Criar Nova Lista
Compartilhe com seus amigos
Personalizar legibilidade

Ela Não Era Minha

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Elara nunca imaginou que sua vida mudaria no instante em que os homens do Rei chegaram à sua aldeia. Arrancada de tudo o que conhecia, ela é colocada sob a responsabilidade de Edrik, o temido Capitão da Guarda de Sangue. Criado desde a infância para obedecer, lutar e jamais questionar as ordens da Coroa, ele foi moldado para cumprir missões, não para enxergar as pessoas por trás delas. Sua missão é simples: conduzi-la até o Castelo de Cinzas. Mas Elara não pretende chegar até lá sem lutar. Durante a viagem, entre tentativas de fuga, confrontos e uma convivência que desafia tudo o que ambos acreditavam conhecer, a camponesa descobre que existe muito mais por trás da frieza do capitão do que ele permite mostrar. E, pela primeira vez em muitos anos, Edrik começa a enfrentar dúvidas que jamais imaginou ter. Em um reino governado pelo medo, onde desobedecer pode custar a vida, até a mais simples das escolhas pode mudar o destino de um reino.

Status
há 17 dias
Capítulos
37
Classificação
5.0 (2 avaliações)
Classificação Etária
18+

Lythar


O vilarejo de Lythar acordava devagar, sem saber que naquele dia começaria o fim da vida que Elara conhecia.

A névoa fina da manhã ainda se arrastava baixa entre os telhados quando ela atravessou a praça com o cesto apoiado no antebraço. O forno comunal, ao lado da fonte, já soltava o cheiro de pão que toda manhã chegava às casas antes do sol, e as vigas novas dos celeiros ainda guardavam a cor clara da madeira recém-cortada.

Lythar vinha prosperando, e as carroças da estrada das colinas, que antes passavam direto, agora paravam para carregar cevada.

Elara conhecia cada pedra daquele lugar e, naquela manhã, não prestava atenção em nenhuma delas. Estava ocupada com um cálculo bem mais importante: quanto tempo levaria para entregar o cesto da Senhora Mira, desviar até o riacho e ainda chegar em casa antes que a tia desconfiasse.

A ordem tinha sido clara: entregar o cesto, voltar direto e debulhar o feijão que ficara sobre a mesa. Direto, repetira a tia à porta, com aquele olhar de quem já adivinhava o resto.

Mas Elara tinha outros planos. Pouco antes de a trilha da cabana se fechar entre as árvores, havia uma pedra larga e achatada junto à água fria, onde gostava de sentar e cantar sem que ninguém a ouvisse. O verão já estava no fim, mas os dias ainda eram quentes, e ela não pretendia perder nenhuma manhã junto ao riacho antes que o tempo virasse.

A tia também tinha mandado prender o cabelo. Elara prendera, obediente, e desfizera o nó na primeira curva. A fita agora estava no bolso do avental, e o cabelo castanho-escuro descia solto pelas costas até a cintura, pesado, do jeito que ela gostava, mesmo sabendo muito bem o que a tia diria se a visse assim no meio da praça.

— Lá vem ela cantando antes do galo — disse a mulher do forno quando Elara passou pela porta aberta, sem tirar as mãos da massa.

— Eu não estava cantando.

— Estava. A da festa da ceifa. Desde a casa do ferreiro.

Elara riu, porque provavelmente estava. A música começava sozinha em algum ponto do caminho, e ela só percebia que estava cantando quando alguém reclamava. A da festa da ceifa era a pior de todas, porque grudava, e na última festa ela só saíra da roda quando o velho da flauta guardou o instrumento.

— Então vou cantar mais baixo.

— Vai nada — respondeu a mulher, e jogou um punhado de farinha sobre a mesa.

— Elara!

A voz da Senhora Mira veio da carroça do mercador de sal, parada junto à fonte. A velha estava de pé diante da banca, com o xale cruzado sobre o peito e a expressão contrariada de sempre.

— Esse cesto é para mim?

— É sim, Senhora Mira. A tia mandou as frutas e as raízes que a senhora pediu ontem.

— Já não era sem tempo. — A velha voltou-se para o mercador. — Pese direito, que eu estou vendo.

O mercador, um homem das colinas, sorriu e despejou o sal no prato da balança. Elara acompanhou o movimento e percebeu o polegar dele pousado discretamente na beirada do prato, pressionando-o para baixo, de modo que o sal parecesse pesar mais do que realmente pesava.

