Prólogo
Há Bilhões de anos, Três mundos colidiram.
O Véu que separava as dimensões foi rasgado, fazendo com que o mundo dos humanos se fundisse ao mundo dos dragões e dos demônios.
Antes dessa catástrofe, dragões e demônios eram inimigos mortais. Durante incontáveis eras, travaram guerras sangrentas, disputando supremacia sobre seus domínios. Entretanto, quando os dois mundos se fundiram, ambas as espécies concordaram com uma trégua temporária.
A razão era simples.
Uma nova espécie havia surgido diante deles.
Os humanos.
Para os dragões, os humanos eram apenas alimento.
Cada humano devorado fortalecia o dragão, tornando-o ainda mais poderoso.
Os demônios, por outro lado, não demonstraram o menor interesse pela humanidade. Sem magia e fisicamente frágeis, os humanos não representavam qualquer ameaça.
Para eles, os humanos eram apenas vermes sem valor.
Os demônios eram governados por um único soberano.
O Rei Demônio.
Para sua espécie, ele era uma entidade suprema.
Para os humanos, uma existência digna de adoração e desespero.
Para os dragões... apenas mais um inimigo que precisava ser eliminado.
Os dragões também possuíam seu próprio governante.
O Deus Rei Dragão.
Cruel, impiedoso e absoluto, ele conquistou esse título pela força, derrotando todos aqueles que ousaram desafiá-lo.
Dragões e demônios eram espécies quase imortais.
Possuíam capacidades regenerativas absurdas, domínio sobre a magia e uma resistência física muito além da compreensão humana.
As armas criadas pelos homens eram completamente inúteis contra eles.
Nenhum humano era capaz de matar um dragão ou um demônio utilizando armas comuns.
Com o passar dos séculos, porém, a humanidade encontrou uma solução.
Ao utilizar restos mortais de dragões e demônios, ferreiros passaram a criar armas capazes de ferir essas criaturas.
Somente o poder de uma entidade podia destruir outra entidade.
Foi assim que surgiu a esperança da humanidade.
Pouco tempo depois, foi criada uma organização dedicada exclusivamente à caça dessas criaturas.
Eles ficaram conhecidos como os Caçadores de Entidades.
Sua única missão era exterminar dragões e demônios.
Com o passar de milhões de anos, os dragões continuaram evoluindo.
Eles passaram a ser divididos em quatro classes.
A primeira era composta pelos dragões que jamais evoluíram.
Esses permaneceram como bestas selvagens, guiadas apenas pelo instinto.
A segunda classe era formada pelos Dragões Inferiores.
Embora ainda mantivessem sua aparência dracônica, possuíam inteligência e capacidade de raciocínio.
Acima deles estavam os Dragões Superiores.
Eles evoluíram a ponto de assumirem uma forma completamente humana, tornando-se praticamente indistinguíveis das pessoas comuns.
Entretanto, existia uma classe ainda mais poderosa.
Uma evolução alcançada por apenas uma pequena parcela dos Dragões Superiores.
Esses seres conseguiram unir perfeitamente sua forma humana e sua forma de dragão verdadeiro.
Receberam o título de Dragões Divinos.
Seu corpo possuía aparência humanoide, mas era revestido por uma armadura natural de escamas negras.
Grandes asas brotavam de suas costas.
Longos chifres adornavam suas cabeças.
Mesmo nessa forma híbrida, continuavam capazes de utilizar o lendário Bafo do Dragão.
Porém, diferente dos demais, seu sopro assumia a forma de um gigantesco raio de energia, capaz de devastar tudo em seu caminho.
Os demônios também evoluíram ao longo dos milênios.
Ao contrário dos dragões, eles nunca possuíram uma forma de dragão verdadeiro.
A maioria sempre apresentou aparência humanoide.
Algumas espécies demoníacas lembravam animais selvagens, mas os Demônios Superiores eram completamente diferentes.
Eram seres dotados de uma inteligência monstruosa, regeneração extraordinária e um domínio assustador da magia.
Os mais poderosos dominavam uma técnica temida até mesmo pelos dragões.
As Chamas do Inferno.
Um fogo sobrenatural tão intenso que era capaz de consumir praticamente qualquer coisa.
Era uma das poucas forças existentes no mundo capaz de ferir gravemente um dragão.



