

O Alfa franziu o cenho, alarmado pelo tom do mais novo, pronto para agir diante de qualquer imprevisto. No entanto, sua atitude mudou ao notar o terno rubor que tomava as bochechas de seu parceiro e, um segundo depois, foi que ele pôde perceber, ou melhor, sentir, o problema com as mãos.

Seu Omega estava lactando e lubrificando no meio do trajeto na caminhonete, sendo que esta última havia transpassado o tecido de sua calça, chegando a umedecer inclusive os dedos do Alfa.

— L-Lan Zhan.

Wei Ying ocultou seu rostinho envergonhado no peito do mais alto, cobrindo o resto de seu corpo com suas caudas, recusando-se a sair de lá, em meio a queixas e insultos disfarçados.

O cheiro de bolo de morango tinha se intensificado, atraindo inevitavelmente a atenção dos presentes. Inclusive do próprio motorista, que, intrigado, lançou um olhar furtivo pelo retrovisor.

— São os hormônios.

Dito isso, o Alfa ganhou um golpe sem força no peito vindo de seu mate envergonhado.


Lan Zhan chegou ao hotel abraçando seu Omega pelas costas, enterrando o nariz no espaço entre o pescoço e os ombros do mais baixo. Wei Ying, balançando algumas de suas nove caudas, inclinou a cabeça e suspirou, satisfeito; ele estava dando ao mais velho acesso mais direto para se impregnar de seu aroma.

O restante do grupo foi o primeiro a pedir comida, dando uma desculpa para que apenas o casal entrasse no quarto que ambos compartilhavam.

Uma vez lá dentro, o Huli Jing pôde soltar um suspiro de alívio ao desprender o adesivo, da mesma cor de sua pele, que durante as apresentações daqueles dias agitados estivera cobrindo a grande marca sangrenta e avermelhada que seu Alfa tinha feito especialmente para ele; um pequeno truque — ou distrator potencial, como ele gostava de dizer — para evitar que os fãs centrassem a atenção naquela zona específica de seu corpo.

Nas redes sociais, ainda se especulava o motivo de ele “ainda” não ter sido marcado por seu parceiro, quando claramente, à noite, carregava com orgulho aquele símbolo tão significativo e amoroso para ambos.

Ele tinha que admitir que, na primeira vez, doeu como o inferno. Seu Lan Zhan tinha uma mandíbula forte demais, e seus uivos, semelhantes ao choro de uma raposa recém-nascida, eram a prova suficiente de quantos souberam o que tinha acontecido no dia seguinte.

Quanto à sua gravidez, não se preocupava. Sabia que sempre haveria detratores que questionariam seu relacionamento com o respeitado segundo Dragão de Jade da família Lan, mas confiava plenamente que o restante de seus fãs os cuidaria e defenderia, além de contarem com o apoio da empresa, de seus amigos e familiares.

Não tinha por que estar assustado, menos ainda àquela altura.

Sim, admitia que, no dia em que contaram ao seu empresário e ao próprio Lan Qiren, ele começou a chorar como uma criancinha, escondendo-se atrás de Lan Zhan por temer as broncas. Mas seu Alfa estava lá, dando a cara a tapa por ele e pelo bebê, acalmando na medida do possível seu tio e o pobre beta que, mais do que zangado, só tentava manter a ordem.

Ao sair do banheiro, uma vez que já tinha controlado sua lactação e o estranho desejo avassalador de ser fodido pelo mais velho horas antes na caminhonete, Wei Ying deu um pequeno salto ao ser tomado de surpresa pelos braços de seu Alfa.

Já era muito tarde, ele estava cansado e o colchão era realmente tentador.

— Lan Zhan?

O mais velho não respondeu.

Em vez disso, o dragão começou apenas a farejar seu pescoço, assim como na caminhonete, cuidando para não machucar o Huli Jing com seus chifres, enquanto sua cauda azulada balançava constantemente com insistência contra o chão.

— Lan Zhan, o que houve? Desde ontem você está muito manhoso — disse Wei Ying com um biquinho, acariciando o peito de seu Alfa. — É o estresse? — perguntou, colando seu rostinho na cabeça do dragão e beijando levemente seus chifres. — Vamos dormir, Lan Zhan.

O Omega interior de Wei Ying remexia-se um tanto inquieto, ronronando feliz ao se sentir coberto pelo aroma de Lan Zhan, o qual tinha se intensificado deliberadamente para que ele não prestasse atenção em mais nada.