A Senhora Mira apertava os olhos para a balança e não via. Elara ainda pensou em ficar quieta, mas a ideia não durou muito. Apoiou o cesto na beira da carroça e inclinou a cabeça, com toda a inocência do mundo.

— O senhor vai pesar o polegar também? Porque, se for, a Senhora Mira leva ele junto pra casa.

O vendedor de cebolas da banca ao lado soltou uma gargalhada. O mercador tirou a mão da balança como se a beirada estivesse quente. O prato subiu, e ele precisou acrescentar mais sal, enquanto o rosto avermelhava sob a barba.

— Língua comprida, essa — resmungou, amarrando o saco. — Na próxima feira, vou me lembrar de você.

— Lembre-se do polegar também — disse Elara, e sorriu para ele como se tivesse acabado de lhe desejar bom dia.

A Senhora Mira não agradeceu. Pegou o saco de sal, examinou-o por um instante, lançou a Elara um olhar desconfiado e franziu a boca, ainda decidindo se reclamava ou agradecia.

— Eu tinha visto.

— Eu sei.

— Ia falar agora mesmo.

— Claro que ia.

— Não precisava ter dito tão alto, menina — resmungou a velha, baixando a voz.

Elara sabia que a história chegaria aos ouvidos da tia antes do anoitecer e que ouviria outra vez que aquela língua ainda ia lhe trazer problemas. Não se arrependia. Quase nunca se arrependia.

— Diga à sua tia que pago na próxima feira, quando o trigo for vendido — disse a Senhora Mira, já estendendo a mão para o cesto.

— Eu digo.

A mão da velha parou antes de alcançar a alça. Tremia discretamente, mas Elara percebeu a hesitação dos dedos e a maneira como a Senhora Mira avaliava o peso das compras.

Sem dizer nada, pegou de novo o cesto que deixara sobre a carroça, tirou o saco de sal da mão da velha e acomodou-o entre as raízes. Depois ergueu um pouco a alça, facilitando que a Senhora Mira passasse o antebraço por ela sem precisar apertá-la com os dedos, e desviou a atenção para o outro lado da praça, dando-lhe tempo para se ajeitar.

A Senhora Mira enfiou o braço. Ajeitou o xale. Demorou um pouco para falar.

— Você é boa menina — disse baixinho, quase para si mesma. E então, porque era a Senhora Mira: — Atrevida. Mas boa.

— A tia diz que é o contrário.

— Sua tia tem razão mais vezes do que você gostaria.

Elara riu e seguiu na direção do poço, no fim da praça, onde as últimas casas davam lugar à estrada da orla. Havia duas mulheres junto à roldana, e a mais velha delas, a Senhora Odila, nunca baixara a voz para nada na vida.

— Aquela ali devia ter cuidado. Rosto desses atrai problema. E ainda anda de cabelo solto.

Ouvia comentários assim desde os treze anos. Antes, apressava o passo e fingia não escutar. Agora, parou, jogou o cabelo para trás do ombro e sorriu para a velha.

— Atrai mesmo, Senhora Odila. Hoje cedo já atraiu um mercador de polegar pesado. Se aparecer mais um, eu mando direto para a senhora, que entende muito mais de problema do que eu.

A outra mulher tentou esconder o riso com a mão, sem sucesso. A Senhora Odila estalou a língua e a chamou de atrevida. Elara seguiu adiante com o queixo erguido, mas o sorriso não durou muito depois do poço.

Aqueles comentários ainda a incomodavam, e eram a razão de metade das regras em casa. Ficara órfã de pai e mãe aos nove anos e, desde então, fora criada pela tia, que a protegia do único jeito que sabia, com ordens para quase tudo.

Elara reclamava de cada uma, embora soubesse que vinham da preocupação de uma mulher que a amava.

Quase alcançava o começo da estrada da orla quando o som da praça mudou. Percebeu primeiro nas pessoas, antes de ouvir qualquer barulho. A mulher do forno parou de sovar e apareceu na porta, limpando as mãos no avental. O mercador de sal puxou um pano sobre a balança. O vendedor de cebolas tirou o gorro e ficou segurando-o contra o peito, sem saber o que fazer com as mãos. Do outro lado da fonte, uma mãe agarrou o filho pela gola e o puxou para junto da saia.

Só depois veio o ruído que eles já tinham ouvido antes dela: ferraduras contra a terra batida da estrada, o tilintar de arreios, o estalar de couro novo e vozes firmes demais para serem de Lythar.

— É a comitiva real! — gritou alguém mais adiante, e o murmúrio cresceu e morreu quase no mesmo instante, como se ninguém tivesse certeza de que era permitido falar.

Elara voltou para a beira do caminho e parou junto ao poço, como todos os outros. Não era comum ver a comitiva real em Lythar. Para a maior parte daquela gente, Vaelor era apenas um nome, conhecido pelas histórias que chegavam pelas estradas junto com os mercadores.

Homens armados vinham à frente, em cavalos altos e bem tratados, com as armas à vista e os olhos correndo pelos telhados. Atrás deles, carruagens escuras e estandartes que não pertenciam àquele lugar. E, no centro, num cavalo maior que os outros, vinha um homem que não precisava ser anunciado.

— É ele — sussurrou a Senhora Odila, que viera parar ao lado de Elara sem que nenhuma das duas percebesse, num tom tão baixo que Elara não soube dizer se era respeito ou medo. — Olha como ele nem precisa de coroa para parecer rei.

Elara olhou. Como todos olhavam. Não era todo dia que se via um rei, e a curiosidade foi mais rápida do que a prudência. O Rei Vaelor não era o homem das histórias. Não era alto, não era largo, não tinha o corpo de quem empunhava espada em batalha. Era esguio dentro das roupas escuras e ricas e montava muito ereto. O cabelo castanho-escuro, quase preto, chegava aos ombros, embora já começasse a rarear no alto da cabeça. A barba curta mostrava alguns fios grisalhos. Era menor que o ferreiro de Lythar. Ainda assim, bastou erguer a mão enluvada para que todos os homens armados puxassem as rédeas ao mesmo tempo.

Os anciãos de Lythar o esperavam junto à fonte, de cabeça descoberta, e o Rei desmontou devagar, sem um movimento a mais do que o necessário. Os olhos castanhos percorreram a praça, demorando-se nos celeiros novos, nas carroças carregadas e nas pessoas, como quem calcula o valor do que vê. Então inclinou levemente a cabeça para o homem de capa cinzenta que desmontara a seu lado.

— Lythar — disse, sem se dar ao trabalho de baixar a voz, porque não precisava. — Um vilarejo que decidiu se tornar relevante demais para ser ignorado. Interessante.

Ninguém respondeu. Elara, porém, não conseguiu segurar a língua. Seu comentário saiu baixinho, quase sem voz, apenas para a Senhora Odila:

— Pelo visto, quando o trigo rende, até rei aparece.

Os dedos da Senhora Odila se fecharam no braço dela com uma força que Elara nunca imaginara naquelas mãos.

— Cala essa boca, menina — sibilou a velha, sem virar o rosto. — Quer que te ouçam?

Elara se calou. O medo veio só depois, atrasado como quase sempre acontecia, quando a frase já tinha saído. Olhou para os homens armados, para as espadas, para o silêncio em volta, e entendeu que, num lugar onde ninguém respirava, um sussurro podia ir muito mais longe do que devia. Mordeu o lado de dentro da bochecha e ficou quieta, olhando para frente, como todo mundo.

Vaelor examinava os moradores. À medida que o olhar dele alcançava cada um, as cabeças se curvavam: o vendedor de cebolas, a mulher do forno, a mãe com o filho preso à saia. Elara imaginou que aconteceria o mesmo com ela. Baixaria a cabeça, ele seguiria adiante e, à noite, contaria à tia que tinha visto o Rei e que ele era menor que o ferreiro.

Mas, quando o olhar de Vaelor chegou até ela, não seguiu adiante. Ele ouviu, pensou Elara, sentindo o rosto esquentar. Esperou que algum soldado se aproximasse ou que o Rei a repreendesse ali mesmo, diante de todos, mas nada aconteceu. Aos poucos, percebeu que não era raiva. Era uma atenção demorada, que percorria seu rosto, o cabelo solto e o vestido antes de voltar a encará-la. Lembrou-se do modo como o mercador examinara o saco de sal da Senhora Mira, calculando quanto poderia tirar dele.