Típico, seu Alfa só queria que ele lhe desse atenção.

Ele estava quase caindo no sono nos braços do mais alto quando o Omega deu outro pequeno salto, ao sentir que Lan Zhan deu um tapa em suas nádegas em vez de ter respondido às suas perguntas. Ele odiava isso, já tinha dito uma vez, mas, apenas por hoje, permitiu que uma das mãos dele apertasse aquela zona a seu gosto, enquanto seu quadril era aprisionado pela outra.

Seus lábios foram tomados com mais força do que o característico, fazendo-o arfar assim que Lan Zhan lhe permitiu inalar um pouco de ar por alguns segundos.


As pernas de Wei Ying bambearam, obrigando-o a se apoiar na mesa de cabeceira daquele quarto para evitar bater a barriga, embora algumas caudas lhe servissem como um pequeno protetor. Ele sentiu como as mãos de Lan Zhan tomaram seus glúteos e os separaram, permitindo-lhe introduzir a língua até seu doce anel, que começou a recebê-lo com satisfação.

A língua do Alfa explorou seu interior com uma determinação que o pegou de surpresa. O Omega cobriu os lábios com ambas as mãos, abafando o gemido agudo que escapou do fundo de sua garganta.

Isso era novo.

Era a primeira vez que o Dragão tocava aquela zona com outra coisa que não fossem seus dedos ou seus membros.

Deus, ele ia desmaiar? Aquilo era tão incrivelmente bom.

— L-Lan Zhan! — ele guinchou, com os olhos agora cristalizados, soltando outro gemido agudo assim que Lan Zhan introduziu sua mão direita por baixo de sua camisa, a única peça que ele realmente vestia, já que sua calça de pijama e roupa íntima agora vagavam por alguma parte do quarto pouco iluminado, começando a brincar com seus mamilos eretos. — L-Lan Zhan... — ele soluçou com um biquinho marcado, dando outro pequeno salto quando a respiração do Alfa pousou perto de suas orelhas sensíveis, que estavam coladas ao seu longo cabelo.

— Você está ficando tão úmido, bonito Omega.

Os lábios do mais novo se separaram novamente em surpresa, mas não demorou muito, já que um formigamento um tanto estranho começou a picar o lar de seu filhotinho. Provavelmente nem vinha de lá, mas ele podia sentir claramente que apenas ouvir a voz do Alfa interno de seu Dragão o tinha tornado mais submisso aos seus toques, molhando-o e, acidentalmente, fazendo-o lactar novamente.

Não! Ele estava lactando de novo!

Não era normal lactar quando se ficava excitado, certo?!

Supunha-se que aquele fluido em seu peito só deveria sair mais tarde, quando já tivesse seu filhotinho.

— E-Eu mal tinha conseguido controlar... — queixou-se em um pequeno acesso de manha, arqueando as costas quando um espasmo percorreu todo o seu corpo.

O Alfa colou o rosto em seus fios escuros, inalando o aroma rico de seu pequeno.

Entrando lentamente naquela cavidade que tanto amava, o Omega se segurava firmemente aos braços de Lan Zhan, tremendo levemente pela expansão e intrusão em sua parte baixa, mordendo o lábio inferior enquanto seus olhinhos eram fechados com força.

— Meu belo Omega — murmurou Lan Zhan, com a voz rouca.

— Q-Talvez devêssemos parar... N-Não sei se é uma boa ideia fazer isso no meu estado — começou a dizer o jovem Omega, um pouco nervoso, gemendo baixinho quando sentia as pequenas estocadas do mais velho. — I-Isso é correto? N-Não falei com Wen Qing antes — o Omega se apegou ao peito de seu Alfa quando as estocadas, embora lentas, foram ganhando profundidade. — H-Já faz um tempo desde a última vez...

— Vocês ficarão bem, eu sei o que fazer.

— T-Tem certeza? — Wei Ying soltou outro pequeno gemido quando o Alfa o colou um pouco mais contra a parede, afastando-o daquela mesa e de qualquer outra zona onde seu filhotinho pudesse se ferir. — A-Alfa, meu corpo muda, e-está se preparando para se adaptar ao nosso bebê, s-serei ainda mais sensível e... — Wei Ying negou levemente, sentindo um pequeno formigamento quando o Alfa começou a acariciar seu ventre com suavidade. Sua respiração estava ficando mais pesada, fazendo-o arfar, sufocado. — T-Terei que ter ainda mais cuidado, mas ainda assim, sabendo disso, eu... não entendo por que... — o Huli Jing conteve a respiração ao notar que aqueles olhos escuros profundos o viam fixamente, sentindo-se realmente pequeno diante de sua presença. — M-Me sinto tão quente.