Ela devia ter baixado os olhos. Todo mundo em Lythar aprendia desde criança que não se encara quem está acima, e ela tinha ficado ali parada, olhando de volta como uma tola. A irritação veio antes do medo, uma irritação áspera consigo mesma por ter demorado tanto, e foi ela que finalmente fez Elara abaixar o rosto e fixar a vista numa pedra solta junto ao pé do poço, em qualquer lugar que não fosse ele.

Esperou. Nem assim deixou de sentir o olhar. Era como estar na beira da estrada com um cavalo bravo parado perto demais, sem saber para que lado ele ia se mover. Quando arriscou erguer os olhos, só um pouco, por baixo dos cílios, o Rei ainda a observava, e a Senhora Odila também tinha percebido, porque a mão no braço de Elara apertou mais uma vez, e dessa vez não era para mandá-la calar.

Foi o ancião mais velho de Lythar quem a salvou sem saber, adiantando-se com uma reverência desajeitada e um discurso de boas-vindas que claramente ensaiara a noite inteira. O Rei voltou o rosto para ele. Elara recuou na mesma hora, devagar, para trás da Senhora Odila, para trás da carroça de lenha, para o meio das pessoas, e não parou de recuar até a praça ficar às suas costas.

Vaelor ouviu as boas-vindas do ancião, mas a lembrança da moça junto ao poço voltou por um instante. Não ouvira o comentário, apenas vira os lábios dela se moverem e a mulher ao lado apertar-lhe o braço. Aquela pequena quebra de comportamento despertara sua curiosidade. Também notara a demora dela em baixar a cabeça e, quando finalmente vira seu rosto de frente, a pele clara salpicada de sardas sobre o nariz e aqueles olhos de um azul-turquesa que não se lembrava de ter visto em nenhum rosto da corte.

Quando o ancião terminou, Vaelor agradeceu com poucas palavras e, antes de acompanhá-lo para dentro, fez um sinal discreto ao batedor que se mantinha um pouco atrás, ainda montado.

— A moça de cabelo solto — murmurou, sem se virar por completo. — A que está indo para as árvores.

— Majestade?

— Siga-a — disse, já se voltando para acompanhar os anciãos. — Descubra onde mora e volte. Discretamente.

Elara não olhou para trás. Seguiu pela estrada da orla mais depressa do que precisava e só diminuiu o ritmo quando as vozes da praça ficaram para trás e as primeiras árvores começaram a fazer sombra sobre a terra. Ali o caminho se dividia. À esquerda, descia para o riacho, para a pedra achatada e a música que ninguém ouvia. À direita, seguia reto até a cabana.

Ela parou na bifurcação. Não fazia sentido abandonar os planos por causa de um homem que provavelmente nunca mais veria e que, àquela hora, já devia estar sentado à mesa dos anciãos falando de trigo. Ainda olhou por algum tempo para a descida que levava à água. Depois suspirou e tomou o caminho de casa, irritada consigo mesma por deixar que um estranho mudasse o rumo da sua manhã.

A cabana ficava onde as árvores começavam a se fechar, um pouco afastada das outras casas, pequena, de madeira escurecida por muitos invernos, com um telhado que todo outono a tia mandava consertar e que todo outono voltava a pingar no mesmo canto. O degrau de baixo rangeu quando Elara pisou nele, como rangia desde que ela era pequena.

Lá dentro, o cheiro das ervas a recebeu antes de tudo: sálvia, camomila e tanchagem penduradas em maços nas vigas, secando. O feijão esperava sobre a mesa. Ao lado, embrulhado num pano limpo, estava o pão que a tia deixara antes de sair para a ceifa, de onde só voltaria com o escurecer. O xale velho continuava nas costas da cadeira. Estava tudo exatamente onde estivera de manhã.

Elara fechou a porta e, sem pensar, passou a tranca. Só percebeu o que tinha feito quando ouviu o ferro deslizar no encaixe. Ela quase nunca trancava a porta durante o dia. Ficou olhando para a própria mão sobre a madeira e então riu, um riso curto, sem graça nenhuma.

— Que bobagem — murmurou para a cabana vazia. — É só o Rei. Amanhã ele nem vai lembrar que me viu.

Não abriu a tranca. Sentou-se à mesa, puxou o feijão para perto e começou a debulhar uma vagem depois da outra. O trabalho costumava ajudá-la a esquecer o que a incomodava. Depois de algum tempo, ela começou a cantarolar a música da festa da ceifa, como se isso bastasse para provar a si mesma que estava tudo bem. Chegou até a parte em que a roda gira e todo mundo troca de par. Só então percebeu que havia parado de cantar e não tentou retomar a música.