Apenas um pequeno roçar de lábios tinha sido suficiente para molhar ainda mais o avermelhado Omega que, caindo pouco a pouco nos encantos de seu parceiro, começou a intensificar seus beijos, drogando o Dragão.

Wei Ying amava os beijos, mas, pelo bem-estar dos três, não podiam ir longe demais se quisessem manter pelo menos um pouco de compostura para seus compromissos nas horas seguintes.

Mas ele se sentia tão desejado... Queria ter seu Alfa dentro.

Era estranho.

Era como se o cio tivesse se apoderado de ambos.

Um segundo...

— V-Você está no...! — os lábios do mais velho o calaram antes que pudesse continuar sua afirmação.


O envergonhado Omega começou a suar frio quando a porta do quarto foi tocada por um breve chamado.

“Santa Deusa Lua, me diga que a porta está trancada”, quase gritou em pensamentos o pobre Huli Jing grávido.

Bastou um rosnado baixo e gutural de aviso de Lan Wangji para que ninguém mais se atrevesse a incomodar. Sim, definitivamente seu Alfa estava no cio e aquilo tinha alterado seus hormônios por estar esperando um bebê.

Com seus aromas se combinando e perfumando o ambiente, o casal não poderia se sentir mais extasiado; sentindo a proximidade de seus corpos, as presas do Dragão ameaçando roçar novamente a pele macia e alva de seu parceiro eram uma promessa constante do que viria.

As mãos do mais jovem foram presas contra a parede pelas do mais velho e pela faixa característica que ele sempre usava em sua testa, impedindo-o de se mover livremente.

Wei Ying não conseguia calar seus gemidos, por mais que lutasse contra si mesmo. Cada vez que Lan Zhan o tocava tão bem, ele derretia.

Suas costas arqueavam conforme as investidas em sua pessoa eram mais profundas e certeiras. Seu Lan Zhan, masturbando-o e cobrindo-o de beijos, era algo que ele não sabia que faria tanta falta após treinos e apresentações tão exaustivos.

Ele não tinha se sentido estressado pelo bem de seu filhotinho, mas, de verdade, era tão reconfortante sentir-se tão liberado.

Um gemido rouco foi o que escapou desta vez quando ele conseguiu ejacular sobre a mão do Alfa, sentindo-se realmente cansado quando este gozou em seu interior, permitindo-lhe encostar sua testa perlada na parede, ofegante.

O sêmen começou a escorrer por aquelas pernas alvas, manchando o chão assim que chegavam aos pés do Omega, embora suas caudas também não tivessem escapado de serem um pouco salpicadas. Lan Zhan via os lábios avermelhados de seu parceiro tremerem, sabendo muito bem o que ele exigia, por isso, sem pressa alguma, começou depositando pequenos beijos até intensificá-los, desesperando o mais novo quando os levou para o centro da cama, onde começou a brincar com os mamilos úmidos de seu pequeno sonolento.

— N-Não! — disparou Wei Ying de repente, com as bochechas mais avermelhadas do que antes, tentando se separar do Alfa. — N-Não... P-Podemos continuar, h-há muitas pessoas lá fora, não bastará dizer a eles que j-já estamos descansando.

E aquela desculpa era dita porque, a Wei Ying, grávido ou não, apesar de sua atitude rebelde e provocativa, sempre dava vergonha olhar nos olhos profundos de seu Alfa enquanto era tomado com força ou doçura pelo Dragão, precisamente naquela posição, onde Lan Zhan podia ver todas as suas expressões.

Não importava se já tinham se passado alguns poucos anos desde sua primeira vez, para ele continuava sendo vergonhoso, e ainda mais agora, sabendo que alguém poderia chegar a vê-los naquela situação!

O Alfa, atento, tinha inclinado a cabeça; Wei Ying achou que ele parecia adorável com o gesto.

— Não resista, Omega — o Huli Jing voltou a gemer com prazer quando o membro ainda ereto do Alfa entrou em seu interior, alargando ainda mais suas paredes. Estava tão fundo que, diante das primeiras investidas, Wei Ying estava perdido. Sentia-se realmente bem. — Você é um Omega tão bom, tão bom para seu Alfa.

Wei Ying assentiu com os orbes lacrimejantes; por culpa de seu homem excitado, agora ele voltava a ter vontade de ser fodido.

Lan Zhan tinha o mais baixo controlado pelo quadril, com sua poderosa cauda azulada envolvendo o corpo de seu amado, enquanto as nove caudas do Huli Jing estavam estendidas como um colchão adicional. O Alfa estava sendo “algo” cuidadoso ao deixar marcas avermelhadas por causa de seu agarre. A pele de seu mate era tão macia e brilhante que era um dilema complexo decidir se devia se apossar dela ou não.

Ao diabo, ele faria isso sim.

Wei Ying mal balbuciava seu nome; seu olhar todo aquoso e brilhante não conseguia focar o mais velho com facilidade. Pelo contrário, mal era capaz de distinguir que o que estava vendo era o teto do quarto, aferrando-se aos lençóis enquanto seu Alfa colocava suas pernas pálidas sobre seus ombros, investindo ainda mais profundo e com certeza no ponto doce de seu parceiro.

Ele seguiu com sua tarefa de mordiscar levemente as zonas perto de seu ventre, depositando ali lambidas carinhosas, saudando o filhotinho ainda em formação.

Lan Zhan sorriu um tanto debochado quando, ao gozar, admirou o olhar exausto de seu Omega. Por isso, tomou-o nos braços, levantando-o para que ficasse sobre seu peito, enquanto ele o segurava firmemente pelos antebraços.

— Não durma, querido.

— Eh?

Os lábios do Omega se separaram para soltar um gemido de surpresa; os balanços que o Alfa fazia com sua pélvis contra suas nádegas agora avermelhadas tinham conseguido entrar em seu anel com muito, mas muito mais profundidade, graças ao quão dilatado ele estava pelas ejaculações anteriores do mais velho.

A cama era um desastre, tinha se tornado um campo de batalha; os lençóis estavam revirados, a maioria dos travesseiros encontrava-se no chão e a madeira batia constantemente contra o piso e a parede.

Ele agradecia que, pelo menos, não houvesse quartos próximos ao seu, já que eles estavam ficando nos últimos disponíveis dos corredores largos; no entanto, agora temia pelos “vizinhos” acima e abaixo deles.

O cio de seu Alfa estava próximo de atingir seu ponto máximo de calor; para essa altura, aquele ser pervertido presenteado pelos céus deixaria de lhe falar coerentemente com aquela voz tão profunda que o deixava louco, apenas rosnaria para tentar se comunicar.

— L-Lan Zhan! N-Não faça... Ah! A-Alfa, o filhote, lembre-se d-do f-filhote! Alfa! — o corpo de Wei Ying tremia e estremecia a cada nova investida. Ele fechou fortemente os olhos, levando a cabeça para trás. — T-Seu tio pode vir, Lan Zhan!

O Omega sentia-se tonto, não apenas pela deliciosa sensação de ser penetrado por Lan Zhan em seu ponto doce, mas também pela enorme quantidade de feromônios que cobria todo o quarto.

O mais provável era que todo o andar do hotel estivesse cheirando ao seu Alfa no cio.

— V-Você vai me matar! — gritava agitado, soluçando pela deliciosa sensação que aturdia sua cabeça. — Alfa, você vai me matar! S-Sente-se tão bem. — Lan Zhan voltou a beijá-lo, provocando que um pequeno fio de saliva caísse pelo canto dos lábios do mais novo. — Ngh!

O Dragão, dominado e cegado pelos pensamentos de seu Alfa, só queria voltar a dar um nó em seu parceiro, não importando se ele estava grávido ou não. Queria que ele tivesse tudo.

Wei Ying, que há muito tempo já tinha cravado suas unhas afiadas no peito do Alfa, soltou um guincho agudo ao sentir como seu parceiro continuava crescendo dentro de seu interior, fazendo suas pernas tremerem, embora o Alfa o segurasse contra si, impedindo-o de cair.

— L-Lan Zhan!

O Alfa recostou novamente seu parceiro exausto contra o colchão, beijando seus olhos de lua úmidos e suas bochechas acaloradas, notando como seu corpo apresentava espasmos e de seus lábios ainda saíam incoerências.

Pelo menos isso tinha acalmado seu Alfa interior, por enquanto, já que ele tinha liberado seu primeiro nó do cio; restavam mais dois.


O Omega ofegante e avermelhado colocou um dos braços sobre os olhos, soltando suspiros extensos conforme Lan Zhan lambia descaradamente o leite que brotava de seu peito, investindo contra ele com seu outro membro e sacudindo o colchão onde se encontravam.