O batedor deixara o cavalo amarrado atrás do celeiro novo e seguira Elara a pé, mantendo distância. Viu-a hesitar na bifurcação antes de tomar o caminho da direita, acompanhou-a até a cabana e esperou, encostado ao tronco de um carvalho, até ter certeza de que ela não sairia novamente. Depois voltou à praça.

A reunião já ia adiantada quando ele chegou ao salão do conselho. Vaelor o viu parado junto à porta e fez um gesto para que se aproximasse.

— Uma cabana na orla da mata, Majestade, afastada das últimas casas — disse o batedor em voz baixa. — Há uma trilha que sai da estrada logo depois de uma cerca velha. É a única cabana por ali, e o caminho termina nela.

— Volte e marque a entrada da trilha com uma lâmina de campo — disse Vaelor, depois de um momento. — Se eu resolver voltar a esse assunto, não quero que ninguém precise perguntar por ela.

Vaelor voltou a atenção aos anciãos, e o batedor saiu sem dizer mais nada.

Refez o caminho até a entrada da trilha, onde o último mourão de uma cerca velha marcava, pouco antes da bifurcação, o ponto em que a estrada de Lythar terminava e a mata começava. Tirou do cinto uma pequena adaga de ferro escurecido, estreita, sem nenhum ornamento no cabo. Não era uma arma de combate.

Era uma das lâminas que a Guarda de Sangue usava como sinal de campo, e ele a cravou com um golpe seco na face do mourão voltada para as árvores, onde ninguém que viesse pela estrada a veria, deixando o cabo inclinado na direção da cabana.

Para qualquer morador de Lythar, seria apenas uma lâmina velha esquecida na madeira. Para os homens treinados da Guarda de Sangue, o recado era claro, e a inclinação do cabo indicava qual caminho seguir. O batedor examinou a lâmina uma última vez, voltou pela estrada até onde deixara o cavalo e foi se juntar outra vez à comitiva.

Dentro da cabana, Elara continuava debulhando feijão, com a porta trancada em plena manhã e a música da festa interrompida no meio. Na entrada da trilha, o cabo de ferro escuro apontava para o caminho da direita. A casa dela estava marcada.

Deixe MidnightCamille saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

3

Amo isso

Engraçado

0

Engraçado

Picante

0

Picante

De Suspense

1

De Suspense

Emocional

0

Emocional

Profundo

0

Profundo

Tocante

0

Tocante

Chocante

0

Chocante

Boa Escrita

1

Boa Escrita

Enredo Envolvente

1

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

0

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

0

Diálogo Forte

author

Prólogo_ se posso chamà-lo assim_ bem escrito e que deixa com vontade de continuar a ler o livro. Posso dizer que já estou odiando o Rei Vaelor_ que pelo que notei, vê a tudo e todos como apenas suas propriedades_ e já estou com pena de Elara_ que pelo visto, não terá nenhum direito de escolha. Quanto a Edrik, ainda não sei o que sentir.

3 meses

Outras Recomendações

RAINHA BLACK

RAVELLE D’AYS: Uma história impactnte para quem lê, eu amei a leitura e todo os contecimentos, e a família unida independente de tudo o que aconteceu o amor e a confiança entre eles foi d+, foi muito bom escrevê-la🫶

Leia Agora
O Despertar de Athena.

Recicle e: Amei a forma com o auto nós faz envolver na trama e querer mais.Estou amando.

Leia Agora
Between Worlds - Ashes of a Forgotten World

Otimista: É uma história de fantasia muito boa, os diálogos, o mistério por trás do garoto e os personagens são muito bons, vou continuar lendo se tiver mais capítulos.

Leia Agora
Namore comigo senhor Bilionário

Maria Lúcia: A história é fluida e envolvente. A trama faz com que você queira continuar a leitura.

Leia Agora
O Perdão Como Condenação

Deusa Malenia: tive a oportunidade de ler essa história em outro app e simplesmente adorei!a autora escreve muito bem e cada capítulo faz você se cativar por Kalista. até passei a gostar da Aveline depois de tudo.se tivesse como dar alguma nota, seria 10 com toda certeza.

Leia Agora