— Supõe-se que isso é para o seu filho, Alfa pervertido.

— Supõe-se. Por enquanto, é só meu.

Lan Zhan o mantinha preso pelos braços, impedindo que suas costas terminassem de se recostar no colchão; suas pernas flanqueavam, apesar de Wei Ying estar agarrado ao quadril do Alfa, sentindo-se a cada segundo mais úmido que antes.

Wei Ying gemia prazerosamente cada vez que seus lábios eram tomados pelos do mais velho, pedindo por mais quando se separavam para buscar ar.

O Omega Huli Jing gritou o nome de seu Alfa assim que atingiu o clímax, gozando entre seu estômago e o do Dragão. A gravidez o deixava realmente sensível; ele se excitava rápido e, para sua frustração, descobrira que gozava mesmo que fosse apenas roçado pelo mais velho.

Lan Zhan passou as mãos pelo ventre do Omega, arqueando as costas de Wei Ying pelo contato sensível contra seu corpo.

Ainda podia lembrar de sua primeira vez com o mais velho, de como sua pouca inocência fora tomada por aquele macho de presas afiadas e olhar profundo, e da extrema vergonha quando a senhora Yu deu um grito aos céus ao saber que ele já estava marcado, chamando rapidamente a atenção do resto de seus familiares.

Ele já tinha certeza de que ouviria novamente aqueles gritos quando soubessem que um novo membro chegaria a ambas as famílias.

— Você estava muito lindo em nossas últimas apresentações — o Dragão rosnou perto de seu ouvido, eriçando sua pele enquanto sentia as mãos quentes do mais velho percorrerem com mortal lentidão suas coxas. — E seu cheiro tão requintado... Só estava me embriagando. — Wei Ying soltou um pequeno gemido quando a língua úmida de Lan Zhan passou por todo o seu pescoço, fazendo-o sentir-se pequeno. — Por que tenho um Omega tão lindo? As pessoas não paravam de te observar, mesmo se estivesse sozinho ou conosco no palco, e nem preciso falar de quando viam seu corpo lindo se mover junto às suas belas caudas de Huli Jing. — Lan Zhan tomou as nádegas do Omega e as amassou a seu bel-prazer, retomando as investidas de antes com um ritmo um tanto irregular. O Alfa sorriu de lado quando viu a face avermelhada de seu príncipe se transformar em caretas de prazer, algumas vezes de súplica. — Que bênção ter seu belo corpo unicamente para mim.

— A-Alfa... — Wei Ying mordeu o lábio inferior com certa força, soltando pequenos soluços pelo vaivém entre sua entrada úmida e agora avermelhada contra o membro do mais velho.

— Você não chegou a ficar cego no palco porque não colocou a venda a tempo, certo, Wei Ying? — Wei Ying assentiu, agarrando-se às costas de Lan Zhan em um abraço, enterrando suas unhas afiadas no dorso do de olhos dourados. — Você estava tão sexy mordendo-a com seus lábios doces, e mesmo assim se atreveu a se desculpar com todos nós.

Acontecia que, durante sua última apresentação, Wei Ying não chegou a tempo de amarrar uma venda sobre os olhos para fazer um dueto às cegas com seu Alfa, algo que o irritava bastante por tantas horas de ensaio, então optara por colocá-la em seus lábios, como uma maldita mascote.

Mesmo se insultando mentalmente por tal erro, o público achara a ação muito sedutora. Não faltariam na internet comentários obscenos a seu respeito, ou inclusive fantasias com alguém alheio ao seu parceiro.

Lan Wangji sabia disso, por isso sentia-se absolutamente ciumento.

— A-Alfa! — suplicou aos gritos quando Lan Zhan aumentou as investidas, mantendo seu rosto perto dos ouvidos do outro, atordoando e adoçando o Dragão com sua voz estridente e, por vezes, rouca.

Metade do corpo do Huli Jing pendia do colchão, com exceção do braço onde Lan Zhan o segurava, enquanto uma de suas pernas descansava entre os lençóis e a outra estava no ar, sentindo com mais profundidade o falo de seu Alfa, fazendo-o gritar pela sensação requintada.

Seus olhos prateados e lacrimejantes se abriram pouco a pouco após sentir-se completamente preenchido pelo esperma de seu parceiro, vendo-o sair e estar ali, todo banhado por aquele líquido branco na ponta, enquanto de sua parte baixa saíam jorros em forma de fio.

Já restava apenas um último nó, e para essa altura, seu Omega interno já tinha aparecido, assumindo o controle.

Lan Zhan voltou a lamber os lábios, brincando com a entrada de seu pequeno, tirando e colocando apenas a ponta do pênis, vendo o biquinho que Wei Ying fazia por não tê-lo por inteiro.

Escutou o gemido mais delicioso de seu mate ao morder uma de suas orelhas enquanto suas caudas peludas eram puxadas facilmente entre suas mãos.

E seu anel exposto, tão rosado, apertado e úmido como ele adorava.

O jovem Omega não tinha com o que se preocupar, porque teve tudo, e de uma só estocada, provocando-lhe um novo grito de surpresa.

Seus olhinhos mostravam-se nublados e perdidos, a baba escorria pelo canto da boca.

O Omega mais desejado em todo o território era dele.

— Você gosta, Wei Ying? Sente-se bem?

— S-Sente-se... M-Muito bem— tentou dizer em meio às lágrimas, soltando pequenos rosnados e gemidos doces.

— Eu quis comer Wei Ying desde algumas horas atrás. Não sabe o quanto... — Wei Ying voltou a gemer, levando sua cabecinha para trás. Lan Zhan o torturou um pouco, dando-lhe pequenas mordidas. — Doía estando preso dentro daquela calça ajustada, doía tanto... Porque não podia te comer em público, mas Wei Ying não sabe quanta vontade tive de fazê-lo, não sabe quanta vontade tive de torná-lo meu ao vê-lo vestido tão lindo, aquele traje realçava toda a sua beleza. Não me importava... que um milhão de pessoas estivessem nos vendo, eu só queria torná-lo meu.

— Alfa...

— Receba-me, Omega. Tudo.

Wei Ying arqueou as costas novamente ao sentir sua marca ser reaberta pelas presas afiadas do Alfa, sentindo-se realmente tonto e sem forças.


— Vão ser quatro da manhã. Esta não é hora de comer.

O Huli Jing franziu o narizinho e moveu suas caudas; se ele e seu filhotinho estavam com fome, ele devoraria a primeira coisa que visse pela frente. Por isso, ameaçou o Alfa, apontando-lhe uma batata frita.

— Quatro da manhã uma ova, Lan Zhan, nós estamos com fome!

— Ainda não é o mês dos desejos, não comece com isso — respondeu o Alfa, roubando uma batata do mais baixo enquanto negava com a cabeça. — E isso não é nada saudável, diga-se de passagem.

— Minha batata! — o Omega avançou sobre o mais velho, tentando recuperar seu precioso alimento; no entanto, acabou se cansando e ficando sobre o peito descoberto do outro, fazendo um biquinho. — L-Lan Zhan...

— Sim?

— A-Acho que as pessoas vão me olhar de um jeito estranho amanhã na apresentação dos nossos colegas — confessou Wei Wuxian com um biquinho. — Quando me virem andar...

— Quando te virem andar, saberão que eu dei muito, mas muito amor ao meu esposo e ao nosso filho — respondeu Lan Wangji, beijando as bochechas fofinhas de seu parceiro. — Mas se incomodarem Wei Ying com seus comentários... Verão por que sou seu Alfa. — Wei Ying deu um tapinha em seu peito, seu lindo biquinho ainda marcado nos lábios.

— Lan Zhan! Não assuste os fãs.

— Agradeço o carinho dos nossos fãs — disse ele, sendo sincero e formando um sorriso muito leve. — Mas não os amo, só a vocês. — deu um selinho em seu envergonhado Omega Huli Jing. — Se formos, você vai se sentar ao meu lado amanhã?

— Hmm... Só se você me der muitos, muitos mimos. E as minhas batatas. — O Huli Jing pensou um pouco mais, abrindo os olhos. — Como assim “se formos”? — perguntou, suspeitando do brilho estranho nos orbes dourados de seu Alfa. — Lan Zhan?

— Wei Ying, nosso filho precisa de outra sessão de massagens.

Não foi uma pergunta. O dragão pareceu rir internamente ao ver como as bochechas de seu parceiro se tingiam de um vermelho furioso.

— N-Não, não, espere! — começou a gritar quando seu parceiro avançou sobre ele.

Wei Ying amava ser fodido pelo seu Alfa enquanto esperava o bebê, não importava quanta piedade ele suplicasse diante da invejável resistência do Dragão.

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